Primeiro evento de 2014 – Guadalupeças

Ontem aconteceu o primeiro Guadalupeças de 2014. Confesso que estava um pouco preocupada em fazer o evento tão no início do ano, por ser uma época de férias em que as pessoas aproveitam para viajar. Para completar, ainda tinha o calor infernal e o fato do mercado está fechado para balanço. Nosso evento acontece na Praça de Alimentação do Prezunic da Av. Brasil. O administrador do local chegou até a sugerir que cancelássemos, mas permanecemos firmes e deu tudo certo.

As pessoas demoraram um pouco para começar a chegar. Ficamos como medo delas estarem chegando e indo embora por causa do aviso do mercado fechado. Meu noivo chegou a ir para porta ficar vigiando e também tentar pegar sinal para entrar na internet e colocar algum aviso de que mesmo com o mercado fechado o evento iria ocorrer normalmente.

A primeira pessoa a chegar foi o Rodrigo, que está desenvolvendo um jogo incrível chamado Palmares, tive o prazer de participar de um playtest na edição de novembro do Castelo das Peças. O pessoal do E aí, tem jogo? fez uma resenha bem legal que você pode conferir clicando aqui.

Jogamos um pouco de OwareHnefatafl enquanto ele me atualizava de como estava o desenvolvimento do Palmares, que devido algumas modificações que estão sendo realizadas não está mais disponível para playtest, mas assim que estiver quero ter a oportunidade de jogá-lo novamente e aí escrever meu próprio texto.

Ele acabou comigo no Oware e só não fez o mesmo no Hnefatafl porque eu estava jogando com o Rei (para entender melhor, leia o post Enciclopédia de Jogos). Mas me mostrou uma possibilidade de jogada bem interessante com os Mercenários, algo para se testar com mais calma. Eu não sei conversar e jogar ao mesmo tempo.

A segunda pessoa a chegar foi o Filipe, com sua mega mala de jogos foda, então começamos a brincar de verdade. O primeiro jogo do dia foi Puerto Rico: Limited Anniversary Edition, sempre quis jogar esse jogo porque é super bem cotado no Boardgamegeek e todo mundo fala que é obrigatório na Ludoteca de qualquer fã de jogos de mesa modernos. Comecei muito bem, jogando uma versão especial. Gostei muito do jogo e tive um bom desempenho. Não ganhei é claro, mas também não fiz feio.

Enquanto jogávamos foram chegando mais pessoas. Tivemos mais Oware e Hnefatafl.

Também rolou Runicards (que eu pretendo escrever sobre em breve), O Senhor dos Anéis: The Card Game (que é o post anterior a esse) e Zombicide (já joguei tanto que deu uma enjoadinha).

Quando acabei minha partida de Puerto Rico: Limited Anniversary Edition resolvi fazer uma pausa para o almoço. Com a fome saciada foi hora de experimentar mais um jogo novo: Shadows Over Camelot. Geralmente em evento, eu procuro sempre jogos que eu não conheça ou não tenha. Esse foi a decepção do dia. Filipe falou que estava pensando em vender esse jogo, mas queria jogar mais uma vez para ter certeza, disse que não gostava muito porque era cooperativo. Pensei, se o problema é esse, então para mim estava tranquilo, eu adoro um cooperativo.

O problema desse jogo, na minha opinião, nada tem a ver com o fato de ser cooperativo. É uma questão de mecânica mesmo. O funcionamento é bem simples, cada um é um cavaleiro da távola redonda e existem diversas quests espalhadas no mapa, a cada uma resolvida você ganha espadas brancas, com sete o jogo está ganho. A dificuldade é que antes você precisa escolher perder um ponto de vida, colocar uma catapulta ou pegar uma carta do baralho negro. 

Perder ponto de vida é a última coisa para fazer porque cada um só quatro e recuperá-los não é fácil. As catapultas parecem uma boa opção, mas se chegar a doze fim de jogo e as cartas do baralho negro atrapalham as quests. Se perder uma quest entram espadas negras, com sete delas o jogo está perdido. Além das espadas, as quests dão quando vencidas vantagens e quando perdidas desvantagens.

Eu achei que está o problema do jogo, cada um só pode fazer uma ação. Se eu me movo para uma quest, só vou poder jogar a carta no outro turno. Comprar carta branca só em Camelot, e ainda tem a questão do traidor. Entre os cavaleiros existe um traidor que depois de revelado só coloca catapulta de rouba carta da mão os outros jogadores, ações muito automáticas. E quem era o traidor do jogo? Justamente o Filipe. 

Não vou entrar em muito detalhes porque para isso eu teria que ter lido as regras e jogado mais vezes, só quis fazer um comentário bem por alto. O jogo não é ruim, eu jogaria novamente se tivesse oportunidade, mas não compraria. Bonito do jeito que ele é, merecia uma jogabilidade melhor. Aqui cabe literalmente aquele ditado que diz: “Beleza não põe mesa”. Eu encaro um jogo feio com uma mecânica boa, agora o contrário já fica mais difícil. Até porque, quanto mais bonito, mais caro.
Enquanto eu estava distraída no universo do Rei Arthur, já pensando no que estou escrevendo aqui. A galera continuava a chegar e mais jogos estavam rolando.

