Primeiro Ano da Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas

No último sábado (31/07) foi comemorado o Dia da Mulher Tabuleirista, a data é em referência ao aniversário de criação da Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas. Em virtude disso, houve toda uma programação especial com uma série de lives no canal delas no Youtube mostrando a atuação de diversas mulheres no mercado, nas mais variadas áreas.

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Notícia: Daniele Tascini perde contratos após declarações racistas

O game designer italiano Daniele Tascini, autor de jogos de sucesso como Tzolk’in e Teotihuacan, teve seus contratos com as editoras Board & Dice e Hans im Glück encerrados devido ao uso de termo racista em uma discussão ocorrida originalmente no Facebook sobre a cor da pele dos Orcs e como sua descrição e natureza frequentemente refletem um estereótipo racial negro.

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Saiba o que são os Afrogames

Sexta-feira (20) foi o dia da Consciência Negra, por esse motivo ao longo de toda a semana passada postamos um vídeo por dia apresentando diversos jogos com temática negra aqui no Turno Extra. Para fechar, nós convidamos 3 game designers negros: Rennan Gonçalves (Grafito, Masai, Black Power), Talita Rhein (Dogo Dash) e Sanderson Virgolino (Bushido, Cangaço, Diário de Assisi) para uma conversa sobre Afrogames, termo que surgiu em meio as discussões promovidas sobre representatividade negra na Gen Con Online.

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2º Encontro de Desenvolvedores Independentes de Jogos de Mesa

Sábado, dia de 29 de junho, nós comparecemos ao 2º Encontro de Desenvolvedores Independentes de Jogos de Mesa, que ocorreu na ECDD – Escola de Comunicação e Design Digital, que fica localizada no Rio de Janeiro. O evento foi idealizado e organizado pela Casa do Goblin e pela Trio Jogos com o objetivo de promover o aprendizado através da troca de experiências entre os seus participantes.

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Especial: Mês da Mulher

Bom, este texto deveria ter sido escrito e publicado antes do Dia da Mulher, mas é como diz o ditado: “Antes tarde do nunca”. Então aqui está o texto que resume a nossa trajetória na data e apresenta a nossa ideia de um mês inteiro mobilizado na produção e divulgação de conteúdo que valorize o trabalho feminino no mundo dos boardgames, além de comentar um pouquinho sobre diversidade.

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Fim de parceria motivado por vídeo de Dia das Mulheres

É com um enorme pesar que me vejo hoje digitando essas linhas para dividir com aqueles que acompanham o nosso canal um triste ocorrido. Na noite do dia 6 de abril (uma sexta-feira), os responsáveis pela Game Of Boards nos chamaram para formalizar e comunicar a decisão de encerrar a parceria com a gente, alegando como motivo principal a repercussão negativa que o nosso vídeo de Dia das Mulheres teria tido entre os clientes da loja.

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Os jogos são melhores do que as pessoas

O ano de 2017 não foi nada fácil para mim em relação ao hobby. Eu recebi uma série de ataques que me abalaram bem mais do que eu gostaria de admitir. Apesar de algumas alegrias, de forma geral, foi basicamente um ano de decepções e desgaste emocional. Mas não com jogos de tabuleiro.

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Temas para atrair novos jogadores: animes

Como fã de animações japonesas em geral, fiquei bem entusiasmada quando soube que o Michael Alves, da Arcano Games, lançaria um jogo com esse tema. Mais legal ainda para mim foi saber que o Anime Saga era um projeto visando alcançar um público fora do nosso nicho. Como eu já escrevi por aqui anteriormente, percebo bem pouco sendo realizado nesse sentido. Muito se fala na necessidade de ampliar o público do hobby, mas há uma falta de ações concretas, porque isso significa assumir riscos.

O Anime Saga faz referência aos mais diversos animes em sua arte.

O máximo que temos visto são ações que visam conquistar o público nerd mais amplo, com grandes franquias sendo usadas como temas de jogos. Eu mesma fui atraída para o hobby na época do lançamento do Game Of Thrones LCG pela Galápagos Jogos. E um dos primeiros jogos que joguei, sendo até hoje um dos meus favoritos, foi Battlestar Galactica. Diversos títulos da minha coleção foram adquiridos em virtude da proposta de trazer para mesa a experiência de uma determinada história, entre os mais queridos por mim, estão ainda: Firefly e War Of The Ring.

Battlestar Galactica é um dos jogos mais imersivos que já joguei na vida.

