Entrevista com os organizadores do Diversão Offline

Domingo passado tivemos pela primeira vez no RJ um evento de grande porte totalmente voltado aos jogos de mesa. O Diversão Offline proporcionou um momento incrível de encontro entre jogadores e editoras em um ambiente com total infraestrutura e comodidade. Mas quase nada sabemos sobre os organizadores de tão inovadora e ousada iniciativa. Então, resolvi mandar algumas perguntas para tentar conhecê-los melhor.

TE: Comentem um pouco sobre a história da Geek Carioca. 

GC: A Geek Carioca surgiu este ano, com o desejo de tratar com carinho e qualidade o entretenimento geek, produzindo eventos com vontade de que deem certo!

TE- Como surgiu a ideia de fazer um evento voltado aos jogos analógicos?

GC: Além do interesse pessoal dos sócios, adoram os jogos analógicos, existia também uma demanda do mercado por um evento que fosse feito com uma grande estrutura, para comportar diversos fãs e reunir as empresas produtoras em um só lugar. Atendendo a essas demandas, o Diversão Offline está promovendo a manutenção das pessoas que já praticam o hobby e atraindo adeptos a se apaixonarem, assim como nós.

TE: Vocês são jogadores de boardgames e/ou RPG?

GC: Sim. Temos em torno de 40 títulos e com frequência marcamos com os amigos e familiares para jogar. Não conseguimos ficar muito tempo sem rolar os dados.

TE: Qual foi o número final de público no evento? Atendeu as expectativas?

GC: Sim. Tivemos uma presença de mais de 1000 pessoas e confesso que foi até mais do que esperávamos, por se tratar da primeira edição e algumas pessoas estarem ainda “desconfiadas” da proposta.

TE: O que vocês mais destacam como positivo do evento inteiro?

GC: A felicidade das pessoas ao verem o espaço reservado e a estrutura que foi montada voltada exclusivamente para seu hobby. Além disso, foi incrível ver um público que antes era totalmente de fora do nicho, saindo das salas de jogos e indo comprar seu primeiro board ou RPG para jogar com os seus amigos. Recebemos inclusive diversos e-mails assim, de agradecimento por termos apresentado o mundo dos jogos analógicos àqueles que antes tinham certa resistência e talvez nunca se permitiram a tal.

TE: O que vocês acham que poderia ter sido melhor?

GC: Estamos recebendo o feedback do público para através da opinião deles sabermos o que podia ter tornado a experiência imersiva nos jogos analógicos ainda mais incrível. Mas, da visão de organização, um dos pontos que mais nos incomodou foi a questão dos valores da alimentação.

TE: Existem planos para realização de um próximo? Alguma previsão sobre datas?

GC: Com certeza, já está confirmado! Ainda vamos sentar para definir data, mas já adiantamos que vem muita novidade boa por aí.

TE: O que houve com os estandes da Galápagos e da Grow? Nenhuma das duas empresas estavam lá, de verdade. Isso chamou bastante atenção.

GC: Em uma primeira edição de um evento com uma proposta ousada e em um estado onde tínhamos uma lacuna muito grande de eventos deste porte, é normal que nem todas as editoras estejam dispostas a vir de longe para participar, mandando assim um representante. A Galápagos já entrou em contato conosco após o evento e informou que devido a um problema de logística os jogos que eles haviam enviado para a representante (Tabuleiro Mix) não chegaram a tempo do evento. Mas, garantiram que para a próxima edição eles virão pessoalmente. Acredito que a Grow fará o mesmo.

TE: Outro fato bastante notório, foi que a área de RPG ficou muito mais vazia que a de boardgames? Qual a análise de vocês sobre isso?

GC: Todas as mesas de RPG do evento foram reservadas para as editoras. Para cada uma já havia um mestre e jogo cadastrado, bastando assim apenas que o público sentasse e jogasse. O que ocorreu foi que nem todas as editoras conseguiram ocupar a quantidade de mesas que haviam reservado, deixando muitas vazias. Com o passar do evento fomos liberando as mesas para o próprio público narrar, foi quando começou a encher mais as salas de RPG. Esse foi um ponto que iremos rever e melhorar para a próxima edição.

TE: Será que podemos esperar uma próxima edição com uma área destinada aos boards ainda maior e com mais atrações específicas para esse público?

GC: Sem dúvidas nossa meta é melhorar sempre. Estamos analisando todas as possibilidades para fazermos uma segunda edição ainda maior e com mais novidades do que a primeira. Em breve divulgaremos detalhes.

