Entrevista: Galápagos Jogos no Diversão Offline 2017

Uma das entrevistas mais aguardadas do Diversão Offline 2017, nosso bate-papo com a Galápagos Jogos já pode ser conferido, na íntegra. Star Wars Legion? Twilight Imperium Quarta Edição? Legends of the Five Rings? Saiba detalhes de tudo que a Galápagos anunciou durante o evento e além! Planos para o futuro, expansões de Arcadia Quest, The Godfather, Bloodborne e outros jogos que virão por aí. Assista ao bate-papo com Gabriel Caropreso e diga o que achou! Logo abaixo:

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Opinião: como foi o Diversão Offline 2017 para o Turno Extra

O Diversão Offline 2017 ocorreu nos dias 19 e 20 de agosto, no Rio de Janeiro, dentro do Centro de Convenções SulAmérica. O evento contou com mais de 20 editoras, game designers, palestrantes, e é claro que o Turno Extra estava lá para conferir tudo de perto. No vídeo abaixo você confere um pouquinho de tudo: o que compramos, o que fechamos de parceria para o Guadalupeças, o que teremos no canal nos próximos dias e também um apanhado de elogios e críticas sobre o que gostamos ou não na feira. Assista e continue acompanhando a cobertura:

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Entrevista: LudoTable no Diversão Offline 2017

Você já se deparou com o problema de não ter uma mesa adequada para jogar seus boardgames? Foi com esse pensamento que Antonio e Daniel criaram a LudoTable, empresa especializada em criar mesas (e, no futuro, outros acessórios) para jogos de tabuleiro! Eles estiveram no Diversão Offline 2017, onde apresentaram muitos modelos de seus produtos, entre elas uma nova versão, que pode virar também mesa de jantar. Confira a entrevista, gravada no evento, logo abaixo:

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Entrevista: François Rouzé e Room 25 no Diversão Offline 2017

François Rouzé é game designer, originário da França e tem no currículo o jogo Room 25, além de suas continuações e expansões. Em nossa entrevista, gravada no Diversão Offline 2017, ele comenta sobre a produção do jogo e outras novidades. Além disso, Rouzé também fala sobre como foi ter sucesso já no seu primeiro game, que saiu primeiro na França e depois ganhou o mundo. Confira abaixo:

Observação: tivemos algumas pequenas falhas de equipamento em algumas entrevistas e esta foi uma delas. Nossa voz falha um pouco, mas dá para entender tudo. Pedimos perdão pelo vacilo!

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Entrevista: Grow no Diversão Offline 2017

Neste Diversão Offline 2017 falamos com muita gente, mas uma das entrevistas mais importantes, que deveríamos gravar, era a com a Grow. A empresa é considerada uma “avó” no mercado nacional e todos os jogadores ainda possuem muito respeito pelo seu trabalho com os clássicos, como War e Imagem & Ação. Agora, com apostas nos games mais modernos, como The Castles of Burgundy, a Grow esteve presente na feira para se aproximar de seu público e mostrar que está em sintonia com o mercado. Assista abaixo, ou no nosso canal no YouTube:

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Entrevista: Game Maker no Diversão Offline 2017

Neste Diversão Offline 2017 falamos com muita gente interessante para o hobby e entre eles o pessoal da Game Maker, que agora é também uma editora. Durante o evento eles apresentaram novos jogos e mesas onde os próprios autores estavam participando. Confira a entrevista abaixo, gravada com Luciano Bastos, publicada em nosso canal no YouTube, logo abaixo:

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Tudo o que você precisa saber sobre o Diversão Offline 2017

O Diversão Offline chega a sua terceira edição tendo se firmado como o maior evento de jogos analógicos no Brasil. Um feito que até pouco tempo atrás muitos julgavam impossível, ainda mais aqui no RJ. Alcançando um sucesso que superou até mesmo as expectativas mais otimistas, teremos pela primeira vez uma edição de dois dias. Isso significa que tudo em dobro, inclusive a dificuldade para organizar aquela agenda básica de atividades para não ficar perdido e aproveitar o evento ao máximo. Mas não se preocupe que estamos aqui para te dar aquela força e indicar o que consideramos como os principais destaque da programação.

EDITORAS E LOJAS:

Ace Studios e Ludeka: No estande da editora carioca será possível jogar futuros lançamentos sendo apresentados pelos próprios game designers. Teremos Romulo Marques com Die die DIE e Wu Xing e Humberto Cotta com Creepers, ambos membros do coletivo carioca de game design Mansão das Peças.

Wu Xing é o mais recente trabalho de Romulo Marques, um dos autores de Gekido. Um curioso jogo com temática de alquimia chinesa.

