Castelo das Peças

Sábado de sol ameno no RJ foi um ótimo dia para aproveitar mais uma edição do Castelo das Peças. Cheguei mais cedo que de costume, o que foi muito bom porque deu para conversar com o pessoal da Riachuelo Games. Dei uma conferida em mãos no primeiro volume da trilogia do Crônicas de Vaporaria: Xumour e o Fogo do Céu que já está em pré-venda por R$17, aproveita que depois vai ser R$23, promoção válida só até 4 de maio. Os livros explicam a história por trás do jogo, para já ir deixando a galera no clima para o lançamento do Catarse que está previsto para outubro. Eu participei de um playteste do jogo no Guadalupeças de fevereiro. Engraçado que nesse meu texto, eu reclamo um pouco que precisava de mais elementos para uma melhor imersão no tema.

Outro produto da Riachuelo Games que pude conferir em mãos e atestar a qualidade foram as miniaturas da Fortaleza de Berdolock : Os Mortos Vivos, que também já estão em pré-venda. São miniaturas em metal branco, de tamanho de 45 mm (4,5cm) de altura, feitas especialmente para o jogo que será PNP.. O primeiro conjunto faz parte do primeiro módulo do jogo chamado “Os Servidores das Trevas”. Infelizmente, eu não tenho dotes artísticos para pintar miniaturas, mas para quem gosta está imperdível. Miniaturas super detalhadas a um preço realmente muito bom e que ainda podem ser utilizadas em outros jogos.
Em breve, esperamos poder com mais novidades da Riachuelo Games no Guadalupeças. Fiquem ligados. Depois desse ótimo papo com eles e também com o Shamou (organizador do evento), chegou Rodrigo Rego que está desenvolvendo o excelente Palmares, sobre o qual eu também comento no post do Guadalupeças de fevereiro. Jogamos duas partidas de Um Império em Oito Minutos em que descobri que eu e Felipe estávamos enganados em dois detalhezinhos importantes da regra. Não dá para reclamar do jogo quando se joga errado, né? Antes, Felipe foi babar um pouco em um Tide Of Iron que estava sendo montado. 
Enquanto jogávamos chegou o Bruno, um cara muito bacana que não víamos faz um bom tempo, o conhecemos jogando Battlestar Galactica. Depois que terminou o Um Império em Oito Minutos com duas vitórias do Rodrigo, eu e Felipe nos separamos. Ele foi jogar GoT LCG com o Bruno e eu fui jogar Palmares com o próprio Rodrigo e o Fel Barros, criador do Warzoo – o batedor de recorde do Catarse com todo mérito. Eu tive o prazer de participar do playteste no Guadalupeças de fevereiro e o jogo é realmente muito bom. Vitória do Rodrigo, mas eu consegui ficar em 2º lugar, o que já está bom demais.
Depois joguei Pocket Battles: Celts vs. Romans com o Shamou. Eu venci, mas só porque era a primeira vez dele. Ele viu meu post e pediu para ensiná-lo. Eu ensinar um cara como o Shamou? Fiquei super honrada, espero ter conseguido explicar direito o jogo. Eu não sou muito boa me comunicando pessoalmente. Uma coisa muito legal que ele me contou é que existem versões fanmade de LOTR e Robotech.

Hora de ir embora, mas nosso Dungeon Roll estava sendo jogado e Felipe parece que assumiu a missão pessoal de divulgá-lo para a maior quantidade de pessoas possíveis, porque ele acha que é a melhor parada do universo. Ele já me perguntou mais de uma vez quando vou escrever sobre esse jogo. Eu pretendia escrever depois do Pocket Battles, mas aí surgiu A Copa da Árvore, porém se nada mais surgir vai ser o próximo post.

Enquanto aguardávamos, ficamos conversando com um cara que vende X-Wing, a nova mania do Felipe. É um jogo colecionável de batalha de miniaturas de naves de Star Wars. O nome do jogo vem da nave utilizada pelo Luke Skywalker. Por coincidência ou algum designo da Força, o Guadalupeças desse mês ocorrerá exatamente no Star Wars Day. Ainda essa semana vai rolar post de X-Wing por aqui. Vários posts para os próximos dias para compensar meu período de preguiça de férias.
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Guadalupeças – O Retorno