TE: Como vocês enxergam a relação do Diversão Offline com os pequenos eventos de bairro mensais e semanais? 

GC: Somos muito gratos a cada um. Eles foram fundamentais no nosso trabalho de divulgação, pois estivemos presentes em vários, e continuarão sendo fundamentais para alimentar o nosso público nas lacunas entre as edições do evento. O mais legal é isso, ver no Diversão Offline o público e os organizadores de cada encontro que acontece no RJ, tanto de RPG como de Board Game, reunidos.

TE: Que tipo de “diversão offline” além de RPG, cards e boards uma segunda edição pode trazer?

GC: Temos bastante vontade de investir em HQs e trazer editoras, autores e atrações da temática para o evento.

Gostaria de deixar registrado meu agradecimento ao pessoal da Geek Carioca que tão gentilmente respondeu minhas perguntas. E que 2016 venha com um Diversão Offline ainda melhor e maior. Novamente parabéns pelo trabalho incrível que foi recompensado com um sucesso mais do que merecido.

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Liberado PNP do Bifrost + Entrevista com Cussa Mitre

Neste último final de semana foi liberado o PNP do Bifrost, um rápido e divertido party game com temática de mitologia nórdica, que está com uma qualidade incrível. No primeiro momento, ele foi disponibilizado apenas para os apoiadores, mas logo estará disponível para todos. O jogo esteve em financiamento coletivo através do Catarse no final do ano passado, mas infelizmente não conseguiu bater a meta. Porém, fazendo valer o tema, foi apenas uma batalha perdida. Quem disse que seria fácil chegar ao Valhalla? Brincadeiras à parte, confira abaixo uma pequena entrevista que fizemos com Cussa Mitre, o criador do jogo.

TE: Qual a avaliação (motivos) que você faz do “fracasso” do financiamento coletivo do Bifrost, mesmo o jogo tendo sido bem divulgado e recebido pelo público em geral?

CM:  Houveram vários problemas durante o financiamento. Talvez o que mais prejudicou a gente foi o fato de que o Catarse divulgou no dia 31 de outubro uma informação de que as recompensas acima de R$ 100 poderiam ser parceladas a partir do dia 10. Fizemos uma ampla divulgação de que algumas recompensas do jogo poderiam ser parceladas e isso gerou uma grande comoção junto às pessoas. Porém, na data, várias pessoas entraram em contato conosco falando que não havia a opção de parcelamento. Fomos conversar com o Catarse e vimos que eles haviam mudado o texto do post, e que esta mudança alterava totalmente o sentido da informação. Neste ponto, muitas pessoas deixaram de confiar na plataforma (e algumas até na gente) e decidiram não mais apoiar o projeto. Infelizmente, eles só reconheceram o erro e permitiram o parcelamento do Bifrost faltando 5 dias para o final. Neste ponto, muitos já haviam apoiado com valores mais baixos e não quiseram fazer um novo apoio e pedir o estorno do anterior.
Além disso, faltando aproximadamente uma semana para o final do financiamento, um casal de amigos entrou em contato comigo informando que não estavam conseguindo apoiar o projeto e estavam desconfiados que era algum tipo de problema do Catarse. Qual não foi minha surpresa quando cheguei lá e vi que realmente o site estava com erro e nem mesmo eu, que trabalho com desenvolvimento de sistemas, consegui finalizar o apoio. E mesmo tendo informado a eles, houve uma postura do tipo “pode ter sido erro do navegador, da internet…”.

Ainda houve o fato de uma grande quantidade de financiamentos coletivos terem entrado no ar ao mesmo tempo. Para efeitos de comparação, em uma semana, a gente conseguiu arrecadar 20% da meta do projeto e depois ficamos 53 dias para conseguir mais 35%. Ainda conversamos sobre isso com o Catarse, mas eles acham que ter vários projetos ao mesmo tempo é bom.

Acreditamos também que parte se deve ao fato da gente não ter feito uma divulgação tão grande do projeto antes dele entrar em financiamento. Queríamos mostrar um trabalho bom e quando chegamos nesse nível, o projeto já estava relativamente pronto. Então, resolvemos seguir em frente. Uma falha nossa.

TE: Você sempre teve um plano B para o projeto ou ele foi sendo desenvolvido a medida que foi ficando claro que o financiamento não ia rolar? 

CM: A gente sempre acreditou na possibilidade do projeto virar. Passamos o última dia grudados no computador, e apenas na hora final vimos que seria muito improvável atingir a meta (só se o Tio Patinhas resolvesse investir no projeto :p). Dois dias depois, nós reunimos a equipe para discutir o que faríamos. 