Red November é um jogo que eu amo e que com certeza vou escrever sobre ele em breve e o Recicle já marcou presença por aqui, quem leu o post sabe bem o que eu acho dele.

Rolaram outros jogos, além dos que foram aqui expostos. Coloquei só os que achei mais interessante. Abaixo segue uma foto do evento já perto do final. Eu estou jogando Small World, que é bem legal, um dos melhores jogos da minha Ludoteca, mas não é nenhuma novidade. XD

E para fechar, uma foto com o pessoal que ficou até o final ao lado cartaz do evento para comemorar nossa primeira edição do ano. o/

Obrigada a todos pela presença, espero revê-los em 02 de fevereiro para mais um dia de muitos jogos e diversão. Se você é do RJ e gosta de jogos de mesa ou tem vontade de conhecer é só chegar. Curta a nossa página no Facebook e se mantenha informado não só sobre o evento, mas também sobre todas as novidades do meio. Para ver mais fotos, clique aqui.
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O Senhor dos Anéis: The Card Game

O Senhor dos Anéis: The Card Game foi a grande aquisição do mês de dezembro. Estou para escrever sobre ele praticamente desde que chegou. Mas acabei adiando e publicando outros posts na frente. Como fã é sempre difícil escrever sobre obras baseadas em Tolkien. Além disso, esse vai ser meu primeiro texto sobre um jogo “mais pesado”. Podia ter escolhido algum outro com o qual não tivesse uma ligação sentimental tão forte, porém, não fui eu que o escolhi, ele que me escolheu. O mais legal é que no final das contas acabei o texto na data perfeita, pois hoje é aniversário de Tolkien. XD

A ideia aqui é propor aventuras que se passam entre o aniversário de Bilbo (3001) e o início da jornada de Frodo com o Um Anel (3018) para serem jogadas em dupla ou individualmente, mas acredito que dá para colocar mais gente sem precisar de outra caixa básica como sugerido pelo manual, é algo que ainda pretendo testar. O jogo é um LCG cooperativo, os jogadores precisam trabalhar juntos para vencer as missões. Todos os itens necessários já vem na caixa básica. Claro que existem expansões, mas nem se compara aos CCG ou TCG (nomes diferentes para o mesmo tipo de jogo) como Magic, no qual se gastam verdadeiras fortunas para se montar um bom deck.

Em O Senhor dos Anéis: The Card Game, você começa escolhendo qual tipo de deck irá utilizar: Liderança, Conhecimento, Espírito e Tática. Cada deck é acompanhado por 3 cartas de herói, as outras cartas estão divididas entre aliados, acessórios, eventos e artefatos. É possível combinar cartas de tipos diferentes e criar decks personalizados. Mas isso traz um complicador, apenas os heróis recebem fichas de recurso e as cartas para serem baixadas precisam ter seu custo pago por um herói que seja de seu mesmo tipo. 
 Heróis de Espírito e Tática.

 Heróis de Conhecimento e Liderança.

A soma da pontuação dos seus heróis irá determinar o nível de ameaça. É a principal forma de perder o jogo. Pois o nível sobe automaticamente a cada turno e não pode chegar a 50. Além disso, existem diversas outras formas de ter seu nível de ameaça aumentado que serão explicadas ao longo do texto. Você também perde se todos os seus heróis forem mortos.

A caixa básica vem com três cenários, cada um deles vem com um deck de missão, que são as etapas a serem vencidas. Para vencer essas etapas, você precisa enfrentar o deck de encontro, onde estão as cartas de infortúnio, inimigos, localização e objetivo. Cada jogador começa com seis cartas na mão. Os heróis não contam, eles já começam posicionados na mesa. Cada turno do jogo possui 7 fases: Recurso, Planejamento, Missão, Viagem, Encontro, Combate e Renovação.

 Visão geral da mesa no início da partida.

No início do turno, cada jogador compra uma carta. Após isso, cada herói recebe sua ficha de recurso. Com os recursos, você pode baixar cartas da sua mão (aliados e/ou acessórios). Então vem a fase mais importante: Missão. Primeiro, você designa quais personagens irão participar daquela missão, para isso o personagem precisa ter força de vontade. Geralmente, só os heróis tem, aliados com força de vontade são poucos. Essa parte é uma aposta, pois o perigo só é determinado depois, através das cartas de encontro. Uma carta de encontro será colocada na denominada área de perigo para cada um dos jogadores. A soma da força de ameaça dessas cartas juntas é o objetivo a ser superado pela força de vontade dos personagens designados para missão. O avanço na missão depende de em quanto a força de vontade supera a força da ameaça. Em caso de derrota seu nível de ameaça sobe. Se for empate nada acontece. Importante é que os efeitos das cartas de encontro são ativados assim que elas são reveladas. Isso pode quebrar muito seu poder na missão.