O estande é divido com a Ludeka, conhecida por seus componentes para jogos, que estará abrigando o pessoal da Moby Studios que vem pela primeira vez ao RJ apresentar o Grasse. Uma parada obrigatória para todos os que gostam de apreciar bons jogos nacionais.

Grasse é um Euro sobre criação de perfumes.

Arcano Games e Meeple BR: A parceria entre as duas editoras vem trazendo em primeira mão para apresentar ao público o seu próximo lançamento. O Triora é um Euro com temática de bruxaria. Ainda temos poucas informações sobre ele, mas nossas expectativas são boas devido aos jogos que o Michael Alves já possui disponíveis no mercado.

Belíssima arte de capa do Triora.

Conclave Editora: A editora mineira vem para ser um dos grandes destaques do evento pela terceira edição seguida. Mais uma vez sendo a única editora a trazer um game designer internacional. François Rouze, autor de Room-25, distribuirá autógrafos e jogará com o público no estande da editora em ambos os dias, no horário de 13h às 15h. Além disso, haverá um painel com ele no domingo na Sala de Palestras a partir das 15h.

Conheça o autor de Room-25 no estande da Conclave Editora.

Domingo será um dia especial para a Conclave Editora na Sala de Palestras. Antes do Painel com o François Rouzé, teremos a palestra especial apresentada pelo Cristiano Cuty e Klebber Bertazzo sobre o que rolou na Gen Con 2017 que está marcada para as 14h30. Todas as novidades de uma das maiores feiras internacionais chegando quentinhas para os participantes da maior feira do Brasil.

Saiba tudo que rolou em um dos maiores eventos do hobby.

Para completar, vai rolar ainda uma mesa especial de Rock N Roll Manager, com a presença do game designer Leandro Pires, no sábado às 15h.

Rock N Roll Manager foi lançado oficialmente no Diversão Offline do ano passado.

Galápagos Jogos: A editora ocupará sozinha uma sala inteira localizada no Mezanino. Assim como na edição anterior, não haverá venda, apenas demonstração dos próximos lançamentos. Tem muita coisa boa para conferir no espaço deles, mas você só vai saber indo lá e conferindo já que os títulos dos jogos estão sendo guardados a sete chaves. Infelizmente, não podemos revelar nada com antecedência.

Galápagos Jogos cheia de segredos.

Game Maker: A empresa carioca que revolucionou a maneira de produzir protótipos e estabeleceu um novo padrão de qualidade no segmento, vem com novidade uma incrível novidade. Eles estão se lançando o serviço de Print On Demand, facilitando ainda mais a relação de game designers iniciantes e independentes com o público.

Era dos Piratas e Bushido, ambos do excelente game designer Sanderson Virgolino.

Confira a agenda do estande e aproveite a oportunidade de conhecer o jogo diretamente com o autor, se gostar já pode comprar a sua cópia e levá-la autografada para casa.

Sábado e Domingo

10h às 12h: Rasher com Alexander Francisco.

12h às 14h: Bushido e Era dos Piratas com Sanderson Virgolino.

Sábado

14h às 16h: Futcards com Frederico Nemetala.

16h às 18h: Unfairy com Guilherme Marques.

Domingo:

14h às 16h: Unfairy com Guilherme Marques.

Legion e Arca dos Jogos: As duas lojas de Niterói abrem as portas de seu estande compartilhado para os paulistas da Potato Cat. Durante os ambos os dias de evento será possível jogar e comprar o Cartas A Vapor com os autores. Além disso, eles estarão apresentando Café Express, seu novo jogo, que já está disponível em PNP no Studio Teia de Jogos e tem previsão de entrar em financiamento coletivo ainda este ano.

Conheça os jogos da Potato Cat.

Mandala Jogos: O estande da editora paulista vai contar com a presença de Warny Marçano que estará, no sábado de de 14h às 16h, apresentando a recém divulgada nova versão do Sapotagem da Ace Studios, agora batizada de Pot-de-Vin, e situado no mesmo universo do fenômeno Coup. O jogo está previsto para ser lançado simultaneamente com a ThunderGryph Games em novembro deste ano.

Saem os sapos e entram os nobres.

Já no domingo, quem visitar o estande da Mandala Jogos terá a oportunidade de trocar uma ideia com a lenda do game design nacional Sergio Halaban. Vai ser uma sessão de autógrafo que vai rolar de 13h às 14h. Marque esse horário na sua agenda. No sábado, a partir das 14h40, tem palestra com ele falando sobre a sua experiência, com certeza será uma verdadeira aula.

Quem essa pessoa ao lado do Sergio Halaban na imagem divulgada pela Mandala Jogos?