As comemorações do Tabletop Day continuaram no domingo quando tivemos a retorno do Guadalupeças, que não ocorreu no mês de Março por conta do Carnaval. Comecei o dia com o playteste do interessante Engage, uma mistura inusitada de Xadrez com Cardgame.
Cada peça do jogo é representada por uma carta de personagem. No setup inicial, temos o Rei e 5 Peões, o restante vai sendo baixado ao longo do jogo pagando o custo determinado pela carta. Elas só podem ser colocadas na área inicial que é bem restrita, o que força a mandar suas peças para frente. A cada inicio de turno e ao ocorrer o Engage (uma peça entrar em combate com a outra) é ganho 1 de recurso; quando se derrota uma peça é ganho o valor dela também em recursos.
Além de colocar as outras peças em jogo, essa pontuação serve para pagar pelas “magias”. As cartas de personagem já começam todas na sua mão, não existe deck de compra. A surpresa fica por conta desse deck de “magias” que me lembrou um pouco o deck de Planos do GoT LCG. A cada turno é virada uma carta, só que aqui não é possível escolher. A carta virada no turno fica disponível para uso pagando o custo. Se for utilizada, ela sai sai de jogo. Se não for, voltará a ficar disponível quando todas as outras cartas tiverem sido viradas.
O objetivo do jogo é o mesmo do Xadrez, capturar o Rei. No início do turno será virada a carta do deck de “magias” e marcado o seu 1 de recurso. A partir daí, se tiver o suficiente acumulado poderá baixar outras peças. As cartas de personagens que representam cada peça também trazem em sua maioria efeitos que podem ser ativados. O movimento é obrigatório, mas limitado a apenas 1 por turno, se ocorrer um Engage é mais 1 de recurso. 
Diferente do Xadrez onde uma peça elimina a outra automaticamente ou de outros de cardgames onde é comparado os valores de força das cartas, aqui a decisão é nos dados. O que acrescenta um fator sorte ao jogo, mas é claro que não é só puro rolamento de dados. Existem as cartas que interferem, os atributos e posicionamento das peças. Cada carta traz valores de ataque, defesa e vida; se além da peça atacante existirem mais peças em condição de atacar vai sendo somado mais 1 para cada uma delas.
Engage te estimula o tempo todo a partir para o ataque, mas é difícil se desvencilhar do pensamento do Xadrez de sempre proteger o Rei a todo custo. Eu joguei a caixa temática do Ragnarok, meu Rei era Odin e o Rei adversário era Loki. Meu Rei tinha um poder ofensivo muito bom, mas cadê a coragem para arriscar mandar ele para frente? Ele andava 2 casas a mais. Com exceção dos peões, que se movem como o Rei, todas peças mantêm sua movimentação igual ao Xadrez. Acredito que essa modificação tenha sido feita em prol da mecânica, para tornar o jogo mais ágil.
Eu gostei bastante do jogo, é bem diferente essa mistura de Xadrez com cartas, atribuindo a cada peça um personagem e os dados no combate adicionam um fator sorte que também te faz pensar melhor na sua estratégia, porque nunca se tem certeza do sucesso, por mais forte que seja a sua peça. Então é sempre preciso já ir pensando em um plano B, tentando cobrir todas as possibilidades. Até porque quando você bate, também pode apanhar.
A ideia segundo o autor do jogo é lançar caixas temáticas fechadas, o que me agradou muito. Ele disse que será possível misturar personagens de caixas diferentes ou da mesma caixa, a única limitação é a correspondência entre cartas e peças. Mas acho que isso iria contra o aspecto temático, que eu valorizo muito.
A partida levou cerca de 3 horas e terminou com uma vitória minha, meu Rei já tinha tomado bastante dano, enquanto que o Rei adversário ainda não tinha tomado nenhum. Então, tentei montar um cerco usando Cavalo e Torres. Meu Cavalo atacou com sucesso, então ele iria atacá-lo e depois eu iria com a Torre. Mas nem foi preciso, pois ele não conseguiu matar meu Cavalo. Esse é a grande questão dos dados. Talvez a partida tenha sido um pouco longa porque fui muito retranqueira. Também foi a primeira vez que joguei, então é preciso levar em consideração o tempo de explicação das regras e a troca de ideias que rolou no decorrer do jogo. Espero poder jogar mais vezes, acho que as próximas partidas serão mais rápidas.
Depois disso, pausa para o almoço e mais um playteste: Rock N Roll Manager. Um Euro sobre administração de uma banda de Rock. São 3 temporadas, cada uma com em 3 turnos. É basicamente Worker Placement. Cada turno aloca-se seus 3 trabalhadores em um dos locais do tabuleiro: Mercado, Ensaio, Gravação de CD, Mídia e Shows. Além disso, tem umas cartas que ficam de fora que te dão ações bonus.
No seu tabuleiro individual, ficam os instrumentos da sua banda, quanto maior a quantidade melhor ela é. Eles são adquiridos no Mercado e colocados no seu tabuleiro através da ação de Ensaio. Gravar CD, Mídia e Shows são as ações que dão dinheiro. Quando o CD é gravado, ele é colocado na Parada de Sucesso de acordo com a qualidade da sua banda, todo turno o CD anda uma casa para trás até cair no esquecimento e ser eliminado. Uma das opções da ação Mídia é subir o CD 1 posição, essa ação também te permite pegar dinheiro, ser o primeiro jogador, ganhar 1 ponto e tem mais uma outra coisa que agora não estou lembrando. Além disso, tem os objetivos a serem cumpridos que dão pontos. Os shows podem dar dinheiro e outras coisas, como pontos ou instrumentos. Ao término de cada temporada acontece um Festival.
Eu gostei muito desse jogo também, é inusitado um Euro sobre Rock e a mecânica está bem encaixada com o tema. Achei o tempo de jogo também muito bom, não chegou nem a 2 horas. Jogamos em 4 pessoas: o autor do jogo, Filipe Cunha, eu e outro novato. Novamente a disputa foi entre eu e o novato (para entender melhor, leia sobre a partida de Terra Mystica no texto anterior). Não terminei em último, então está bom. Apesar de ter dado uns moles no final que me deixaram revoltada comigo mesma.
Enquanto, eu estava ocupada com os playtestes, o evento estava rolando. Tivemos mesas de Ticket To Ride, Prision Outbreak, Runicards, A Game Of Thrones e muitos outros.

