Lançamento do Gekido na Redbox + Entrevista com Fel Barros

Em uma noite de segunda-feira bastante fria, para os padrões cariocas, Fel Barros e seus dragõezinhos conseguiram atrair dezenas de pessoas à Redbox. Foi o lançamento do Gekido, novo jogo do criador do Warzoo. Claro que eu fui lá garantir o meu, já que é edição limitada e havia poucas unidades, graças ao grande sucesso alcançado na Anime Friends.

O jogo depois será comercializado sem as miniaturas, que foram feitas artesanalmente e são lindas demais. O que vai fazer o preço abaixar muito, tendo em vista que essa edição teve um valor bem elevado, na minha opinião. A compra só foi possível pelo poder mágico do parcelamento no cartão de crédito e não comprei o kit completo não, só dois dragões.

 

Um ponto que achei negativo foi o fato do jogo não ter caixa, ele vem em um saquinho genérico, nem uma personalização rolou. Na minha ignorância sobre artesanato e afins, achei que as miniaturas fossem feitas de biscuit ou algo do tipo, então pensei que todo cuidado era pouco. Levei as minhas para casa dentro do estojo da câmera, que é acolchoado. Já imaginando a complicação para levá-las aos eventos e planejando fazer caixas por conta própria.

Mas o Gabriel Ferrarezi, um dos administradores da MD Dragons, a empresa que fez os dragões para o Gekido, deixou um comentário aqui no post para esclarecer minha ideia equivocada, que acredito ser uma confusão bastante comum entre pessoas leigas no assunto. Ele informou que os dragões não são feitos de biscuit, mas utilizando uma massa de polímero da FIMO, produto importado. Bastante resistente a impactos,  os dragões dificilmente quebrarão. O que pode acontecer são encaixes de cor diferentes  desprenderem com manuseio brusco e quedas, mas que são relativamente fáceis de consertar.

Não dúvido da palavra do Gabriel e agradeço pelo esclarecimento, mas continuarei com o plano de fazer as caixas para guardar meus dragõezinhos e tentarei tomar todo cuidado para que não sejam de forma alguma danificados.

Infelizmente, não pude ficar muito tempo, só joguei uma partidinha de Gekido para relembrar. Já tinha jogado na edição passada do Castelo das Peças e estreei meu Coup da Funbox com o sempre  simpático Marco Curvello. Em breve, vai ter post sobre esse jogo, a qualidade está incrível.

Tive a oportunidade de conferir as cartas do Warzoo em sua versão praticamente finalizada e babei com a caixa que a Monst3r Factory fez para o Muffin Games, isso sem comentar os marcadores de acrílico em formato de coração. Cheguei a brincar com o Fel dizendo que os jogos dele possuem um apelo feminino irresistível. São todos muito bonitinhos e fofinhos.

Enquanto escrevia esse post, algumas perguntas vieram a minha mente e resolvi enviá-las para o Fel, que as respondeu com uma prontidão admirável. Desde já quero agradecer por ter sido tão atencioso e gentil. Eu nunca entrevistei ninguém antes, mas acho que para uma primeira vez até que ficou bom.

Confiram aí mais algumas informações sobre Gekido e outros jogos da Ace Studios.

TE: Esgotou com o lançamento de ontem na Redbox? Caso não, como será a venda das unidades restantes?

FB: Não esgotou. Provavelmente, em função da parceria com a Redbox, vamos passar a vender por lá. No mesmo preço.

TE: Já foi divulgado que essa edição com miniaturas foi limitada e que elas não farão parte de uma futura próxima edição do jogo. Confirma essa informação?

FB: Com certeza as miniaturas não aparecerão mais. Quem quiser comprar agora, terá que ser parecido com o que eu fiz para a minha coleção pessoal, pedir um dragão sob encomenda pra Maga.

TE: Se não me engano, também foi divulgado que uma nova edição dependeria de uma questão de demanda. Confirma essa informação? Já foi possível mensurar isso? Haverá uma nova edição sem as miniaturas? Caso sim, já existe previsão de lançamento e valor?

FB: Confirmo e confirmo que teremos uma nova edição também. A recepção ao jogo foi incrível e acima das nossas expectativas. Similar ao que aconteceu com o Warzoo. Sou muito ruim em expectativas. Lançaremos esse ano ainda, com certeza. O valor, como eu falei no Facebook, depende de muitas variáveis, então prefiro não falar nada pra galera não me cobrar depois. Só afirmo que será muito mais barato do que a limitada.

TE: Um fato que me chamou atenção, e causou certa decepção, foi a (falta) embalagem do jogo. Essa edição do Gekido não foi barata e as miniaturas são frágeis. Eu entendo que o fato de terem sido feitas artesanalmente tenha pesado muito no preço. Foi por isso que não houve caixa ou, pelo menos, saquinhos personalizados?

FB: O saquinho personalizado foi só questão de timing. Para a Anime Friends, não conseguimos um prazo seguro para montar os kits. Eu ainda faço (quase) tudo sozinho. O Rômulo, co-designer, e o Cacá ajudaram bastante e ainda assim ficou apertado. A caixa era impossível porque estragaria os dragões no impacto. Essa edição foi pensada para o Anime Friends. Como o público de board mostrou bastante interesse, acabamos ampliando os horizontes, mas esses pormenores não eram nosso objetivo. Agora serão.

TE: Por que a opção por um lançamento direto ao público ao invés de um financiamento coletivo como foi no caso do Warzoo? 

FB: Como eu falei na anterior, o Gekido foi pensado como um “jogo para complementar as miniaturas” o custo de produção e a tiragem seriam baixos e a gente testaria o interesse pelo jogo durante a feira. Fizemos 200 cópias e temos cerca de 30 disponíveis. Acho que o saldo foi bastante positivo e a Ace, salvo algo muito fora da realidade, só usará plataforma de pré-venda de agora em diante.

TE: Quais são os planos para os próximos lançamentos da Ace Studios? Teremos lançamentos direto ou financiamentos coletivos? 

FB: A gente já tem o Muffin Games, o Agentes do S.A.P.O e o Gekido na fila para 2014. Para 2015 temos o Palmares e mais algumas surpresas (autorais também). Provavelmente, tudo por pré-venda.

TE: Achei linda a caixa da Monst3r Factory para o Muffin Games e os marcadores em formato de coração feitos de acrílico, mas por uma questão de custo acredito que aquele não será o produto final. Estou certa? Caso sim, qual a finalidade do protótipo? Se eu estiver enganada, como vocês pretendem lançar o produto por um preço viável?

FB: Será algo bem perto daquilo o produto final sim. Ainda estamos decidindo se ele será uma opção de colecionador (limitado a 100 cópias) junto com a tiragem de mil ou se faremos algo na linha do Gekido, com uma tiragem única de 100 cópias e dependendo da reação da galera, faremos a tiragem grande depois. (mais provável a 2a opção).

TE: Como está o andamento de Agentes do S.A.P.O?