Apenas cartas de localização e inimigos somam força de ameaça. Se forem infortúnios, fazem seu efeitos e são descartadas. As cartas de objetivo produzem variações diversas que podem ajudar ou atrapalhar o jogador, ainda não topei com elas nas minhas partidas. As cartas que somam força de ameaça são acumulativas. Para se livrar delas, temos as próximas fases: Viagem e Combate.

Na Viagem, você escolhe ir para uma determinada localização da área de perigo. A localização passa então para junto da carta de missão e não conta mais para a força de ameaça. Mas o progresso que você teria na próxima fase de Missão vai para a localização. Ela atrasa o seu caminho. Mas aí é uma questão de equilíbrio, se você não viaja soma uma força de ameaça grande demais que ficará impossível de vencer e se você viajar demais não progride na missão. As cartas de localização também tem efeitos. É importante ficar atento a eles.

Antes do Combate, temos uma fase chamada de Encontro. Primeiro, escolhemos um inimigo para engajar (o que significa que aquele inimigo ficará preso a você) ou não. O inimigo pode ser escolhido independente do custo de engajamento. Depois, os inimigos vão sendo engajados aos jogadores alternadamente de acordo com o nível de ameaça de cada um. Nessa fase, só inimigos com custo de engajamento igual ou menor podem ser engajados.
 Jogo em andamento. O deck de encontro quase sumiu na foto porque o sleeve é preto. lol

Agora, vamos ao Combate, é hora de chorar. Lembra que você precisa designar personagens na fase de Missão? Pois é, esses personagens são virados e não podem ser utilizados novamente em nenhuma outra fase do turno (a menos que exista uma carta que diga o contrário e elas sempre existem). Então, como em geral quem vai à Missão são os heróis, resta aos aliados partir essa parte ou você pode reservar algum herói para o Combate. O problema é que sendo apenas três, com o decorrer do jogo, isso vai ficando cada vez mais difícil.
Como dificuldade pouca é bobagem, os inimigos atacam primeiro claro. Então, você ainda precisa gastar personagens para se defender. E tem mais, cada inimigo ganha uma carta sombria que é retirada do topo do deck de encontro e que só será revelada na hora do ataque. Isso lógico é depois de você já ter anunciado seu defensor. Um só, nada de fazer “montinho” (a menos que exista uma carta que diga o contrário e elas sempre existem). Pelo menos, você pode escolher qual inimigo vai te atacar primeiro. Importante, se você escolher não defender todo o dano vai para um de seus heróis.

Se depois disso tudo, ainda tiver sobrado algum personagem de pé para atacar é a hora. No ataque, você pode juntar vários personagens contra um único inimigo. Entre as fases de Combate, você não só pode como deve utilizar suas cartas de evento. Depois disso, vem a última fase que é levantar os personagens.
 Sofrendo…
 Morrendo…

É um jogo bem cheio de detalhes, o que prejudica bastante a explicação em forma de texto. O objetivo foi só dar uma ideia de como o jogo funciona. Mas apesar de tantos detalhes, ele não é dificil não, pelo menos no que diz respeito a aprendizagem de sua mecânica. Porque a vitória, essa sim é bem difícil. O manual é muito bom, vem com bastante exemplos e é bem ilustrado.

O que eu mais gostei do jogo foi a mecânica, muito boa tanto para 1 quanto para 2 jogadores. Porém, achei que não ficou bem integrada com a temática. O que como fã de Tolkien me fez ficar um pouco decepcionada. Ainda mais que o jogo todo é tão bonito.

Mas só de olhar a capa, já achei que tinha algo estranho. É uma imagem do Gandalf a cavalo com aranhas gigantes ao redor, no meio de uma floresta com um castelo em ruínas (Dol Guldur) e um ser alado que não consegui identificar. Isso tudo é muito O Hobbit. A Fantasy Flight lançou o jogo em 2011, apenas um ano antes do primeiro filme ser lançado.

Os cenários também todos fazem referência a elementos de O Hobbit e não formam uma história consistente. Thranduil manda uma mensagem urgente para Galadriel e então você fica vagando pelo Floresta das Trevas enfrentando infinitas aranhas e outros seres malignos. Depois que você finalmente consegue sair de lá, faz o caminho pelo Anduin até Lórien enfrentando mais um monte inimigos. Chegando lá, Galadriel manda fazer uma investigação em Dol Guldur e um de seus companheiros é aprisionado e precisa ser resgatado. Eu achei isso tudo sem sentido.

Os heróis foram outra coisa que me incomodou bastante. Dos 12 heróis, 3 deles são inventados (Thalin, Eleanor e Beravor). O Dúnhere é um personagem muito pequeno, um simples capitão de Rohan, chefe de uma região qualquer que morre na batalha dos Campos de Pellenor. É difícil entender qual foi o critério utilizado para definir os heróis nos determinados tipos. 

Só Liderança que na minha opinião faz sentido, com Aragorn, um personagem mais famoso, e Théodred e Gloín que são personagens pequenos, mas com papéis de Liderança inegáveis. Apesar de achar que talvez o nosso amigo de Rohan ficasse melhor como Espírito, mas aí seriam duas pessoas da mesma família, fico em dúvida. Agora, Légolas e Gimli em Táticas é difícil de engolir, eles nem se conheciam na época que o jogo se propõem retratar e para fechar ainda colocam o inventado Thalin.

