Entrevista com Luis Brueh, game designer de Dwar7s Outono

Luis Brueh é um designer brasileiro que está lançando por aqui o seu game Dwar7s Outono, pela Mandala Jogos. O título é de construção de tablado e domínio de área, com pitadas de cartas com surpresas para atrapalhar os adversários e disputa de pontos. Saiba como foi a produção do Dwar7s, nesta entrevista gravada na Game of Boards, e também sobre seu próximo jogo: Covil. Assista:

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Entrevista: conheça a Potato Cat, editora de Café Express e Cartas a Vapor

A Potato Cat é uma nova editora especializada em criar jogos. Seu primeiro título no mercado foi o Cartas a Vapor e já está no forno o próximo lançamento: Café Express. Samanta e Kevin Talarico, a dupla por trás da marca, conversaram com o Turno Extra, em um bate-papo gravado na Game of Boards, contando um pouco de seu histórico, ideias para desenvolvimento e também sobre como foi o trabalho nestes dois games. Acompanhe, a seguir:

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Exclusivo: entrevista com Chris Bryan, criador do jogo Favelas

Favelas é um jogo de tabuleiro que será lançado ainda este ano, nos EUA, pela editora Wizkids. O game foi anunciado há algumas semanas e gerou certa polêmica, principalmente por conta de seu criador não ser brasileiro e pela temática, pouco comum nos jogos atuais. O blog Turno Extra entrou em contato com o designer Christopher Bryan, que criou Favelas e outros títulos ainda não lançados, para esclarecer algumas questões e saber mais sobre a produção. Confira o resultado deste bate-papo, abaixo:

Caixa do jogo Favelas

Turno Extra: Chris, é um prazer falar contigo. Conte para nós, Favelas é seu primeiro jogo?

Christopher Bryan: É meu primeiro jogo a ser lançado, mas provavelmente meu sexto ou sétimo jogo feito. Tenho alguns outros assinados com editoras, mas que ainda não saíram.

Turno Extra: Quando surgiu a ideia do Favelas? E sobre usar este tema?

Christopher Bryan: Comecei a pensar na ideia por volta do verão de 2016 (Nota do blog: inverno no Brasil). As mecânicas nasceram bem rápido, muito mais rápido do que qualquer outro jogo meu. Geralmente crio a mecânica antes e depois encontro o tema que melhor se encaixa. O tema, neste caso, apareceu bem cedo no processo de desenvolvimento.

Queria muito fazer algo com fichas hexagonais, que se parecem com cubos 3D. Eu estava movimentando as peças e comecei a criar um jogo onde eles se empilham de forma vertical, em vez de se espalhar horizontalmente, como na maioria dos outros jogos deste tipo.

Nessa mesma época, as Olimpíadas do Rio 2016 estavam acontecendo e haviam muitas reportagens nos Estados Unidos sobre os projetos de embelezamento de comunidades no Rio de Janeiro. Isso me lembrou sobre uma reportagem que li há alguns anos, sobre artistas que pintavam grandes murais nas favelas, como parte da revitalização da região. Tudo isso se uniu e formou a ideia para o tema envolvendo favelas.

Turno Extra: Você já esteve no Brasil? Ou viu de perto alguma das favelas do Rio?

Christopher Bryan: Nunca estive no Brasil, mas eu adoraria visitar algum dia.

Imagem do protótipo de Favelas, não representa a versão final

Turno Extra: Em uma comunidade brasileira de jogos de tabuleiro, no Facebook, notamos que algumas pessoas estavam reclamando sobre uma possível “apropriação cultural” no jogo, já que ele não foi feito por um brasileiro. O que você pode dizer sobre isso?

Christopher Bryan: Essa é uma preocupação muito válida. Certamente não é minha intenção me apropriar ou desrespeitar a cultura brasileira ou seus locais, mas é impossível fugir do fato de que eu sou um norte-americano branco que fez um jogo baseado em algo que eu não faço parte, diretamente, culturalmente ou hereditariamente. Eu já estava ciente que esse tipo de preocupação poderia acontecer, por isso tentei fazer o possível para usar o assunto de forma respeitosa e com dignidade.

