Imperial Assault – Side Mission 1 (High Moon)

Depois de um intervalo de 15 dias, voltamos a nos reunir para mais uma sessão da nossa campanha de Imperial Assault. Apesar de todo mundo ter chegado cedo, novamente sofremos com o final corrido. Ainda precisamos nos planejar melhor para otimizar nosso tempo. Dessa vez, jogamos completos, tratei de vigiar o Carlos para não deixá-lo se desviar dos caminhos da Força.

Mesa completa.
 
Nossa primeira side mission foi da minha personagem, a Jyn. Ela foi atrás de um ex-parceiro que a traiu no passado e ganha dinheiro entregando rebeldes ao Império. Claro que ela quer se vingar do cara. Para saber o objetivo da missão, era necessário que a minha personagem ativasse um token no mapa. O pessoal com medo do que ia rolar, decidiu que seria melhor primeiro tentar dar uma limpada no mapa, pois tínhamos um Nexu e um E-Web Engineer.

Tudo pronto para começar.
 
Não estava expressamente descrito na missão, mas ficava subentendido que se a minha personagem fosse eliminada antes da ativação do tal token, os Rebeldes automaticamente perderiam, então o Overlord concentrou os ataques em mim. Assim sendo, enquanto a galera estava lá engajada nos ataques, eu só conseguia ficar fugindo e me curando. O que tornou a partida chata para mim.

 Felipe começou dando bastante dano no E-Web Engineer. Uma pena que ele se cura fácil. Como se ser apelão no ataque já não fosse o suficiente.
 
Nexu pulou no meio da gente cheio de confiança.
 
O jogo tem um downtime bem grande, então eu passava tipo 10 minutos aguardando a minha vez, para fazer ações que demoravam apenas alguns segundos. Isso me fez ficar igual criança inquieta, zanzando pela praça de alimentação procurando algo para comer e me distrair, acho que dei uma três voltas completas. Se não me engano, eu só ataquei uma vez no jogo todo, que foi quando o token da missão foi ativado.
Ao ser ativado, o meu ex-parceiro safado saia de dentro do bar e eu tinha que fazer um teste, em caso de sucesso eu poderia atacá-lo. Foi o que aconteceu. Se eu tivesse falhado, ele me atacaria. Foi uma parada tipo duelo de velho oeste, quem saca primeiro. Foi meu único momento de participação ativa. E foi nesse momento que foi percebido que o setup foi feito errado. Mais atenção, Sr. Overlord!

O local de ativação da missão e o que os personagens deveriam iniciar a partida estavam trocados. Percebemos isso, porque ficou sem lógica a Jyn atirar de tão longe no cara. Se o setup tivesse sido realizado corretamente, levaríamos mais tempo para conseguir atacar o E-Web Engineer, porque teríamos que passar pelos Stormtroopers e ainda tinha o Nexu, que o Filipe certamente colocaria no nosso caminho.

O Filipe ficou choramingando dizendo que a gente só ganhou por essa falha dele. O objetivo da missão era simplesmente derrubar o mercenário cretino, mas é claro que ele não vinha sozinho, mais inimigos entraram no mapa. Mas o pessoal focou só nele porque era perda de tempo atacar os outros. O grande herói dessa missão foi o Bruno, jogando com o Fenn, que realizou a maior parte dos ataques e foi o responsável pelo golpe final. Os demais trabalharam mais como suporte, o Felipe como Diala e, principalmente, o Carlos com o Gideon.

 Bruno completamente cercado pelos Stormtroopers.

Bruno mesmo cercado concluiu a missão.
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Memoir’44 – Omaha Beach

Não estava muito confiante para essa batalha, acho que foi a que teve a maior quantidade de unidades Aliadas, não ficou quase nenhuma miniatura de infantaria na caixa, e eles ainda tinham três unidades de tanques. Para completar, eu tinha cinco cidades com medalhas, sendo que três delas eram de acesso relativamente fácil. Contra isso, eu tinha as montanhas, os bunkers e duas artilharias, uma em cada canto.

