Diversão Offline revela jogos finalistas da Área Catarse de Protótipos

O Diversão Offline São Paulo 2018 revelou quais serão os jogos da Área Catarse de Protótipos, uma área especialmente reservada para game designers que ainda estão desenvolvendo seu título e querem testar com o público, enquanto concorrem por uma premiação especial.

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Mesmo em São Paulo, Devir não confirma presença no Diversão Offline

A próxima edição do Diversão Offline ocorre em São Paulo, nos dias 10 e 11 de março, marcando a estreia da convenção na capital paulista. O que muitos esperavam, porém, é que ela também fosse palco para a estreia de uma das maiores editoras de RPG e jogos de tabuleiro dentro do evento: a Devir.

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Board Game Girls – Evento 100% feminino

O Board Game Girls é um projeto idealizado por Priscila Terra em resposta aos diversos problemas relacionados a machismo e que acabam por afastar mulheres do hobby de jogos de tabuleiro. O projeto começou como um grupo no Facebook, depois veio a página na mesma rede social e os esforços para realização de um evento exclusivamente feminino. Tal formato foi decidido democraticamente através de enquete no grupo, não sendo uma decisão unilateral da organização. Eu mesma votei por essa opção por acreditar ser a mais adequada à proposta de criar um espaço seguro que encorajasse a participação feminina.

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Guadalupeças – Especial Quadrinhos

Eu sempre gostei muito de eventos com edições temáticas, acho que elas promovem uma maior interação entre os participantes do evento e ainda são mais atrativas para novos jogadores. Ao longo de todo o período de existência do Guadalupeças foram inúmeras as vezes que organizamos edições deste tipo, já fizemos Star Wars, Game Of Thrones e até mesmo uma de Futebol, na época da Copa do Mundo. Porém, apesar de sermos grandes fãs da nona arte, ainda não tinha acontecido de unirmos esses dois grandes hobbies.

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Diversão Offline inicia divulgação da edição em São Paulo

O Diversão Offline 2018 terá sua primeira edição em São Paulo nos dias 10 e 11, conforme divulgado pelo Turno Extra e previamente revelado pela própria organização do evento. O anúncio oficial de data e local foi feito no fim da tarde desta quarta-feira (8) e contou com uma publicação oficial do evento no Facebook. Novidades adicionais são prometidas para breve.

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Saiba como foi o Guadalupeças do mês de Outubro

Em 15 de outubro aconteceu mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Por ser no final de semana de um feriado prolongado e um dia de chuva aqui no Rio de Janeiro tivemos um público um pouco menor do que o habitual. Também houve uma mudança de local, continuamos no primeiro piso do Shopping Jardim Guadalupe, mas estamos agora no extremo oposto do local anterior. Espero que ninguém tenha ficado perdido. Antes ficamos ao lado do Rei do Mate e agora estamos em frente ao Amigão. Mais uma vez só temos a agradecer ao Shopping, por acreditar na nossa proposta e preparar esse novo espaço para nos receber.

Outubro é o mês de prevenção ao câncer de mama e nós resolvemos tentar contribuir para isso de alguma forma. A Game Maker que estava presente no evento fez para nós alguns meeples no formato do laço rosa, símbolo internacional da campanha, que foram distribuídos para as mulheres que estiveram presentes no evento. É uma doença terrível, cuja descoberta cedo é fundamental para o sucesso do tratamento. Eu já vivi essa realidade na minha família e sei o quanto de sofrimento ela provoca.  Acesse o site do Inca e para saber mais informações.

Nossa humilde contribuição para uma causa tão importante.
Quer publicar um jogo ou produzir um protótipo? Procure a Game Maker.

Além do pessoal da Game Maker, tivemos também a presença dos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego, ambos membros do coletivo Mansão das Peças. O Romulo Marques está em plena campanha de financiamento coletivo do excelente jogo de destreza Die die DIE, tem texto sobre a versão protótipo dele aqui no blog e vídeo explicativo de regras com o próprio Romulo no nosso canal. A versão final do jogo mudou bem pouco em termos de regras. O lançamento é uma parceria entre a Ace Studios e a Redbox Editora.

