Gekido: Texto + Vídeo

Está chegando mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Para quem não sabe, o evento ocorre todo primeiro domingo do mês e, geralmente, tem um tema em destaque. Já tivemos, por exemplo, Futebol na época da Copa do Mundo e Game Of Thrones no final da temporada da série de TV. Agora, estamos tentando fazer parceria com desenvolvedoras nacionais para que venham mostrar seu trabalho em nosso evento. No mês passado fizemos o Vaporaria, jogo da Riachuelo Games que está para entrar em financiamento coletivo. E agora em setembro, teremos a Ace Studios. Uma desenvolvedora de jogos criada por Fel Barros junto com outros grandes nomes da cena carioca. Eles tem feito um trabalho incrível, mostrando muita criatividade e talento. Seus jogos são rápidos, bonitos, divertidos e viciantes.

Podemos dizer que o “carro-chefe” da Ace Studios é o Warzoo, que bateu o recorde de meta alcançada mais rapidamente no Catarse. É um jogo muito bacana, tivemos o prazer de tê-lo presente em nosso evento para playteste. Fazer um evento com foco em um jogo ou empresa nacional é algo que nos deixa muito feliz, pois mostra o forte crescimento do mercado nacional. Mas que fique claro que estaremos sempre aberto para o trabalho autoral independente. Se você tem um jogo e quer playtestar no nosso evento é só entrar em contato.

A Ace Studios tem trabalhado rápido e forte, além do Warzoo que foi um super sucesso. Já tivemos também o Gekido, o charmoso dice rolling de batalha entre dragões. Essa primeira edição é especial e vem com belíssimas miniaturas artesanais. Adquiri o meu no lançamento que ocorreu no final de julho na loja Redbox. Infelizmente, só pude comprar 2 miniaturas, das 6 que foram lançadas. Para quem quiser saber mais informações, é só dar uma conferida no texto que escrevi sobre o assunto. Além da “cobertura” do lançamento, tem também uma entrevista bem bacana com o Fel Barros. É um dos post com o maior número de visualizações aqui no blog, no meio de gigantes do universo de LoTR e GoT. Além do post sobre o lançamento, Gekido também já apareceu por aqui quando o joguei pela primeira vez, ainda na fase de playteste no evento Castelo das Peças.

 

Apesar dessas duas aparições, eu ainda não havia escrito sobre as regras dele. Quem acompanha o blog, sabe que esse é o nosso foco principal. Então, como um esquenta para o Guadalupeças Especial Ace Studios vamos a um post completo sobre Gekido, com direito a vídeo mostrando o desenrolar de uma partida.

Gekido é um jogo de batalha entre dragões para 2 jogadores. Cada dragão vem acompanhado por uma carta que traz do lado direito suas opções de ataque e do lado esquerdo seus poderes especiais. A vida dos dragões é marcada por 5 dados D6. Os dados de ataque tem em cada uma de suas fases uma joia diferente. Isso ocorre porque de acordo com a história do jogo, Jikan o dragão mais poderoso que existe e senhor de todas as joias, temendo ser superado por seus filhos resolve devorá-los para se ver livre da ameaça. Porém, os dragõeszinhos começam uma batalha em seu estômago para se libertarem, o vencedor tomará o lugar de seu pai.

Fel Barros mais uma vez utilizando ótimas referências. Já tínhamos a Revolução dos Bichos em Warzoo, agora vem Gekido com a Teogonia. Cada dragãozinho tem a sua própria joia símbolo que é correspondente a sua cor. No seu turno, cada jogador irá rolar os dados de jóia e separar os resultados que lhe interessarem. Então, deverão apostar em um dos possíveis ataques. O primeiro número é o dano que aquele ataque vai dar em caso de sucesso e o segundo número é o dano que irá tomar em caso de falha. O jogador terá mais duas rolagens para tentar atingir o resultado pretendido.

Cada vez que toma dano e perde um dado, o mesmo é alocado a esquerda, na área dos poderes especiais. Sempre tem um poder que é livre e dois que são limitados. Um poder livre pode receber quantos dados o jogador quiser, já o poder limitado recebe apenas um dado com o número de vezes que poderá ser utilizado. E as joias de cada dragão? Bom, elas atrapalham no golpe de cinco diferentes, porque não podem ser contadas no resultado.