FB: O S.A.P.O está finalizado. Mecanicamente agradou bastante e a arte também está pronta. O projeto visual dele é bastante complexo por ser um jogo de vaza com set collection, mas o pessoal do Otacoiza com a ajuda do Luis Francisco estão fazendo um trabalho fantástico.

TE: Como está o andamento do Warzoo? Dentro do cronograma? Já dá para confirmar a previsão para Outubro ou ainda é cedo? 

FB: O Warzoo é um gigante. A gente tem 40 artes com um ilustrador só, um manual de regras enorme cheio de histórias pro Groo diagramar. A gente achou que de promo, chegaríamos no máximo até as Panteras e no final tivemos que criar mais coisa pra galera. Ainda estamos no cronograma, mas eu não posso cravar a previsão ainda não. O que eu posso assegurar é que sai em 2014. E por isso que se chama previsão, é uma tentativa de data, infelizmente, nem sempre é possível ser tão preciso.

TE: Ainda sobre o Warzoo, aquelas miniaturas misteriosas que você andou mostrando por aí, qual a finalidade delas? Existe algum plano de comercialização ou promoção que as envolva? 

FB: Eu cheguei a pensar numa versão do Warzoo com biombos e você usar a miniatura no lugar da carta (com um player aid pra falar os poderes), mas ficou meio clunky. Como a nossa parceria com a MD Dragons é muito frutífera, a gente deve oferecer algo promocional para os apoiadores sim, mas sem spoilers, por enquanto.

TE: A Ace Studios está uma máquina de produção de jogos. Qual é o próximo lançamento? O que podemos esperar de novidades até o final do ano?

FB: Em ordem, Gekido 2a edição, S.A.P.O e Muffin. Ainda esse ano anunciaremos outros três que estão sendo feitos. Máquina é um termo forte, mas a Ace é full time desenvolvimento de jogos. Eu playtesto/pesquiso e desenvolvo diariamente. Em breve, o Daniel Araújo estará conosco full time na ilustração e aí andaremos mais rápido ainda. É claro que precisaremos espaçar os lançamentos para publicidade e promoção, mas tem muita coisa saindo. Acredito bastante que podemos mudar esse cenário de gente torcendo nariz pro game design nacional e a Ace Studios tem essa missão de oferecer o melhor possível em termos de game design. Cada lançamento, cada ciclo de jogo, aprendemos mais e vamos melhorando. Espero que em 2-3 anos a gente esteja com jogos ainda melhores do que o Warzoo e o Gekido.

Espero que vocês tenham gostado da entrevista. O Guadalupeças de agosto é especial Vaporaria da Riachuelo Games, mas em setembro já estamos agendando um especial Ace Studios. Até lá já deve ter mais novidade rolando para compartilhar com vocês. Ainda não joguei o S.A.P.O e o Muffin, quando forem jogados com certeza serão comentado aqui.

Compartilhe:

Guadalupeças: Especial Game Of Thrones

Nessa edição do Guadalupeças, o foco principal foi o torneio de A Game Of Thrones: The Card Game organizado com o apoio do pessoal do Senhores dos Jogos. Além disso, disponibilizamos também A Game Of Thrones: The Board Game e Battles Of Westeros. Mas a grande variedade de jogos em nada não foi afetada. Apesar de estar cada vez mais dificil decidir o que levar em virtude do crescimento da coleção, procuramos sempre trazer opções bem variadas para agradar todos os públicos. Ainda temos os participantes que sempre colaboram trazendo seus próprios jogos.

 Prêmios do torneio de A Game Of Thrones: The Card Game 

Outros destaques dessa edição foram o Filipe Cunha da Pensamento Coletivo que marcou presença demonstrando o MagnaCash, um acessório que substitui os frágeis dinheiros de papel de alguns jogos e os Senhores dos Jogos vieram com dois jogos para playteste, o já conhecido Jogada de Craque, que mais uma vez não joguei e um divertidíssimo cardgame com tema de padaria chamado Mão na Massa.

Comecei o dia com o torneio de A Game Of Thrones: The Card Game, foram 4 partidas com limite de tempo de 50 minutos cada. Jogamos 2 partidas, pausa para o almoço e mais 2 partidas. Eu fui com deck Lannister toda iludida que ia conseguir alguma coisa, mas fui massacrada. Até porque dos 10 participantes do torneio, 6 estavam de Lannister. Os outros 4 ficaram divididos entre Stark e Targaryen. Nenhum Martell, Greyjoy ou Baratheon.

A primeira partida foi a que me sai melhor, foi contra deck Targaryen. Eu estava conseguindo descer minhas cartas tranquilamente e conquistar poderes, durou quase todo o tempo disponível. Porém, o meu oponente desceu um Viserys que diminuía em um a quantidade de poder necessário para vencer a cada attachment se ele for o único Rei em jogo. Meu deck não tinha nenhum Rei e eu não conseguia matá-lo porque ele estava muito forte e com duplicata.

A segunda partida foi Lannister contra Lannister, foi bem rápido. Usamos o plano Hospitalidade Frey ao mesmo tempo, o que me prejudicou muito. Além disso, ambos estavamos utilizando a agenda O Poder por Trás do Trono. Foi tudo contra mim. Cersei não me deu tempo nem de respirar. Não consegui desenvolver meu deck.

A terceira partida foi contra outro deck Targaryen. Dessa vez, foi briga de casal, eu contra Felipe. Ele deu sorte porque saiu tudo que era preciso praticamente na primeira mão. Então, Dany e os dragões desceram rápido na mesa. E esse é um combo muito bom, ainda mais com os terrenos que dão um suporte maravilhoso.

Na quarta partida, Lannister contra Lannister novamente. Faltou dinheiro, aí foi só chorar. Fiquei em último lugar, mas é assim que se aprende. Meu deck não está ruim, até porque não fui eu quem montou. Ele está bem redondo, é mais questão de pegar familiaridade (isso só jogando) e fazer um ou outro ajuste. Estou pensando em trocar a versão do Tywin e do Jaime, talvez colocar um Joffrey para ter Rei no deck. Além de substituir o plano A Arte da Sedução por um Valar Morgulis ou Fogo Vivo. Também queria colocar uns redutores de custo.

 Galera que participou do torneio reunida.

Os primeiros colocados.

Depois foi hora de descontrair com um joguinho leve, foi aí que entrou o cardgame da padaria. Cada jogador tem quatro cartas de ingredientes que servem para fabricar os produtos que serão vendidos, vence quem conseguir 10 de dinheiro. O jogo é bem simples, rápido e divertido, com bastante interação. É possível trocar ingredientes e produtos (se tiver mais de um) com quem está ao seu lado. O lance é produzir e vender, a questão é que não dá para fazer as duas ações no mesmo turno.

 Visão geral da mesa.

Guia das ações.