Conferindo a versão final do Die die DIE.
A arte é do Lucas Ribeiro, responsável pelo Space Cantina. Ficou bem bonito.

O Rodrigo Rego estava no evento apresentando o Papertown, jogo que em breve deve estar chegando ao mercado também pela Redbox Editora. Além disso, ele também trouxe Copacabana e Break & Breakfast (antigo Su Casa, Mi Casa), que vai sair lá fora pela Braincrack Games. Todos os três jogos possuem em comum a mecânica de colocação de tiles. Eu gosto muito do Copacabana por conta da temática bem brasileira, mas acabei jogando mesmo o Papertown e o Dead & Breakfast.

Rodrigo apresentando Copacabana.

O Papertown eu já havia jogado na época em que ainda era Micropolis, ele é bem frita cérebro por conta da questão do reconhecimento de padrões. É um jogo com uma pegada bem agressiva, no qual os jogadores precisam estar muito atentos para trancar seus oponentes. É um jogo que não permite distração e pune bastante os erros. Eu joguei no modo de duplas e pude perceber um problema de “alpha player”, por isso a sugestão da mesa foi limitação de comunicação entre os jogadores. Eu prefiro o modo cada um por si mesmo. Dos jogos do Rodrigo, o Papertown é o que menos me atrai. O tema é bastante seco, eu não sou muito boa com visão espacial e jogos muito competitivos me geram certa frustração.

Depois joguei Dead & Breakfast, um dos poucos títulos do Rodrigo que eu ainda não tinha jogado. Esse eu gostei mais porque cada jogador vai fazendo o seu independente dos demais. Claro que sempre se pode tentar bloquear o coleguinha pegando um tile que seria muito para ele, mas é uma interação mais indireta, ninguém bloqueia ninguém. Cada jogador irá montar um hotel 5X5. Os tiles são 2X2 e podem ser vertical ou horizontal. A cada andar completado, os jogadores pegam um hóspede que dará pontos de acordo com a sua exigência. Além dessa pontuação, existe também uma por flores ligadas a portaria através de uma trepadeira que cobre as paredes. Eu achei isso bastante criativo e é a parte frita cérebro do jogo porque é bem difícil manter a conexão. A pessoa que venceu a partida o fez por conta da pontuação das flores. Por último, ainda tem um objetivo geral variável. O esquema para pegar os tiles também é bacana, é um rondel no qual os jogadores podem andar de 1-3. Foi bem pensado para adicionar uma limitação ao jogador e uma possibilidade interação.

Meu hotel mal-assombrado.

Além da mecânica em si que me agradou pelos motivos que expus acima, o Dead & Breakfast me ganhou por conta do tema. Eu gosto bastante de temática de Terror/Horror e sinto falta de mais jogos. Sinto o tema muito limitado a Zumbis e Cthulhu. Sinto falta de outras abordagens, acho que por isso gostei tanto de Por Favor, Não Corte Minha Cabeça, outro jogo nacional bem divertido que em breve vai ter vídeo e texto por aqui. Gostaria de ver o tema de forma mais recorrente, variada e melhor explorada, mesmo os tão recorrentes Zumbis e Cthulhu, jogos que sejam menos caça-níquel e mais realmente tentar trazer para a mesa uma experiência assustadora e com boas referências.

Além disso, eu ainda joguei o maravilhoso Dr. Eureka, sucessor espiritual do Potion Explosion, só que muito mais simples, rápido e divertido. Pode parecer meio absurdo comparar os dois já que são propostas bem diferentes, única semelhança talvez seja o uso de bolinhas coloridas. Mas comparo porque atende o mesmo grupo de jogos casuais, só que consegue ser ainda mais amplo. Crianças menores que poderiam ter dificuldade com Potion Explosion podem jogar Dr. Eureka tranquilamente. No outro extremo, acho que é um jogo que pode divertir até mesmo “heavy gamers” que não gastariam seu tempo em uma partida de Party/Family de mais de uma hora, mas não se importariam em gastar 15 minutos colocando sua destreza e agilidade a prova. É realmente um jogo para unir a todos.