Mitra: Uma editora que faz um trabalho maravilhoso com jogos clássicos e que eu acho que mais pessoas precisam conhecer. Além de lançar títulos incríveis dos mais diversos lugares do mundo, uma verdadeira aula de sobre os primórdios dos boardgames, todos os jogos são produzidos com um material muito bonito e de alta qualidade. A Mitra também é uma opção sensacional para quem tem filhos, pois eles têm bastante jogos para crianças, inclusive com uma linha de jogos gigantes. Não deixe de conferir o belo e variado catálogo da editora para conhecer mais.

Um dos meus sonhos de consumo é a Enciclopédia de Jogos da Mitra.

Redbox Editora: A editora carioca cada vez mais tem abraçado os jogos nacionais e traz a programação de seu estande amplamente voltada para a divulgação de seus próximos lançamentos, com a presença dos próprios game designers apresentando seus jogos. Confira os horários abaixo:

Primeiro financiamento de jogo nacional realizado pela Redbox Editora. Previsão de lançamento: Novembro.

Sábado:

10h às 12h: Tsukiji com Leandro Pires e Cangaço com Sanderson Virgolino.

12h às 14h: Papertown com Rodrigo Rego e Labyrinx com Thiago Mattos e Daniel Braga.

14h às 16h: Tsukiji com Leandro Pires e DP6 com Nordan Manz.

16h às 18h: Papertown com Rodrigo Rego e Labyrinx com Thiago Mattos e Daniel Braga.

Domingo:

10h às 12h: DP6 com Nordan Manz e Cangaço com Sanderson Virgolino.

12h às 14h: Tsukiji com Leandro Pires e Labyrinx com Thiago Mattos e Daniel Braga.

14h às 16h: Cangaço com Sanderson Virgolino e DP6 com Nordan Manz.

16h às 18h: Tsukiji com Leandro Pires e Papertown com Rodrigo Rego.

PALESTRAS:

Sábado:

11h30 às 12h30: Representatividade Feminina nos Board Games
Participantes: Aline Costa (Turno Extra), Vanessa (Funbox), Priscila Terra (Board Games Girls) e Patricia Nate (Lady Lúdica).

14h40 às 15h30: Compartilhando Experiências: Sergio Hallaban
Participantes:  Sergio Hallaban (Quartz, Matryoshka e Sheriff of Nottingham).

Domingo:

 10h30 às 11h20: Ilustração no Mercado de Jogos Analógicos
Participantes: Annita “Amedyr” Wright , Daniel Lustosa e Lucas Rodrigues.

11h30 às 12h30: Painel Editorial: Licenciamento de Board Games
Participantes: Aguardando confirmação.

13h20 às 14h20: Painel Editorial: Fatores que Determinam a Precificação de um Jogo
Participantes: Rodrigo Gyodai (Galápagos Jogos), Valdney Rocha (Grow), Cristiano Cuty (Conclave Editora), Jorge Takehara (Mitra), Antonio Pop (Redbox Editora).

14h30 às 15h20: GenCon 2017: O que rolou?
Participantes: Cristiano Cuty (Conclave Editora) e Kleber Bertazzo (Conclave Editora).

15h10 às 16h10: Painel Internacional: Conclave Editora
Participantes: François Rouzé (Room 25).

ÁREA DE PROTÓTIPOS:

Na edição deste ano do Diversão Offline, o Catarse está sendo o responsável pela área de protótipos e está promovendo um concurso, que será decidido por avaliação popular, que irá premiar o jogo mais votado com os primeiros mil reais para ajudar a cumprir a meta da campanha de financiamento coletivo que for realizada através da plataforma. São 14 mesas inscritas e vocês podem conferir a lista completa e detalhada sobre participantes no site do evento.

SALA CARD GAME:

O espaço será administrado pela Copag, Wizard Of The Coast e a Magic Store Brasil e trará nos dois dias de evento torneios diversos de Magic, Pokémon e Battle Scenes. Pensando nos jogadores iniciantes, haverá instrutores preparados para ensinar as regras do jogo de qualquer um dos três jogos. Além disso, a Wizard Of The Coast irá sortear 500 kits para iniciantes de Magic. Confira todos os detalhes de horários e formatos dos torneios no site do evento.

MAPAS DO EVENTO:

PROMOÇÃO TURNO EXTRA NA GAME OF BOARDS:

A cada jogo comprado no estande da loja Game Of Boards, no sábado até às 17h, você ganhará um cartão nosso com um número para o sorteio que será realizado no mesmo dia às 17h30. O ganhador precisa estar presente no local no momento do sorteio, em caso de ausência outro número será sorteado. A Game Of Boards será o maior estande de loja presente no Diversão Offline 2017, toda a estrutura da loja física será desmontada e transportada integralmente para o evento. Não deixe de passar lá para comprar seus jogos favoritos com super descontos e ainda correr o risco de levar esse presentão do Turno Extra. Saiba todos os detalhes da promoção aqui.