De volta ao tema do dia, minha ideia era jogar Battles Of Westeros. Mas chegou um pessoal novato querendo jogar A Game Of Thrones: The Board Game, então fui ao sofrimento de tentar explicar uma enxurrada de regras que eu não lembrava direito porque já fazia muito tempo desde a última vez que joguei. Não esperava precisar explicar o jogo, nem muito menos planejava jogá-lo. É um jogo excelente, porém muito longo e complicado. Mas o Heitor, o explicador oficial não estava presente, então não tive muita escolha.

 Battles Of Westeros lindão depois de montado.

Queimando os neurônios…

A galera era bem esperta, isso facilitou bastante as coisas. Mesmo aos trancos e barrancos até que o jogo fluiu bem. Não deu para jogar até o final por uma questão de tempo, mas eles falaram que iriam voltar no mês que vem e dessa vez mais cedo. Então, me comprometi a estudar as regras direitinho para essa futura partida. Um deles já apareceu no evento do Facebook da próxima edição que já está criado, pedindo o levar o jogo.

 Pessoal super gente boa.

Como eu disse no início do texto, a nossa coleção pessoal está bem grande, ficando cada vez mais difícil escolher o que levar para o evento. Apesar de morarmos perto, é complicado carregar tanta coisa sem carro. Por isso, a tendência é cada vez mais incentivarmos os frequentadores a pedir pelos jogos que gostariam que levássemos.
A edição do mês que vem será especial Vaporaria, lançamento da Riachuelo Games. Tivemos o prazer de tê-lo para playteste no Guadalupeças de fevereiro. Estou bem ansiosa para conferir a versão final, quem vem acompanhando o desenvolvimento do jogo sabe que o trabalho de arte como um todo está incrível.

 Essa arte é linda demais.

Vaporaria é um Wargame de porradaria entre robôs gigantes (Mechas) e aliens  em universo que mistura Fantasia com Steampunk, o mundo de Lyzarbhi. As minis dos Tripedens (que são os alienígenas) estão lindas demais e a parceria com a Monst3r Factory para os cenários promete render ótimos frutos. Para completar, será lançada uma trilogia de livros, Crônicas de Vaporaria, para quem quiser se aprofundar na história. O primeiro livro já saiu e se chama Xumour e o Fogo do Céu.

Obrigada a todos pela presença na edição desse mês e os aguardo em 03 de agosto para muito mais diversão. Segue abaixo mais algumas fotos de outros jogos que rolaram durante o evento.

 Airline Europe com MagnaCash.

Um dos vencedores do sorteio do MagnaCash.

Buccaneers Bones

Cyclades.

Lords Of Waterdeep.

Blueprints. Filipe Cunha mostrou que a gente estava jogando errado. Já fiz o devido acerto no post do jogo aqui no blog.

Room 25.
Compartilhe:

Castelo dos Dados… Ops… das Peças

Mais uma excelente edição do Castelo das Peças, muitos jogos bacanas e diferentes, além da oportunidade de conhecer novas pessoas legais que compartilham o gosto pelo nosso tão querido hobby. O título do post foi porque basicamente foi um dia só de jogos de dados, com exceção de Go. Comecei os trabalhos com o simpático Buccaneer Bones, mais uma comprinha surpresa do Felipe para aumentar a coleção dos jogos pequenos. O tema desse é Piratas, não é algo que me atraia muito, mas a qualidade dos componentes e a mecânica simples e bem encaixadinha me conquistaram.
Acho que desde Dungeon Roll não vi um jogo desses pequenos tão caprichado. Ele é composto por fichas de navio e tesouro semelhantes ao material utilizado em Gamão ou Dominó. Cada jogador tem seu mapa, onde os navio serão movimentados através de rolagem de dados. O objetivo é ir do porto até a ilha para pegar o tesouro e voltar. Ganha quem conseguir acumular três tesouros. 
São 6 navios que serão movimentados de acordo com o resultado do dado. A principio, todos os jogadores começam com quatro dados. É preciso dois dados de mesmo valor para mover o navio um espaço, para chegar na ilha é necessário três dados com numeração igual. Depois da primeira rolagem, é possível fazer mais uma com a quantidade de dados que se desejar. Outras rolagens, dados e aumento ou diminuição em um do valor de um dado rolado são bônus oferecidos ao jogador quando parado com seu navio em uma determinada ilha.
Se os resultados dos dados não lhe permitirem fazer nenhuma ação de movimento, entra em ação a peça do Primeiro Imediato. Ele pode ser colocado em qualquer ilha para conquistar o bônus da mesma na próxima rodada, outra ação possível é tentar roubar o tesouro de outro jogador. Para voltar da ilha para o porto com o tesouro só através dos três dados iguais, não é permitida a mesma movimentação de dois dados iguais como na ida.
O jogo básico foi vendido no Kickstarter por nove dólares, preço bem barato para o nível de qualidade oferecido. A versão que o Felipe comprou é com expansão, que é só para aumentar a quantidade de quatro para oito jogadores. Além disso, veio uma bolsa, um saquinho e um imã de geladeira (?). A caixa comporta bem todos os componentes e tem uma arte bonitinha. Os mapas são simples e funcionais, mas com um layout agradável. É um jogo que vale bastante a pena.
Depois joguei A Fistful Of Penguins, que estava sendo oferecido em uma das opções de pacotes de compras do Buccaneers Bones. Esse o Felipe não pegou, o que foi bom, pois não curti. A temática é completamente forçada e mesmo a mecânica não me agradou. São dados de animais, cada tipo oferece uma forma de pontuação. São três rodadas, ganha quem somar mais pontos. Os pinguins servem como moeda no jogo para rolar os dados novamente ou pegar mais dados. Os pinguins são extremamente bonitos, feitos com um material transparente bacana, nas cores lilás e amarela. Os dados também não eram ruins. Agora as fichas de pontuação eram horrorosas, do plástico mais vagabundo possível. Gastaram toda a verba do jogo com os pinguins. Mas o problema foi a mecânica baseada simplesmente na busca pelas melhores combinações matemáticas.