Estão se tornando cada vez mais populares também adaptações analógicas inspiradas em grandes sucessos dos videogames. A versão de tabuleiro para StarCraft produzida pela Fantasy Flight tornou-se um título quase lendário, sendo vendida por valores bem altos por estar fora de impressão, uma vez que a editora não possui mais os direitos de publicação. Um título recente que também tem provocado também grande agitação é Mechs vs Minions, inspirado no fenômeno League Of Legends, sendo produzido pela própria Riot Games. 

StarCraft é o título mais valiosos da coleção, apesar de não estar entre os favoritos.

Porém, os fãs de animes e mangás são tidos como um nicho dentro de outro nicho, quase nada é lançado visando esse público. Geralmente, os jogos que utilizando o tema acabam ficando limitados a adaptações de grandes franquias, que conseguiram superar a barreira do preconceito e atingiram certa popularidade com o público nerd mais geral. Um exemplo recente disso, é a excelente adaptação que a Cryptozoic fez de Attack On Titan para o seu sistema Cerberus de Deck-Building.

Pequenas adições deixaram o jogo bastante temático sem descaracterizar o sistema.

Infelizmente, a maioria das produções japonesas ainda enfrenta problemas de aceitação junto ao grande público, que acaba olhando com um certo desprezo esse tipo de produto. Alguns taxam simplesmente como algo infantil, creio que contribua bastante para essa percepção o fato de sermos uma geração que cresceu assistindo programas como Cavaleiros do Zodíaco e Pokémon. Porém, acho que vale refletir um pouco sobre porque a mesma linha de pensamento não é aplicada aos super-heróis da Marvel e DC, que tem crescido em popularidade nos últimos anos graças ao trabalho realizado nos cinemas e na TV.

Goku vs Superman. Qual deles têm maior chance de te fazer ganhar aquela olhada de lado?

Existe também aqueles que acham que animação japonesa é uma coisa esquisita. Nesse caso, temos uma questão de choque cultural, que acaba vindo acompanhado de um certo preconceito. A pessoa acaba rejeitando quase que de forma automática qualquer anime, desconsiderando que existem variados estilos que são indicados para públicos diferentes, além de se recusar a fazer qualquer mínimo esforço no sentido de entender o contexto por trás de uma determinada obra. Um exercício de raciocínio bastante interessante, pois nos ajuda a enxergar melhor a nossa sociedade através do contraste com outra bastante diferente.

É engraçado notar o quanto a produção japonesa influencia diversas produções ocidentais elogiadas e de grande aceitação por parte do público. Um grande exemplo disso é Avatar: A Lenda de Aang. O elogiado desenho da Nickelodeon traz um forte conteúdo oriental em sua história e estética, mas utilizando de um modo narrativo mais direto. O sucesso foi tanto que gerou a continuação Avatar: A Lenda de Korra, que se aprofunda ainda mais em diversos elementos da cultura oriental, além de se aventurar em uma narrativa mais complexa fazendo uso de forma mais extensa de simbolismos.

O mais próximo que um desenho ocidental já chegou de parecer com um anime.

Outro grande sucesso que possui grande influencia da forma narrativa dos animes, fazendo grande uso de quebra de linearidade e elementos simbólicos para desenvolver uma história com alto grau de complexidade e múltiplas camadas interpretativas é Adventure Time. O grande fenômeno da Cartoon Network tem ao longo dos anos arrebanhado uma legião de fãs e inaugurou todo um estilo muito próprio de fazer desenhos.

Não por acaso existe uma grande quantidade de fanarts estilo anime.

As perspectivas de ampliação da receptividade de animes no ocidente ganhou um reforço de peso. O Netflix, serviço líder no setor de streaming, anunciou um forte investimento no segmento em evento recente destinado a divulgação para impressa de seus próximos projetos. Além do já amplamente comentado reboot de Cavaleiros do Zodíaco. Para o próximo ano, temos Kakegurui e Fate/Apocrypha já anunciados, dois animes muito populares da temporada atual, e a exibição exclusiva no ocidente de Violet Evergarden, título muito aguardado por todos os fãs de animes. Vale destacar também o lançamento de Blame, como produção original (de verdade), eles que anteriormente já haviam feito o elogiado Knights Of Sidonia, ambos do mangaká Tsutomu Nihei.

Netflix investindo cada vez em animes. O Brasil é um dos maiores mercados consumidores.