De certa forma, olhando hoje com calma, vemos que o não financiamento possibilitou o projeto evoluir e isso foi muito bom. Com a mudança para iconografia, que foi inclusive uma ideia de um jogador, a gente tem milhões de possibilidades, sem falar na facilidade para outras línguas: temos que traduzir apenas o manual.

Então, o plano B está sendo desenvolvido apenas agora. Estamos mais atento ao feedback da galera, principalmente com a liberação do PNP, onde o pessoal vai poder ver o jogo funcionando na mesa e dar as suas ideias.

TE: Você não acha que um PNP do jogo pode atrapalhar uma nova tentativa futura de financiamento?
CM: A gente pensou muito nisso. Em um dos últimos gameplays, que foi na Funbox, um dos participantes falou uma coisa que nos fez pensar muito: “Ver o vídeo do jogo é uma coisa, mas jogar ele é uma experiência totalmente diferente. Pelo vídeo, você não tem como ter o feeling do jogo”. E realmente! O Bifrost sofre da máxima do party game: se você ler o manual, ele irá parecer chato!
Então, resolvemos liberar o PNP, mas com alguns “ajustes”: ele não está “completo”. Completo no sentido de que só vai para 5 jogadores (ele não possui todos os Deuses), não possui todos os artefatos e nenhuma carta especial. Ele serve justamente para você imprimir e sentir o feeling do jogo na sua mesa.

Como não está completo, acreditamos que não irá nos atrapalhar, mas muito pelo contrário: irá nos ajudar a conquistar mais pessoas para apoiar o projeto.

TE: Já existe alguma previsão para um novo financiamento? Quais são os próximos passos?

CM: Sim. Ele será relançado no segundo trimestre de 2015, por outra plataforma de financiamento coletivo. Neste momento, a gente está esperando o feedback das pessoas em relação as mudanças realizadas, como a questão da iconografia, os novos efeitos únicos para runas e a arte temporária.

Iremos liberar em breve esse PNP para todos. Depois entraremos no processo de pedir novos orçamentos, até devido as mudanças que fizemos. O esboço do projeto já está sendo montado.
TE: Alguma modificação significativa no projeto ou podemos esperar um novo financiamento nos mesmo moldes (metas estendidas e níveis de apoio)?

CM: Algumas coisas foram totalmente modificadas. Por exemplo: os artefatos Mjönlir e Svalinn seriam liberados por metas estendidas, enquanto o Tarnhelm, o Mímisbrunnr e a Gungnir foram liberadas em metas de Likes na nossa fanpage. Mas o jogo com elas fica tão interessante, assim como as cartas especiais, que decidimos colocar elas dentro do jogo. Logo, já teremos que mudar algumas metas estendidas.

Em relação aos níveis de apoio, a gente ainda está vendo a questão toda de custo. Como ainda não conseguimos refazer todos os orçamentos, iremos analisar ainda os valores dos apoios.

Uma coisa também que já podemos divulgar é que iremos ter festas de lançamentos do jogo em algumas cidades, como Rio de Janeiro, Juiz de Fora e São Paulo.
TE: O que você recomendaria para quem está começando seu projeto de financiamento coletivo agora?
CM: Primeiramente, divulgue. Sei que pode parecer estranho falar isso, mas se possível, libere um PNP. Muitas vezes um vídeo apenas não irá passar ao jogador a sensação de estar jogando. E é isso que faz ele apoiar o jogo. Procure canais, sites e blogs especializados, converse com jogadores experientes e o principal (e talvez mais difícil para qualquer pessoa): esteja aberto a ouvir críticas e opiniões contrárias às suas. Claro que haverão pessoas que, na verdade, irão falar apenas por não gostar de ver o sucesso de outras, mas saiba diferenciar isso e sempre evoluir. 

 Material do PNP do Bifrost devidamente impresso. Créditos: On Board.
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Lançamento do Gekido na Redbox + Entrevista com Fel Barros

Em uma noite de segunda-feira bastante fria, para os padrões cariocas, Fel Barros e seus dragõezinhos conseguiram atrair dezenas de pessoas à Redbox. Foi o lançamento do Gekido, novo jogo do criador do Warzoo. Claro que eu fui lá garantir o meu, já que é edição limitada e havia poucas unidades, graças ao grande sucesso alcançado na Anime Friends.

O jogo depois será comercializado sem as miniaturas, que foram feitas artesanalmente e são lindas demais. O que vai fazer o preço abaixar muito, tendo em vista que essa edição teve um valor bem elevado, na minha opinião. A compra só foi possível pelo poder mágico do parcelamento no cartão de crédito e não comprei o kit completo não, só dois dragões.