Agora vem a grande descoberta do dia: Würfelwurst. A temática também forçada, mas o diferencial é que o jogo não se leva a sério, é pura zoeira. Novamente temos dados de animais, porém junto com eles temos dados numéricos. A cada rolagem de dados o jogador precisa ficar com no mínimo um e pode rolar novamente todo o resto. Cada animal só pode ser utilizado uma vez, a pontuação é feita multiplicando o valor do menor dado pela quantidade de dados iguais de animais. A questão é que duas das faces dos dados numéricos são SALSICHAS SORRIDENTES.
Elas podem ser excelentes se você conseguir fechar a rodada com todos os dados numéricos na face de salsicha, pois valem mais pontos. Mas elas podem ser uma desgraça, pois quando junto de outros resultados valem apenas um ponto. É um joguinho totalmente de pressione sua sorte. Foi muito divertido, espero encontrá-lo por aí algum dia por um precinho bacana. São SALSICHAS SORRIDENTES, entende? É muito nonsense e eu gosto desse tipo de loucura. Perdi por apenas um ponto de diferença.
Então foi hora de finalmente jogar Gekido, o novo jogo do Fel Barros, criador de Warzoo. Joguinho simples e divertido, é basicamente porrada de dragão através de rolagem de dados. Mais uma vez temos o fator de múltiplas rolagens presentes. Rola os dados a primeira vez, separa o que lhe interessar, aposta em um dos golpes disponíveis e rola de novo. Você pode apostar em um golpe que já tenha conseguido logo na primeira rolagem e ficar garantido ou apostar em outro golpe tentando a sorte na segunda rolagem. O maior charme do jogo são as miniaturas de dragões em um material que lembra biscuit, porém mais resistente. Só acho que o Fel deu um mole não colocando o dragão de três cabeças na cor vermelha. FIRE AND BLOOD!!! lol
Antes da pausa para o almoço ainda rolou um divertido Blueprints, com direito a um genial Palácio de Cristal no primeiro turno. Tivemos uma partida bem disputada, depois de ter estudado o manual para fazer o texto aqui no blog estou jogando bem melhor. Mas jogar contra um oponente do nível do Marcelo Groo é complicado, ele podia ser novato nesse jogo especificamente, mas toda experiência em tantos outros jogos sempre vai pesar favoravelmente.
Hora de matar a fome para ter energias para queimar o cérebro um pouquinho no Go. Gostaria de agradecer ao simpático Marco Curvello que teve a enorme paciência de jogar comigo. Eu sou uma grande entusiasta do jogo, acho que é um dos melhores já inventados. Ele é extremamente simples e complexo ao mesmo tempo, isso é genial. Espero algum dia aprender a jogar de uma forma minimamente decente. Foi a primeira vez que joguei com alguém que realmente sabia jogar bem.  Ele me deu boas dicas, mas Go é o tipo de jogo que só se evolui praticando, pois é necessário desenvolver uma capacidade de percepção ampla e planejamento prévio.
Compartilhe:

Guadalupeças – Especial Futebol

Domingo ocorreu uma edição especial com temática de Futebol do Guadalupeças por ocasião da proximidade da Copa do Mundo. Tivemos mesas de Convocados, FuteboxSoccero, jogos sobre os quais já havia escrito aqui em preparação ao nosso evento. Além do playteste de Jogada de Craque, que está sendo desenvolvido pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Uma pena que não tive oportunidade de experimentar, mas pelo pouco que pude observar de uma partida, o jogo pareceu bem interessante.

 
  
  
 

Comecei o dia ensinando Convocados e Blueprints para um casal muito simpático que sempre tem marcado presença nas últimas edições do Guadalupeças – Felipe e Paula. Depois joguei uma partida de Takenoko super disputada só com ele, perdi por dois pontos de diferença. Pausa para o almoço e um For Sale com vitória tranquila para retomar as atividades. Em seguida, foi a vez de Dogs. Fazia tempo que não jogava, até comecei bem, mas depois fiz besteira. Acabei ficando em último, mas como sempre foi divertido.

       

Então, veio o inédito do dia: Robinson Crusoe. Esse era um jogo que eu queria experimentar há bastante tempo, super bem qualificado no BGG: 13º no geral e 2º no temático. É um cooperativo bem pesado com bastante dependência de idioma. Jogamos em 4 pessoas, com exceção do dono do jogo, éramos todos novatos. O jogo traz vários cenários diferentes, no que jogamos tínhamos doze turnos para conseguir acender um “fogueirão” para servir como sinalizador e sermos resgatados.

Robinson Crusoe tem uma curva de aprendizagem complicada, nem quando joguei Twilight Imperium senti tanta dificuldade de entendimento. São inúmeras coisas acontecendo ao mesmo tempo, todas as ações precisam ser pensadas coletivamente. Achei a organização de tudo isso no tabuleiro um pouco confusa, assim como as diversas fases que ocorrem dentro do turno. Levamos metade do jogo só para entender seu funcionamento, mas depois até que fluiu e conseguimos vencer.

Talvez o jogo não tenha me agradado tanto por não ter um tema muito atrativo para mim e o grande lance dele é a imersão na história, acho que a mecânica sofreu um pouco em favor disso. Outra crítica é em relação aos componentes, apesar do tabuleiro e dos tiles de ilha serem bem bonitos, achei que os demais deixaram um pouco a desejar para um jogo de valor tão alto. Espero ter a chance de jogá-lo novamente, talvez minha opinião melhore. Mas, no momento, não seria um jogo que eu compraria.

Para fechar o dia e relaxar um pouco depois de tanto esquentar a cabeça, rolou um mesão de Mascarade. Fiquei apaixonada por esse jogo desde a primeira vez que joguei, mais um excelente trabalho do Bruno Faidutti. A edição que adquirimos do jogo ainda tem o charme de ser francesa.

Segue abaixo mais algumas fotos de outros jogos que rolaram: Pokémon, Summoner Wars, Resistance Avalon, Rampage

A próxima edição do Guadalupeças vai ser especial Game of Thrones aproveitando o clima final de temporada. Preparem seus decks para batalhas sangrentas. Qual casa conquistará o nosso Trono de Ferro? O campeonato será organizado pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Para quem não quiser ir à guerra através das cartas, teremos também a opção do tabuleiro. Não conhece os jogos? Isso não é problema, confira os textos já publicados sobre eles aqui no blog: A Game Of Thrones: The Card Game e A Game Of Thrones: The Board Game. Durante o mês deve rolar mais algum post sobre o cardgame, pretendo trabalhar no meu deck Lannister. Para fechar, talvez tenhamos também Battle Of Westeros. Fique por dentro das novidades curtindo no Facebook: Guadalupeças e Turno Extra. Aguardamos a todos em 06 de julho.

 
Compartilhe:

Inauguração da loja Redbox

Sexta-feira passada tivemos a inauguração da Redbox aqui no RJ, eu até cheguei a dar uma passada lá para conhecer, mas estava simplesmente impossível. Tinha uma fila enorme na porta para entrar. A loja fica localizada na Av. 13 de Maio no Centro, um endereço bem conhecido entre os gamers cariocas, principalmente quem curte Magic e RPG. A Gibiteria e Bárbaras Magias fez parte da vida de toda uma geração e foi triste seu fechamento. A Redbox não é exatamente na mesma loja, mas fica no mesmo prédio e andar. Não estamos mais órfãos, e o melhor, eles chegaram antenados com o crescimento do mercado de boardgames. Além da venda de jogos, eles estão iniciando um serviço muito bacana de aluguel.

