Análise em vídeo: Karuba, da Conclave Editora

É Jumanji? Não, é Karuba! Um board game rápido, de regras fáceis e com muita estratégia. Karuba é um dos próximos lançamentos da Conclave Editora, que traz para o Brasil este sucesso indicado ao Spiel des Jahres 2016, considerado o “Oscar dos jogos de tabuleiro”.

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Análise: Dr. Eureka, da Mandala Jogos

Dr. Eureka é um dos family games mais divertidos que joguei nos últimos tempos. Ele é um jogo que trabalha com reconhecimento e construção de padrões em tempo real exigindo dos jogadores destreza e agilidade, tudo isso utilizando apenas tubos com bolinhas coloridas e algumas cartas. A arte de capa é bem infantil e pode afastar alguns jogadores, passando a ideia errada de ser um jogo bobinho, o que está bem longe da verdade.

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Os jogos são melhores do que as pessoas

O ano de 2017 não foi nada fácil para mim em relação ao hobby. Eu recebi uma série de ataques que me abalaram bem mais do que eu gostaria de admitir. Apesar de algumas alegrias, de forma geral, foi basicamente um ano de decepções e desgaste emocional. Mas não com jogos de tabuleiro.

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Overdrive: um ótimo jogo em financiamento coletivo

Neste vídeo falamos sobre Overdrive, novo jogo de Moisés Pacheco e Bianca Melyna, que vem para trazer mais uma opção de “dice placement” aos fãs do gênero. Agora com pitadas musicais, o objetivo é ser aclamada como a maior banda de rock em uma batalha digna de grandes festivais. Testamos o protótipo e falamos um pouco sobre o que esperar do jogo. Continuar lendo Overdrive: um ótimo jogo em financiamento coletivo

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Board Game Girls – Evento 100% feminino

O Board Game Girls é um projeto idealizado por Priscila Terra em resposta aos diversos problemas relacionados a machismo e que acabam por afastar mulheres do hobby de jogos de tabuleiro. O projeto começou como um grupo no Facebook, depois veio a página na mesma rede social e os esforços para realização de um evento exclusivamente feminino. Tal formato foi decidido democraticamente através de enquete no grupo, não sendo uma decisão unilateral da organização. Eu mesma votei por essa opção por acreditar ser a mais adequada à proposta de criar um espaço seguro que encorajasse a participação feminina.

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Guadalupeças – Especial Quadrinhos

Eu sempre gostei muito de eventos com edições temáticas, acho que elas promovem uma maior interação entre os participantes do evento e ainda são mais atrativas para novos jogadores. Ao longo de todo o período de existência do Guadalupeças foram inúmeras as vezes que organizamos edições deste tipo, já fizemos Star Wars, Game Of Thrones e até mesmo uma de Futebol, na época da Copa do Mundo. Porém, apesar de sermos grandes fãs da nona arte, ainda não tinha acontecido de unirmos esses dois grandes hobbies.

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Análise: Por Favor, Não Corte Minha Cabeça, da Geeks N’ Orcs

Como eu já disse anteriormente em outro texto, sinto falta de uma maior diversidade de elementos nos boardgames com temática de terror, tudo acaba ficando resumido a Cthulhu e Zumbis. Adoro ambos, porém acho que já está muito saturado. Existem tantas outras possibilidades para serem exploradas. Então, quando fiquei sabendo sobre o Por favor, não corte a minha cabeça! fiquei  bem animada de cara. Ele tentar uma caminho diferente, fugindo do óbvio.

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Análise: Modern Art, da Galápagos Jogos

Modern Art é um jogo que sempre ouvi falar, mas nunca tinha tido oportunidade de jogar. Por conta disso, quando um tempo atrás apareceram aquelas cópias perdidas da lendária edição da Odysseia Jogos, nem dei muita bola. Isso foi bom, senão teria comprado por um valor mais caro, por uma edição que nem é tão bonita assim. Particularmente, gosto mais da nova, que foi produzida pela CMON e lançada no Brasil pela Galápagos Jogos.

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Saiba como foi o Guadalupeças do mês de Outubro

Em 15 de outubro aconteceu mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Por ser no final de semana de um feriado prolongado e um dia de chuva aqui no Rio de Janeiro tivemos um público um pouco menor do que o habitual. Também houve uma mudança de local, continuamos no primeiro piso do Shopping Jardim Guadalupe, mas estamos agora no extremo oposto do local anterior. Espero que ninguém tenha ficado perdido. Antes ficamos ao lado do Rei do Mate e agora estamos em frente ao Amigão. Mais uma vez só temos a agradecer ao Shopping, por acreditar na nossa proposta e preparar esse novo espaço para nos receber.

Outubro é o mês de prevenção ao câncer de mama e nós resolvemos tentar contribuir para isso de alguma forma. A Game Maker que estava presente no evento fez para nós alguns meeples no formato do laço rosa, símbolo internacional da campanha, que foram distribuídos para as mulheres que estiveram presentes no evento. É uma doença terrível, cuja descoberta cedo é fundamental para o sucesso do tratamento. Eu já vivi essa realidade na minha família e sei o quanto de sofrimento ela provoca.  Acesse o site do Inca e para saber mais informações.

Nossa humilde contribuição para uma causa tão importante.
Quer publicar um jogo ou produzir um protótipo? Procure a Game Maker.

Além do pessoal da Game Maker, tivemos também a presença dos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego, ambos membros do coletivo Mansão das Peças. O Romulo Marques está em plena campanha de financiamento coletivo do excelente jogo de destreza Die die DIE, tem texto sobre a versão protótipo dele aqui no blog e vídeo explicativo de regras com o próprio Romulo no nosso canal. A versão final do jogo mudou bem pouco em termos de regras. O lançamento é uma parceria entre a Ace Studios e a Redbox Editora.

Conferindo a versão final do Die die DIE.
A arte é do Lucas Ribeiro, responsável pelo Space Cantina. Ficou bem bonito.

O Rodrigo Rego estava no evento apresentando o Papertown, jogo que em breve deve estar chegando ao mercado também pela Redbox Editora. Além disso, ele também trouxe Copacabana e Break & Breakfast (antigo Su Casa, Mi Casa), que vai sair lá fora pela Braincrack Games. Todos os três jogos possuem em comum a mecânica de colocação de tiles. Eu gosto muito do Copacabana por conta da temática bem brasileira, mas acabei jogando mesmo o Papertown e o Dead & Breakfast.

Rodrigo apresentando Copacabana.

O Papertown eu já havia jogado na época em que ainda era Micropolis, ele é bem frita cérebro por conta da questão do reconhecimento de padrões. É um jogo com uma pegada bem agressiva, no qual os jogadores precisam estar muito atentos para trancar seus oponentes. É um jogo que não permite distração e pune bastante os erros. Eu joguei no modo de duplas e pude perceber um problema de “alpha player”, por isso a sugestão da mesa foi limitação de comunicação entre os jogadores. Eu prefiro o modo cada um por si mesmo. Dos jogos do Rodrigo, o Papertown é o que menos me atrai. O tema é bastante seco, eu não sou muito boa com visão espacial e jogos muito competitivos me geram certa frustração.

Depois joguei Dead & Breakfast, um dos poucos títulos do Rodrigo que eu ainda não tinha jogado. Esse eu gostei mais porque cada jogador vai fazendo o seu independente dos demais. Claro que sempre se pode tentar bloquear o coleguinha pegando um tile que seria muito para ele, mas é uma interação mais indireta, ninguém bloqueia ninguém. Cada jogador irá montar um hotel 5X5. Os tiles são 2X2 e podem ser vertical ou horizontal. A cada andar completado, os jogadores pegam um hóspede que dará pontos de acordo com a sua exigência. Além dessa pontuação, existe também uma por flores ligadas a portaria através de uma trepadeira que cobre as paredes. Eu achei isso bastante criativo e é a parte frita cérebro do jogo porque é bem difícil manter a conexão. A pessoa que venceu a partida o fez por conta da pontuação das flores. Por último, ainda tem um objetivo geral variável. O esquema para pegar os tiles também é bacana, é um rondel no qual os jogadores podem andar de 1-3. Foi bem pensado para adicionar uma limitação ao jogador e uma possibilidade interação.