 

Um ponto que achei negativo foi o fato do jogo não ter caixa, ele vem em um saquinho genérico, nem uma personalização rolou. Na minha ignorância sobre artesanato e afins, achei que as miniaturas fossem feitas de biscuit ou algo do tipo, então pensei que todo cuidado era pouco. Levei as minhas para casa dentro do estojo da câmera, que é acolchoado. Já imaginando a complicação para levá-las aos eventos e planejando fazer caixas por conta própria.

Mas o Gabriel Ferrarezi, um dos administradores da MD Dragons, a empresa que fez os dragões para o Gekido, deixou um comentário aqui no post para esclarecer minha ideia equivocada, que acredito ser uma confusão bastante comum entre pessoas leigas no assunto. Ele informou que os dragões não são feitos de biscuit, mas utilizando uma massa de polímero da FIMO, produto importado. Bastante resistente a impactos,  os dragões dificilmente quebrarão. O que pode acontecer são encaixes de cor diferentes  desprenderem com manuseio brusco e quedas, mas que são relativamente fáceis de consertar.

Não dúvido da palavra do Gabriel e agradeço pelo esclarecimento, mas continuarei com o plano de fazer as caixas para guardar meus dragõezinhos e tentarei tomar todo cuidado para que não sejam de forma alguma danificados.

Infelizmente, não pude ficar muito tempo, só joguei uma partidinha de Gekido para relembrar. Já tinha jogado na edição passada do Castelo das Peças e estreei meu Coup da Funbox com o sempre  simpático Marco Curvello. Em breve, vai ter post sobre esse jogo, a qualidade está incrível.

Tive a oportunidade de conferir as cartas do Warzoo em sua versão praticamente finalizada e babei com a caixa que a Monst3r Factory fez para o Muffin Games, isso sem comentar os marcadores de acrílico em formato de coração. Cheguei a brincar com o Fel dizendo que os jogos dele possuem um apelo feminino irresistível. São todos muito bonitinhos e fofinhos.

Enquanto escrevia esse post, algumas perguntas vieram a minha mente e resolvi enviá-las para o Fel, que as respondeu com uma prontidão admirável. Desde já quero agradecer por ter sido tão atencioso e gentil. Eu nunca entrevistei ninguém antes, mas acho que para uma primeira vez até que ficou bom.

Confiram aí mais algumas informações sobre Gekido e outros jogos da Ace Studios.

TE: Esgotou com o lançamento de ontem na Redbox? Caso não, como será a venda das unidades restantes?

FB: Não esgotou. Provavelmente, em função da parceria com a Redbox, vamos passar a vender por lá. No mesmo preço.

TE: Já foi divulgado que essa edição com miniaturas foi limitada e que elas não farão parte de uma futura próxima edição do jogo. Confirma essa informação?

FB: Com certeza as miniaturas não aparecerão mais. Quem quiser comprar agora, terá que ser parecido com o que eu fiz para a minha coleção pessoal, pedir um dragão sob encomenda pra Maga.

TE: Se não me engano, também foi divulgado que uma nova edição dependeria de uma questão de demanda. Confirma essa informação? Já foi possível mensurar isso? Haverá uma nova edição sem as miniaturas? Caso sim, já existe previsão de lançamento e valor?

FB: Confirmo e confirmo que teremos uma nova edição também. A recepção ao jogo foi incrível e acima das nossas expectativas. Similar ao que aconteceu com o Warzoo. Sou muito ruim em expectativas. Lançaremos esse ano ainda, com certeza. O valor, como eu falei no Facebook, depende de muitas variáveis, então prefiro não falar nada pra galera não me cobrar depois. Só afirmo que será muito mais barato do que a limitada.

TE: Um fato que me chamou atenção, e causou certa decepção, foi a (falta) embalagem do jogo. Essa edição do Gekido não foi barata e as miniaturas são frágeis. Eu entendo que o fato de terem sido feitas artesanalmente tenha pesado muito no preço. Foi por isso que não houve caixa ou, pelo menos, saquinhos personalizados?

FB: O saquinho personalizado foi só questão de timing. Para a Anime Friends, não conseguimos um prazo seguro para montar os kits. Eu ainda faço (quase) tudo sozinho. O Rômulo, co-designer, e o Cacá ajudaram bastante e ainda assim ficou apertado. A caixa era impossível porque estragaria os dragões no impacto. Essa edição foi pensada para o Anime Friends. Como o público de board mostrou bastante interesse, acabamos ampliando os horizontes, mas esses pormenores não eram nosso objetivo. Agora serão.