Dr. Eureka foi certamente o jogo mais jogado desta edição do Guadalupeças.

Dr. Eureka é extremamente simples. Cada jogador terá três tubos com duas bolinhas em cada um deles, a cada rodada uma carta será aberta no centro da mesa e ganha quem conseguir colocar as bolinhas na disposição mostrada na carta. O jogo acaba quando um jogador consegue conquistar a quinta carta. Dr. Eureka é um lançamento da Mandala Jogos e pode ser encontrado na Game Of Boards por R$120.

Um desafio de agilidade e destreza.

Para completar, o dia eu ainda joguei o maravilhoso Modern Art. Quanto mais eu jogo mais eu gosto dele, só está crescendo no meu conceito a cada partida. Ele é um jogo de leilões, o grande lance está em saber quando e como utilizar cada um dos tipos de leilões diferentes oferecidos pelo jogo. Ele tem a duração de quatro rodadas, ao termino de cada uma delas é verificado os três artistas mais populares que serão valorizados e cada jogador que tiver obras deles recebe o valor estipulado. Então, faz parte do jogo escolhas como tentar valorizar um artista em baixa ou lutar para conquistar as obras de artistas já populares. Eu não esperava que fosse gostar tanto do jogo, a edição lançada no Brasil pela Galápagos Jogos é a mais recente lançada pela CMON e eu achei bem bonita, mais do que a tão falada e cultuada edição da Odysseia Jogos. Modern Art pode ser comprado na Game Of Boards por R$130.

Modern Art é realmente uma obra de arte do boardgame moderno criada ´pelo mestre Knizia.

Confira mais algumas fotos de outros jogos que rolaram durante o evento:

Tiny Epic Quest.
China.
Pergamon.

Gostaria de agradecer a todos pela presença, espero que tenham se divertido tanto quanto a gente e que possamos nos reencontrar no próximo mês para mais uma tarde de muita jogatina. Nosso muito obrigado ao Shopping Jardim Guadalupe que abraçou o evento, a Game Maker que gentilmente confeccionou o meeples do laço rosa e aos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego que abrilhantaram o evento com seus jogos incríveis. Nos siga nas redes sociais para saber as novidades sobre o Guadalupeças, posso adiantar que mês que vem teremos dois títulos incríveis para fãs de quadrinhos (orientais e ocidentais). Convide seus amigos e venha jogar com a gente.

Foto com Rodrigo e Romulo, dois talentosos game designers que estão sempre nos dando o prazer da visita.
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Saiba como foi o aniversário da Game of Boards

No último sábado (23), os sócios da Game Of Boards abriram suas portas para receber clientes, amigos e familiares para celebrar o seu primeiro ano de atividade. Eles têm muito para comemorar, pois conseguiram em seu pouco tempo de existência se tornar a principal referência em boardgames no RJ, e não foi ao acaso. O estabelecimento é, hoje, reconhecido por suas jogatinas semanais, eventos ocasionais e outras programações que sempre rolam por lá. Mais que uma loja, é um “point” para quem quer marcar de encontrar pessoas ou conhecer gente nova.

Daniel, Léo, Thiago e Victor, os proprietários da Game Of Boards.

A LOJA:

A Game Of Boards começou seu funcionamento em um espaço bem pequeno, porém após alguns poucos meses já estava de mudança para um local maior dentro da mesma galeria. Isso proporcionou muito mais conforto aos clientes que agora podem contar com mesas para jogar a qualquer dia e horário da semana em um espaço climatizado.

Game Of Boards quando inaugurou.
Game Of Boards atual.