Para comemorar nosso retorno, também tivemos o sorteio de um playmat da Pensamento Coletivo e um meio homemade de For Sale (só a caixa, os componentes e manual foram originais). Além dos troféus de jogadores mais participativos, categoria masculino e feminino e um para o vencedor do jogo mais longo. Todos acompanhados de marcadores de livro de Munchkin, que servem também para utilização no jogo.

Por falar em Pensamento Coletivo, eles também estavam com o jogo Uruk disponível para playteste, mas esse eu não consegui jogar. Depois que acabei Rock N Roll Manager chegou um casal de amigos muito querido, Névia e Gabriel, então fui dar atenção a eles. Como não são boardgamers, jogamos coisas mais lights. Começamos com um Carcassonne (fazia muito tempo que eu não jogava), depois Dixit (que eu nunca tinha jogado), rolou também Um Império em Oito Minutos e Love Letter. Depois, enquanto eu já arrumava as bolsas, ainda teve um Tetris Card Game para fechar o dia.

Esse foi o Guadalupeças de abril. Obrigada a todos que compareceram e aguardo vocês no próximo mês. Maio será um mês especial, pois além da edição regular no dia 4, estaremos participando no dia 18 do Anime Pocket. Curtam no Facebook para se manterem bem informados: Guadalupeças e Turno Extra.

PS: Maldito limite de 200 caracteres dos Marcadores. ><

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Tabletop Day – Toys For Fans

Sábado foi comemorado mundialmente o Tabletop Day, uma data destinada à celebração e divulgação dos jogos de mesa. A iniciativa, que está em seu segundo ano, é da famosa web serie criada por Will Wheaton e Felicia Day – Tabletop
O local escolhido para minha comemoração foi a loja Toys For Fans na Ilha do Governador. Fazia tempo que eu queria ir lá, mas nunca ia porque é bem distante e contramão da minha casa. Então, aproveitei a data especial para finalmente conhecer esse espaço tão comentado. Essa visita também era uma espécie de dívida com o Filipe Cunha que está sempre presente no Guadalupeças, além de já ter vindo aqui em casa jogar. Estava mais do que na hora de aparecer na área dele. XD
Cheguei no início da tarde, estava rolando o final de uma partida de Reef Encounter, um jogo que quero muito experimentar. Enquanto aguardava, fiz umas comprinhas, mas nada de jogo. A loja apesar de pequena, tem uma boa variedade de produtos relacionados ao universo nerd em geral e os donos são muito simpáticos. Comprei duas camisas da casa Targaryen de A Game Of Thrones.

Depois começou uma mesa do tão badalado Terra Mystica, um jogo essencial para qualquer fã de Euro. A mecânica dele é muito boa, bastante intrincada, mas bem equilibrada. É tenso do início ao fim, muitas opções do que fazer e sempre o aperto de dinheiro e recursos. Uma coisa que eu gostei bastante foi a interação que ele força entre os jogadores. Mas apesar da complexidade, a curva de aprendizagem não é muito alta. Ele pode parecer um pouco assustador, pelo tamanho e quantidade de componentes. Não vou dizer que é fácil, mas é bem menos difícil do que se poderia imaginar a princípio. É um jogo muito empolgante, mas pensando com calma depois, alguns detalhes me incomodaram e tiraram um pouco o brilho dele.

Senti falta do Worker Placement, gosto muito dessa mecânica, quando vi um monte de meeples fiquei toda feliz. Achei que esse componente ficou meio que sobrando, porque sua utilização é inexpressiva e por vezes parece forçada, só para justificar sua existência. A trilha dos templos me lembrou Tzolk’in: The Mayan Calendar, mas não me pareceu bem integrada com o restante.
Percebe-se que não houve grande preocupação com a parte estética. É tudo bem simples e funcional, nada de enfeites. Euros têm essa característica de foco na mecânica e deixar um pouco de lado a arte. Não por acaso, os componentes em geral são cubos e outras figuras geométricas, quando da necessidade de diferenciação entre peças. Mas acho que poderia ter sido dada um pouco mais de atenção a essa parte.


Terra Mystica, como eu já disse, é um jogo bastante complexo. Seria um pouco absurdo, querer avaliá-lo tendo jogado apenas uma vez. O que eu coloquei acima foram só minhas impressões iniciais. Com certeza espero poder jogá-lo ainda muitas vezes e acredito que um dia fará parte da minha coleção. Não ganhou meu amor como Agricola, mas com certeza é um jogo que merece meu respeito e admiração.