TE: Por que a opção por um lançamento direto ao público ao invés de um financiamento coletivo como foi no caso do Warzoo? 

FB: Como eu falei na anterior, o Gekido foi pensado como um “jogo para complementar as miniaturas” o custo de produção e a tiragem seriam baixos e a gente testaria o interesse pelo jogo durante a feira. Fizemos 200 cópias e temos cerca de 30 disponíveis. Acho que o saldo foi bastante positivo e a Ace, salvo algo muito fora da realidade, só usará plataforma de pré-venda de agora em diante.

TE: Quais são os planos para os próximos lançamentos da Ace Studios? Teremos lançamentos direto ou financiamentos coletivos? 

FB: A gente já tem o Muffin Games, o Agentes do S.A.P.O e o Gekido na fila para 2014. Para 2015 temos o Palmares e mais algumas surpresas (autorais também). Provavelmente, tudo por pré-venda.

TE: Achei linda a caixa da Monst3r Factory para o Muffin Games e os marcadores em formato de coração feitos de acrílico, mas por uma questão de custo acredito que aquele não será o produto final. Estou certa? Caso sim, qual a finalidade do protótipo? Se eu estiver enganada, como vocês pretendem lançar o produto por um preço viável?

FB: Será algo bem perto daquilo o produto final sim. Ainda estamos decidindo se ele será uma opção de colecionador (limitado a 100 cópias) junto com a tiragem de mil ou se faremos algo na linha do Gekido, com uma tiragem única de 100 cópias e dependendo da reação da galera, faremos a tiragem grande depois. (mais provável a 2a opção).

TE: Como está o andamento de Agentes do S.A.P.O?

FB: O S.A.P.O está finalizado. Mecanicamente agradou bastante e a arte também está pronta. O projeto visual dele é bastante complexo por ser um jogo de vaza com set collection, mas o pessoal do Otacoiza com a ajuda do Luis Francisco estão fazendo um trabalho fantástico.

TE: Como está o andamento do Warzoo? Dentro do cronograma? Já dá para confirmar a previsão para Outubro ou ainda é cedo? 

FB: O Warzoo é um gigante. A gente tem 40 artes com um ilustrador só, um manual de regras enorme cheio de histórias pro Groo diagramar. A gente achou que de promo, chegaríamos no máximo até as Panteras e no final tivemos que criar mais coisa pra galera. Ainda estamos no cronograma, mas eu não posso cravar a previsão ainda não. O que eu posso assegurar é que sai em 2014. E por isso que se chama previsão, é uma tentativa de data, infelizmente, nem sempre é possível ser tão preciso.

TE: Ainda sobre o Warzoo, aquelas miniaturas misteriosas que você andou mostrando por aí, qual a finalidade delas? Existe algum plano de comercialização ou promoção que as envolva? 

FB: Eu cheguei a pensar numa versão do Warzoo com biombos e você usar a miniatura no lugar da carta (com um player aid pra falar os poderes), mas ficou meio clunky. Como a nossa parceria com a MD Dragons é muito frutífera, a gente deve oferecer algo promocional para os apoiadores sim, mas sem spoilers, por enquanto.

TE: A Ace Studios está uma máquina de produção de jogos. Qual é o próximo lançamento? O que podemos esperar de novidades até o final do ano?

FB: Em ordem, Gekido 2a edição, S.A.P.O e Muffin. Ainda esse ano anunciaremos outros três que estão sendo feitos. Máquina é um termo forte, mas a Ace é full time desenvolvimento de jogos. Eu playtesto/pesquiso e desenvolvo diariamente. Em breve, o Daniel Araújo estará conosco full time na ilustração e aí andaremos mais rápido ainda. É claro que precisaremos espaçar os lançamentos para publicidade e promoção, mas tem muita coisa saindo. Acredito bastante que podemos mudar esse cenário de gente torcendo nariz pro game design nacional e a Ace Studios tem essa missão de oferecer o melhor possível em termos de game design. Cada lançamento, cada ciclo de jogo, aprendemos mais e vamos melhorando. Espero que em 2-3 anos a gente esteja com jogos ainda melhores do que o Warzoo e o Gekido.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista. O Guadalupeças de agosto é especial Vaporaria da Riachuelo Games, mas em setembro já estamos agendando um especial Ace Studios. Até lá já deve ter mais novidade rolando para compartilhar com vocês. Ainda não joguei o S.A.P.O e o Muffin, quando forem jogados com certeza serão comentado aqui.

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