Turno Extra: Você acha que o jogo pode glamourizar os problemas reais dentro das favelas do Rio de Janeiro?

Christopher Bryan: Essa é outra preocupação muito válida. O jogo é sobre um projeto real de embelezamento de cidades que ocorre no mundo, o que também pode ser visto como algo que, literalmente, joga tinta sobre os problemas reais. Soube que, recentemente, algumas favelas tornaram-se atrações turísticas, o que ajuda a trazer dinheiro em áreas econômicas pouco favorecidas, mas também traz a gentrificação, o que pode representar diferenças adicionais para as pessoas vivendo ali.

Todos esses são problemas reais e complexos e eu não tenho solução para eles. O que posso dizer é que sou extremamente simpatizante a estes pontos e não quero que meu jogo glorifique esses problemas. No final das contas, Favelas é um jogo muito simples sobre empilhar peças coloridas e espero que ele possa servir como um catalisador para que as pessoas aproveitem seu tempo com amigos e famílias.

Minha intenção com ele não é voltar a atenção para o embelezamento de favelas no sentido de gentrificação. Muitas pessoas que detestam os horrores da guerra gostam de jogar “wargames” e eu não acho que as pessoas que fizeram estes jogos ou aproveitam games com violência apoiem a violência do mundo real.

Não culpo ninguém por sentir que minha escolha de tema seja uma apropriação de sua cultura ou que esteja ignorando os problemas reais, acho que esse tipo de sentimento é válido. Mas não pretendo fazer nenhuma dessas coisas e tentei ser cuidadoso e atento em como eu estava apresentando o tema. Talvez eu devesse ter pensado em outro tema. Mas, ao mesmo tempo, penso que o mundo se torna um local muito pequeno se só formos autorizados a explorar temas e ideias que estão imediatamente em nossa volta ou parte da nossa cultura histórica.

Tenho certeza que alguns desses pensamentos vieram de um local de meu privilégio e estou feliz em ouvir visões opostas, que me ajudam a lembrar deste privilégio. Além de tudo, espero que as pessoas possam ver o jogo como uma celebração de um pequeno aspecto do Rio de Janeiro, aproveitando o game com as pessoas que amam.

Arte de Kwanchai Moriya para Favelas

Turno Extra: Há algum brasileiro envolvido no desenvolvimento do Favelas ou ao menos nas sessões de teste?

Christopher Bryan: Infelizmente não. Minha primeira escolha de desenhista foi o Weberson Santiago, um artista brasileiro que eu adoro e fez as artes do Coup e do Albergue Sangrento, mas infelizmente não conseguimos chamá-lo a tempo. Assim fechamos com a Kwanchai Moriya, que fez um ótimo trabalho.

Inicialmente o título do jogo seria “Rio de Janeiro”, mas um de meus seguidores brasileiros no Twitter me avisou sobre algumas preocupações envolvendo o nome – graças a essa interação decidimos por chamá-lo de “Favelas”.

Turno Extra: Você conhece algum desenvolvedor brasileiro de jogos? Ou algum de seus trabalhos?

Christopher Bryan: Conheço bem o Andre Zatz e o Sergio Halaban, joguei o Sheriff of Nottingham, Formula E e Quartz, inclusive. Há alguns anos eu joguei o Vineta, desenvolvido pelo Mauricio V Gibrin, Mauricio Miyaji e Fabiano Onca. Também estou bem familiarizado com Dogs, jogo do Marcos Macri, graças à campanha de financiamento coletivo de sucesso, que ele teve aqui nos EUA, no início deste ano – mas infelizmente ainda não o joguei.

O que sei é que o Brasil está ativo no mercado e crescendo rapidamente no cenário de jogos de tabuleiro. Espero que esse mercado cresça e mais jogos brasileiros ganhem versões em inglês.

Trecho do manual de Favelas que mostram peças da versão final

Turno Extra: Você tem algum gênero favorito de jogos de tabuleiro? Ou um jogo favorito?