A mudança também permitiu a ampliação da linha de produtos e serviços oferecidos pela loja, sendo o principal deles o aluguel de jogos. Com um catálogo que abrange boa parte dos jogos lançados no Brasil e ainda alguns títulos importados (mais de 150 no total), os valores são divididos em três categorias de acordo com tamanho e preço de venda, variando entre R$15, R$30 e R$50. O tempo de aluguel é de uma semana. Existe também a opção de assinatura de planos mensais.

Os jogos que aparecem na foto são os disponíveis para alugar ou jogar na própria loja.

A Game Of Boards cobra uma taxa de R$ 10 de segunda a quinta e um valor entre R$ 10 e R$ 20 sexta e sábado, por pessoa, que permite uso por tempo ilimitado de mesas e jogos disponíveis. Todavia, o valor pode ser convertido em consumação. Não sabe jogar? Não se preocupe, pois os funcionários da loja são sempre bastante solícitos para explicar e nas sextas-feiras rola um reforço de monitores.

Leandro, um dos monitores, explicando Tail Feathers.

A jogatina de sexta-feira é o maior encontro semanal do hobby no RJ e se tornou uma tradição para muitos jogadores cariocas. Além do espaço da própria Game Of Boards, um salão em anexo é alugado para comportar a todos com conforto e comodidade. A loja comercializa bebidas e alguns pequenos lanches, mas o casal que cuida do salão vende umas opções de comida mais robustas. Recomendo fortemente o sanduíche de carne assada.

Salão ao lado da loja usado para os mais diversos eventos.

Mais do que apenas uma loja que comercializa jogos e produtos na linha nerd/geek, a Game Of Boards tem marcado uma importante presença no fomento ao hobby. A loja sediou as edições iniciais do Lady Lúdica, evento cuja proposta é incentivar o crescimento da participação feminina; o concurso de protótipos, uma importante iniciativa para novos game designers; lançamento de jogos como foi o Anime Saga; além de campeonatos e pré-releases tais como Carcassonne Star Wars Destiny. É uma loja sempre muito receptiva para eventos que atendam aos mais diversos grupos de jogadores.

Uma das coisas que eu mais gosto na Game Of Boards é justamente a diversidade do público. Acho que eles conseguiram criar um ambiente muito amigável que atrai todos os tipos de pessoas. Então, tem aquele pessoal “heavy gamer”, que a gente já conhece dos eventos por aí; mas também sempre tem muitos jogadores novatos ou casuais. A quantidade de mulheres e famílias que sempre vejo na loja também chama atenção.

É uma loja em que a gente entra e se sente bem-vindo. Meu maior medo em ir desacompanhada aos lugares é ficar me sentindo isolada, não conseguir me integrar, isso porque sou muito tímida. Mas, nas vezes em que estive na loja nessa situação, sempre teve alguém para me convidar para jogar.

O EVENTO:

Além dos jogos, teve também uns comes e bebes.

Para comemorar seu primeiro ano de existência, a Game Of Boards fez um esquema de Play To Win. Foram mais de 10 mesas disponíveis com monitores para orientar e ajudar os jogadores. Ao término da partida, todos recebiam um cupom para se inscrever no sorteio daquele jogo específico. Eu participei como monitora dos jogos da editora Arcano Games, Anime Saga e Contária. Foi cansativo, mas também muito legal. Tive a oportunidade de interagir com bastante gente.

Mesa de Contária não parou. Nunca tinha explicado tantas vezes um mesmo jogo.

O único problema foram as filas de espera que acabaram ficando um pouco longas e confusas, pois era apenas um único responsável cuidando da lista para uma grande fluxo de pessoas. Muitas se inscreviam em várias mesas ao mesmo tempo, aí quando eram chamadas já estavam jogando outra coisa, fora que boa parte estava em grupos e queriam permanecer juntos.

Os jogos mais disputados me pareceram ser Dead Of Winter e Tail Feathers, dois títulos cujo tempo de partida eram maiores e não me pareceram muito adequados ao esquema Play To Win, no qual a galera quer jogar a maior quantidade de jogos possíveis para participar da maior quantidade de sorteios. Por mais que tenha ocorrido adaptação para encurtar a partida, ainda assim é bem complicado.