Jogamos em 4 pessoas, fiquei em terceiro lugar. Sendo que um dos jogadores era o dono do jogo e o outro o Filipe Cunha, ambos já tinham jogado várias vezes. Então, a disputa era entre eu e o outro novato da mesa. lol

Enquanto, eu jogava Terra Mystica, Felipe (meu noivo) e um outro amigo nosso (Léo) jogaram Dungeon Roll, Um Império em Oito Minutos e RoboRally. Os dois primeiros jogos devem aparecer em breve aqui no blog, o último era totalmente desconhecido para mim. Mas pareceu bem interessante, Felipe gostou muito.

Enquanto, esperava o término do RoboRally, vi um Cylon olhando para mim. Então, fechei meu dia com mais uma comprinha. O melhor é que foi totalmente inesperado. Adoro quando acontece esse tipo de coisa.

Esse foi meu Tabletop Day, cheguei em casa já era noite e fui arrumar os jogos para o Guadalupeças do dia seguinte. Aqui foi Tabletop Weekend. Toys For Fans no sábado e Guadalupeças no domingo. Minha ideia inicial era fazer um post só para os dois, mas ia ficar muito grande. Para fechar, uma foto do bottom que foi dado de brinde. *_*

 
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1º Boards & Burgers

Mais um evento para alegria dos apreciadores de jogos de mesa cariocas que sentem falta de uma jogatina durante a semana. Já tínhamos o Spaghetti no Largo do Machado e Jogatilha na Ilha do Governador às quintas-feiras, infelizmente ambos inviáveis devido a distância. Estava matando um pouco minha vontade no Android Netrunner que rola às segunda-feiras no KFC da Presidente Vargas. Então, quando o Nelson começou a publicar fotos das jogatinas descompromissadas dele com os amigos durante a semana no BoardGames Brasil fiquei louca, acho que não só eu, pois acabou se tornando um evento.
O Boards & Burgers, ficou muito legal esse nome, vai rolar toda terça-feira no Burger King da Av. Rio Branco no horário de 17:00 às 22:00 horas. Ontem foi o primeiro de muitas edições, assim espero, e que eu possa estar presente sempre. Cheguei lá às 17:00 em ponto e fiquei até umas 20:30. Abrimos os trabalhos com Room-25, um jogo que está no topo da minha lista de desejos. Tanto a mecânica quanto a temática dele são sensacionais, além de ser simples e rápido. Se bem que essa partida foi rápida demais. Não deu nem para curtir direito.

Em Room-25, os jogadores estão em uma prisão e precisam achar a saída. O jogo começa com apenas a sala inicial revelada. Cada um pode olhar uma sala ao redor no começo da partida, antes de definir suas ações. O jogador deve escolher secretamente 2 entre as 4 opções possíveis: Olhar, Entrar, Empurrar e Mover. As salas são divididas em 3 níveis de perigo e também possuem efeitos diversos, mas vem tudo bem explicado na ficha de personagem. Em outra oportunidade, escrevo um texto detalhado sobre ele, porque esse jogo merece. E também pelo que vi no BGG ele que tem vários modos diferentes de jogá-lo. Dá para ir do cooperativo ao competitivo.
Os jogadores podem se ajudar para todos chegarem a saída ou disputarem para ver quem consegue primeiro. O modo cooperativo fica mais forte quando tem o guarda, que é o traidor da galera, fica só procurando o melhor momento de sacanear todo mundo. Na partida de ontem, jogamos cada um por si. Foi muito rápida, como já havia dito acima, porque fomos 3 para um lado e apenas 1 para o outro, que foi justamente quem encontrou a saída. Estávamos todos longe e não tinha nada que pudéssemos fazer para atrapalhar. 
Depois partimos para Skyline 3000, nesse eu era totalmente novata. Só sabia que era um jogo de construir prédios. Bem, a premissa é essa mesma, mas tem alguns outros detalhezinhos. Nada que torne o jogo muito difícil ou pesado. Ele tem uma mecânica bem tranquila e não depende de idioma. Cada jogador tem um tabuleiro que é o seu “canteiro de obras”, no início cada um começa com 4 prédios: 2 de 1 piso (1 com teto curvo e 1 com teto triangular) e 2 de 2 pisos ( (1 com teto curvo e 1 com teto triangular). As cartas permitem comprar pisos para construir prédios, colocar teto no prédio indicando que ele está finalizado (o número de tetos de cada jogador é limitado) e por último temos a carta que diz onde colocar seu prédio.
O tabuleiro é dividido em 3 grandes áreas indicadas pelas cores Azul, Vermelha e Amarela. Cada uma delas subdivida em outras 3 menores. O objetivo do jogo é dominar as áreas. Como fazer isso? Tendo mais construções no local. Não adianta ter mais prédio, o importante é quantidade de pisos. Só que não se pode sair construindo prédios de qualquer tamanho. Em uma área vazia só se pode colocar prédio de 1 piso, o próximo colocará de 2 pisos e assim sucessivamente. É preciso administrar muito bem a construção dos seus prédios e ainda torcer para pegar a carta correspondente a área em que quer colocá-lo.
O jogo também tem um esquema de leilão. As cartas vêm com números, no final de cada fase de construção, cada um vai apostar para tentar conseguir itens que valorizarão suas áreas. O legal é que tem uma carta chamada “Stop” que é colocada para indicar o término da sua aposta, o que dá muito mais emoção para essa parte do jogo. Coloca-se todas as cartas que se tem na mão com a face virada para baixo e vai revelando ao mesmo tempo uma por uma até chegar no “Stop”.
Os primeiros dois itens são áreas verdes, além de dar pontos, é bom que ocupa espaço, dificultando para outro jogador tentar roubar sua área. Para ocupar espaço, tem também a opção de utilizar a plaquinha “Coming Soon”, mas perde 1 ponto para isso. Depois vem os itens principais: dois estacionamentos e dois shoppings. Só existe um local para cada deles. O jogo tem quatro turno. No final de cada leilão é contado os pontos. Só os dois primeiros de cada área pontuam.
Eu gostei bastante do jogo, o final foi bem tenso, os meninos queimando a cabeça nas continhas. A diferença entre o primeiro e o segundo lugar foi de apenas 3 pontos. É claro que fiquei em último, vários prédios “empacados” no canteiro, além de não ter sabido distribuir bem meus tetos. As áreas não podem ter todas o mesmo tipo de teto e nem pode misturar, isso restringe bem o jogo, principalmente no final. Só não gostei da arte, acho que podia ser bem melhor.

Depois disso, já estava um pouco tarde, então fiz um lanchinho e fui experimentar um Coup (para saber se fiz bem em comprar o da Funbox lol). É um jogo super rápido. Cada jogador tem dois personagens, cada um com uma habilidade específica. Porém, é um jogo de blefe, ninguém sabe as cartas de ninguém. Então, o jogador pode declarar que irá fazer uma ação de um personagem que ele não tem, para impedir um outro jogador precisa questionar. Então, quem estiver errado perde uma carta. Se ficar sem carta na mão está fora. Outra forma de eliminar a carta de alguém é tendo 7 de dinheiro, acho que essa é uma forma de acelerar o jogo. Eu venci a segunda partida assim, deixei todo mundo se matar e fui só juntando dinheiro. XD

Além dos jogos acima, que foram os que joguei, ainda vi que rolou Love Letter e Don Capollo.

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Guadalupeças

Ontem tivemos mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Começamos com um sustinho básico, pois chegando ao local do evento não encontramos as mesas e cadeiras que habitualmente utilizamos. Apesar de ocuparmos um espaço na Praça de Alimentação, temos nosso cantinho gentilmente reservado, onde colocamos as mesas e cadeiras fornecidas para nosso evento.

É claro que sempre acaba acontecendo de precisarmos ocupar as mesas mais próximas da nossa área, mas são poucas e em geral o pessoal que vai para elas leva jogos mais tranquilos, que não ocupam muito espaço ou não são demorados.

Depois de alguns momentos de: “O que vamos fazer?”, Felipe foi procurar o pessoal da administração do Prezunic para saber o que tinha ocorrido. Eles garantiram que estava tudo certo e que o cara das mesas só devia estar atrasado. Ligamos para ele e depois de alguns minutos finalmente as mesas e cadeiras chegaram. 

Começamos a arrumar rapidamente tudo em seus lugares porque já estávamos atrasados e o pessoal da Riachuelo Games tinha marcado de chegar cedo. Quando tínhamos praticamente acabado de colocar as coisas no lugar, eles chegaram e mais um grupo de 4 pessoas. O jogo que abriu o evento foi Recicle: Tempos de Crise.

Enquanto isso, o pessoal da Riachuelo Games foi arrumando o Cruz de Ferro e Vaporaria.

Eu fiquei um pouco assustada com o tamanho do Cruz de Ferro e fui jogar primeiro Vaporaria.

É um jogo difícil de avaliar, pois não sou jogadora de Wargame. Minha referência mais próxima seria Heroclix. Um jogo em que cada lado controla um determinado número de minis que tem pontos de vida, ataque, defesa e movimento. O objetivo é matar as minis um do outro e os ataques são decididos no dado. Em Vaporaria, você tem cartas para te ajudar ou atrapalhar o coleguinha. Essas cartas são pagas com pontos de Vapor ou sacrificando cartas da mão. Em Heroclix, todas as suas ações já estão na própria peça. Em ambos, você interage com elementos do cenário. Gostou ou não gostou do jogo? Claro que gostei, é porradaria de robô gigante. Tem como não gosta disso?

No playteste, eram 3 Mechas para cada lado, quem derrubasse dois primeiro ganhava a partida. No jogo mesmo, o rapaz da Riachuelo Games me explicou que haverá uma quantidade maior, se não me engano, 3 leves, 3 médios e 1 pesado. O mapa também vai ser maior, o que vai dar mais possibilidade de cenário e eles serão 3D, nada impresso.

Cada jogador começa com 5 cartas na mão, além de ajudar seus Mechas ou atrapalhar os do adversário, as cartas te permitem colocar unidades militares no mapa. Elas são muito frágeis, um Mecha passou por cima e é fim de jogo para elas. Mas não se perde nada com isso, só se tem a ganhar. Uma unidade muito boa é o Sinalizador, ele tem um alcance muito alto, então é difícil para o adversário destruir. Você só precisa ter linha de visão, ele chama tipo um ataque aéreo.
Quando seus Mechas vão sofrendo dano, você começa a rolar dado para saber se eles ainda estão ativos ou não, quanto mais danificado mais difícil vai ser de mantê-lo em funcionando. Como a temática do jogo é Steampunk, acho que deveria rolar alguma coisa tipo Mechwarrior que os robôs superaquecem e desligam, eu acho isso sensacional. Mas precisaria de algumas mudanças na mecânica para encaixar algo assim. Porque em Vaporaria seus personagens podem agir sempre, eles andam e atacam no mesmo turno, não tem a questão de marcador.

Não sei se é porque eles ainda não estão utilizando as peças do jogo mesmo, mas me pareceu que não estão aproveitando toda a potencialidade do tema. O trabalho de arte está tão bonito, queria ver mais isso misturado na mecânica do jogo e eu nem sou muito fã de Steampunk.

E o resultado da partida? Eu ganhei e ainda consegui manter meus 3 Mechas vivos, 2 deles ficaram bem danificados, mas sobreviveram. Acho que o jogo tem muito potencial e a previsão de lançamento é só 2015, então ainda tem muito para desenvolver. Espero participar de vários outros playtestes dele, principalmente quando começarem a utilizar as peças e cartas com arte do jogo mesmo. Espero que façam o mesmo com os cenários. Seria muito legal e ajudaria mais na imersão.

Quando estava no final do Vaporaria chegou o Rodrigo com seu Palmares, um Euro que como o nome já indica, tem como tema o maior quilombo da história do nosso país. Não só maior em questão de tamanho, mas também no tempo de resistência. O primeiro playteste que participei desse jogo foi no Castelo das Peças em Novembro, virei fã e desde então vinha tentando trazê-lo ao Guadalupeças. Na primeira vez, não rolou porque o Rodrigo se acidentou ao sair de casa. Depois, o jogo entrou em um processo de modificações e ficou inviável para playteste. Segue abaixo fotos da primeira versão que eu joguei e compare com as fotos dessa edição para ver como mudou.

Na edição passada, o Rodrigo me falou um pouco dessas modificações e confesso que fiquei preocupada. Ele estava substituindo os cubinhos por cartas. Um Euro sem cubinhos? Mas não é que funcionou. Os Euros são jogos de alocar trabalhadores e coletar recursos, para fazer construções e ganhar pontos. Na nova versão, os trabalhadores viraram cartas e isso ficou até melhor do que os trabalhadores individuais, porque ficou mais difícil a alocação, você precisa pensar mais. 

O jogo dura dez turnos, cada turno são dez anos, representando o tempo que o quilombo resistiu. Durante cada um desses turnos os jogadores alocam seus trabalhadores em 6 possíveis ações: pegar comida, pegar madeira, pegar escravos, carta de orixá, construção ou influência. Essa alocação dos trabalhadores é secreta, pois só os que alcançarem os maiores números conseguem fazer a ação. 

A forma de aumentar seus trabalhadores, e assim ter mais chance na conquista das ações, é pegando escravos, porém é preciso alimentá-los. Essa é uma questão que mudou para melhor nessa versão mais atual do jogo. Quando eu joguei da outra vez, pegar escravos era confuso e não muito vantajoso. As cartas ajudaram a equilibrar isso, na minha opinião.

A comida e a madeira são para as construções, paliçadas para se defender das investidas bandeirantes e plantações para ajudar na alimentação, além das oficinas que são uma novidade e que lhe dão mais madeira, trazendo mais equilíbrio ao jogo também. As cartas de orixás são bônus que você pode ganhar, pode ser algo imediato, pode ser algo que vá contar durante todo o jogo ou só no final. A influência resolve os empates e adiciona também um novo elemento, Zumbi dos Palmares. Ele vale por dois e não precisa ser alimentado.
Todo turno sai uma carta que determina o quanto o bandeirante avança e aumenta sua força, essas cartas também trazem bonificações para o turno. Quando o bandeirante chega no final de sua trilha ocorre o ataque. As paliçadas e os escravos são usados na defesa. Em caso de vitória, quem contribuiu mais é melhor recompensado e na derrota quem ajudou menos é o mais prejudicado. 
No final somasse os pontos e vemos quem ganhou. Como temos muito mais coisas que dão pontos nessa nova versão, o jogo ficou ainda mais imprevisível, o que eu acho muito bom. Gosto da emoção de não saber quem ganhou até o final. Quem eu achava que seria o ganhador ou pelo menos ficaria entre os primeiros ficou em último. Eu fiquei em terceiro, mas nem fiquei tão mal quando pensava que iria ficar.