Em Conhecimento temos Glorfindel e Denethor que são bons, apesar de eu ter minhas reservas quanto ao segundo. Mas estamos falando de conhecimento e não de sabedoria, então vamos deixar desse jeito mesmo. Então, surge mais um personagem inexistente, a tal Beravor que é uma Dúnedain, uma guardiã. Que raios ela está fazendo na esfera de Conhecimento? E a pior esfera de todas Espírito. O próprio conceito já é estranho. Só a Éowyn se encaixa nisso e talvez o Théodred, como já disse mais acima, podiam ter trocado ele de lugar com o Dúnhere. Para fechar mais uma inventada – Eleanor de Gondor.

Aí encontramos como simples aliado um personagem como Faramir ou Beorn, que seriam heróis bem melhores e coerentes que muitos dos apresentados. Entendo o porquê de não colocarem Gandalf como herói, a carta dele é a que mais faz jus ao seu personagem. Entra em jogo de repente, faz o que tem que fazer e saí. Mas os outros não vejo desculpa. Não acredito que seja uma questão de economia para as expansões. O universo de Tolkien tem muitos personagens.

Enfim, minha conclusão é as missões não formam uma história e tanto heróis quanto personagens são muito aleatórios. É como uma uma colcha de retalhos. Pegaram vários itens da obra de Tolkien misturaram tudo e esse é o resultado. É perceptível que a mecânica do jogo poderia ser utilizada com outras temáticas, não foi pensada para o Senhor dos Anéis especificamente. Mas abstraindo essas questões que podem ser puro mimimi de fã, é um jogo muito bom.

Quer jogar e está no RJ? Então, venha para o Guadalupeças, evento que ocorre todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe, que fica bem na Avenida Brasil, não tem erro. Nosso evento será o primeiro do ano, fica a sugestão para começar bem 2014.

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Hanabi

Hanabi é um party game cooperativo lançado no Brasil pela Galápagos Jogos com temática de fogos de artifício para ser jogado de 2 à 5 jogadores. Nada mais adequado para hoje, não? Seu nome significa fogos de artifício em japonês. É um jogo bem simples e divertido, além de bonito. As regras vem escritas em cartões que são de leitura muito fácil e rápida. Li no ônibus em uns 10 minutos, só para poder relembrar algumas coisas e também porque nunca tinha parado para ler. A maioria dos jogos acabo sempre aprendendo a jogar pela explicação de alguém mais experiente ou algum vídeo de gameplay.

Visão geral do jogo.

O jogo possui cartas de fogos de artifício de 6 cores diferentes e que são numeradas de 1 à 5. O objetivo é conseguir organizar essas cartas nas cores e ordem correta, fazendo assim a melhor apresentação possível. A dificuldade é que os jogadores não podem ver as suas próprias cartas, eles só podem ver as cartas dos outros jogadores. Em cada turno, escolhesse 1 ação entre as 3 possíveis: dar dica, descartar carta e jogar carta.

 Cartas sempre viradas para os outros jogadores

Existem 8 cartas de dica no jogo, cada vez que você escolhe a ação de dar uma dica, uma dessas cartas é utilizada. Se as cartas de dica acabarem, você não pode escolher essa ação. Mas elas voltam, isso vai ser explicado ao longo do texto. Existem dois tipos de dicas possíveis, cor ou número. Você só pode dar uma dica e precisa ser bem especifica, mostrando a qual carta a dica se refere. Na minha opinião, é ação mais importante do jogo. É necessário bastante atenção ao que está na mesa, tanto quem está dando a dica quanto quem está recebendo, para pegar a informação que não está sendo dita diretamente.

Quando você descarta uma carta de fogos de artifício, recupera uma carta de dica. Mas é perigoso descartar uma carta sem ter informação nenhuma sobre ela, pois pode acabar descartando uma carta útil. As cartas possuem repetições, com exceção da carta 5. Se você descartá-la já era, uma sequência vai ficar sem ser completada. Nisso a dica também ajuda, pois através dela você pode saber que tem uma carta inútil na mão e descartá-la sem medo. Ao receber dicas, você pode reorganizar sua mão para ajudar sua memória. Porém, em hipótese alguma, pode olhar suas cartas.

Jogar a carta é a ação mais tensa do jogo, pois é necessário precisão de cor e número. Não pode haver cores repetidas e a numeração precisa ser na ordem. Se você joga uma carta errada, leva uma carta de penalidade, com 3 dessas o jogo acaba e todo mundo perde. Não há modo de se livrar das cartas de penalidade. Após jogar ou descartar carta, você deve comprar uma nova.

Cartas de dica (azuis) e penalidade (vermelhas) à esquerda e a direita as cartas de fogos de artifício já jogadas.