Meu hotel mal-assombrado.

Além da mecânica em si que me agradou pelos motivos que expus acima, o Dead & Breakfast me ganhou por conta do tema. Eu gosto bastante de temática de Terror/Horror e sinto falta de mais jogos. Sinto o tema muito limitado a Zumbis e Cthulhu. Sinto falta de outras abordagens, acho que por isso gostei tanto de Por Favor, Não Corte Minha Cabeça, outro jogo nacional bem divertido que em breve vai ter vídeo e texto por aqui. Gostaria de ver o tema de forma mais recorrente, variada e melhor explorada, mesmo os tão recorrentes Zumbis e Cthulhu, jogos que sejam menos caça-níquel e mais realmente tentar trazer para a mesa uma experiência assustadora e com boas referências.

Além disso, eu ainda joguei o maravilhoso Dr. Eureka, sucessor espiritual do Potion Explosion, só que muito mais simples, rápido e divertido. Pode parecer meio absurdo comparar os dois já que são propostas bem diferentes, única semelhança talvez seja o uso de bolinhas coloridas. Mas comparo porque atende o mesmo grupo de jogos casuais, só que consegue ser ainda mais amplo. Crianças menores que poderiam ter dificuldade com Potion Explosion podem jogar Dr. Eureka tranquilamente. No outro extremo, acho que é um jogo que pode divertir até mesmo “heavy gamers” que não gastariam seu tempo em uma partida de Party/Family de mais de uma hora, mas não se importariam em gastar 15 minutos colocando sua destreza e agilidade a prova. É realmente um jogo para unir a todos.

Dr. Eureka foi certamente o jogo mais jogado desta edição do Guadalupeças.

Dr. Eureka é extremamente simples. Cada jogador terá três tubos com duas bolinhas em cada um deles, a cada rodada uma carta será aberta no centro da mesa e ganha quem conseguir colocar as bolinhas na disposição mostrada na carta. O jogo acaba quando um jogador consegue conquistar a quinta carta. Dr. Eureka é um lançamento da Mandala Jogos e pode ser encontrado na Game Of Boards por R$120.

Um desafio de agilidade e destreza.

Para completar, o dia eu ainda joguei o maravilhoso Modern Art. Quanto mais eu jogo mais eu gosto dele, só está crescendo no meu conceito a cada partida. Ele é um jogo de leilões, o grande lance está em saber quando e como utilizar cada um dos tipos de leilões diferentes oferecidos pelo jogo. Ele tem a duração de quatro rodadas, ao termino de cada uma delas é verificado os três artistas mais populares que serão valorizados e cada jogador que tiver obras deles recebe o valor estipulado. Então, faz parte do jogo escolhas como tentar valorizar um artista em baixa ou lutar para conquistar as obras de artistas já populares. Eu não esperava que fosse gostar tanto do jogo, a edição lançada no Brasil pela Galápagos Jogos é a mais recente lançada pela CMON e eu achei bem bonita, mais do que a tão falada e cultuada edição da Odysseia Jogos. Modern Art pode ser comprado na Game Of Boards por R$130.

Modern Art é realmente uma obra de arte do boardgame moderno criada ´pelo mestre Knizia.

Confira mais algumas fotos de outros jogos que rolaram durante o evento:

Tiny Epic Quest.
China.
Pergamon.

Gostaria de agradecer a todos pela presença, espero que tenham se divertido tanto quanto a gente e que possamos nos reencontrar no próximo mês para mais uma tarde de muita jogatina. Nosso muito obrigado ao Shopping Jardim Guadalupe que abraçou o evento, a Game Maker que gentilmente confeccionou o meeples do laço rosa e aos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego que abrilhantaram o evento com seus jogos incríveis. Nos siga nas redes sociais para saber as novidades sobre o Guadalupeças, posso adiantar que mês que vem teremos dois títulos incríveis para fãs de quadrinhos (orientais e ocidentais). Convide seus amigos e venha jogar com a gente.

Foto com Rodrigo e Romulo, dois talentosos game designers que estão sempre nos dando o prazer da visita.
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