A MAIOR COBERTURA DO DIVERSÃO OFFLINE – TURNO EXTRA + GAME FM

Desde a primeira edição do evento sempre nos esforçamos para realizar a melhor cobertura possível, o que resultou em consequência na maior quantidade de vídeos produzidos. Confira as playlists da cobertura das edições anteriores feitas pelo nosso canal.

O fato de termos um jornalista na equipe do Turno Extra torna natural pensar em uma estrutura cada vez mais profissional para cobrir o evento, com uma preocupação maior na informatividade do conteúdo produzidos, por isso um nosso foco principal são as entrevistas.

Este ano além de contar com a experiência jornalistica de Felipe Vinha, veterano de coberturas de eventos internacionais como Blizzcon e E3, teremos também o suporte da galera da GameFM, um grande site de videogames, altamente acostumado a cobrir grandes eventos.

Então fiquem ligados aqui no nosso blog e não deixe de se inscrever também no nosso canal no Youtube. Outra novidade é que vamos publicar sobre o evento ao vivo no nosso perfil no Instagram, siga a gente lá para acompanhar tudo em tempo real.

ASSISTA TAMBÉM O NOSSO VÍDEO DE DICAS SOBRE O DIVERSÃO OFFLINE:

E A NOSSA ENTREVISTA COM A FERNANDA SERENO, UMA DAS ORGANIZADORAS DO EVENTO:

 

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Análise: Anime Saga

Já escrevi mais de uma vez por aqui sobre o quanto o Anime Saga, novo jogo do Michael Alves, lançado pela Arcano Games, me agradou. Tanto é assim que acredito que o Turno Extra deva ser o canal com a maior quantidade de conteúdo sobre ele, todos os vídeos estarão devidamente linkados no final deste post. Acho que vou até fazer uma playlist só do Anime Saga lá no canal. Isso sem contar com os textos que já rolaram  por aqui e que o mencionam de alguma forma. Só faltava mesmo a resenha completa, como a que apresento agora.

Setup montado para três jogadores.

Porém, eu não gostei tanto do jogo apenas pela sua temática, ela apenas serviu para despertar o meu interesse. Temas atrativos e arte bonita servem apenas para atrair o jogador, mas o que segura um jogo na coleção e o faz ver mesa constantemente é uma boa combinação de mecânicas, amarradas por regras consistentes.

Mais do um que algumas cartas bonitas e um tema inusitado.

O Anime Saga é um jogo de cartas que utiliza como temática as famosas animações japonesas. Os jogadores são heróis de um mesmo grupo de aventureiros e lutam contra cartas de desafio e inimigo com o objetivo de ganhar pontos de fama para se tornar o protagonista do anime no término da partida.

Dificilmente, um único jogador vai conseguir vencer sozinho uma carta de desafio ou desafio. Assim sendo, o jogo passa um certo clima cooperativo, reforçado pelo fato de não haver combate direto entre os jogadores. Porém, isso não significa ausência de interação. Ela só ocorre de maneira mais indireta, através do sistema compra e devolução de cartas que será detalhando mais a frente neste texto. 

Um sistema de Card Drafting que mantém todas as cartas em jogo.

O Anime Saga não é um jogo com a proposta de emulação fiel do tema através de sua mecânicas. É possível observar o funcionamento do jogo com um abstrato e me parece que seria relativamente fácil encaixar diferentes temas. Ele funciona através de uma mistura singular de Card Drafting com Hand Management e Set Collection. Porém, isso não significa que o tema está “colado com cuspe”.

O jogo representa bem o tema através do ótimo trabalho com os personagens, cada um deles inspirado em um esteriótipo clássico e com poderes e habilidades condizentes. Um detalhe interessante é que a combinação de personagens é o que faz o equilíbrio do jogo, assim sendo não existe aquele personagem reconhecidamente mais forte. Isso vai variar de acordo com as escolhas feitas pelos demais jogadores. O jogo possui um total de 10 personagens, o que garante bastante variabilidade.

Fichas de personagens do jogo.
Olá, Saber! (Famosa personagem da franquia Fate)

O fato de “forçar” os jogadores a trabalharem juntos para superarem os desafios e vilões e não permitir que haja ataque direto entre os jogadores também é bastante temático, já que estamos falando de um grupo que está em uma aventura junto para enfrentar um mesmo inimigo comum.Os personagens seriam amigos, apesar de cada um desejar alcançar maior fama que os demais. Os animes em geral funcionam muito com o esquema grupo de heróis, mesmo existindo um protagonista. No Japão, a coletividade é muito valorizada em detrimento a individualidade.

Outros pontos que reforçam o tema são as cartas em geral com artes inspiradas em diversos animes e as cartas do tipo Fama, que homenageiam os chamados episódios “fillers” presentes em praticamente todo anime. A nomeação dos locais de posicionamento das cartas também foi uma boa sacada: Episódio Atual, Próximo Episódio e Spoiler. Sempre após um episódio de anime são exibidas algumas cenas do próximo. O Spoiler é porque é algo que acontece com qualquer tipo de programa cuja exibição ocorre em episódios. Isso é reforçado nos animes, pois em geral são baseados em material pré-existente, seja mangás ou light novels, então sempre tem muito comentário sobre coisas que ocorrerão bem mais a frente, seja pela fidelidade ou justamente o contrário.

Os famosos “fillers” não foram esquecidos.
Como jogar:

Após cada jogador receber seu personagem, ele vai escolher suas habilidades iniciais de acordo com a pontuação disponível, que é variável de um personagem para o outro. As demais habilidade restantes podem ser destravadas ao longo do partida. É bem comum que ao término quase todas tenham sido ativadas.

Possíveis escolhas de cartas de habilidades para iniciar a partida.

O que determina a duração da partida é o deck montado a partir da combinação de cartas de desafio e vilão, o tamanho irá variar de acordo com a quantidade de jogadores. As cartas sempre serão posicionadas de maneira intercalada e a última será um Senhor das Trevas, que é o chefão final do jogo. Os jogadores só podem enfrentar as cartas do Episódio Atual, as demais abertas servem apenas para que os jogadores saibam o que enfrentaram mais adiante e possam se preparar.

Todas as cartas de Desafio disponíveis no jogo.
Todas as cartas de Inimigos disponíveis no jogo.
Todos os Senhores das Trevas disponíveis no jogo.

Os jogadores começam com uma mão inicial de quatro cartas, podendo chegar a um limite de até dez cartas. As demais cartas são distribuídas aleatoriamente pelos cinco espaços indicados no tabuleiro formando as pilhas de compras, a parte mais interessante do jogo.

Todas as cartas de ação disponíveis no jogo.

Na sua vez, o jogador deve escolher uma das quatro ações possíveis no jogo: Recuperar vida, Comprar cartas, Contribuir para Desafio ou Enfrentar Inimigo e Realizar ação de cartas. Todas as ações são realizadas de maneira bem simples fazendo com que o jogo tem um downtime bem baixo. Isso porque também é difícil ficar em dúvida sobre o que fazer.

A prioridade é sempre os Desafios e Inimigos, então os jogadores compram cartas para isso. Realizar uma ação de cartas ocorre quando no processo de compras acabasse montando o Set Collection, o momento da utilização vai do andamento da partida. Por exemplo: O jogador não vai usar cura se estiver com a vida cheia, então vai ser melhor guardar as cartas para utilizar em um momento de maior necessidade. O Recuperar vida é uma ação quase não usada, pois recupera apenas um de vida, porém é ação obrigatória quando a vida do personagem é zerada. Anime Saga não possui eliminação de jogadores.

Detalhamento das ações:

Comprar cartas: O jogador deve escolher umas das cinco pilhas disponíveis e pegar todas as cartas nela presente para si. Todas as cartas de ação estão sempre em jogo o tempo todo, seja nas pilhas ou na mão dos jogadores. Elas ficam em constante circulação, pois ao serem utilizadas são devolvidas as pilhas novamente. Começando a distribuição sempre pela pilha com a menor quantidade. Caso haja empate, então o jogador escolhe em qual delas a carta será posicionada. Sendo um jogo no qual uma das mecânicas principais é o Set Collection, para mim esse sistema de Card Drafting se torna o coração estratégico do Anime Saga. O que eu acho muito legal nele também é que nunca tinha visto nada assim em nenhum outro jogo, se não for algo inédito, ao menos é algo pouco usado. Isso para mim conta alguns pontos favoráveis, eu gosto bastante de novas formas de implementação de mecânicas.

O sistema de compra e devolução de cartas é o grande destaque na mecânica do jogo.

Enfrentar Desafios: Para enfrentar tal tipo de carta, os jogadores utilizam cartas que possuam os Atributos solicitados. Existem quatro tipos possíveis e a carta sempre exigirá uma combinação de dois deles. O jogador pontua pela quantidade de cartas jogadas e o progresso no cumprimento do Desafio é marcado em uma carta específica para esse fim. Todo Desafio vem ainda com um Requisito a ser cumprido para evitar um efeito negativo, sendo a combinação de cartas dos tipos exigidos.

Exemplo de jogada para contribuir para um Desafio.
Controlando o avanço no Desafio.