Além da penalidade, existem outras duas formas do jogo acabar. Se a pilha de compras termina ou se a sequência de 6 cores e 5 números for completada, o que é o mais difícil de ocorrer. O primeiro caso é derrota, o segundo pode ser uma vitória parcial e o último é a vitória suprema, praticamente os fogos de Copacabana. No caso em que a pilha de compras acaba é somado o valor da última carta de cada sequência de cores para contar a pontuação e determinar o nível do seu show de fogos de artifício.

Como eu já disse é um jogo bem simples e divertido, além de bonito. Funciona muito bem tanto para jogadores mais experientes quanto para iniciantes, além de poder servir de porta de entrada para aqueles que não conhecem jogos de mesa modernos. Pode ser jogado praticamente por todas as idades. A classificação indicativa da caixa é 8 anos. Só não recomendo jogar com dois jogadores, pois perde muito da graça. O jogo fica muito mecânico e a vitória muito fácil.

Jogo na prática.

È isso aí galera, último post de 2013. Feliz Ano Novo para todos. Que 2014 venha com muitas jogatinas, sejam elas caseiras ou em eventos, e bons lançamentos. Espero poder ver os grandes jogos gringos sendo lançados por aqui, mas também ver os nacionais fazendo bonito. O blog é novo, mas espero conseguir melhorá-lo a cada novo texto publicado. Obrigada pelas visitas e aguardem que já tem texto especial para o início do ano que vem. XD

Essa última foto é do Guadalupeças, evento que ocorre todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro. Fica bem na Avenida Brasil, então não tem erro. Nosso evento será o primeiro do ano, fica a sugestão para começar bem 2014.

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Enciclopédia de Jogos

Apesar de existir há alguns anos já, a referência mais antiga que encontrei no Google é de 2008, só vim a conhecer a Enciclopédia de Jogos da Mitra na semana passada. Meu noivo estava na Livraria Cultura procurando por um presente de Natal para mim, quando se deparou com uma estante cheia de jogos em caixas de madeira com formato semelhante ao de um livro e aparência artesanal. Na hora, ele me mandou uma mensagem com o site da empresa para que eu pudesse ver. O site deles é muito bonito e traz muitas informações sobre os jogos. Aconselho dar uma olhada no catálogo que fica na seção Mitra na Mídia.
A ideia da Enciclopédia de Jogos pelo que pude perceber é apresentar jogos clássicos de todo mundo desde os mais antigos até os atuais. Os tabuleiros são feitos de MDF e dobram ao meio com espaço na lateral para armazenar as peças e um fecho que facilita o armazenamento não deixando as peças caírem ou o tabuleiro abrir por acidente. Além disso vem uma luva  em papel kraft para proteger a caixa/tabuleiro, o nome do jogo vem escrito na lombada como em um livro mesmo e o manual que apresenta a história e regras do jogo de maneira mais detalhada é em papel reciclado. A Mitra é uma empresa de criação de jogos com enfoque educativo, então nada mais coerente.O trabalho de arte tanto da capa como do tabuleiro também é bem bacana, com desenhos e pinturas muito bonitos. O legal é que mostra que é possível fazer um produto ecologicamente correto com qualidade e atraente esteticamente.
Acabamos decidindo por trocar jogos da Mitra de presente de Natal. O problema foi quais jogos escolher em meio a tantas opções. A Enciclopédia de Jogos é atualmente composta de 35 jogos. Digo atualmente, porque novos jogos vão sendo acrescentados. No texto de 2008 que citei falava-se em 17 jogos. Não sei se na Livraria Cultura tinha todos os jogos da coleção, mas a maioria estava disponível lá.

Meu noivo escolheu rapidamente o que ele queria – Go. Acho que depois de XadrezDamas e Gammon é o jogo mais conhecido da Enciclopédia. Eu fiquei perdida lendo a contracapa que traz um resumo da história do jogo e das regras, além de uma foto ilustrativa. Tantas opções, uma mais interessante que a outro. Acabei escolhendo Oware e Hnefatafl, pois me pareceram os mais interessantes historicamente.

O Go ainda não jogamos, achei o mais difícil dos três. Dei uma lida nas regras, mas ainda não tive coragem de encarar o tabuleiro, estou tentando me acostumar jogando no IOS. Já consigo saber onde o oponente vai jogar as pedras dele, só não consigo acertar onde jogar as minhas. lol
O primeiro que jogamos foi o Hnefatafl, um antigo jogo Nórdico, cujo nome significa “rei do conselho”. Antes da introdução do Xadrez nos séculos XI e XII, os Escandinavos estimulavam seus raciocínios estratégicos com um jogo conhecido como Tafl que no idioma Nórdico antigo significa “mesa” e, até o final do séc XII era usado para chamar uma grande variedade de jogos de tabuleiro.