Diversos animes utilizam cardgames como tema, como o famoso Yu-Gi-Oh. Existem também aqueles que apesar de não ter cardgame como tema acabam gerando jogos de sucesso, como o popular Pokémon. Praticamente todos os animes de sucesso recebem um jogo nesse formato, graças ao sistema Weiß Schwarz criado pela editora japonesa Bushiroad.

Trial Deck de Weiß Schwarz Love Live School Idol Festival.

Além disso, ainda existem animes que tratam especificamente de jogos clássicos de tabuleiro e cartas como Hikaru no Go (que como o nome indica é sobre Go), Saki (é um anime sobre Mahjong) e, mais recentemente, Sangatsu no Lion (é um anime sobre Shogi, que é Xadrez japonês). Poderia citar também o já mencionado anteriormente Kakegurui, já que ele trata sobre disputas entre alunos em diversos jogos analógicos, principalmente de cartas.

Cena de Sangatsu no Lion que explica as regras do Shogi usando música e gatinhos fofos.

Yumeko Jabami, a protagonista de Kakegurui.

Então, temos um público significativo que poderia ser atraído para o hobby mais facilmente através de ações especificas e que tem sido praticamente ignorado. E isso não é apenas em termos de mercado nacional, mesmo lá fora muito pouco é feito pensando nesse público, usei o exemplo do Anime Saga apenas para desencadear a reflexão sobre um assunto que acredito mereça a nossa atenção.

O mercado de boardgames no Brasil está em uma expansão incrível nos últimos anos. Saímos de décadas de trevas aprisionados a War, Monopoly e Clue para descobrir que existe todo um universo gigantesco de outras opções. Todo dia vemos surgir novas editoras, game designers, lojas, eventos, produtores de conteúdo… Porém, a pergunta que me preocupa é: Todo esse crescimento é sustentável? Minha opinião é não. Penso que é preciso parar de olhar só para dentro e procurar maneiras de conquistar novos jogadores.

Este é o meu primeiro artigo de opinião e ele nasceu de maneira completamente espontânea quando comecei a escrever o que deveria ser apenas uma introdução para minha resenha do Anime Saga. Porém, acabou crescendo quase como se tivesse vida própria e se tornando um texto separado. Espero que ele seja informativo e ajude a suscitar reflexão. Deixe uma opinião sobre o assunto. Vocês gostariam de outros textos neste formato? 

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Retrospectiva – 3° Ano do Blog

Poderia utilizar o mesmo parágrafo inicial do post do ano passado ou ainda do anterior, pois as reclamações sobre ter jogado menos do que gostaria permanecem iguais. Este ano foram 178 partidas de 97 jogos diferentes. Não são números ruins, mas fico insatisfeita porque 80% foi family/party. Eu comecei a estudar aos sábados, então diminuiu bastante a minha frequência nos eventos. Os jogos que mais joguei esse ano foram: Die Die Die (9), The Manhattan Project: Chain Reaction (8) e DC Deck-Building Game (8). 
O Die Die Die é um jogo que ainda não foi lançado, ele deve sair no início de 2017 pela Ace Studios. É um jogo de peteleco de dados muito divertido. Eu peguei o protótipo para fazer o post aqui no blog sobre ele, acho que foi um dos que eu mais gostei de escrever. Entre tantos lançamentos legais previstos para o ano que vem, acredito que o Die Die Die será um dos grandes destaques. 
O Chain Reaction é uma versão cardgame do The Manhattan Project lançado agora em 2016. Gostei bastante do jogo, ele consegue passar a mesma sensação do original em um jogo super rápido e simples. O modo solo dele é bem bacana, sendo o responsável por ele estar aqui como um dos jogos mais jogados do ano. Confira o post sobre ele que fiz aqui no blog.
Versão PNP.
O DC Deck-Building Game foi um dos jogos mais legais que conheci em 2016 e eu poderia jurar que joguei ele mais vezes do que está registrado no BGG. O jogo já está cheio de expansões, 3 caixas de Crisis e 4 caixas de Crossover, mas nunca joguei usando os modos individuais, só juntei tudo ao base e fica aquela pilha de cartas gigante. Confira o post sobre ele que fiz aqui no blog.
A minha coleção atualmente conta com uns 150 jogos, acredito que ela manteve o tamanho entre compras e vendas. Gostaria de torná-la mais enxuta e diminuir a quantidade de family/party, o que não é possível porque são os jogos que o Felipe mais gosta e também tem o Guadalupeças. Os jogos mais recentes comprados foram Potion Explosion, Loony Quest e Star Wars Destiny
Coleção 2016.