Enfrentar Inimigos: Para enfrentar tal tipo de carta, os jogadores utilizam seus poderes de ataque acrescidos de quaisquer bonificações concedidas por cartas de habilidade, valor rolado no dado e cartas do tipo Combate que forem jogadas. O jogador pontua de acordo com o dano que infringiu efetivamente no inimigo, descontado o valor de defesa fixo que ele possui. Após isso, será a vez do jogador ser atacado. Todavia, o valor de ataque do inimigo, assim como a defesa, é fixo. O jogador tem bonificações também na defesa, além de seu valor fixo, que advém de cartas de habilidade ativas e valor rolado no dado. Assim como nas cartas de Desafio, aqui também temos a exigência de cumprimento de Requisito para evitar Efeito Negativo, porém aqui o solicitado são os Atributos das cartas.

Exemplo de combate com Inimigo.

Realizar ação de cartas: O jogador deve baixar cartas de um mesmo tipo, porém de Atributos (cores) diferentes. Através dessa ação é possível: ganhar pontos de fama, curar e destrancar novas habilidades. Só é permitido realizar uma dessas ações por vez. Quanto mais cartas utilizadas (até o limite de quatro), melhor será o efeito. As cartas de Combate funcionam pela mesma regra de Set Collection, porém são utilizadas na ação de Enfrentar Inimigos.

Exemplo de jogada para utilização de ação de Cura com Set Collection completo.

A diferença entre os conceitos de Tipo e Atributo podem parecer um pouco confusas em um primeiro contato com o jogo. Porém, depois de uma ou duas partidas fica bem claro. Esse é o único ponto que acredito possa gerar alguma dificuldade para novos jogadores.

Um Tipo específico funciona de uma forma diferente das demais, servindo como uma espécie de Coringa. A carta de Troca deve ser utilizada antes da ação do jogador no turno e serve para pegar qualquer carta livremente escolhida. No lugar da carta selecionada é colocada a carta de Troca. Não existe limite de quantidade de cartas desse Tipo que podem ser utilizadas em um mesmo turno.

Olá, Saitama-sensei! (Protagonista de One Punch Man, dos animes mais atuais é o mais famoso)
Conclusão:

Por ter como proposta a conquista de novos jogadores, a complexidade do Anime Saga me surpreendeu um pouco, pois eu esperava algo mais simples. Porém, foi uma boa surpresa, pois não deixa de ser um título interessante para o público mais heavy gamer, não ficando limitado apenas a um gateway.  Eu não joguei tanto o Anime Saga quanto gostaria, mas tive a oportunidade de ensinar bastante e observar ele rodando entre jogadores novatos e vi que a complexidade não é uma barreira significativa de entrada. Depois de alguns turnos em geral os jogadores já estão bem a vontade com as mecânicas, restando apenas dúvidas mais pontuais.

Evento de lançamento do Anime Saga na loja Game Of Boards no RJ.

Como eu já disse antes, a questão da mecânica me conquistou muito. Gostei bastante do esquema de Card Drafting com Hand Management pensado pelo Michael. Nunca tinha visto nada parecido em nenhum outro jogo. Ele é simples de entender, mas complexo para dominar, o que oferece possibilidades de aprofundamento estratégico. Isso dá ao jogo uma curva interessante de aprendizado sem colocar uma barreira de entrada.

Por fim, o que eu considero o ponto mais fraco do jogo. Apesar de ter gostado bastante das referências. Foi bem prazeroso procurar identificá-las. Algumas realmente estão ligadas a personagens específicos, mas a maioria pode ser relacionada com mais de um anime, pelo jogo trabalhar muito com esteriótipos. Eu achei a arte inconsistente, desejando um pouco a desejar. Não chega a ser feia, mas pelo tema esperava algo mais bonito.

Uma arte bem foda. (Imagem retirada do manual)
Uma arte bem mais ou menos. (Imagem retirada do manual)

Mas, eu sou o tipo de pessoa que abandona anime por causa de traço/animação feios, se não tiver uma história realmente muito boa que me prenda a atenção. Assim como, também sou capaz de continuar assistindo um anime por causa de traço/animação bonitos, desde que a história seja minimamente interessante.

Sobre qualidade de componentes, não tenho do que reclamar. Acredito que a Arcano Games já conseguiu estabelecer um padrão elogiável nesse sentido. Duas marcas positivas da editora, na minha opinião, tem sido a boa qualidade material do produto entregue e o respeito aos prazos. Acho que foi a entrega mais rápida de FC que eu já vi.

Marcadores de plástico e dados em detalhe.