Esse jogo me pareceu uma espécie de Xadrez simplificado, porém esteticamente mais atraente. Nele, nós temos o Rei e seus defensores posicionados no centro do tabuleiro; nas laterais temos os mercenários cujo objetivo é capturar o Rei. As peças se movimentos em linha reta como a Torre no Xadrez. Uma peça é capturada se for cercada por dois lados. Porém, o Rei só é capturado se for cercado por todos os lados. Esse é claro o objetivo dos mercenários. O objetivo do jogador que controla o Rei e seus defensores é chegar em um dos quatro refúgios localizados nas quatro extremidades do tabuleiro. Nenhuma peça pode ocupar esses locais além do Rei.
Jogamos duas vezes, uma vez de cada lado. Em ambas as vezes a vitória foi do Rei, o que nos deu a impressão de uma certa desigualdade. Jogar com o Rei parece ser sempre mais fácil, porém acho mais provável que a gente que ainda não tenha pego o jeito do jogo direito.
Logo em seguida veio Oware, jogo com mais de 7000 anos de história, que teve origem no continente africano. Existem mais de 200 variações e nomes diferentes de Mancala (nome dado a essa família de jogos). Na própria Enciclopédia de Jogos encontramos outras versões – Bao e Onweso. Oware é uma das versões mais populares. O manual veio com 3 regras diferentes. Só joguei pela primeira regra que é a utilizada em campeonatos e competições internacionais – Abapa.

O jogo é bem simples e muito divertido, porém o manual me deixou um pouco confusa. Mas a própria Mitra tem um vídeo explicativo ótimo. O tabuleiro é composto por 12 cavas, sendo metade para cada jogador. Cada cava começa com quatro sementes. O jogador inicial vai recolher as sementes de qualquer uma de suas cavas e distribuir uma a uma nas cavas subsequentes, acabando as cavas do seu terreno continua no terreno do oponente. Essa é a semeadura. Cada jogador vai fazer isso até que ocorra condição para colheita, que é quando se faz os pontos. A colheita ocorre quando ao depositar a última semente no campo do oponente a cava fica com um número de duas ou três sementes. Se acontecer de cavas anteriores formarem dois ou três em sequência até a última semente, a colheita poderá ser realizada nessas cavas também. O jogo termina quando o primeiro fizer 25 pontos.
 
Acho que ficou bem claro ao longo do meu texto que virei fã do trabalho da Mitra e com certeza pretendo comprar outros jogos deles. Os preços dos jogos são bem tranquilos, o Go que é o mais caro não chega nem a R$100, os demais estão numa faixa de R$50, um pouco mais ou menos. Não sei se vou conseguir completar a coleção, como eu já disse anteriormente ela vai crescendo, mas tentarei comprar os jogos mais antigos e clássicos, tipo Senet ou Jarmo, que também tem histórias muito interessantes. Espero poder escrever bastante sobre os jogos da Mitra aqui no blog.
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Recicle: Tempos de Crise

Eu tinha planejado e estava me preparando para postar sobre um outro jogo, porém Recicle: Tempos de Crise me deixou tão empolgada que eu tive que escrever sobre ele imediatamente. Saí da mesa de jogo direto para o computador. Mais uma vez temos um jogo que a princípio você não dá nada. Tanto o tema quanto a arte de capa não ajudam. Pelo tema de reciclagem, você pensa logo em algo educativo e consequentemente chato. Já a capa parece que é um problema geral de todos os jogos da fase “underground” da Galápagos Jogos (eu tenho todos, só me faltava esse). Não vou dizer que é injustiçado também, porque até onde sei ele sempre foi bem avaliado e está esgotado há algum tempo.

Em Recicle: Tempos de Crise cada jogador administra uma cooperativa de reciclagem. Não preciso dizer que vence a que for melhor administrada, certo? A mecânica do jogo é totalmente Euro, a sorte é zero. Você tem três catadores para se mover pelo tabuleiro de cidade recolhendo os recursos. Além das áreas de materiais recicláveis, você tem materiais orgânicos (vão direto para o aterro sanitário da cooperativa e a cada três você ganha um ponto), praça (permite se mover para determinados lugares do mapa), carta (ações que beneficiam o jogador) e cooperativa (onde o catador vende para você). Nesse tabuleiro também temos a contagem de pontos e turnos. São seis para dois jogadores e cinco para três ou quatro jogadores. O jogo é muito rápido, tive um pouco a sensação que tenho ao jogar Agrícola, vai chegando o final e você acha que não fez nada.

Os catadores vendem o material reciclável à cooperativa (você gasta dinheiro) ou ao armazém público (você ganha dinheiro). A questão do armazém público é que para comprar de lá depois pode ser mais caro e por mais que pense que não vai precisar comprar lá, chega um momento que o jogo meio que te obriga. Além dos carrinhos dos catadores e do armazém público, esse é o tabuleiro que conta o dinheiro, item muito importante no jogo. Perceba que é possível ficar com valor negativo, isso significa que você pegou emprestado e tem também um esquema de pagamento de juros. Além disso, tem os impostos a partir do momento que se atinge uma determinada quantia de dinheiro. Estar no vermelho no final da partida perde ponto, assim como ter dinheiro sobrando dá pontos.

Outra ação possível é aquisição de fichas de equipamento de fichas de melhoria. Os principais são os equipamentos de reciclagem, você pode ter dois por vez. Sem eles não tem como reciclar e essa é claro a principal forma de ganhar dinheiro e pontos. Eles podem ser vendidos pela metade do preço de compra para abrir espaço para outros melhores. Se você não tiver os dois espaços de equipamento de reciclagem completos no final da partida perde ponto. Outra forma de reciclar que são os Ateliês, esses são livres. Existem outras melhorias que vão facilitar a administração da cooperativa. Todas muito bem pensadas.