Tudo pronto para começar. XD
 
Eu tive bastante sorte nas cartas praticamente o jogo inteiro. Tive duas Counter Attack na mão, uma Ambush, mais de uma vez ordem para quatro unidades e sempre tinha cartas para ordenar em todos os lugares. O Felipe por sua vez não foi tão feliz nas cartas, uma das primeiras cartas que usou foi colocar mais sacos de areia, ficando totalmente na defensiva. Isso me deixou animada para atacar. Mas sempre da montanha, bem protegida pelos meus bunkers e sacos de areia. 
 Felipe mal colocou o pé na praia e já se entrincheirou atrás dos sacos de areia.
Mandando o primeiro tanques pelos ares.
Consegui com certa facilidade quatro das sexta medalhas necessária para vencer a batalha. Só não foi mais fácil porque para compensar a sorte na compra das cartas, eu fiz várias rolagens de dados terríveis. O Felipe começou investindo contra o meu flanco direito, mas logo desistiu porque suas unidades estavam sendo dizimadas. Isso só com uma unidade de infantaria e outra de artilharia. Ele então partiu para centro, perdeu todos os tanques. Mas conseguiu me causar grandes perdas usando uma carta super apelativa de ataque aéreo, matou seis de uma só vez, ainda bem que foi no final.
                                                                          Simplesmente inacreditável.
O maior sucesso dele foi sem dúvida no flanco esquerdo, ele conseguiu eliminar minha unidade de artilharia e avançar pelo espaço entre as montanhas para conquistar minhas cidades, tinha logo duas, uma ao lado da outra. Além disso, conseguiu subir na montanha, o que lhe o colocou em igualdade de condições no combate corpo a corpo. Mas isso também foi já no final da partida. Consegui segurar a onda e ainda recuperei uma cidade que tinha sido conquistada.
Felipe forçando a passagem.
Fim de jogo.
Omaha Beach foi a última batalha com mapa de praia, infelizmente. O Felipe detestou esse mapa, pois disse que o deslocamento era horrível na água e na areia. Na próxima batalha, voltaremos para o campo. Será que ele vai conseguir uma vitória? Estamos com uma placar de 3X2, sendo que as duas últimas foram seguidas. Veremos em Mont Mouchet se o mapa me favoreceu tanto assim ou se o Felipe está só inventando desculpa. E vou tentar tirar umas fotos melhores, o problema é que é difícil lembrar delas no meio da emoção da partida.
PS: Ainda essa semana, teremos a primeira side mission do Imperial Assault. Vai ser a da minha personagem, a Jyn. Será que os rebeldes vão se sair melhor dessa vez?
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Imperial Assault – Introdução (Aftermath)

Já havia algum tempo que estávamos tentando conseguir jogadores para a campanha de Imperial Assault. O Felipe não curtiu muito jogar só nós dois. Mas conseguir pessoas com disponibilidade e disposição para se comprometer em uma jogatina assim não é fácil. Porém, depois de várias tentativas, conseguimos jogar nossa primeira partida.

A ideia inicial seria jogar em casa, mas para facilitar para as outras pessoas, ficou decidido que faríamos em um local público. Marcar finais de semana se mostrou impraticável, então definimos um dia da semana que atendesse a todos. Assim, ficou marcado às quartas-feiras, no evento Fábrica das Peças que rola no shopping Nova América.
Achei que fosse ser bem tranquilo porque todo mundo já tinha uma certa familiaridade com o jogo. Mas a gente acabou se enrolando um pouco, porque começaram a surgir várias dúvidas. O Felipe já levou o cenário separado para agilizar o setup, mas a parte do Ovelord ficou para ser montada na hora. Acabamos começando a partida por volta das 21 horas, porque o Filipe também chegou um pouco atrasado.
Filipe ficou de Overlord Imperial e os Rebeldes foram eu, Felipe e Bruno. O Carlos também iria participar, mas ele acabou “sequestrado” pelo William para jogar Terra Mystica. Felipe jogou com o personagem dele. O objetivo da missão introdutória Aftermath é conseguir destruir quatro terminais em seis rodadas. Fomos massacrados, mal conseguimos destruir metade disso.