Dead Of Winter, uma das mesas mais disputadas.

Além dos sorteios do Play To Win, ainda rolou desconto de 12% em relação em compras a vista e parcelamento em até 12x para compras de qualquer valor. Eu achei um pouco fraco, nada que me estimulasse a abrir a carteira. Para não dizer que saímos de mãos vazias, compramos o Dr. Eureka, lançamento da Mandala Jogos que estávamos de olho desde que foi anunciado.

Nossos parabéns para toda equipe Game Of Boards. Que este tenha sido apenas o primeiro de muito outros anos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Eu curti muito a ideia do Play To Win e pretendo tentar algo na mesma linha em alguma edição futura do Guadalupeças. Eu gosto de promoções que façam as pessoas se envolverem com o hobby. Tenho pensado muito em formas de fazer ações nesse sentido, não apenas dar prêmios para encher evento ou aumentar inscritos e curtidas, mas que promovam interação.

Acho que mais importante do que aumentar os números é conseguir construir um relacionamento com quem consome o nosso conteúdo ou frequenta nosso evento. Eu fico bem feliz com cada comentário que recebo e cada vez que alguém vem falar pessoalmente comigo. Mesmo que, por vezes, eu não consiga demonstrar isso claramente, pois sou extremamente tímida.

Sempre que possível estamos presentes na jogatina de sexta-feira da Game Of Boards. Venha jogar com a gente! Estamos analisando a viabilidade de gravar algumas partidas que jogarmos lá para colocar no canal. É isso aí, mais do que assistir ao Turno Extra, talvez, em breve, seja possível também aparecer no canal.

Confira mais algumas fotos:

Mesa de Dead Men Tell No Tales.
Mesa de Bushido.
Ganhador do sorteio do Tail Feathers.

Confira também o vídeo que gravamos:

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Confira como foi o Guadalupeças 39

Domingo tivemos mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Neste mês contamos com o prazer da visita do pessoal da LudoTable, uma empresa especializada na fabricação de mesas para boardgames. Um dos principais destaques do produto oferecido por eles é o fato de ser facilmente desmontável. Nem todo mundo tem espaço para manter uma mesa montada permanentemente para jogar.

Então, tendo uma mesa da LudoTable, a pessoa pode deixá-la guardada e só montar quando realmente for necessário, naquela reunião de amigos de fim de semana ou feriado para acomodar aqueles jogos mais pesados da coleção. A LudoTable também faz trabalhos personalizados, de acordo com as necessidades individuais de cada cliente.

Querendo aquela mesa bacana para seus boardgames? Converse com o Antonio da LudoTable.
Mesas de qualidade para acomodar confortavelmente seus jogos.

Esta edição do evento foi um pouco mais tranquila que o habitual e por conta disso consegui fazer algo que não conseguia há algum tempo: experimentar jogos diferentes. É engraçado que, no mês passado, que a gente esperava uma diminuição de público, por conta da alteração de data, tivemos mais gente do que o esperado. Mas, talvez, isso ainda seja efeito da mudança, pois resultou em um intervalo de tempo menor entre as edições.

É muito legal quando a gente tem a oportunidade de experimentar jogos que não conhece, pois assim não rola nenhum tipo de julgamento prévio, diferente de um título “hypado” ou de um autor conhecido, que gera aquela expectativa que muitas vezes prejudica a experiência. Eu comecei o dia com World Without End, jogo de Michael Rieneck e Stefan Stadler, que adapta o segundo livro da série Kingsbridge do escritor Ken Follett. Todos os livros da série foram adaptados para o universo dos tabuleiros pelos mesmos designers e lançados pela editora alemã Kosmos. A arte de toda a série fica por conta de Michael Menzel, conhecido por seu belo trabalho em jogos como Legends Of Andor e Stone Age.