Quinta-feira finalmente consegui conhecer a loja, o Fel Barros marcou uma jogatina básica no local – o Redboards. Não sei se será um evento fixo, gostaria que fosse, mas independente de ficar como algo oficial ou não, pretendo voltar lá muitas vezes para jogar. A loja está bem bonita e é bastante espaçosa. Ainda está um pouco vazia de produtos para o meu gosto. Não sei se eles vão manter assim para fazer um visual “clean” ou se depois vão colocar mais coisas. Particularmente, prefiro estantes abarrotadas. A parte reservada aos jogos para aluguel está bem cheia e com muita coisa boa. O mais bacanas é que a maioria não é facilmente vista por aí. Tem vários jogos que quero jogar e nunca tive oportunidade, tipo: Caylus, Village, Rattus, Tokaido, Alien Frontiers, Nexus Ops

 

 

Comecei a noite jogando o badalado Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men com o Cacá. Primeiro, ele jogou com o Felipe que teve um pouco de dificuldade de entendimento. Um playmat faz falta para dividir as áreas do jogo, tipo os que vem com Battle Scenes. Também senti falta de um contador, é feio demais ficar anotando em papel. Outra crítica ao material são os saquinhos que vêm para colocar os dados durante a partida. É saquinho de papelaria, mais vagabundo impossível. O jogo em si não achei nada demais. Não compraria, não faz o meu estilo. Só está causando essa comoção toda porque é Marvel. Mas eu sei que o Felipe vai comprar justamente por esse motivo.

O grande charme do jogo é claro são os dados de personagem, eles realmente são uma graça. Os outros dados não tem nada demais. Jogamos cada um com três personagens cada um deles com dois dados. Eu fiquei com Capitão América, Tocha Humana e Thor. O Cacá foi de Homem-Aranha, Hulk e Fera. Além dos personagens, tinham três cartas de habilidades especiais. Em cada turno, são retirados quatro dados do saco para rolagem. Eles tem faces de “peãozinho bucha” e com símbolos específicos necessários para comprar um dado de personagem. É possível re-rolar uma vez qualquer quantidade de dados e também colocar na reserva, para aumentar a quantidade de dados rolados no próximo turno.

As cartas de personagem vêm com um símbolo específico e com o número de energias necessárias. Para colocar um dado de personagem em jogo, pelo menos um dos dados de energia utilizados para pagar o custo precisa ter o simbolo solicitado na carta. Para comprar habilidades especiais é só pagar o valor numérico. Os dados utilizados vão sendo descartados, só voltando para o saco de rolagem quando o mesmo ficar vazio, é um dice-building. A partida foi bem emocionante, doze de vida no total, fiquei com sete e ainda não tinha conseguido dar um dano sequer. Foi aí que a sorte virou e consegui zerar os pontos de vida todos do Cacá sem perder mais nenhum.

Enquanto eu estava nessa de rolação de dados, o Felipe começou uma partida de Rampage e descobriu que perdemos um meeple no Anime Pocket. Entramos em contato com a Repos solicitando a reposição e no dia seguinte eles já haviam enviado uma resposta positiva. Tão solícitos quanto a Days Of Wonder foi quando solicitamos reposição de peça do Smallworld. Mas, pela natureza do jogo, acho que deveria vir com uma reserva de meeples como o Ticket To Ride que vem com trens extras.

Quando terminei de jogar o Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men ainda estava rolando o Rampage, então fui procurar alguém disponível para iniciar um novo jogo. O Fel Barros, o Rodrigo Rêgo e mais outros dois meninos estavam querendo alugar, então me juntei a eles. O aluguel saiu bem barato, R$4 para cada um. Depois de alguma dúvida acabamos pegando Amun-Re do Knizia, um Euro médio tendo o Egito como tema. A partida é composta por seis turnos, três no antigo Egito e três no Egito moderno. Em cada turno, os jogadores vão adquirir uma província. Depois vem as ações que podem ser: comprar carta, escravo e tijolo para construir pirâmide. O que limita as ações são as províncias, cada uma delas têm características específicas, e a quantidade de dinheiro que se tem para gastar. Então, vamos ao sacrifício ao Amun-Re e receber o dinheiro, de acordo com o resultado dessa fase e a quantidade de escravos que a província possui.

Infelizmente, jogamos só os primeiros três turnos, pois já estava ficando tarde e eu precisava ir embora. Na segunda parte, o Fel falou que é legal porque as pirâmides ficam construídas, então a disputa pelas províncias fica mais acirrada. Espero ter oportunidade de jogar novamente, de preferências com as mesmas pessoas, porque aí todo mundo já sabe as regras. Enquanto eu construia pirâmides no antigo Egito, Felipe disputava quem era o melhor arquiteto fazendo construções com dados em Blueprints. Esse jogo parece muito legal, estou doida para experimentá-lo.

Gostei muito da loja, fico na torcida para que seja um sucesso. Principalmente, a parte de aluguel de boardgames. Quem sabe daqui a algum tempo tenhamos algo minimamente próximo a Ludus (o nome da rua é o mesmo O_o), só que sem a parte da comida. Não que eu ligue para isso. Na minha opinião, jogos e comida devem ficar bem longe um do outro. Mas se a fome apertar, a loja vende algumas coisinhas básicas para enganar o estômago e para quem bebe, além da cerveja em lata vendida lá, tem uma barbearia muito louca ao lado que vende chopp.
Compartilhe:

Guadalupeças – Especial Anime Pocket

Domingo participamos como uma das atrações do Anime Pocket, edição comemorativa de 1º aniversário, que foi realizada no Centro de Convenções SulAmérica. Foi a primeira vez que estivemos dentro de um outro evento. O pessoal da organização foi bem bacana com a gente. Nos colocaram em um bom lugar, nem muito agitado e nem muito escondido.

Não sou frequentadora desse tipo de evento, apesar de gostar bastante de animes e mangás. Os últimos que fui foram por causa do Felipe, ano passado para ver o Jason David Frank (Power Ranger Verde) e o Takumi Tsutsui (Jiraya). Ele é fã de Tokusatsu, séries live action de super heróis japoneses. Eu até gostava quando era criança, na saudosa época da TV Manchete. Hoje em dia já não tenho paciência, apesar de ter acompanhado recentemente Akibaranger, mas só porque era uma sátira aos Sentais, nome que designa o subgênero de Tokusatsu dedicado as super equipes. Power Rangers nada mais é que a versão americana.

O Felipe foi devidamente uniformizado com sua camiseta oficial de Super Sentais, os “morfadores” de Ressha Sentai ToQger e Kamen Raider Gaim. Uma das depressões da vida dele é não ter ninguém para jogar Power Ranger Card Game, ele gravou até um vídeo sobre o jogo. Em breve, estarei na mesma situação. Vai sair daqui há alguns meses o Weiß Schwarz em inglês do meu atual anime favorito: Kill La Kill. Vou comprar para colecionar por ser fã mesmo, se eu conseguir alguém para jogar vai ser bônus.

Mas vamos voltar ao evento, não sabíamos muito bem o que esperar, pois era um outro tipo de público. Tentamos levar as mais variadas opções. Alguns jogos foram basicamente para exposição mesmo, tipo o Game Of Thrones: The Boardgame. Se bem que depois pensando melhor, poderíamos ter utilizado uma outra abordagem. Dizer de cara que o jogo tem uma duração média de 4 horas assusta qualquer um. Acho que teria sido interessante deixar a mesa montada e as pessoas experimentando o jogo pelo tempo que elas quisessem.