Jogamos em apenas duas pessoas e já foi incrível, mal posso esperar para jogar com quatro. O jogo possui uma mecânica muito redonda. A princípio não percebi nenhum problema de regra, tudo funciona perfeitamente. Se fosse para reclamar de alguma coisa, nem é bem uma reclamação, é mais uma observação. Acho que pelo tema teria sido muito legal se o jogo fosse de material reciclado, tipo o Banco Imobiliário Sustentável. Não sei se os componentes são todos de material reciclável ou só a caixa, mas passa uma boa impressão. Uma outra questão é o tabuleiro da cooperativa, acho que poderia ser maior, com espaço para as outras fichas de melhorias além dos equipamentos de reciclagem.

Mas no geral adorei o jogo e recomendo fortemente. Se você ver vendendo em algum lugar compre porque é muito bom. O meu veio da Livraria Cultura lá do Recife. Cobraram um pouco a mais por causa disso, mas posso dizer que valeu cada centavo e mesmo com acréscimo nem foi tão caro. Achei bem justo o preço. É legal comprar em promoção, mas também você precisar saber reconhecer o valor das coisas.
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O Último Grande Campeão

Meu noivo comprou esse jogo bem barato em uma promoção no site da Galápagos. Para quem não conhece, é um jogo nacional cuja temática é MMA. Pelo preço, a própria temática e arte pensei que seria dinheiro jogado fora. Sim, a arte dele também não é lá grandes coisas. Levou algum tempo até esse jogo finalmente conseguir ver mesa.

Apesar de ser um jogo de luta, ele precisa de três jogadores no mínimo.  Todo jogo assim acaba ficando um pouco encostado aqui em casa. Sendo um jogo do qual nada se esperava, ficou ainda mais tempo que o normal.

A oportunidade veio em um dia que fui jogar na casa de um vizinho. Já era de noite e no dia seguinte, eu iria acordar cedo para trabalhar, então precisava de algo rápido e fácil de carregar. Resolvi então dar uma chance. Jogamos em cinco pessoas e qual não foi minha surpresa ao perceber o quanto o jogo era divertido. Depois tive a oportunidade de jogar com três pessoas e achei que não funcionou tão bem. Acredito que o ideal seja cinco ou seis pessoas mesmo.
De maneira bem resumida, ele funciona da seguinte forma. Um dos jogadores (aleatório) começa com a peça que representa o Cinturão de Campeão. O objetivo do jogo é juntar oito ou dez pontos de vitória (varia de acordo com a quantidade de jogadores) e conquistar esse componente. Cada jogador pode realizar duas ações de um total de quatro (que não podem ser repetidas), sendo que quem estiver com o Cinturão só pode realizar apenas uma ação. As ações são: desafiar o campeão, treinar, comprar carta e curar.

No início da partida, cada jogador escolhe a carta do seu lutador. Essa carta vem com os símbolos das habilidades que esse lutador possui. É possível adquirir novas habilidades ou melhorar as que já tem na carta através do treinamento. As lutas e treinamentos são realizadas através dos dados que vem com os símbolos das habilidades. A quantidade de dano vai ser igual a quantidade símbolos correspondentes do dado e da carta. Depois de rolar os dados de ataque, você rola os dados de dano para saber quanto você se machucou e depois vai ser a vez do oponente. Aqui você bate, mas também apanha e não tem defesa.

Os dados são a única parte bonita do jogo. Eles são uma graça, os dados de luta pretos com os símbolos das habilidades e os dados de dano amarelos e um vermelho com as conhecidas onomatopeias de lutas.

As cartas são naquele velho esquema: ajuda você ou atrapalha o adversário. O importante é que comprar cartas é ação, mas jogá-las não. Assim sendo, você pode combar frenético.

Agora só falta falar da ação de curar que, na minha humilde opinião, é o maior problema do jogo. Você pode usar uma das suas ações para curar um dano ou passar a vez e curar três danos. Não existe um limite de dano que um lutador pode ter, ninguém é eliminado por isso. O dano diminui a quantidade de dados que você joga na luta. A cada dois danos você fica com um dado a menos. Porém, só vai até três. Quando joguei a primeira vez, não prestei atenção nisso e fui zerando os dados, o que obrigava as pessoas a se curar. Se você fica sempre com três dados e ainda tem carta que acrescenta dado na sua rolagem, para que vai gastar ação curando?
Outra coisa que eu achei mais ou menos foram as peças variantes. O Mestre é razoável, mas é muito esforço para pouco benefício, só dá defesa contra um tipo de golpe. A Ring Girl é repetição da carta, faz exatamente a mesma coisa, concede ponto de vitória automático. As outras duas são para você próprio criar as regras. Não consigo me decidir se isso foi uma boa ideia ou não.