Nós perdemos muito tempo tentando matar os personagens imperiais, devíamos ter nos concentrado no objetivo da missão. Demoramos muito para avançar no mapa. Além disso, enquanto fazíamos rolagens pífias, o Filipe quase sempre conseguia bons resultados. Como se não bastasse isso, ele fez as melhores jogadas, utilizando todos os recursos a sua disposição.

O jogo já é difícil para os rebeldes, com um Overlord como Filipe ficou ainda pior. Não conseguimos agir como uma equipe, foi cada um por si. Precisamos melhorar isso na próxima missão para termos alguma chance de sucesso. Além de rezar por mais sorte nos dados para gente e menos para o Filipe. A partida foi boa, apesar da surra. Serviu mais para gente sentir o jogo, pegar ritmo e nos organizarmos. Senti muita diferença na dinâmica do jogo. Ficou tudo bem mais caótico.

Por termos começado um pouco tarde, várias vezes precisarmos interromper para tirar alguma dúvida no manual e também pelo Filipe ter sido um Overlord bem maquiavélico, que ficava pensando muito as jogadas, o final foi um pouco corrido. Ainda mais que tem um monte de cálculo/anotação para fazer depois da partida e a verificação de qual vai ser a missão seguinte.

Na próxima vez que formos jogar, vamos tentar nos organizar melhor e começar mais cedo também. Outro ponto é que acredito que haverão menos dúvidas. A ideia é escrever um post para cada missão que jogarmos. Estou bem animada para isso. Será que vou conseguir? Já faz um tempo que eu pensava em escrever relato de partida. Fiz isso bem pouco por aqui. Talvez, eu faça com Memoir’44 também, apesar de já ter jogado quatro batalhas. Estou pensando em escrever sobre o jogo em geral, como normalmente faço, acrescentando um resumo do que rolou nos combates até agora; para depois ir fazendo os posts individuais de cada partida.

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Retrospectiva – 1º Ano do Blog

Esta semana o blog completou seu primeiro ano de existência. A ideia era colocar este post na data exata do aniversário, que foi segunda-feira (15), mas não rolou. Eu esperava conseguir ser mais produtiva neste mês de dezembro, queria ter escrito sobre Midgard e A Batalha dos Cinco Exércitos antes desse post. Cheguei a comentar sobre isso no post anterior, porém agora nem sei se consigo escrever qualquer outra coisa ainda esse ano. Talvez, na semana de festas de Natal e Ano Novo, porém não é só uma questão de tempo, está faltando ânimo também.

O post inaugural deste blog tem o mesmo título e conta como comecei no hobby: os primeiros jogos e eventos. Depois disso, muitos outros jogos foram jogados e comprados. Surgiram novos eventos, onde conhecemos mais pessoas bacanas. Este ano foi um ótimo, muitos lançamentos, tanto nacionais quanto importados, e empresas novas surgindo. A coleção cresceu em uma velocidade assustadora. Tivemos que comprar um armário para guardar tudo e já estamos sem espaço novamente.

 Coleção em 2013
Coleção 2014 – Parte 1

Coleção 2014 – Parte 2

Mas eu acho que joguei pouco, queria ter jogado mais. É a minha meta para 2015, comprar menos e jogar mais o que já tenho. Vários jogos da coleção ainda não viram mesa e tem outros que viram apenas uma vez. Eu adoro registrar tudo no BGG para depois olhar as listas e estatísticas. Até o momento foram 236 partidas e 100 jogos diferentes, isso sem contar os diversos playtestes. Também não entra o que foi jogado em formato digital. O top 3 dos campeões de mesa: Coup (12), Android Netrunner (11) e LOTR LCG (9).

Agora vamos um pouco aos números do blog, foram mais de 17 mil pageviews. O top 3 dos posts mais visualizados: Guerra do Anel (1086), GOT LCG (653) e A Game Of Thrones: The Board Game (624). Merecem destaque especial dois posts sobre material nacional que também tiveram uma boa quantidade de acessos: Lançamento do Gekido na Redbox (265) e Pacotão Funbox (233).