World Without End é um Euro médio cuja principal mecânica é o gerenciamento de mão. Todos os jogadores possuem as mesmas 12 cartas de ação e a cada rodada precisam escolher uma para jogar e outra para descartar. O que já provoca aquela angústia saudável que tanto me atrai nesse tipo de jogo. Além disso, durante o turno são abertas cartas de evento, elas concedem bônus para todos, porém o jogador da vez é que será o responsável por definir como isso será distribuído rotacionando a carta, então não é uma escolha livre. A carta de evento ainda possui uma terceira função, a forma como for posicionada irá definir também o quanto o jogador irá andar na trilha de benefícios na parte de baixo do tabuleiro.

Word Without End é um belíssimo trabalho em todos os sentidos.

Todas as mecânicas e regras são muito bem amarradas entre si gerando uma cadeia perfeita de ação-reação. Toda decisão envolve sacrificar algo, a correta avaliação para chegar ao equilíbrio entre perda e ganho é o caminho para vitória. É um jogo relativamente simples de entender o funcionamento, ele possui aquela elegância que nasce da simplicidade de combinações em perfeita sintonia. As cartas de evento adicionam um grau de aleatoriedade ao jogo, um fator importante para rejogabilidade. Elas são determinadas por sorteio na montagem do setup da partida. Porém, não chegam a prejudicar significativamente o planejamento do jogador.

World Without End se desenvolve ao longo de 4 turnos com 6 rodadas cada um, ao termino de cada um dos turnos é necessário realizar o pagamento de tributos: alimento, fé e impostos. Os dois primeiros possuem um valor fixo, o último, no entanto, é determinado no dado. Mais um fator sorte estrategicamente posicionado. Apesar de não ser um jogo com grande carga temática, o que não surpreende em se tratando de um Euro, achei que esses pontos tem uma identificação no tema. Ele é basicamente um jogo sobre sobreviver na Idade Média. O sabor do livro está nos eventos. Tem uma parte de peste negra que eu achei bem interessante e carrega também algum nível de incerteza. Outra parte legal do jogo são as construções que vão entrando aos poucos na partida de acordo com os eventos.

As cartas de evento gerenciam todo o andamento do jogo, concedendo e retirando oportunidades conformes são reveladas. Então, é um jogo que exige bastante capacidade de planejamento e antecipação, mas também exige capacidade de adaptação. Nem sempre uma estratégia que inicialmente parece boa vai permanecer assim ao longo da partida. É preciso manter em mente caminhos alternativos e reavaliar as opções constantemente.

Eu investi no caminho da medicina, mas quando a peste negra surgiu não se mostrou tão vantajosa. As casas afetadas são determinadas pelos eventos e aconteceu de sair muitos números repetidos, então não houve uma grande expansão, não possibilitando o uso ostensivo de ação de cura para obtenção de pontos e outros benefícios. Tive a sensação que a ação de construção foi a mais vantajosa, acho que todos os monumentos entraram em jogo.  Outras opções do tabuleiro era o comércio de lã/tecido e o aluguel de casas, não consegui fazer muito do primeiro, já o segundo foi um bom investimento, uma forma de garantia de renda fixa.

 

Quero jogar de novo. <3

Gostei demais de World Without End e fiquei bastante curiosa com os demais jogos da série já que são dos mesmos game designers, achei que a simplicidade das mecânicas e a forma como são tão eficientemente combinadas dão ao jogo uma elegância que verdadeiramente impressiona. É um jogo complexo nas possibilidades oferecidas sem impor uma barreira alta de entrada. Alguns dos Euros mais pesados que eu gosto acabam não sendo tão atrativos para novos jogadores por seu conjunto de conhecimento inicial requerido. Tantas regras para lembrar combinadas com muitas possibilidades estratégicas pode gerar um resultado altamente frustrante.

Angústia é algo que para mim faz parte do prazer de determinados tipos de jogos, porém a frustração é sempre um sentimento altamente indesejado, algo que leva a uma experiência negativa de jogo. A frustração de não conseguir compreender o processo lógico por trás de um determinado conjunto de regras ou a incapacidade de ação que essa falta de compreensão pode provocar, é aquela sensação de estar jogando de maneira aleatória sem saber conscientemente o que está fazendo.