É um joguinho super rápido e divertido, dá para jogar várias vezes seguidas sem cansar. Seria legal fazer um campeonato para ver qual seria o dragão campeão que iria roubar a soberania de Jikan. Além do Gekido e do Warzoo, teremos também Muffin Games e Agente do S.A.P.O. Pelo menos, esses são os confirmados, porque no ritmo que essa galera está trabalhando não duvido que apareçam com mais algum outro jogo surpresa.

Chega de papo e confiram a minha partida com o Felipe. Quem vocês acham que ganhou?

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Ninja Dice: Locations Cards + Vídeo completo do jogo

No post em que comentei sobre Ninja Dice, reclamei bastante de não ter entendido o funcionamento das Locations Cards. De maneira geral, achei toda a parte de explicação de regras do jogo bem confusa. Mas nada que um pouco de esforço mental a mais não resolva, se conseguimos entender o jogo porque o mesmo não aconteceria com a expansão? Não era possível que fosse algo tão complicado assim. Depois de algum tempo olhando as benditas cartas, finalmente consegui entender. O engraçado é que depois que a gente descobre como algo funciona, fica aquela sensação de “mas era tão óbvio”.

Eu já tinha achado Ninja Dice um dice rolling bem interessante pela sua inovação na questão de posicionamento de dados e rolagem simultânea, as Locations Cards tornam as coisas ainda melhores, acrescentando mais desafio ao jogo. Elas são divididas pelos três turnos, aumentando gradativamente o nível de dificuldade. Os três decks de Locations devem ser embaralhados e o número de cartas abertas será igual ao de jogadores mais um.

Seguindo a ordem normal do turno, cada jogador irá escolher uma carta e fazer sua ação. As cartas em geral trazem o número de dados de casa que deverão ser rolados, mais dados fixos e/ou efeitos adicionais. O valor no canto superior direito é a recompensa que o jogador irá ganhar se conseguir passar pelo desafio, além do valor normal por derrotar a casa.

Agora que sei como utilizar as Locations Cards não pretendo mais jogar sem elas, pois são um acréscimo realmente significativo ao jogo. Talvez jogue sem elas só para explicar para alguém que seja novato no jogo. Além disso, as cartas são todas muito bonitas, acho que elas ajudam a dar mais ambientação.

Na primeira partida utilizando Locations Cards obtive mais uma vitória esmagadora contra o Felipe. Eu consegui vencer todas as três cartas, enquanto o Felipe só conseguiu vencer uma. Agora, quando fomos jogar para gravar o vídeo, eu perdi miseravelmente. Fizemos, na verdade, duas partidas: Uma só o jogo sem expansão e a outra já com as Locations Cards. Na primeira consegui uma vitória tranquila. Mas, na segunda, apesar de nenhum dos dois ter conseguindo passar por nenhuma das Locations Cards, o Felipe soube administrar melhor seus resultados e conseguiu roubar mais dinheirinhos de mim. Foi justo, uma vitória para cada lado.

Como eu já havia dito, a ideia era fazer um gameplay em primeira pessoa sem tanto foco em explicação. O primeiro que gravamos não me agradou muito, como eu comentei no post anterior. Eu tentei gravar usando um suporte de cabeça, o que fez com que as imagens balançassem e eu também achei que a explicação não ficou muito boa. Acho que eu tenho uma tendência ao exagero. Agora, nós gravamos usando um tripé simples e como já tínhamos a experiência da tentativa anterior, a explicação saiu melhor. Consegui manter mais ou menos a ideia da primeira pessoa, talvez em um jogo maior isso não seja possível. Mas vamos com calma, a ideia é ir fazendo jogos pequenos e aumentar gradativamente.

Por fim, quero reforçar a ideia, que os vídeos deverão servir como um complemento dos textos aqui do blog. Sugestões e críticas são sempre muito bem-vindas. Então é isso, fiquem aí com o nosso primeiro vídeo.

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