Palmares é um jogo com uma temática sensacional e o Rodrigo está conseguindo trabalhar a mecânica muito bem, no geral achei que as modificações foram para melhor. Ainda temos os cubinhos para representar construções e recursos, mas eles serão substituídos por fichinhas. Sentirei falta dos cubinhos, porém estou mais conformada. O importante é que a jogabilidade se mantém muito boa. Agora falta começar a pensar na arte, praticamente nada ainda foi pensado nesse sentido. E eu acho que o Rodrigo deveria criar uma página do jogo no Facebook ou mesmo criar um site, fazer mais divulgação.
Depois disso, eu tinha pensado em partir para o Cruz de Ferro, mas aí chegou o Fel Barros e o seu Warzoo. Pensei que por ser cardgame seria rápido, nem foi tão demorado, mas quando acabei de jogar, o pessoal da Riachuelo Games estava indo embora. Próximo evento que irei e eles estarão presentes será o Castelo das Peças, jogar Cruz de Ferro vai ser a primeira coisa que vou fazer ao chegar. Felipe jogou e gostou bastante, falou que nem é demorado como eu pensava que fosse, e realmente, para ele ter jogado é porque foi rápido.

Voltando ao Warzoo, como eu disse é um cardgame. Em um modo básico, você compra dez cartas escolhe cinco e coloca viradas sobre a mesa, seu adversário vai fazer o mesmo. Cada carta tem uma pontuação, as cartas vão sendo viradas e quem tiver maior pontuação ganha. O jogo é melhor de 5. A próxima carta precisa ter valor igual ou menor que a anterior, senão será preciso pagar custo. Em um modo mais avançado, as cartas possuem poderes diversos e na primeira carta tem uma disputa por liderança, isso vai determinar em que ordem as cartas serão abertas, o que faz muita diferença por causa dos poderes. 

No modo básico foi bem tranquilo, agora no avançado tomei uma surra. Só teve uma rodada que eu consegui me sair bem. É preciso ter muita capacidade de antecipação de jogada e memória também, duas coisas em que não sou muito boa. Mas gostei muito do jogo, consegue ser simples e complexo ao mesmo tempo. Poucos elementos e uma infinidade de possibilidades. Quero um print-and-play dele para perturbar a vida do Felipe.
Outra coisa muito legal desse jogo é a história por trás. Warzoo tem como inspiração o universo de A Revolução do Bichos do Orwell. Segue a história resumida que peguei na página do Facebook deles.

Os Porcos perderam o apoio dos animais e pensaram em uma forma de recuperá-lo. Foi então que eles decidiram que os Ornitorrincos eram a solução ideal. Um bicho tão parecido com vários animais atrairia a simpatia de todos (lembrem-se que todos os animais são criados iguais)

O plano deu certo por um tempo, mas eventualmente os Ornitorrincos perceberam que foram manipulados, quiseram a ruptura e começaram a erguer grades delimitando o espaço de cada um. Olhando para o cenário de tensão, o pato e a cobra conversam e chegam a conclusão que a fazenda, cheia de grades, mais parece um zoológico. Em guerra. 

Enquanto, eu estava enlouquecida nos playtestes, vários outros jogos estavam rolando a minha volta. Destaco dois que eu queria jogar bastante. Para ver outros jogos que rolaram durante essa edição do evento: clique aqui.

 

Mas escolhi fechar meu dia com um jogo que eu queria jogar ainda mais: Tzolk’in: The Mayan Calendar. Ele é mais simples do que eu esperava. Aquele esquemão Euro: alocar trabalhador, coletar recurso e fazer construções para pontuar. Mas a temática junto com o mecanismo das engrenagens girando é sensacional. Por ter sido o último foi jogado meio corrido, foi mais para conhecer mesmo. Espero poder jogá-lo com calma novamente em breve. Até para escrever um texto bem bacana sobre ele aqui, porque com certeza é um jogo que merece.

E chegamos ao final de mais um relato de jogatina, esse foi bem longo. Muita coisa para contar e muito ainda ficou de fora. Talvez, eu devesse ter divido o texto em partes, mas não consigo. Quem chegou até o final da leitura, espero que tenha gostado. Obrigada a todos que estiveram presentes no evento e nos vemos novamente em 6 de abril. Não teremos Guadalupeças em março devido ao Carnaval. Mas antes disso, teremos várias oportunidades de jogatina por aí, seja em outros eventos ou em casa mesmo. Curtam o Guadalupeças e o Turno Extra no Facebook para se manterem sempre bem informados.
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Primeiro evento de 2014 – Guadalupeças

Ontem aconteceu o primeiro Guadalupeças de 2014. Confesso que estava um pouco preocupada em fazer o evento tão no início do ano, por ser uma época de férias em que as pessoas aproveitam para viajar. Para completar, ainda tinha o calor infernal e o fato do mercado está fechado para balanço. Nosso evento acontece na Praça de Alimentação do Prezunic da Av. Brasil. O administrador do local chegou até a sugerir que cancelássemos, mas permanecemos firmes e deu tudo certo.

As pessoas demoraram um pouco para começar a chegar. Ficamos como medo delas estarem chegando e indo embora por causa do aviso do mercado fechado. Meu noivo chegou a ir para porta ficar vigiando e também tentar pegar sinal para entrar na internet e colocar algum aviso de que mesmo com o mercado fechado o evento iria ocorrer normalmente.

A primeira pessoa a chegar foi o Rodrigo, que está desenvolvendo um jogo incrível chamado Palmares, tive o prazer de participar de um playtest na edição de novembro do Castelo das Peças. O pessoal do E aí, tem jogo? fez uma resenha bem legal que você pode conferir clicando aqui.

Jogamos um pouco de OwareHnefatafl enquanto ele me atualizava de como estava o desenvolvimento do Palmares, que devido algumas modificações que estão sendo realizadas não está mais disponível para playtest, mas assim que estiver quero ter a oportunidade de jogá-lo novamente e aí escrever meu próprio texto.

Ele acabou comigo no Oware e só não fez o mesmo no Hnefatafl porque eu estava jogando com o Rei (para entender melhor, leia o post Enciclopédia de Jogos). Mas me mostrou uma possibilidade de jogada bem interessante com os Mercenários, algo para se testar com mais calma. Eu não sei conversar e jogar ao mesmo tempo.

A segunda pessoa a chegar foi o Filipe, com sua mega mala de jogos foda, então começamos a brincar de verdade. O primeiro jogo do dia foi Puerto Rico: Limited Anniversary Edition, sempre quis jogar esse jogo porque é super bem cotado no Boardgamegeek e todo mundo fala que é obrigatório na Ludoteca de qualquer fã de jogos de mesa modernos. Comecei muito bem, jogando uma versão especial. Gostei muito do jogo e tive um bom desempenho. Não ganhei é claro, mas também não fiz feio.

Enquanto jogávamos foram chegando mais pessoas. Tivemos mais Oware e Hnefatafl.

Também rolou Runicards (que eu pretendo escrever sobre em breve), O Senhor dos Anéis: The Card Game (que é o post anterior a esse) e Zombicide (já joguei tanto que deu uma enjoadinha).

Quando acabei minha partida de Puerto Rico: Limited Anniversary Edition resolvi fazer uma pausa para o almoço. Com a fome saciada foi hora de experimentar mais um jogo novo: Shadows Over Camelot. Geralmente em evento, eu procuro sempre jogos que eu não conheça ou não tenha. Esse foi a decepção do dia. Filipe falou que estava pensando em vender esse jogo, mas queria jogar mais uma vez para ter certeza, disse que não gostava muito porque era cooperativo. Pensei, se o problema é esse, então para mim estava tranquilo, eu adoro um cooperativo.

O problema desse jogo, na minha opinião, nada tem a ver com o fato de ser cooperativo. É uma questão de mecânica mesmo. O funcionamento é bem simples, cada um é um cavaleiro da távola redonda e existem diversas quests espalhadas no mapa, a cada uma resolvida você ganha espadas brancas, com sete o jogo está ganho. A dificuldade é que antes você precisa escolher perder um ponto de vida, colocar uma catapulta ou pegar uma carta do baralho negro. 

Perder ponto de vida é a última coisa para fazer porque cada um só quatro e recuperá-los não é fácil. As catapultas parecem uma boa opção, mas se chegar a doze fim de jogo e as cartas do baralho negro atrapalham as quests. Se perder uma quest entram espadas negras, com sete delas o jogo está perdido. Além das espadas, as quests dão quando vencidas vantagens e quando perdidas desvantagens.

Eu achei que está o problema do jogo, cada um só pode fazer uma ação. Se eu me movo para uma quest, só vou poder jogar a carta no outro turno. Comprar carta branca só em Camelot, e ainda tem a questão do traidor. Entre os cavaleiros existe um traidor que depois de revelado só coloca catapulta de rouba carta da mão os outros jogadores, ações muito automáticas. E quem era o traidor do jogo? Justamente o Filipe. 

Não vou entrar em muito detalhes porque para isso eu teria que ter lido as regras e jogado mais vezes, só quis fazer um comentário bem por alto. O jogo não é ruim, eu jogaria novamente se tivesse oportunidade, mas não compraria. Bonito do jeito que ele é, merecia uma jogabilidade melhor. Aqui cabe literalmente aquele ditado que diz: “Beleza não põe mesa”. Eu encaro um jogo feio com uma mecânica boa, agora o contrário já fica mais difícil. Até porque, quanto mais bonito, mais caro.
Enquanto eu estava distraída no universo do Rei Arthur, já pensando no que estou escrevendo aqui. A galera continuava a chegar e mais jogos estavam rolando.

Red November é um jogo que eu amo e que com certeza vou escrever sobre ele em breve e o Recicle já marcou presença por aqui, quem leu o post sabe bem o que eu acho dele.

Rolaram outros jogos, além dos que foram aqui expostos. Coloquei só os que achei mais interessante. Abaixo segue uma foto do evento já perto do final. Eu estou jogando Small World, que é bem legal, um dos melhores jogos da minha Ludoteca, mas não é nenhuma novidade. XD

E para fechar, uma foto com o pessoal que ficou até o final ao lado cartaz do evento para comemorar nossa primeira edição do ano. o/

Obrigada a todos pela presença, espero revê-los em 02 de fevereiro para mais um dia de muitos jogos e diversão. Se você é do RJ e gosta de jogos de mesa ou tem vontade de conhecer é só chegar. Curta a nossa página no Facebook e se mantenha informado não só sobre o evento, mas também sobre todas as novidades do meio. Para ver mais fotos, clique aqui.
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