Enfim, o jogo tem alguns problemas, tanto na questão arte quanto na questão jogabilidade, mas não merecia ter sido tão fracassado. Eu comecei o texto informando que o jogo foi comprado em uma promoção no site da Galápagos. Foi um grande saldão que eles fizeram, acho que estavam querendo liberar estoque. Bem, todos os jogos esgotaram rapidamente. Ou melhor, quase todos, O Último Grande Campeão foi o único que ficou lá encalhado. Atualmente, ele consta como esgotado, mas levou muito tempo e ele era o mais barato de todos.
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Retrospectiva

Pode parecer um título estranho para primeira postagem, sua motivação se deve ao fato de minha caminhada no incrível mundo dos jogos de mesa ter começado a cerca de um ano atrás apenas. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não tenho uma história saudosista de infância com jogos como War, Detetive, Banco Imobiliário ou Jogo da Vida. Mas isso não significa que meu primeiro contato com esse tipo de jogo tenha ocorrido somente no ano passado.

Meus passos iniciais com jogos de mesa foram com Heroclix e Magic, respectivamente. Mas devido ao universo altamente competitivo de ambos, comecei a procurar por opções mais leves de diversão. Eu sempre gostei de lojas de brinquedos e foi assim que eu conheci as versões de carta dos jogos de tabuleiro citados acima e um jogo novo, um tal de Catan.

Natal do ano passado.
Até esse momento, os jogos de mesas eram apenas um passatempo divertido, que poderia ter ficado só nisso. Talvez tivesse comprado algum outro jogo dos tradicionais. Eu cheguei a pensar em comprar o War Batalhas Mitológicas. Mas tudo mudou quando li a notícia do lançamento do A Game Of Thrones: The Card Game pela Galápagos Jogos. Na época, eu estava lendo os livros freneticamente. No início, éramos só eu e meu noivo, não tínhamos outras pessoas com quem jogar. Foi aí que surgiram os eventos, fora que eu era louca para saber como era o lance daquele “tabuleirinho” com as peças representando os títulos. Procurando por grupos e eventos no Facebook conhecemos A Game Of Thrones: The Board Game. Nossa estreia em eventos foi na 1ª Dungeon Cards. Fomos na intenção de jogar ambos, mas só deu tempo para ele.

Empolgadíssima com minha blusinha dos Starks.

O segundo evento que fomos foi o Castelo das Peças. Tínhamos acabado de adquirir nosso primeiro jogo importado e estávamos muito empolgados para testá-lo, até porque era um jogo de uma outra série que somos muito fãs: Battlestar Galactica.
 Quem é o Cylon?

Esse evento também foi importante porque foi nele que joguei meu primeiro Euro: Myrmes. Um jogo no qual você administra uma colônia de formigas tentando sobreviver as quatro estações durante três anos.

Tabuleiro principal (jardim).

 Tabuleiro individual (formigueiro).
Espero um dia tê-lo na minha coleção, apesar de só ter jogado uma única vez, é um dos meus favoritos.
Mas e o A Game Of Thrones: The Card Game? Levou algum tempo até eu consegui jogá-lo com outras pessoas. Fui frequentando os eventos e conhecendo outros jogos. Com o tempo surgiu a ideia de realizar nosso próprio evento, que a princípio se chamou Dungeon Cards Zona Norte.

 
Enfim, A Game Of Thrones: The Card Game completo
O tempo foi passando, mais eventos, mais jogos e chegamos ao Zombicide. Foi com esse jogo que convertemos os vizinhos ao nosso pequeno vício. 

        Primeira jogatina caseira.

Recentemente, nosso evento passou a se chamar Guadalupeças, por uma questão de maior acessibilidade.
 Todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe que fica na Av. Brasil.

Acho que bem resumidamente, foi essa a minha trajetória no mundo dos jogos de mesa. Tentei ser o mais breve possível, só destacando os principais pontos mesmo. Além de muitos jogos bacanas, com temáticas e jogabilidades das mais variadas e interessantes os quais não podia nem imaginar que existiam. Conheci muita gente legal, alguns estão nas fotos acima, outros não (quem sabe em posts futuros). 
A ideia de fazer o blog veio da minha vontade de falar sobre esse hobby que se tornou tão especial para mim. Queria de alguma forma poder expressar minhas opiniões sobre o assunto. Um jogo especificamente foi o empurrão que faltava. Um jogo, na minha opinião, injustiçado. Mas vou fazer um suspense, pois ele será assunto do próximo post. Qual será o jogo que me impulsionou na criação do blog? Alguém advinha?
Para terminar, sobre o nome do blog. Bem, é difícil encontrar um bom nome disponível. Pensei em vários nomes ruins. Meu noivo foi importante nesse momento não me deixando colocar qualquer porcaria. Acho que Turno Extra é um nome bacana, abrange a temática geral do blog e é convidativo espero. Aqui é um espaço não só para expor minhas ideias, mas trocar com outras pessoas também. É um bate papo virtual depois de uma boa jogatina.
Não posso encerrar esse primeiro post sem colocar uma foto dos meus joguinhos queridos, ainda têm mais cinco para chegar esse ano. Estão pelos correios da vida.
 

Meus joguinhos *_*

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