O post do Guerra do Anel é um fenômeno no blog, só comparar a diferença na quantidade de acessos entre ele e o segundo colocado. Mesmo sendo um post antigo, ele continua sendo o mais acessado, não importa se a estatística olhada for do mês ou da semana. Mas ele é também o responsável por uma das minhas maiores frustrações com o blog. Como eu tive uma resposta muito boa com esse post, tentei fazer um vídeo que, infelizmente, acabou não dando certo. Acho que eu quis começar grande demais.

 Chorei.
A ideia de fazer vídeos para o blog não morreu, ela foi retomada com vídeos mais simples. O primeiro vídeo que fizemos foi Ninja Dice, depois veio Gekido e Jaipur. Tivemos também os vídeos especiais de Muffin Games e Bifrost no Guadalupeças, jogados com seus respectivos criadores – Fel Barros e Cussa Mitre. Espero ano que vem conseguir fazer ainda mais vídeos.
Para fechar, uma seleção de coisas que surgiram ou que eu conheci esse ano e que eu acho que merecem destaque. Vou começar sendo bem regionalista: a abertura da loja Redbox e o evento Boards & Burgers, que ocorre toda terça-feira, ambos no Centro do RJ.

A Redbox está abrindo um espaço incrível para o nosso hobby. Além da venda de jogos, eles também realizam um evento chamado Segunda Sem Lei, no qual você paga um pequena taxa para jogar a vontade e ainda rola uns aperitivos. E agora, finalmente, começaram com o programa de aluguel de jogos. Algo que estava sendo super aguardado desde a inauguração da loja. Sempre ia lá e ficava olhando/babando a estande de jogos. Ainda não fui lá depois que eles implementaram esse novo serviço.

Ainda no assunto loja, não posso deixar de citar aqui a excelente Toys For Fans. Fui lá apenas uma vez, no Tabletop Day, por conta da distância. Mas achei o ambiente e o pessoal bem bacana. Uma pena ser tão longe, mas fica a dica para o pessoal da Ilha e adjacências ou que tenham mais disposição do que eu para grandes deslocamentos.

 

O Boards & Burgers é uma ótima opção para uma boa jogatina durante a semana, ainda mais depois que eles se mudaram para o Bob’s da Senador Dantas, que fica bem em frente a Livraria Cultura e ainda tem o metrô pertinho. O ambiente é confortável e o pessoal muito bacana. Apesar de gostar muito do evento, faz um tempo que não apareço, o cansaço e o desânimo tem sido maiores que a vida. Vou tentar frequentar mais ano que vem, até porque ainda quero voltar a jogar Android Netrunner.

E as editoras? Começando em casa, temos a Pensamento Coletivo do amigo Filipe Cunha, muito playteste de jogo legal esse ano, em 2015 altas expectativas para os lançamentos. Temos também a Ace Studios, liderada pelo Fel Barros, criador do batedor de recordes do Catarse: Warzoo. Em SP, a Funbox que já era uma bem sucedida e conhecida Ludolocadora que esse ano se lançou como publicadora com o fenômeno Coup e o excelente Cook-Off do brasileiro Luis Francisco. Em 2015, no aguardo do Mehinaku 2.0, se a preguiça me largar, faço um post sobre isso. Se destacando bastante agora no final do ano, temos os mineiros da Conclave que vieram comendo quieto para depois meter o pé na porta anunciando vários jogos de destaque.

E os playtestes? Torcendo muito por Rock N Roll Manager do Leandro Pires, Beat Em Up do Wagner dos Santos e Engage do Sanderson Gomes. Os três são excelentes jogos que certamente serão comprados quando forem lançados. Menção especial ao Palmares do Rodrigo Rego, que conheci ano passado, mas ainda não foi lançado, então então para lista de lançamentos nacionais aguardados ansiosamente.

Obrigada a todos que nos acompanharam esse ano, espero que continuem conosco em 2015. Qualquer crítica ou sugestão é sempre muito bem-vinda. Apesar do blog ser totalmente amador, sempre tentamos apresentar um bom trabalho. Segue mais algumas fotos de momentos bacanas de 2014.

 Jogando com o Alexander, organizador do Castelo das Peças

Wargame, porra!!!
 Será que algum dia aprenderei a jogar Go?
Campeonato de GOT LCG.

1º Guadalupeças do Ano
Último Guadalupeças do Ano
 Retornaremos as atividades em fevereiro de 2015

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Conheça um pouco mais sobre a Mitra

Um pouco antes de escrever sobre a Enciclopédia de Jogos, mandei um email ao pessoal da Mitra pedindo mais informações sobre eles. Esperei alguns dias e como não houve resposta acabei publicando meu texto assim mesmo. Porém, apesar da demora, eles acabaram me respondendo. Então, achei que seria interessante publicar aqui um pouco mais sobre a história dessa empresa fantástica. Segue o texto que recebi deles:

“A Mitra surgiu da união de uma arte educadora (Marta Giardini) com um engenheiro mecânico (Jorge Takehara). Ambos inconformados com os rumos  que a sociedade estava tomando, principalmente com a má formação, mais especificamente, má orientação que a juventude está tendo nos dias atuais.

É muito difícil conseguir fazer chegar até os jovens de hoje, os conceitos do que é certo ou errado, do que ético ou antiético, do que é moral e imoral, etc. Todos estes conceitos estão distorcidos pelo rumo que a vida, principalmente urbana, está tomando. O nosso trabalho é apenas uma gota no oceano mas, entendemos que pouco a pouco poderemos mudar, educar e contribuir para a formação das pessoas, sejam quais forem as suas atribuições.

Embora pareça simplório achar que simples jogos de tabuleiro possam contribuir para isso, nós acreditamos que ao jogar, as pessoas, sem perceber aprendem a respeitar uns aos outros, não apenas as estratégias usadas na partida mas também como ser humano, com todos os seus defeitos e virtudes. Lutamos para que os nossos jogos sejam adotados, voluntariamente em salas de aula, por alunos e professores (não por imposição de uma metodologia de ensino) para que, de forma divertida, os alunos possam melhorar a si mesmos e ao mesmo tempo melhorar o desempenho acompanhado da melhora da estrutura cognitiva. Ao mesmo tempo procuramos despertar a curiosidade das pessoas ao incluirmos junta às regras resumo da história dos jogos. Pretendemos com isso fazer com que usem a tecnologia da informação para aprender e apreenderem mais sobre a cultura e a origem que cada jogo traz.

Começamos como artesãos e assim ficamos por quase 7 anos quando formalizamos a empresa e que se tornou ativa em 2011. Difícil é manter o ideal que formatou a Mitra aliando com as exigências legais, às vezes absurdas, e com a necessidade do lucro para nos mantermos na ativa.

Surgimento da Enciclopédia de Jogos:

Os jogos, inicialmente, eram no formato tradicional, em caixa de madeira tipo estojo que eram volumosos e cada jogo em tamanho diferente. Percebíamos a dificuldade de armazenar estes jogos, tanto os da Mitra quanto os de qualquer outro fabricante, o que nos levou a estudar e a pensar em alternativas que melhorassem esta questão. O resultado disto foi o Jogo-livro ou o Livro-jogo que alia a praticidade e o design num único produto em formato de livro. Após o registro no INPI, encontramos o desafio de tornar o produto economicamente viável o que, em tempos de recursos escassos foi muito difícil pois, terceirização  ou aquisição de máquinas não eram uma opção.

Para viabilizar tal projeto, usamos o conhecimento e a formação de um dos sócios para desenvolver  e produzir as máquinas e as ferramentas necessárias que, ao longo dos anos foram sendo aprimoradas e aperfeiçoadas. Da linha de jogos-livros surgiu a padronização do formato que uniu o útil ao agradável, pois simplificou a produção, e o resultado disto foi o surgimento da Enciclopédia de Jogos. Inicialmente eram apenas seis jogos e atualmente está com 33 jogos mas, este número irá aumentar pois ainda são muitos os jogos que ainda precisam ser pesquisados.
Dentro desta linha de pensamento “Da diversão ao Conhecimento” procuramos integrar novos jogos ao nosso catálogo. Muitos são os criadores de jogos que nos procuram mas poucos se alinham com a nossa filosofia e com o nosso processo produtivo. Como exemplo temos um dos lançamentos do ano passado, o jogo “Mistério das 7 Torres” que é uma forma divertida de conhecer a respeito das obras de arte, nos foi proposto por uma escritora de livros infantojuvenis que veio de encontro com a nossa proposta de trabalho.”
Mistério das 7 Torres é um jogo que com certeza já está na minha lista de desejos. Não deixe de conferir o catálogo para saber mais sobre esse e muitos outros jogos.
 
Ficou com vontade de experimentar os jogos da Mitra? Pois saiba que o Castelo das Peças, o mais tradicional evento de jogos de tabuleiro do RJ, acabou de fechar parceria com eles. O evento acontece amanhã a partir das 9:00 da manhã na Universidade Veiga de Almeida da Tijuca e estarão disponíveis ao público os jogos Halma, Gammon e o nacional Excalibur.


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Fim de semana de O Senhor dos Anéis: The Card Game

Na semana passada, chegou um jogo que eu estava aguardando ansiosamente desde o lançamento. Passei os dias contando o tempo para o fim de semana. Seria meu primeiro texto de um jogo importado. Um novo desafio, pois não existe nenhum material em português. Para completar, mais um jogo grande, daqueles que ocupa a mesa toda. Além do tabuleiro que é maior do que eu imaginava, ele ainda vem com vários componentes: cartas, miniaturas, dados, marcadores e tabuleiros individuais. E a temática? O que falar sobre a temática? É simples uma que eu amo. Porém, meu noivo ficou doente. Então, tive que adiar os planos. Provavelmente, terei de aguardar até o mês que vem para escrever sobre esse jogo tão esperado. Nas próximas semanas estarei ocupada, algumas novidades aqui para o blog. Aguardem!!!

Mas, voltando ao final de semana, com meu noivo impossibilitado de jogar comigo, resolvi pegar firme no Senhor dos Anéis: The Card Game. Eu escrevi recentemente sobre ele aqui. Na ocasião, tinha jogado, se não me engano, duas partidas em dupla e uma solo. Meu noivo sempre com Espírito e eu alternei entre Tática e Liderança. Gostei mais de Liderança, então foi essa minha opção ao jogar solo. Gosto do combo Théodred e Aragorn. Théodred adiciona um recurso a reserva de outro herói que partiu para a mesma Missão que ele e Aragorn pode pagar um recurso da sua reserva para ficar preparado depois da fase de Missão. Ainda sobre o Aragorn, um Acessório muito bom de usar nele é Pedra de Celebrian, acrescenta 2 na Força de Vontade e ainda permite usar recurso dele para baixar carta da Esfera de Espírito. Além disso, esse deck tem uma carta de Evento muito boa chamada Ataque Surpresa, ela te permite colocar um aliado em jogo e voltar com ele para sua mão no final da fase. Comba muito bem com Gandalf, porque ele é descartado no final do turno. Com Ataque Surpresa, você impede isso e pode usá-lo mais de uma vez. 

Comecei minha jornada solo com duas partidas seguidas com deck de Liderança. Na primeira foi massacre total, Aragorn morreu e fiquei só com dois heróis na mesa contra 4 inimigos engajados. Não passei nem da primeira carta do Cenário. 

 A segunda já foi bem melhor, consegui chegar ao final, mas fui derrotada por Cria de Ungoliant. A última carta do primeiro Cenário é escolhida aleatoriamente. As opções são: Não Saiam da Trilha ou O Caminho de Beorn. Em Não Saiam da Trilha, você olha o deck de Encontro e o Descarte para escolher uma Aranha qualquer que será colocada na Área de Perigo. Nisso eu estava dando mole, descobri depois no grupo do jogo no Facebook. Eu tinha que pegar logo Cria de Ungoliant e partir para cima dela com tudo. Outra coisa, eu não tinha prestado atenção que era para olhar o deck de Encontro, eu olhei só o Descarte. Moral da história, fiquei esperando a maldita aparecer e nisso levando porrada das outras criaturas. Mas até que eu consegui dar bastante dano, faltou só dois para ela cair, só precisava de mais um turno. Porém, eu tinha que colocar meus Heróis na Missão senão o meu nível de ameaça ia subir e chegar em 50, isso me deixou impossibilitada de atacar, mesmo usando o truque do Aragorn porque os inimigos agem primeiro, então eu teria que usá-lo para defender. Mas acho que se tivesse pego ela logo de cara tinha dado para ganhar.
 
Enfim, resolvi mudar de deck, passei para Espírito. Na primeira partida foi um azar atrás do outro. Só saia Localização na Área de Perigo, quando não era isso era Infortúnio. Mesmo usando Acessório para aumentar a Força de Vontade da Éowyn e a própria habilidade dela, a Força de Ameaça ficou muito alta, o máximo que conseguia era igualar. Até que chegou um momento que não tinha mais como sustentar a situação. Foi muito estranho.

Porém, na segunda partida o deck brilhou muito. Tudo funcionou perfeitamente. Força de Vontade nas alturas, passando voando nas Localizações. Progredindo muito rápido na Missão. Foi aí que o Dúnhere, que eu tanto desprezei, mostrou seu valor. A habilidade dele é bater no inimigo ainda na Área de Perigo. 
 
Usei Saudação dos Galadhrim para manter meu nível de ameaça baixo impedindo os inimigos de engajar e Dúnhere matando geral lá na Área de Perigo ou quando chegava a engajar já vinha fraco. Outras cartas boas são os Aliados: Guia de Lórien e Rastreador do Norte, ambos quando partem em Missão adicionam uma ficha de progresso automático, o primeiro para Localização ativa e o segundo para Localizações na Área de Perigo. Desta vez, saiu o caminho de Beorn, que não exige a derrota da Cria de Ungoliant, a menos que ela esteja em jogo, o que não era o caso. Finalmente, uma vitória e até bem tranquila. 
 

Depois joguei com deck de Conhecimento, achei muito ruim, só serve de suporte mesmo. Minha mão ficou cheia de Acessórios e Eventos, não vinham Aliados. Passei a partida toda só com os Heróis na mesa. É um deck muito voltado para cura, mas sem Aliados não tinha como bater nos inimigos que foram se acumulando, eu só fiquei me defendo e curando. Não conseguia progredir na Missão. Foi uma partida rápida. Não sei se foi falta de sorte minha ou se realmente é um deck que só serve para suporte, acho que não deve ser assim. Acredito que todo deck deve ter capacidade para vencer por mais que com uns seja mais difícil do que com outros. Tenho que jogar com esse deck novamente.
Para fechar voltei a jogar com deck de Espírito, dessa vez veio Não Saiam da Trilha e finalmente venci a Cria de Ungoliant. A partida foi bem rápida, já estava bem familiarizada com as cartas, então nem precisava ficar pensando muito. Fora que já conheço o deck de Encontro da primeira missão como a palma da minha mão.
Agora só falta jogar com o deck de Tática, mas acho que vou acabar montando um deck de Liderança com Espírito. O problema é decidir quais heróis usar. Aragorn e Éowyn são certos, minha dúvida está entre o Theódred e o Dúnhere. Se bem que se eu fizesse um deck com Éowyn, Theódred e Dúnhere ia ficar um temático de Rohan. Segue mais algumas cartas boas para fechar o post. Na primeira foto: Anula Efeito Sombrio e Efeito Revelado e na segunda foto: Pega um Herói do descarte e coloca de volta na mesa e devolve todo o descarte para seu deck.

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Retrospectiva

Pode parecer um título estranho para primeira postagem, sua motivação se deve ao fato de minha caminhada no incrível mundo dos jogos de mesa ter começado a cerca de um ano atrás apenas. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não tenho uma história saudosista de infância com jogos como War, Detetive, Banco Imobiliário ou Jogo da Vida. Mas isso não significa que meu primeiro contato com esse tipo de jogo tenha ocorrido somente no ano passado.

Meus passos iniciais com jogos de mesa foram com Heroclix e Magic, respectivamente. Mas devido ao universo altamente competitivo de ambos, comecei a procurar por opções mais leves de diversão. Eu sempre gostei de lojas de brinquedos e foi assim que eu conheci as versões de carta dos jogos de tabuleiro citados acima e um jogo novo, um tal de Catan.

Natal do ano passado.
Até esse momento, os jogos de mesas eram apenas um passatempo divertido, que poderia ter ficado só nisso. Talvez tivesse comprado algum outro jogo dos tradicionais. Eu cheguei a pensar em comprar o War Batalhas Mitológicas. Mas tudo mudou quando li a notícia do lançamento do A Game Of Thrones: The Card Game pela Galápagos Jogos. Na época, eu estava lendo os livros freneticamente. No início, éramos só eu e meu noivo, não tínhamos outras pessoas com quem jogar. Foi aí que surgiram os eventos, fora que eu era louca para saber como era o lance daquele “tabuleirinho” com as peças representando os títulos. Procurando por grupos e eventos no Facebook conhecemos A Game Of Thrones: The Board Game. Nossa estreia em eventos foi na 1ª Dungeon Cards. Fomos na intenção de jogar ambos, mas só deu tempo para ele.

Empolgadíssima com minha blusinha dos Starks.

O segundo evento que fomos foi o Castelo das Peças. Tínhamos acabado de adquirir nosso primeiro jogo importado e estávamos muito empolgados para testá-lo, até porque era um jogo de uma outra série que somos muito fãs: Battlestar Galactica.
 Quem é o Cylon?

Esse evento também foi importante porque foi nele que joguei meu primeiro Euro: Myrmes. Um jogo no qual você administra uma colônia de formigas tentando sobreviver as quatro estações durante três anos.

Tabuleiro principal (jardim).

 Tabuleiro individual (formigueiro).
Espero um dia tê-lo na minha coleção, apesar de só ter jogado uma única vez, é um dos meus favoritos.
Mas e o A Game Of Thrones: The Card Game? Levou algum tempo até eu consegui jogá-lo com outras pessoas. Fui frequentando os eventos e conhecendo outros jogos. Com o tempo surgiu a ideia de realizar nosso próprio evento, que a princípio se chamou Dungeon Cards Zona Norte.

 
Enfim, A Game Of Thrones: The Card Game completo
O tempo foi passando, mais eventos, mais jogos e chegamos ao Zombicide. Foi com esse jogo que convertemos os vizinhos ao nosso pequeno vício. 

        Primeira jogatina caseira.

Recentemente, nosso evento passou a se chamar Guadalupeças, por uma questão de maior acessibilidade.
 Todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe que fica na Av. Brasil.

Acho que bem resumidamente, foi essa a minha trajetória no mundo dos jogos de mesa. Tentei ser o mais breve possível, só destacando os principais pontos mesmo. Além de muitos jogos bacanas, com temáticas e jogabilidades das mais variadas e interessantes os quais não podia nem imaginar que existiam. Conheci muita gente legal, alguns estão nas fotos acima, outros não (quem sabe em posts futuros). 
A ideia de fazer o blog veio da minha vontade de falar sobre esse hobby que se tornou tão especial para mim. Queria de alguma forma poder expressar minhas opiniões sobre o assunto. Um jogo especificamente foi o empurrão que faltava. Um jogo, na minha opinião, injustiçado. Mas vou fazer um suspense, pois ele será assunto do próximo post. Qual será o jogo que me impulsionou na criação do blog? Alguém advinha?
Para terminar, sobre o nome do blog. Bem, é difícil encontrar um bom nome disponível. Pensei em vários nomes ruins. Meu noivo foi importante nesse momento não me deixando colocar qualquer porcaria. Acho que Turno Extra é um nome bacana, abrange a temática geral do blog e é convidativo espero. Aqui é um espaço não só para expor minhas ideias, mas trocar com outras pessoas também. É um bate papo virtual depois de uma boa jogatina.
Não posso encerrar esse primeiro post sem colocar uma foto dos meus joguinhos queridos, ainda têm mais cinco para chegar esse ano. Estão pelos correios da vida.
 

Meus joguinhos *_*

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