Naves de X-Wing e Armada.
O Potion Explosion e o Star Wars Destiny são até bacanas, mas o Loony Quest é muito sem graça. Acho que foi o jogo mais chato que joguei esse ano. É muito simples e bobo, só consigo vê-lo como uma opção para jogar com crianças. Ele é muito bonito e tem uma estrutura de fases como nos jogos eletrônicos. Um outro jogo comprado esse ano e que achei bem chato também foi o Arcadia Quest. O esquema de evolução de personagem é legal, mas não o suficiente para que eu me empolgasse.

O jogo mais legal que entrou na coleção este ano sem dúvida foi o Rebellion. Apesar de ainda não ter conseguido jogar uma partida inteira dele, eu achei ele bem completo na representação do universo Star Wars. Porém, o jogo que mais me divertiu em 2016 foi Blood Rage. Eu não dava nada por ele, apesar de ser do Eric Lang, pois não sou muito fã dos jogos da CMON. Admito que vacila no tema, mas mecanicamente é ótimo, muito boa combinação de area control com draft de cartas. Ainda estou devendo post sobre ele aqui no blog.
Dos jogos nacionais, os melhores foram Rock N Roll Manager e Space Cantina, dois trabalhos incríveis de game designers cariocas. Em ambos os jogos, tive a oportunidade de acompanhar o processo de perto, jogar mais de uma vez o protótipo e ver as alterações sendo realizadas. Fiquei muito feliz quando o Leandro Pires assinou com a Conclave Editora, ainda mais que o Cristiano Cuty conheceu o jogo em uma edição do Guadalupeças.

O trabalho da Conclave Editora com o Rock N Roll Manager ficou muito bacana, a forma como eles organizaram o lançamento durante o Diversão Offline. Acho que é o meu nacional favorito de 2016. Ele é um euro leve-médio com um sistema de work placement simples e bem integrado ao tema. O Space Cantina ficou um pouquinho só atrás porque já é um euro médio-pesado, jogadores iniciantes podem ter um pouco de dificuldade com ele, mesmo com o tema engraçadinho que dá uma quebrada.
Quem costuma ler o blog com frequência sabe que gosto muito de jogar protótipos, porém o fato de eu ter ido a uma quantidade bem menor de eventos este ano, também diminuiu bastante o número de playtestes dos quais pude participar, praticamente só o pessoal que apareceu lá no Guadalupeças. Os que eu mais gostei de jogar foram La Muerte do Sanderson Gomes e Copacabana do Rodrigo Rego, ambos já fechados com editoras para serem lançados ano que vem. 
La Muerte é um party game muito divertido com um tema puxado para o humor negro e vai ser lançado pela Hod Studio. Já o Copacabana é um jogo mais pesado com tile placement e area control, seu lançamento vai ser pela Redbox Editora. Eu acho que o Sanderson tem bastante potencial para ser tornar um grande game designer, ele tem ideias muito boas. O Rodrigo Rego já é um dos meus game designers favoritos desde que joguei Palmares em 2013, não é a toa que o jogo estava fechado para sair por uma editora gringa, com direito a lançamento em Essen.
Um outro jogo que será lançado ano que vem e que eu tive a oportunidade de jogar o protótipo mais de uma vez é o Labyrinx, que também será lançado pela Redbox Editora. Muito bacana o investimento que eles estão pretendendo fazer nos nacionais em 2017. Além dos já mencionados, ainda tem também previstos o Micropolis, mais um jogo do Rodrigo Rego, e o Tsukiji, novo jogo do Leandro Pires.
Eu citei mais acima o Diversão Offline, evento que teve a sua segunda edição este ano. Foi bem bacana ver como eles se desenvolveram de uma edição para outra. O evento está cresceu bastante e está caminhando para se consolidar como um dos grandes eventos do nosso hobby. Grandes expectativas para o ano que vem, espero muito que o próximo passo seja dois dias de evento em 2017.
Este ano tivemos também a abertura de mais um espaço super legal para o nosso hobby aqui no RJ. A Game Of Boards abriu sua loja física no bairro do Catete. Além de um local muito acolhedor, simpatia no atendimento e bons preços, eles ainda estão promovendo jogatina liberada toda sexta-feira. Melhor loja de boardgame do RJ na atualidade. Totalmente voltada ao hobby. Nada de ter que dividir espaço com jogador de Magic.

Outra notícia boa relacionada a eventos de boardgame no RJ vem do nosso querido Guadalupeças. Em 2016, conseguimos mudar para um espaço com uma infraestrutura bem melhor. Agora o evento está ocorrendo no Shopping Jardim Guadalupe com um espaço reservado na Praça de Alimentação. Além do maior conforto proporcionado pelo local, temos percebido a presença de bastante gente nova que vê a gente jogando e acaba se interessando em conhecer o hobby.
Por último, mas não menos importante, vamos fazer aquela tradicional retrospectiva do blog. Este ano tivemos cerca de 22 mil acessos, com um total geral de pouco mais de 61 mil. Achei um número bem impressionante, considerando que produzi uma quantidade bastante reduzida de conteúdo, apenas 31 posts. Os textos de 2016 com o maior número de acessos foram Rock N Roll Manager (504), Arcadia Quest (478) e Space Cantina (371). No geral de todos os posts do blog tivemos Guerra do Anel (Total: 3069 / 2016: 1043), A Game Of Thrones Board Game (Total: 1776 / 2016: 553) e O Senhor dos Anéis Card Game (Total: 1132 / 2016: 189). 
Eu acho muito curioso que um texto tão antigo ainda gere tantos acessos, as visualizações do Guerra do Anel e do A Game Of Thrones Board Game superam as visualizações do texto mais popular produzido este ano. Dias atrás vi um vídeo de apresentação da expansão Warriors Of Middle-Earth e fiquei bem empolgada para colocar o jogo na mesa novamente, até porque ainda não joguei nem a Lords Of Middle-Earth. Espero conseguir jogar em breve e escrever sobre ela aqui no blog.

Um outro jogo do mesmo porte do Guerra do Anel que quero muito postar por aqui é o Rebellion, que como já mencionei mais acima, é a melhor representação do universo Star Wars já feita em um boardgame, não por acaso o comparam com o jogaço da Ares Games, Corey Konieczka se superando a cada novo projeto.
Como sempre tem muita coisa sobre as quais quero escrever aqui no blog, algumas delas talvez eu não consiga, mas agora tenho mais uma ferramenta para produção de conteúdo. Ano passado começamos a fazer um podcast que nos últimos meses acabamos transformando em videocast. Ainda não temos um dia exato para publicação, mas estamos nos esforçando para manter uma regularidade semanal. Então, faça a sua inscrição e nos acompanhe também no Youtube. Continuamos com a dinâmica de vídeos pequenos. As versões em áudio do Turno Cast ainda são disponibilizadas no nosso canal na Ludopedia.

Acho que já mencionei todos os pontos mais significativos para mim este ano no hobby. Claro que muita coisa ficou de fora, pois felizmente está cada vez mais difícil fazer uma retrospectiva pelo tanto que o nosso mercado tem crescido. Muitas editoras e game designers novos surgindo e jogos chegando ao Brasil cada vez mais rápido, além lançamentos simultâneos. Que 2017 esse crescimento fantástico continue para que tenhamos cada vez mais e melhores jogos disponíveis para comprarmos aqui no Brasil.
Obrigada a todos que acompanharam o blog neste ano, espero que continuem com a gente em 2017. Vou me esforçar bastante para jogar mais no ano que vem, até porque vou voltar a ficar livre aos sábados, então poderei frequentar mais eventos. Em 2015, eu tinha me desafiado a jogar um jogo por dia e alcancei pouco menos da metade. Quero tentar isso novamente e ainda os desafios 10X10 e 100X1. Como será que vou me sair? Torçam por mim.  
Feliz Ano Novo! Muitas jogatinas em 2017!
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Memoir’44 – Toulon (Campaign For Southern France)

Após uma longa pausa, estamos de volta para completar a série de batalhas do Memoir’44. Nossa última partida tinha sido em outubro do ano passado. Eu jogo com o Eixo e o Felipe com os Aliados. Antes da realização desse intervalo, tínhamos jogado um total de nove batalhas. Escrevi um post sobre o jogo com breves relatos de como haviam sido as quatro primeiras partidas. Depois disso, cada batalha recebeu um post individual. No momento, o Eixo está na liderança com cinco vitórias (Sainte Mère-Église, Pointe-Du-Hoc, Omaha Beach, Vassieux Vercors e Operation Lüttich). Temos ainda mais outras seis batalhas pela frente para o Felipe tentar se recuperar.
Ao montar o setup de Toulon (Campaign For Southern France), achei que a situação estava extremamente favorável para os Aliados. Todas as peças de Infantaria são utilizadas nessa batalha, não ficou uma miniatura sobrando na caixa. Foram dez unidades de Infantaria, sendo que duas delas eram Rangers. Além disso, eles ainda podiam contar com quatro unidades de Tanques. Tudo isso perfeitamente alinhado no seu lado do tabuleiro e bem distribuído pelos três flancos.

Setup montado.

O Eixo estava visivelmente todo na defensiva. As unidades bem mais espalhadas e todas em terrenos de floresta, montanha e cidade que dão proteção contra ataque a distância. Além disso, tivemos bastante uso de sacos de areia e teve arame farpado também. Em termos de quantitativo, a vantagem numérica dos Aliados nem era tão absurda quanto me pareceu no início. O Eixo tinha nove unidades de Infantaria e uma de Artilharia. Acho que posicionar todas as unidades Aliadas primeiro foi o que me deixou intimidada. Era uma batalha de seis pontos de vitória e os Aliados tinham uma condição especial, se conseguissem entrar em três cidades, ganhavam imediatamente. Eu tinha cinco cidades em jogo, duas delas vazias. Meu primeiro pensamento foi colocar unidades nelas para  fortalecer a defesa, porém isso me faria recuar ainda mais. Então, achei que era melhor tentar segurar o avanço das unidades Aliadas.
Eu estava bem fraca no flanco esquerdo. Mas, para compensar, entre as minhas unidades e as adversárias havia um muro de floresta e montanhas. Isso atrasou bastante o avanço deles, o que foi muito importante. Quando finalmente chegaram a tomar a cidade, eu já estava com cinco medalhas. No meio, as duas montanhas, cada uma com uma unidade protegida por um saco de areia foi significativo. Esse era o local com mais unidades, porém não houve tanta batalha como se poderia esperar. Acho que o flanco direito foi onde teve mais ação, Felipe investiu bastante contra a minha unidade de Artilharia e a única unidade de Infantaria que eu tinha lá, que chegou ao final da batalha com apenas um membro sobrevivente.

Avanço da unidade Ranger no flanco esquerdo.

Unidade Ranger no flanco direito avançando também.

Morreu.
 Morreu também.

Chegou tarde demais.

As cartas no início da partida ajudaram muito e eu fiquei bem travada vendo o Felipe agir sem conseguir responder. A coisa estava tão ruim que após dois ou três turnos, eu reembaralhei o deck. Eu praticamente não movimentei minhas unidades, deixei o Felipe avançar em direção a mim. Com exceção do flanco esquerdo. Eu só movimentava basicamente para voltar a posição inicial em caso de recuo. O Felipe insistiu muito em ataques concentrados nos mesmos alvos, com isso teve bastante perda no flanco direito. A partida levou 50 minutos e poderia ter sido ainda mais rápida se eu não fosse tão ruim rolando os dados ou se tivesse cartas de comando melhores.

Final da batalha.

Como fazia muito tempo que a gente não jogava, apesar de não termos esquecido as regras (que são muito fáceis e intuitivas), achei que perdemos um pouco em termos de visão de jogo. Faltou um pouco daquela familiaridade que se constrói com a constância das partidas. Foi um erro de avaliação achar que a batalha já estava perdida por causa da superioridade numérica dos Aliados, sem considerar outros fatores importantes. O Felipe errou em focar demais em pontos específicos. Ele avançou com muita confiança para cima da minha Artilharia. No lugar dele, eu teria concentrado em conquistar cidades. Isso me obrigaria a mover e consequentemente me expor mais a ataques.

A próxima batalha será Liberation Of Paris que apresenta uma posição defensiva ainda mais complexa para o Eixo. Acredito que os Aliados ganharam com relativa facilidade. Porém, a vantagem de duas vitórias me deixa em uma posição confortável. Se o Felipe perder, as coisas ficam bem complicadas para ele, seria a primeira vez que teríamos uma diferença tão grande. O que não é nada bom, ainda mais nessa reta final. Espero que tenham curtido o retorno dos nossos relatos sobre as batalhas do Memoir’44, se ainda não conhece dá uma lida no post de apresentação e nos relatos anteriores. É um jogo excelente para dois jogadores e uma ótima porta de entrada para quem se interessa por Wargames. Trabalho lindo da Days of Wonder.

PS: Desculpem pela qualidade das fotos, vou tentar tirar umas melhores na próxima.

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