Os jogos mais jogados como sempre foram o Zombicide, a mesa não parou durante todo o dia, sempre que eu olhava tinha alguém diferente lá e Summoner Wars, ainda mais agora que temos o Master Set, deu para rolar partidas simultâneas. Munchkin também não deixou de marcar presença.

 

Levamos também o Rampage, que apesar de muito legal e rápido de jogar tem uma montagem chatinha e o Takenoko que como sempre chamou atenção pela sua beleza. Ainda aprendi a jogar Jaipur e Saboteur. Todos os jogos citados nesse parágrafo foram trazidos pelo Felipe da França e tem muito mais, o Guadalupeças do mês que vem vai estar cheio de novidades.



Tivemos também o pessoal que aproveitou o espaço para jogar Magic e Yu-Gi-Oh. Acho que deveríamos ter investido mais em cardgames, tipo Battle Scenes. O próprio Felipe deveria ter colocado o Power Ranger para jogo também. Outro jogo que eu acho que ia ter uma boa aceitação seria o Runicards.


Além dos já citados, ainda tivemos partidas de For Sale, Mascarade, Dominion e Dixit. No mais, fica meu agradecimento ao pessoal do Anime Pocket pelo convite e aos amigos Heitor e Filipe com sua namorada Luana pela ajuda durante todo o evento.

Aguardo a todos no próximo Guadalupeças que além de diversos jogos novos, ainda terá jogos com temática de Futebol, já que estaremos tão perto da Copa do Mundo. Mantenha-se informado curtindo no Facebook: Guadalupeças e Turno Extra.

Compartilhe:

Guadalupeças – Especial Star Wars Day

Ontem ocorreu mais uma edição do Guadalupeças, esse mês o evento coincidiu com o Star Wars Day, por isso tivemos em destaque uma mesa de X-Wing

Iniciamos o dia um pouco preocupados, pois o pessoal demorou um pouco para chegar. Acho que a galera espera passar o almoço para sair de casa. Sentimos falta da presença de alguns amigos habituais, mas também tivemos várias caras novas.
Comecei jogando GoT LCG com o Bruno, que é um cara que joga campeonato. Joguei com o deck Targaryen “Fogo e Sangue” que é sugerido na expansão Rainha dos Dragões. Eu nunca tinha utilizado esse deck, a proposta básica é muito boa, mas precisa de algumas modificações. Senti a mesma dificuldade do Core, falta dinheiro para baixar as cartas, isso deixa o deck lento. É necessário colocar cartas de redução de custo ou cartas de geração de dinheiro. Porém, Targaryen não é muito meu lance. Tenho que montar o deck Lannister, meu negócio é fazer intriga.

Depois joguei o que deve ser o menor jogo do mundo: Coin Age. O Felipe, que está em uma fase de muita empolgação com jogos pequenos, achou sensacional. É bem bacana, mas nada de tão incrível assim. O objetivo é dominar a maior quantidade de territórios, para isso são utilizadas uma determinada quantidade de moedas de 1-4. São sacudidas as moedas nas mãos e depois elas são batidas na mesa. O resultado determinará as ações. O jogo termina quando acabar o espaço no mapa ou as moedas. Ele está disponível para Print & Play no BGG.
Ainda joguei também Battle Line com o Shamou do Castelo das Peças, que esteve presente com uma seleção Knizia. Eu gosto muito de olhar fotos de jogos no Instagram, foi assim que descobri esse. Engraçado que não tinha comentado com ninguém. Pensei que dificilmente jogaria, pois nunca tinha visto em nenhum evento antes.

Em Battle Line, os jogadores disputam a conquista de bandeiras. As cartas são numeradas de 1-10 e com diversas cores. Para reclamar a bandeira para si, o jogador precisa ter completado 3 cartas naquela posição e ter um valor maior que seu oponente. O valor é determinado não apenas pelo valor das cartas, mas também pela combinação de cores e/ou números, que chamaremos de formação. Vence quem conquistar 5 bandeiras ou 3 bandeiras posicionadas lado a lado. Existem também cartas de tática que tem efeitos especiais, como por exemplo: anular uma formação, levando em conta só o valor numérico de uma carta. O jogo é bem legal, só algumas cartas de tática que são um pouco confusas. Aliás, o manual em si é meio complicado.

Confira alguns outros jogos que rolaram nessa edição do Guadalupeças:

Esse foi o Guadalupeças de maio. Obrigada a todos que compareceram e um agradecimento especial ao William que nos ajudou a levar os jogos para casa. Aguardo vocês em 1º de junho. Mas ainda é possível jogar com a gente de novo esse mês, pois estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Um dia antes, no sábado, temos o tradicional Castelo das Peças. Vai ser um final de semana de muita jogatina. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.

Compartilhe:

Castelo das Peças

Sábado de sol ameno no RJ foi um ótimo dia para aproveitar mais uma edição do Castelo das Peças. Cheguei mais cedo que de costume, o que foi muito bom porque deu para conversar com o pessoal da Riachuelo Games. Dei uma conferida em mãos no primeiro volume da trilogia do Crônicas de Vaporaria: Xumour e o Fogo do Céu que já está em pré-venda por R$17, aproveita que depois vai ser R$23, promoção válida só até 4 de maio. Os livros explicam a história por trás do jogo, para já ir deixando a galera no clima para o lançamento do Catarse que está previsto para outubro. Eu participei de um playteste do jogo no Guadalupeças de fevereiro. Engraçado que nesse meu texto, eu reclamo um pouco que precisava de mais elementos para uma melhor imersão no tema.

Outro produto da Riachuelo Games que pude conferir em mãos e atestar a qualidade foram as miniaturas da Fortaleza de Berdolock : Os Mortos Vivos, que também já estão em pré-venda. São miniaturas em metal branco, de tamanho de 45 mm (4,5cm) de altura, feitas especialmente para o jogo que será PNP.. O primeiro conjunto faz parte do primeiro módulo do jogo chamado “Os Servidores das Trevas”. Infelizmente, eu não tenho dotes artísticos para pintar miniaturas, mas para quem gosta está imperdível. Miniaturas super detalhadas a um preço realmente muito bom e que ainda podem ser utilizadas em outros jogos.
Em breve, esperamos poder com mais novidades da Riachuelo Games no Guadalupeças. Fiquem ligados. Depois desse ótimo papo com eles e também com o Shamou (organizador do evento), chegou Rodrigo Rego que está desenvolvendo o excelente Palmares, sobre o qual eu também comento no post do Guadalupeças de fevereiro. Jogamos duas partidas de Um Império em Oito Minutos em que descobri que eu e Felipe estávamos enganados em dois detalhezinhos importantes da regra. Não dá para reclamar do jogo quando se joga errado, né? Antes, Felipe foi babar um pouco em um Tide Of Iron que estava sendo montado. 
Enquanto jogávamos chegou o Bruno, um cara muito bacana que não víamos faz um bom tempo, o conhecemos jogando Battlestar Galactica. Depois que terminou o Um Império em Oito Minutos com duas vitórias do Rodrigo, eu e Felipe nos separamos. Ele foi jogar GoT LCG com o Bruno e eu fui jogar Palmares com o próprio Rodrigo e o Fel Barros, criador do Warzoo – o batedor de recorde do Catarse com todo mérito. Eu tive o prazer de participar do playteste no Guadalupeças de fevereiro e o jogo é realmente muito bom. Vitória do Rodrigo, mas eu consegui ficar em 2º lugar, o que já está bom demais.
Depois joguei Pocket Battles: Celts vs. Romans com o Shamou. Eu venci, mas só porque era a primeira vez dele. Ele viu meu post e pediu para ensiná-lo. Eu ensinar um cara como o Shamou? Fiquei super honrada, espero ter conseguido explicar direito o jogo. Eu não sou muito boa me comunicando pessoalmente. Uma coisa muito legal que ele me contou é que existem versões fanmade de LOTR e Robotech.