Uma outra forma de experimentar frustração para mim é jogo com alto fator PvP e jogadores altamente competitivos ou que gostam de simplesmente prejudicar o amiguinho. Foi basicamente o que aconteceu com o segundo jogo do dia. Domaine, de Klaus Teuber, o famoso game designer de Catan, é um Cerco de Área com Gerenciamento de Mão.

Cada jogador começa posicionando seus 3 conjuntos de castelo e cavaleiro no tabuleiro. É importante tentar posicionar nas pontas e perto de minas, pois é desejável fechar uma área com minas o mais rápido possível para garantir mais facilmente a renda necessária para pagar o custo das cartas. É através delas que todas as ações são realizadas no jogo: colocar barreiras, cavaleiros, expandir território, fazer aliança e deserção. Na falta de dinheiro para baixar cartas, o jogador pode vendê-las, neste caso ela ficará aberta a disposição de um próximo  que queira comprá-la, normalmente a compra é feita no final da vez de um deck fechado.

Nem só de Catan vive Klaus Teuber.

Quando o jogador não consegue fechar um cerco rápido com mina para geração de renda, ele acaba ficando preso a vender cartas, o que acaba se tornando um círculo vicioso difícil de romper. O progresso da partida é determinado pelo avanço dos jogadores em seus cercos. A pontuação toda ocorre na hora de acordo com os elementos presentes no cerco fechado ou expandido, ao chegar ou ultrapassar 30 pontos a partida acaba.  O jogo é bem rápido, pois as ações se resumem a jogar uma carta ou vender uma carta. São apenas 3 cartas na mão e não há uma grande diversidade de ações para que ocorra muita dúvida sobre o que fazer.

O que pode gerar demora no turno dos jogadores é a análise da situação do tabuleiro, Domaine é um jogo que exige uma boa visão espacial, quanto mais avançada a partida, maior a quantidade de variáveis a serem analisadas: expandir território, trabalhar para fechar cerco, colocar cavaleiro para defender/atacar e a ação do desertor que muda o cavaleiro do oponente de lado.

Eu comecei levando um bloqueio logo no início da partida, eu estava trabalhando para fechar o primeiro cerco para garantir uma mina, mas tinha um castelo oponente perto de mim e ele me bloqueou totalmente. Foi uma ação muito desnecessária, faltou um certo fair-play, não tinha porque realizar um ataque tão direto. Meus outros castelos não estavam tão bem posicionados, então passei o restante do jogo travada sem conseguir fechar cerco e alternando automaticamente entre vender cartas para ganhar dinheiro e tentativas de ação para conseguir algum avanço na partida. Basicamente, eu mais assisti do que joguei.

Apesar disso, gostei de conhecer o jogo, ele é bem diferente do que estou acostumada a jogar. Foi bom conhecer um outro trabalho do Klaus Teuber, um game designer que acabou ficando marcado por um único jogo, o fenômeno Catan, considerado como um dos títulos fundamentais do boardgame moderno. Só não sei se jogaria novamente, talvez em uma mesa mais amigável.

Confira outros jogos que rolaram nesta edição do Guadalupeças:

O competitivo Star Wars Destiny, lançamento Galápagos Jogos.
O inusitado Cartas a Vapor, lançamento Potato Cat.
O popular Coup, lançamento Mandala Jogos.
O divertido Contra o Tempo, lançamento Grow.

Agradecemos a todos pela presença em mais uma edição do Guadalupeças   e espero reencontrar a todos no próximo mês. Estamos preparando uma ação especial relacionada ao Outubro Rosa, fiquem ligados aqui no blog e em nossas redes sociais para saber mais informações a respeito, assim como futuras possíveis novidades. Mais uma vez lembramos que somos um evento totalmente aberto a protótipos. Apenas pedimos, se possível, um contato prévio para que possamos divulgar com antecedência. Estamos abertos também a propostas para realização de eventos especiais de editoras e game designers, basta entrar em contato para analisarmos a viabilidade. Assim como eventos temáticos, qualquer frequentador pode deixar a sua sugestão. A partir da próxima edição, teremos uma caixinha para facilitar o nosso processo de comunicação com o público.

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Guadalupeças 39: o que teremos por lá?

Neste domingo, dia 17 de setembro, é dia de mais um Encontro de Games: Guadalupeças, no Shopping Jardim Guadalupe. Após a agitação do Diversão Offline 2017, e de uma edição fora de nossa data normal, voltamos ao terceiro domingo do mês, para trazer mais diversão e jogos de tabuleiro para você, visitante. Mas o que teremos por lá nesta data?

O evento ocorre no Espaço Games, dentro do Shopping Jardim Guadalupe

Para a edição 39 do evento, nos concentramos em oferecer uma experiência mais voltada para “jogo na mesa”, com poucos convidados e mesas especiais. Isso tem dois motivos: 1) Estamos concentrados em organizar a edição de outubro, que promete ser temática de um jeito especial e 2) Queremos promover alguns jogos em específico, para que você tenha uma tarde inesquecível dentro do evento.

Mas, afinal, o que você vai encontrar no Encontro de Games: 39º Guadalupeças?

Convidado especial: LudoTable

A LudoTable é uma empresa especializada em produzir mesas voltadas para jogos de tabuleiro. Eles fazem sob medida e prontas para seu espaço. As mesas são modulares e apresentam até mesmo modelos que se transformam em móveis para o jantar, com espaço para copos e tampão reversível.

LudoTable demonstrará sua mesa no evento

Neste Guadalupeças eles estarão presentes e você vai poder jogar em uma das mesas feitas para este objetivo, com centro forrado e espaço para componentes nas beiradas. Como eles vendem por encomenda, será fácil falar com um dos sócios para garantir a sua, se desejar, e receber em casa, em data posterior ao evento!

Mesa especial: Star Wars Destiny

O jogo Star Wars Destiny é a estrela deste mês no Guadalupeças. Se você quer aprender como se joga e os principais truques, saiba que o evento é o local certo para isso.

Star Wars Destiny terá mesa fixa no evento

Controle um dos lados na luta pelo futuro da galáxia e seja o líder nas forças esmagadoras do Império ou Primeira Ordem… Ou no papel da esperança com a Rebelião e a Resistência. O game de cartas e dados tem mecânicas inovadoras e é altamente viciante.

Mesa especial: Game of Thrones Trivia Game

Acha que é um especialista em Game of Thrones? Então venha testar seus conhecimentos no Guadalupeças! Em parceria com a loja Game of Boards, estaremos com uma mesa especial do divertido jogo de perguntas e respostas sobre o seriado da HBO.

Venha testar seus conhecimentos em Game of Thrones

O jogo é para até quatro jogadores e as partidas são bem rápidas. Chegue cedo para aproveitar! Vale o aviso: este game está apenas em inglês e requer certo conhecimento no idioma para aproveitar.

Novos jogos

No Guadalupeças você também aproveitará novos jogos no catálogo do evento, incluindo lançamentos recentes do mercado: Dwar7s Outono com expansões, Vale dos Mercadores, Arte Moderna, Bushido, Taverna, entre outros! Além deles, você também contará com boa parte do nosso acervo já conhecido. Os convidados também são livres para trazer seus próprios jogos!

Dwar7s Outono, um dos novos jogos do evento

Como chegar? Onde é?

O Encontro de Games: Guadalupeças é gratuito! Ficamos no primeiro piso do Shopping Jardim Guadalupe (Av. Brasil, 22155), no Espaço Games, ao lado do Rei do Mate, entre 14h e 20h! Para a próxima edição, estamos preparando grandes surpresas, incluindo uma estreia no evento. Venha neste mês para saber o que é!

Ficamos no Shopping Jardim Guadalupe. Fácil de chegar!
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