Acho que a única ressalva que eu faria em relação aos componentes do Anime Saga é quanto a caixa que achei pequena para comportar o jogo. Fica tudo muito certinho, quase sem nenhuma folga. Não dá para guardar os componentes correndo de qualquer maneira sem que a caixa fique estufada. Eu gastei algumas tentativas para pegar o jeito de como acomodar tudo confortavelmente, é preciso aprender a posição certa de cada componente. Outro ponto é que eu achei a tampa um pouco frouxa demais, fazendo com que a caixa abra com muita facilidade espalhando seu conteúdo ao ser transportada virada.

Componentes arrumados na caixa.

Os problemas que eu vejo no Anime Saga são extremamente pontuais e muito fruto de gostos pessoais. No geral, o jogo tem uma boa qualidade de componentes e regras consistentes que proporcionam uma boa experiência tanto para jogadores novatos quanto para os mais experientes. Para quem gosta do tema, acho um título indispensável na coleção, pois é algo raro. Para quem não é ligado no tema, vale a pena dar uma chance por sua combinação interessante de mecânicas. O jogo está por R$150 na Game Of Boards, nossa loja parceira aqui do canal. Não está muito acima do valor do FC e está justo considerando a quantidade de componentes.

Confira abaixo os vídeos que já publicamos sobre o Anime Saga:

 

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Gekido: Texto + Vídeo

Está chegando mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Para quem não sabe, o evento ocorre todo primeiro domingo do mês e, geralmente, tem um tema em destaque. Já tivemos, por exemplo, Futebol na época da Copa do Mundo e Game Of Thrones no final da temporada da série de TV. Agora, estamos tentando fazer parceria com desenvolvedoras nacionais para que venham mostrar seu trabalho em nosso evento. No mês passado fizemos o Vaporaria, jogo da Riachuelo Games que está para entrar em financiamento coletivo. E agora em setembro, teremos a Ace Studios. Uma desenvolvedora de jogos criada por Fel Barros junto com outros grandes nomes da cena carioca. Eles tem feito um trabalho incrível, mostrando muita criatividade e talento. Seus jogos são rápidos, bonitos, divertidos e viciantes.

Podemos dizer que o “carro-chefe” da Ace Studios é o Warzoo, que bateu o recorde de meta alcançada mais rapidamente no Catarse. É um jogo muito bacana, tivemos o prazer de tê-lo presente em nosso evento para playteste. Fazer um evento com foco em um jogo ou empresa nacional é algo que nos deixa muito feliz, pois mostra o forte crescimento do mercado nacional. Mas que fique claro que estaremos sempre aberto para o trabalho autoral independente. Se você tem um jogo e quer playtestar no nosso evento é só entrar em contato.

A Ace Studios tem trabalhado rápido e forte, além do Warzoo que foi um super sucesso. Já tivemos também o Gekido, o charmoso dice rolling de batalha entre dragões. Essa primeira edição é especial e vem com belíssimas miniaturas artesanais. Adquiri o meu no lançamento que ocorreu no final de julho na loja Redbox. Infelizmente, só pude comprar 2 miniaturas, das 6 que foram lançadas. Para quem quiser saber mais informações, é só dar uma conferida no texto que escrevi sobre o assunto. Além da “cobertura” do lançamento, tem também uma entrevista bem bacana com o Fel Barros. É um dos post com o maior número de visualizações aqui no blog, no meio de gigantes do universo de LoTR e GoT. Além do post sobre o lançamento, Gekido também já apareceu por aqui quando o joguei pela primeira vez, ainda na fase de playteste no evento Castelo das Peças.

 

Apesar dessas duas aparições, eu ainda não havia escrito sobre as regras dele. Quem acompanha o blog, sabe que esse é o nosso foco principal. Então, como um esquenta para o Guadalupeças Especial Ace Studios vamos a um post completo sobre Gekido, com direito a vídeo mostrando o desenrolar de uma partida.

Gekido é um jogo de batalha entre dragões para 2 jogadores. Cada dragão vem acompanhado por uma carta que traz do lado direito suas opções de ataque e do lado esquerdo seus poderes especiais. A vida dos dragões é marcada por 5 dados D6. Os dados de ataque tem em cada uma de suas fases uma joia diferente. Isso ocorre porque de acordo com a história do jogo, Jikan o dragão mais poderoso que existe e senhor de todas as joias, temendo ser superado por seus filhos resolve devorá-los para se ver livre da ameaça. Porém, os dragõeszinhos começam uma batalha em seu estômago para se libertarem, o vencedor tomará o lugar de seu pai.