Hora de ir embora, mas nosso Dungeon Roll estava sendo jogado e Felipe parece que assumiu a missão pessoal de divulgá-lo para a maior quantidade de pessoas possíveis, porque ele acha que é a melhor parada do universo. Ele já me perguntou mais de uma vez quando vou escrever sobre esse jogo. Eu pretendia escrever depois do Pocket Battles, mas aí surgiu A Copa da Árvore, porém se nada mais surgir vai ser o próximo post.

Enquanto aguardávamos, ficamos conversando com um cara que vende X-Wing, a nova mania do Felipe. É um jogo colecionável de batalha de miniaturas de naves de Star Wars. O nome do jogo vem da nave utilizada pelo Luke Skywalker. Por coincidência ou algum designo da Força, o Guadalupeças desse mês ocorrerá exatamente no Star Wars Day. Ainda essa semana vai rolar post de X-Wing por aqui. Vários posts para os próximos dias para compensar meu período de preguiça de férias.
Compartilhe:

Guadalupeças – O Retorno

As comemorações do Tabletop Day continuaram no domingo quando tivemos a retorno do Guadalupeças, que não ocorreu no mês de Março por conta do Carnaval. Comecei o dia com o playteste do interessante Engage, uma mistura inusitada de Xadrez com Cardgame.
Cada peça do jogo é representada por uma carta de personagem. No setup inicial, temos o Rei e 5 Peões, o restante vai sendo baixado ao longo do jogo pagando o custo determinado pela carta. Elas só podem ser colocadas na área inicial que é bem restrita, o que força a mandar suas peças para frente. A cada inicio de turno e ao ocorrer o Engage (uma peça entrar em combate com a outra) é ganho 1 de recurso; quando se derrota uma peça é ganho o valor dela também em recursos.
Além de colocar as outras peças em jogo, essa pontuação serve para pagar pelas “magias”. As cartas de personagem já começam todas na sua mão, não existe deck de compra. A surpresa fica por conta desse deck de “magias” que me lembrou um pouco o deck de Planos do GoT LCG. A cada turno é virada uma carta, só que aqui não é possível escolher. A carta virada no turno fica disponível para uso pagando o custo. Se for utilizada, ela sai sai de jogo. Se não for, voltará a ficar disponível quando todas as outras cartas tiverem sido viradas.
O objetivo do jogo é o mesmo do Xadrez, capturar o Rei. No início do turno será virada a carta do deck de “magias” e marcado o seu 1 de recurso. A partir daí, se tiver o suficiente acumulado poderá baixar outras peças. As cartas de personagens que representam cada peça também trazem em sua maioria efeitos que podem ser ativados. O movimento é obrigatório, mas limitado a apenas 1 por turno, se ocorrer um Engage é mais 1 de recurso. 
Diferente do Xadrez onde uma peça elimina a outra automaticamente ou de outros de cardgames onde é comparado os valores de força das cartas, aqui a decisão é nos dados. O que acrescenta um fator sorte ao jogo, mas é claro que não é só puro rolamento de dados. Existem as cartas que interferem, os atributos e posicionamento das peças. Cada carta traz valores de ataque, defesa e vida; se além da peça atacante existirem mais peças em condição de atacar vai sendo somado mais 1 para cada uma delas.
Engage te estimula o tempo todo a partir para o ataque, mas é difícil se desvencilhar do pensamento do Xadrez de sempre proteger o Rei a todo custo. Eu joguei a caixa temática do Ragnarok, meu Rei era Odin e o Rei adversário era Loki. Meu Rei tinha um poder ofensivo muito bom, mas cadê a coragem para arriscar mandar ele para frente? Ele andava 2 casas a mais. Com exceção dos peões, que se movem como o Rei, todas peças mantêm sua movimentação igual ao Xadrez. Acredito que essa modificação tenha sido feita em prol da mecânica, para tornar o jogo mais ágil.
Eu gostei bastante do jogo, é bem diferente essa mistura de Xadrez com cartas, atribuindo a cada peça um personagem e os dados no combate adicionam um fator sorte que também te faz pensar melhor na sua estratégia, porque nunca se tem certeza do sucesso, por mais forte que seja a sua peça. Então é sempre preciso já ir pensando em um plano B, tentando cobrir todas as possibilidades. Até porque quando você bate, também pode apanhar.
A ideia segundo o autor do jogo é lançar caixas temáticas fechadas, o que me agradou muito. Ele disse que será possível misturar personagens de caixas diferentes ou da mesma caixa, a única limitação é a correspondência entre cartas e peças. Mas acho que isso iria contra o aspecto temático, que eu valorizo muito.
A partida levou cerca de 3 horas e terminou com uma vitória minha, meu Rei já tinha tomado bastante dano, enquanto que o Rei adversário ainda não tinha tomado nenhum. Então, tentei montar um cerco usando Cavalo e Torres. Meu Cavalo atacou com sucesso, então ele iria atacá-lo e depois eu iria com a Torre. Mas nem foi preciso, pois ele não conseguiu matar meu Cavalo. Esse é a grande questão dos dados. Talvez a partida tenha sido um pouco longa porque fui muito retranqueira. Também foi a primeira vez que joguei, então é preciso levar em consideração o tempo de explicação das regras e a troca de ideias que rolou no decorrer do jogo. Espero poder jogar mais vezes, acho que as próximas partidas serão mais rápidas.
Depois disso, pausa para o almoço e mais um playteste: Rock N Roll Manager. Um Euro sobre administração de uma banda de Rock. São 3 temporadas, cada uma com em 3 turnos. É basicamente Worker Placement. Cada turno aloca-se seus 3 trabalhadores em um dos locais do tabuleiro: Mercado, Ensaio, Gravação de CD, Mídia e Shows. Além disso, tem umas cartas que ficam de fora que te dão ações bonus.
No seu tabuleiro individual, ficam os instrumentos da sua banda, quanto maior a quantidade melhor ela é. Eles são adquiridos no Mercado e colocados no seu tabuleiro através da ação de Ensaio. Gravar CD, Mídia e Shows são as ações que dão dinheiro. Quando o CD é gravado, ele é colocado na Parada de Sucesso de acordo com a qualidade da sua banda, todo turno o CD anda uma casa para trás até cair no esquecimento e ser eliminado. Uma das opções da ação Mídia é subir o CD 1 posição, essa ação também te permite pegar dinheiro, ser o primeiro jogador, ganhar 1 ponto e tem mais uma outra coisa que agora não estou lembrando. Além disso, tem os objetivos a serem cumpridos que dão pontos. Os shows podem dar dinheiro e outras coisas, como pontos ou instrumentos. Ao término de cada temporada acontece um Festival.
Eu gostei muito desse jogo também, é inusitado um Euro sobre Rock e a mecânica está bem encaixada com o tema. Achei o tempo de jogo também muito bom, não chegou nem a 2 horas. Jogamos em 4 pessoas: o autor do jogo, Filipe Cunha, eu e outro novato. Novamente a disputa foi entre eu e o novato (para entender melhor, leia sobre a partida de Terra Mystica no texto anterior). Não terminei em último, então está bom. Apesar de ter dado uns moles no final que me deixaram revoltada comigo mesma.
Enquanto, eu estava ocupada com os playtestes, o evento estava rolando. Tivemos mesas de Ticket To Ride, Prision Outbreak, Runicards, A Game Of Thrones e muitos outros.