Christopher Bryan: Gosto de jogar todos os tipos, mas meus favoritos, geralmente, são euros de peso leve ou médio. Sou um grande fã de jogos onde você precisa posicionar peças e fichas na mesa, além de alocação de trabalhadores (especialmente com dados). É impossível listar apenas um jogo favorito, então alguns deles são Castles of Burgundy, Carcassonne, Alien Frontiers, Agricola, Dominion e Flamme Rouge.

O Turno Extra agradece por seu tempo e deseja sucesso no lançamento do Favelas e futuros games!

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Conheça o trabalho de Sanderson Virgolino, game designer de Cangaço

Sanderson Virgolino é um game designer do Rio de Janeiro que merece sua atenção. Ele está prestes a lançar Cangaço, jogo que sai pela Redbox, que também ganhou o concurso de protótipos da Game of Boards. Além dele, Sanderson tem outros games em desenvolvimento, incluindo alguns que foram disponibilizados pela Game Maker, como Bushido e Era dos Piratas. Conheça um pouco mais do seu trabalho e saiba o que ele achou do Diversão Offline 2017. Assista, a seguir:

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Conheça a Mansão das Peças, grupo brasileiro de criação de jogos

A Mansão das Peças é um coletivo de criação de jogos, atualmente com base no Rio de Janeiro. Nesta entrevista você conhece um pouco de alguns de seus membros, entre eles Romulo Marques, Rodrigo Rego, Leandro Pires, Warny Marçano, Humberto Cotta e Lucas Ribeiro. Eles falam sobre seus atuais projetos e próximos jogos, mas também dão dicas para quem está começando agora e quer iniciar no desenvolvimento de jogos de tabuleiro. Assista, a seguir:

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Entrevista: Ludofy no Diversão Offline 2017

A Lufody é uma das editoras que desponta como favorita do público, por motivos diversos! Um deles é a boa seleção de jogos simpáticos no catálogo. Falamos com Rafael Verri, no Diversão Offline 2017, que comentou sobre os jogos que já estão disponíveis e outros que chegarão em breve. Muitas novidades promissoras devem chegar nos próximos meses. Assista, logo abaixo:

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Entrevista: Geeks N’ Orcs no Diversão Offline 2017

A editora Geeks N’ Orcs foi mais uma das que falamos no Diversão Offline 2017, tanto para conhecer seu catálogo e jogos – que ainda é pequeno, mas muito simpático! – quanto para saber o que vem por aí! Saiba tudo que rolou no bate-papo e também conheça um pouco mais do trabalho da editora no atual mercado de jogos de tabuleiro. Assista, a seguir:

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Entrevista: Legião Jogos no Diversão Offline 2017

A Legião Jogos é uma nova editora no mercado, que pretende lançar jogos divertidos e voltados para todas as idades. Conversamos com Bruno Carvalho, game designer da editora, que nos contou sobre seus planos de entrada e fez uma breve apresentação da novidade. Em breve você vai conferir mais conteúdo da Legião no Turno Extra, mas confira a entrevista com Bruno e conheça a proposta! Assista:

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Tsukiji no Diversão Offline 2017: conhecendo o jogo

Leandro Pires, designer do jogo Rock N’ Roll Manager, está prestes a lançar seu novo jogo – Tsukiji! Trata-se de um boardgame que envolve leilão e especulação, mas com temática de um mercado de peixes, o mais famoso de Tóquio, no Japão. O título chega em breve, via Redbox Editora, e Leandro aproveitou o Diversão Offline 2017 para finalmente nos apresentar ao seu novo projeto. Confira detalhes do jogo, a seguir:

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Entrevista: Papaya Editora no Diversão Offline 2017

Luiz Grimuza, diretor da Papaya Editora, traz importantes lições para quem quer lançar seu jogo no Brasil ou quer começar a desenvolver seu próximo protótipo. Dono de uma editora especializada em nacionais, Grimuza tem série de vídeos com dicas e já promoveu concurso de seleção para o próximo título da casa. Veja nosso bate-papo, gravado no Diversão Offline 2017, e saiba mais sobre essas ideias! A seguir:

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