Fel Barros mais uma vez utilizando ótimas referências. Já tínhamos a Revolução dos Bichos em Warzoo, agora vem Gekido com a Teogonia. Cada dragãozinho tem a sua própria joia símbolo que é correspondente a sua cor. No seu turno, cada jogador irá rolar os dados de jóia e separar os resultados que lhe interessarem. Então, deverão apostar em um dos possíveis ataques. O primeiro número é o dano que aquele ataque vai dar em caso de sucesso e o segundo número é o dano que irá tomar em caso de falha. O jogador terá mais duas rolagens para tentar atingir o resultado pretendido.

Cada vez que toma dano e perde um dado, o mesmo é alocado a esquerda, na área dos poderes especiais. Sempre tem um poder que é livre e dois que são limitados. Um poder livre pode receber quantos dados o jogador quiser, já o poder limitado recebe apenas um dado com o número de vezes que poderá ser utilizado. E as joias de cada dragão? Bom, elas atrapalham no golpe de cinco diferentes, porque não podem ser contadas no resultado.

É um joguinho super rápido e divertido, dá para jogar várias vezes seguidas sem cansar. Seria legal fazer um campeonato para ver qual seria o dragão campeão que iria roubar a soberania de Jikan. Além do Gekido e do Warzoo, teremos também Muffin Games e Agente do S.A.P.O. Pelo menos, esses são os confirmados, porque no ritmo que essa galera está trabalhando não duvido que apareçam com mais algum outro jogo surpresa.

Chega de papo e confiram a minha partida com o Felipe. Quem vocês acham que ganhou?

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Ninja Dice: Locations Cards + Vídeo completo do jogo

No post em que comentei sobre Ninja Dice, reclamei bastante de não ter entendido o funcionamento das Locations Cards. De maneira geral, achei toda a parte de explicação de regras do jogo bem confusa. Mas nada que um pouco de esforço mental a mais não resolva, se conseguimos entender o jogo porque o mesmo não aconteceria com a expansão? Não era possível que fosse algo tão complicado assim. Depois de algum tempo olhando as benditas cartas, finalmente consegui entender. O engraçado é que depois que a gente descobre como algo funciona, fica aquela sensação de “mas era tão óbvio”.

Eu já tinha achado Ninja Dice um dice rolling bem interessante pela sua inovação na questão de posicionamento de dados e rolagem simultânea, as Locations Cards tornam as coisas ainda melhores, acrescentando mais desafio ao jogo. Elas são divididas pelos três turnos, aumentando gradativamente o nível de dificuldade. Os três decks de Locations devem ser embaralhados e o número de cartas abertas será igual ao de jogadores mais um.

Seguindo a ordem normal do turno, cada jogador irá escolher uma carta e fazer sua ação. As cartas em geral trazem o número de dados de casa que deverão ser rolados, mais dados fixos e/ou efeitos adicionais. O valor no canto superior direito é a recompensa que o jogador irá ganhar se conseguir passar pelo desafio, além do valor normal por derrotar a casa.

Agora que sei como utilizar as Locations Cards não pretendo mais jogar sem elas, pois são um acréscimo realmente significativo ao jogo. Talvez jogue sem elas só para explicar para alguém que seja novato no jogo. Além disso, as cartas são todas muito bonitas, acho que elas ajudam a dar mais ambientação.

Na primeira partida utilizando Locations Cards obtive mais uma vitória esmagadora contra o Felipe. Eu consegui vencer todas as três cartas, enquanto o Felipe só conseguiu vencer uma. Agora, quando fomos jogar para gravar o vídeo, eu perdi miseravelmente. Fizemos, na verdade, duas partidas: Uma só o jogo sem expansão e a outra já com as Locations Cards. Na primeira consegui uma vitória tranquila. Mas, na segunda, apesar de nenhum dos dois ter conseguindo passar por nenhuma das Locations Cards, o Felipe soube administrar melhor seus resultados e conseguiu roubar mais dinheirinhos de mim. Foi justo, uma vitória para cada lado.

Como eu já havia dito, a ideia era fazer um gameplay em primeira pessoa sem tanto foco em explicação. O primeiro que gravamos não me agradou muito, como eu comentei no post anterior. Eu tentei gravar usando um suporte de cabeça, o que fez com que as imagens balançassem e eu também achei que a explicação não ficou muito boa. Acho que eu tenho uma tendência ao exagero. Agora, nós gravamos usando um tripé simples e como já tínhamos a experiência da tentativa anterior, a explicação saiu melhor. Consegui manter mais ou menos a ideia da primeira pessoa, talvez em um jogo maior isso não seja possível. Mas vamos com calma, a ideia é ir fazendo jogos pequenos e aumentar gradativamente.

Por fim, quero reforçar a ideia, que os vídeos deverão servir como um complemento dos textos aqui do blog. Sugestões e críticas são sempre muito bem-vindas. Então é isso, fiquem aí com o nosso primeiro vídeo.

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