Para comemorar nosso retorno, também tivemos o sorteio de um playmat da Pensamento Coletivo e um meio homemade de For Sale (só a caixa, os componentes e manual foram originais). Além dos troféus de jogadores mais participativos, categoria masculino e feminino e um para o vencedor do jogo mais longo. Todos acompanhados de marcadores de livro de Munchkin, que servem também para utilização no jogo.

Por falar em Pensamento Coletivo, eles também estavam com o jogo Uruk disponível para playteste, mas esse eu não consegui jogar. Depois que acabei Rock N Roll Manager chegou um casal de amigos muito querido, Névia e Gabriel, então fui dar atenção a eles. Como não são boardgamers, jogamos coisas mais lights. Começamos com um Carcassonne (fazia muito tempo que eu não jogava), depois Dixit (que eu nunca tinha jogado), rolou também Um Império em Oito Minutos e Love Letter. Depois, enquanto eu já arrumava as bolsas, ainda teve um Tetris Card Game para fechar o dia.

Esse foi o Guadalupeças de abril. Obrigada a todos que compareceram e aguardo vocês no próximo mês. Maio será um mês especial, pois além da edição regular no dia 4, estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.

PS: Maldito limite de 200 caracteres dos Marcadores. ><

Compartilhe:

Tabletop Day – Toys For Fans

Sábado foi comemorado mundialmente o Tabletop Day, uma data destinada à celebração e divulgação dos jogos de mesa. A iniciativa, que está em seu segundo ano, é da famosa web serie criada por Will Wheaton e Felicia Day – Tabletop
O local escolhido para minha comemoração foi a loja Toys For Fans na Ilha do Governador. Fazia tempo que eu queria ir lá, mas nunca ia porque é bem distante e contramão da minha casa. Então, aproveitei a data especial para finalmente conhecer esse espaço tão comentado. Essa visita também era uma espécie de dívida com o Filipe Cunha que está sempre presente no Guadalupeças, além de já ter vindo aqui em casa jogar. Estava mais do que na hora de aparecer na área dele. XD
Cheguei no início da tarde, estava rolando o final de uma partida de Reef Encounter, um jogo que quero muito experimentar. Enquanto aguardava, fiz umas comprinhas, mas nada de jogo. A loja apesar de pequena, tem uma boa variedade de produtos relacionados ao universo nerd em geral e os donos são muito simpáticos. Comprei duas camisas da casa Targaryen de A Game Of Thrones.

Depois começou uma mesa do tão badalado Terra Mystica, um jogo essencial para qualquer fã de Euro. A mecânica dele é muito boa, bastante intrincada, mas bem equilibrada. É tenso do início ao fim, muitas opções do que fazer e sempre o aperto de dinheiro e recursos. Uma coisa que eu gostei bastante foi a interação que ele força entre os jogadores. Mas apesar da complexidade, a curva de aprendizagem não é muito alta. Ele pode parecer um pouco assustador, pelo tamanho e quantidade de componentes. Não vou dizer que é fácil, mas é bem menos difícil do que se poderia imaginar a princípio. É um jogo muito empolgante, mas pensando com calma depois, alguns detalhes me incomodaram e tiraram um pouco o brilho dele.

Senti falta do Worker Placement, gosto muito dessa mecânica, quando vi um monte de meeples fiquei toda feliz. Achei que esse componente ficou meio que sobrando, porque sua utilização é inexpressiva e por vezes parece forçada, só para justificar sua existência. A trilha dos templos me lembrou Tzolk’in: The Mayan Calendar, mas não me pareceu bem integrada com o restante.
Percebe-se que não houve grande preocupação com a parte estética. É tudo bem simples e funcional, nada de enfeites. Euros têm essa característica de foco na mecânica e deixar um pouco de lado a arte. Não por acaso, os componentes em geral são cubos e outras figuras geométricas, quando da necessidade de diferenciação entre peças. Mas acho que poderia ter sido dada um pouco mais de atenção a essa parte.


Terra Mystica, como eu já disse, é um jogo bastante complexo. Seria um pouco absurdo, querer avaliá-lo tendo jogado apenas uma vez. O que eu coloquei acima foram só minhas impressões iniciais. Com certeza espero poder jogá-lo ainda muitas vezes e acredito que um dia fará parte da minha coleção. Não ganhou meu amor como Agricola, mas com certeza é um jogo que merece meu respeito e admiração.

Jogamos em 4 pessoas, fiquei em terceiro lugar. Sendo que um dos jogadores era o dono do jogo e o outro o Filipe Cunha, ambos já tinham jogado várias vezes. Então, a disputa era entre eu e o outro novato da mesa. lol

Enquanto, eu jogava Terra Mystica, Felipe (meu noivo) e um outro amigo nosso (Léo) jogaram Dungeon Roll, Um Império em Oito Minutos e RoboRally. Os dois primeiros jogos devem aparecer em breve aqui no blog, o último era totalmente desconhecido para mim. Mas pareceu bem interessante, Felipe gostou muito.

Enquanto, esperava o término do RoboRally, vi um Cylon olhando para mim. Então, fechei meu dia com mais uma comprinha. O melhor é que foi totalmente inesperado. Adoro quando acontece esse tipo de coisa.

Esse foi meu Tabletop Day, cheguei em casa já era noite e fui arrumar os jogos para o Guadalupeças do dia seguinte. Aqui foi Tabletop Weekend. Toys For Fans no sábado e Guadalupeças no domingo. Minha ideia inicial era fazer um post só para os dois, mas ia ficar muito grande. Para fechar, uma foto do bottom que foi dado de brinde. *_*

 
Compartilhe: