FunBox retorna como editora? Código misterioso é visto no Instagram

No início de 2017 a FunBox Editora separou suas operações de board games e a parte da editora passou a se chamar Mandala Jogos, enquanto a base “FunBox” continuou seus negócios como locadora e loja com games diversos. Agora, ao que parece, a antiga marca pode retornar, possivelmente sob nova direção, com o nome de “FunBox Lives”. Um post no Instagram pode estar dando a pista correta, a partir de um código morse.

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Taverna: quando os dois lados discordam

Taverna é um jogo de tabuleiro muito divertido para até cinco participantes… Ou será que não? Com controle de área e muita intriga nas mesas do Reino de Averna, ele te coloca no papel de agradar os nobres locais. Felipe e Aline discordam sobre o veredicto do game da Mandala Jogos, por diversos motivos, para o bem ou para o mal. Assista e descubra o que rolou nesta análise completa!

Você pode comprar Taverna na Game of Boards neste link.

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Exclusivo: Overdrive, saiba o preço do financiamento e primeiras bandas

O jogo Overdrive, dos designers Bianca Melyna e Moisés Pacheco, que mistura bandas de rock com posicionamento de dados, começa sua campanha de financiamento coletivo em 7 de novembro, às 9h, via site Catarse – com lançamento previsto para abril de 2018. A editora Sherlock SA revelou com exclusividade ao Turno Extra que o preço do apoio para os 50 primeiros apoiadores será de R$ 145, enquanto o valor padrão do restante será de R$ 165. O preço final do game, ou seja, quando ele chegar às lojas, não foi divulgado.

Overdrive chega até abril e seu financiamento começa em novembro

Além disso, a Sherlock SA também divulgou o nome e descrição das primeiras bandas que estarão no jogo, representadas em tabuleiros individuais. Veja:

Starssacration

“Que o Metal esteja com você!”

Esta banda vem de um universo onde as viagens espaciais são comuns. Os músicos da Starssacration possuem habilidades musicais telecinéticas e instrumentos de luz que só os membros desta banda conseguem manejar. A Starssacration possui a habilidade de invocar uma legião de rebeldes, digo fãs, para a sua causa.

A banda Starssacration

Rebeldogs

“XIXI NO POSTE! LAMBA SEU TRASEIRO! ROLE! SENTE-SE! FINJA DE MORTO!”

No universo dos Rebeldogs, os cães e gatos são o ápice da evolução. Em um mundo dominado por corporações felinas, a música de resistência dos Rebeldogs é mais do que necessária. Os Rebeldogs conseguem se liberar do capitalismo felino e liberar o seu nível de rebeldia.

Alliecinogen

“… somente outro tijolo no muro da realidade…”

As espécies mais evoluídas da federação galática se uniram em culto ao êxtase musical. A virtuose deve prevalecer acima de tudo. A Alliecinogem possui o poder do equilíbrio cósmico da equalização perfeita.

Dead & Death

“Me dá seu coração… e seu cérebro…”

De um universo onde zumbis inteligentes dominaram todo o planeta, surge Dead & Death, uma banda (de)composta pelos membros mais pútridos que participam da batalha de bandas. Não é fácil ser um fã do Dead & Death pois ele pode ser devorado aumentando a (má) fama dos músicos zumbis.

Illuminatti You

“Somos a vanguarda, temos poder, temos dinheiro, temos você!”

Ninguém conhece ao certo a origem desta banda, a única coisa que se sabe é que são seres influentes e poderosos, que têm o poder de manipular grandes quantias de recursos para atingir os seus objetivos.

Por enquanto, somente a Starssacration tem imagem divulgada – que você conferiu logo acima. Uma página de prévia do jogo já foi aberta no Catarse, para que todos fiquem de olho quando o financiamento coletivo começar. Ao longo dos dias a editora promete ainda revelar imagens das outras bandas em seu blog oficial. Todas as artes estão a cargo do desenhista Frank William.

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Guadalupeças promove 1° Open Star Wars Destiny

O evento Encontro de Games: Guadalupeças também será casa de Star Wars Destiny a partir de novembro. Tudo por conta do 1° Open Star Wars Destiny, que será realizado no dia 19 de novembro, entre 16h e 18h, no Shopping Jardim Guadalupe, dentro do Espaço Games. O torneio será gratuito, com intenção de popularizar o jogo e também promover disputas sadias entre os participantes. Confirme sua participação neste link. Vale lembrar que o evento “Encontro de Games: Guadalupeças” será realizado normalmente, entre 14h e 20h, com temática de “quadrinhos” neste mesmo dia.

Star Wars Destiny terá mesa fixa no evento

Premiação também está prevista, possivelmente com cartas promocionais ou outro tipo de brinde, mas ainda não há detalhes para fornecer no momento. O formato dependerá de quantos participantes estiverem inscritos até o dia da competição, mas o mais provável é que tenhamos o formato “eliminação”, para priorizar a velocidade.

Star Wars Destiny é um jogo que mistura cartas e dados de forma competitiva e colecionável. É preciso criar seu baralho com apenas 30 cartas, além de heróis e vilões, para vencer os adversários em duelos estratégicos.

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Modern Art: afinal, é arte mesmo?

No novo vídeo do Turno Extra falamos sobre Modern Art, game da Galápagos Jogos e da Cool Mini Or Not que chegou ao Brasil e, na verdade, é um relançamento de peso voltando por aqui. Em uma época onde a arte é questionada e atacada, é um jogo interessante para colocar na mesa! Assista e veja nossa opinião:

Compre sua cópia de Modern Art na Game of Boards neste link.

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Saiba como foi o Guadalupeças do mês de Outubro

Em 15 de outubro aconteceu mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Por ser no final de semana de um feriado prolongado e um dia de chuva aqui no Rio de Janeiro tivemos um público um pouco menor do que o habitual. Também houve uma mudança de local, continuamos no primeiro piso do Shopping Jardim Guadalupe, mas estamos agora no extremo oposto do local anterior. Espero que ninguém tenha ficado perdido. Antes ficamos ao lado do Rei do Mate e agora estamos em frente ao Amigão. Mais uma vez só temos a agradecer ao Shopping, por acreditar na nossa proposta e preparar esse novo espaço para nos receber.

Outubro é o mês de prevenção ao câncer de mama e nós resolvemos tentar contribuir para isso de alguma forma. A Game Maker que estava presente no evento fez para nós alguns meeples no formato do laço rosa, símbolo internacional da campanha, que foram distribuídos para as mulheres que estiveram presentes no evento. É uma doença terrível, cuja descoberta cedo é fundamental para o sucesso do tratamento. Eu já vivi essa realidade na minha família e sei o quanto de sofrimento ela provoca.  Acesse o site do Inca e para saber mais informações.

Nossa humilde contribuição para uma causa tão importante.
Quer publicar um jogo ou produzir um protótipo? Procure a Game Maker.

Além do pessoal da Game Maker, tivemos também a presença dos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego, ambos membros do coletivo Mansão das Peças. O Romulo Marques está em plena campanha de financiamento coletivo do excelente jogo de destreza Die die DIE, tem texto sobre a versão protótipo dele aqui no blog e vídeo explicativo de regras com o próprio Romulo no nosso canal. A versão final do jogo mudou bem pouco em termos de regras. O lançamento é uma parceria entre a Ace Studios e a Redbox Editora.

Conferindo a versão final do Die die DIE.
A arte é do Lucas Ribeiro, responsável pelo Space Cantina. Ficou bem bonito.

O Rodrigo Rego estava no evento apresentando o Papertown, jogo que em breve deve estar chegando ao mercado também pela Redbox Editora. Além disso, ele também trouxe Copacabana e Break & Breakfast (antigo Su Casa, Mi Casa), que vai sair lá fora pela Braincrack Games. Todos os três jogos possuem em comum a mecânica de colocação de tiles. Eu gosto muito do Copacabana por conta da temática bem brasileira, mas acabei jogando mesmo o Papertown e o Dead & Breakfast.

Rodrigo apresentando Copacabana.

O Papertown eu já havia jogado na época em que ainda era Micropolis, ele é bem frita cérebro por conta da questão do reconhecimento de padrões. É um jogo com uma pegada bem agressiva, no qual os jogadores precisam estar muito atentos para trancar seus oponentes. É um jogo que não permite distração e pune bastante os erros. Eu joguei no modo de duplas e pude perceber um problema de “alpha player”, por isso a sugestão da mesa foi limitação de comunicação entre os jogadores. Eu prefiro o modo cada um por si mesmo. Dos jogos do Rodrigo, o Papertown é o que menos me atrai. O tema é bastante seco, eu não sou muito boa com visão espacial e jogos muito competitivos me geram certa frustração.

Depois joguei Dead & Breakfast, um dos poucos títulos do Rodrigo que eu ainda não tinha jogado. Esse eu gostei mais porque cada jogador vai fazendo o seu independente dos demais. Claro que sempre se pode tentar bloquear o coleguinha pegando um tile que seria muito para ele, mas é uma interação mais indireta, ninguém bloqueia ninguém. Cada jogador irá montar um hotel 5X5. Os tiles são 2X2 e podem ser vertical ou horizontal. A cada andar completado, os jogadores pegam um hóspede que dará pontos de acordo com a sua exigência. Além dessa pontuação, existe também uma por flores ligadas a portaria através de uma trepadeira que cobre as paredes. Eu achei isso bastante criativo e é a parte frita cérebro do jogo porque é bem difícil manter a conexão. A pessoa que venceu a partida o fez por conta da pontuação das flores. Por último, ainda tem um objetivo geral variável. O esquema para pegar os tiles também é bacana, é um rondel no qual os jogadores podem andar de 1-3. Foi bem pensado para adicionar uma limitação ao jogador e uma possibilidade interação.

Meu hotel mal-assombrado.

Além da mecânica em si que me agradou pelos motivos que expus acima, o Dead & Breakfast me ganhou por conta do tema. Eu gosto bastante de temática de Terror/Horror e sinto falta de mais jogos. Sinto o tema muito limitado a Zumbis e Cthulhu. Sinto falta de outras abordagens, acho que por isso gostei tanto de Por Favor, Não Corte Minha Cabeça, outro jogo nacional bem divertido que em breve vai ter vídeo e texto por aqui. Gostaria de ver o tema de forma mais recorrente, variada e melhor explorada, mesmo os tão recorrentes Zumbis e Cthulhu, jogos que sejam menos caça-níquel e mais realmente tentar trazer para a mesa uma experiência assustadora e com boas referências.

Além disso, eu ainda joguei o maravilhoso Dr. Eureka, sucessor espiritual do Potion Explosion, só que muito mais simples, rápido e divertido. Pode parecer meio absurdo comparar os dois já que são propostas bem diferentes, única semelhança talvez seja o uso de bolinhas coloridas. Mas comparo porque atende o mesmo grupo de jogos casuais, só que consegue ser ainda mais amplo. Crianças menores que poderiam ter dificuldade com Potion Explosion podem jogar Dr. Eureka tranquilamente. No outro extremo, acho que é um jogo que pode divertir até mesmo “heavy gamers” que não gastariam seu tempo em uma partida de Party/Family de mais de uma hora, mas não se importariam em gastar 15 minutos colocando sua destreza e agilidade a prova. É realmente um jogo para unir a todos.

Dr. Eureka foi certamente o jogo mais jogado desta edição do Guadalupeças.

Dr. Eureka é extremamente simples. Cada jogador terá três tubos com duas bolinhas em cada um deles, a cada rodada uma carta será aberta no centro da mesa e ganha quem conseguir colocar as bolinhas na disposição mostrada na carta. O jogo acaba quando um jogador consegue conquistar a quinta carta. Dr. Eureka é um lançamento da Mandala Jogos e pode ser encontrado na Game Of Boards por R$120.

Um desafio de agilidade e destreza.

Para completar, o dia eu ainda joguei o maravilhoso Modern Art. Quanto mais eu jogo mais eu gosto dele, só está crescendo no meu conceito a cada partida. Ele é um jogo de leilões, o grande lance está em saber quando e como utilizar cada um dos tipos de leilões diferentes oferecidos pelo jogo. Ele tem a duração de quatro rodadas, ao termino de cada uma delas é verificado os três artistas mais populares que serão valorizados e cada jogador que tiver obras deles recebe o valor estipulado. Então, faz parte do jogo escolhas como tentar valorizar um artista em baixa ou lutar para conquistar as obras de artistas já populares. Eu não esperava que fosse gostar tanto do jogo, a edição lançada no Brasil pela Galápagos Jogos é a mais recente lançada pela CMON e eu achei bem bonita, mais do que a tão falada e cultuada edição da Odysseia Jogos. Modern Art pode ser comprado na Game Of Boards por R$130.

Modern Art é realmente uma obra de arte do boardgame moderno criada ´pelo mestre Knizia.

Confira mais algumas fotos de outros jogos que rolaram durante o evento:

Tiny Epic Quest.
China.
Pergamon.

Gostaria de agradecer a todos pela presença, espero que tenham se divertido tanto quanto a gente e que possamos nos reencontrar no próximo mês para mais uma tarde de muita jogatina. Nosso muito obrigado ao Shopping Jardim Guadalupe que abraçou o evento, a Game Maker que gentilmente confeccionou o meeples do laço rosa e aos game designers Romulo Marques e Rodrigo Rego que abrilhantaram o evento com seus jogos incríveis. Nos siga nas redes sociais para saber as novidades sobre o Guadalupeças, posso adiantar que mês que vem teremos dois títulos incríveis para fãs de quadrinhos (orientais e ocidentais). Convide seus amigos e venha jogar com a gente.

Foto com Rodrigo e Romulo, dois talentosos game designers que estão sempre nos dando o prazer da visita.
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Jogos de tabuleiro para o Dia das Crianças

O Dia das Crianças é uma data especial pra presentear os pequenos, mas jogos infantis são sempre uma boa pedida para levar novos jogadores ao hobby – e, neste caso, novos mesmo! O Turno Extra preparou algumas sugestões para você que quer dar de presente ou simplesmente comprar para jogar com a garotada no tempo livre. Assista! Mais abaixo você encontra a lista completa, com link para comprar o que estiver disponível na Game of Boards.

Lista de jogos no vídeo, com link para comprar na Game of Boards, quando disponível:
Loopin’ Chewie
Loony Quest
Fruit Salad
Dobble
Fila Filo
Pictopia Disney
Liga da Justiça
Jenga
Dr. Eureka
Dominó de Flores
Escola de Dragões
Get Bit

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Análise: Cartas a Vapor, da Potato Cat

Cartas a Vapor é um jogo que chamou a minha atenção por dois motivos bastante inusitados dentro do mercado nacional: ter uma mulher como game designer e ser inspirado em um livro de Steampunk brasileiro – A lição de anatomia do temível Dr. Louison, do gaúcho Enéias Tavares. Acho que mesmo fora do Brasil ambas as coisas são ainda bastante incomuns.

Um encontro do Steampunk com personagens da literatura brasileira numa trama de crime, mistério e terror.

Como mulher dentro de um hobby predominante masculino sempre é um motivo de alegria encontrar outras mulheres que compartilhem do mesmo gosto que tenho por boardgames, melhor ainda quando elas começam a desenvolver atividades na área. É muito bom poder ver mulheres como donas de lojas, editoras, organizadoras de eventos, ilustradoras e também game designers. É enriquecedor para o hobby, pois agrega uma visão diferente.

Cartas a Vapor foi o primeiro jogo publicado pelo casal Kevin e Samanta Talarico. Para isso, eles fundaram a Potato Cat e viabilizaram o lançamento através de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo. O jogo contou com a participação ativa do autor do livro em todo o processo de desenvolvimento, pois sua preocupação era que o Cartas a Vapor fosse acessível para todo o público.

Minha formação acadêmica em Letras, mas especificamente Literatura, sempre me faz ter grande interesse por qualquer tipo de adaptação de livros para outros meios. Isso combinado com a minha paixão por boardgames resultou em uma combinação perfeita. Apesar de não ser fã de histórias no estilo Steampunk, acho o conceito e a estética bem interessantes, principalmente para trabalhar em meios visuais.

Tendo em mente a ideia de ser acessível, Cartas a Vapor usa como base o baralho de cartas tradicional. O principal do jogo está na formação de sequências numéricas com as cartas, elas podem ser pares, ímpares ou corridas. Tais cartas numeradas que formarão a mão dos jogadores recebem o nome de Peças. O limite de sequências em jogo é 6 e elas podem ser formadas por até 6 cartas.

Uma partida de Cartas a Vapor em andamento.
Sequências numéricas válidas no jogo.

Existem 4 tipos de Peças diferentes no jogo: Pesadas (Vermelho), Leves (Marrom), Enfeitiçadas (Roxo) e Enferrujadas (Verde). Existe também a chamada Peça Brilhante, que funciona como um coringa. Cartas a Vapor utiliza cartas numeradas entre 1-8, porém os baralhos vêm completos para que os jogadores possam utilizá-los como um baralho estilizado para outros jogos de cartas tradicionais.

Tipos de cartas de Peças.

O modo como são fechadas as sequências e como as cartas serão utilizadas para comprar as cartas de Ferramenta mudam de acordo com cada missão do jogo. As missões são compostas de 3 cartas. Uma com o lore, outra com o objetivo de heróis e vilões e uma última que determina as condições de resgate e utilização das cartas. Isso garante a Cartas a Vapor uma ampla rejogabilidade, através de um número extenso de possibilidade de combinações.

O possui um total de 14 missões.

Cartas a Vapor é um jogo para ser jogado em times, um lado com os heróis e outro com os vilões. As cartas de personagem variam entre 1-3, tal variação permite equilibrar o jogo com qualquer número de jogadores, o que precisar ser igual é a soma total da pontuação total do time. Cada personagem possui uma habilidade única. Na hora de montar o time é bom que os jogadores busquem aqueles com maior sinergia.

Alguns dos personagens do jogo.

O esquema de times do Cartas a Vapor tem um lado muito bom que é o de permitir times com número de jogadores desigual. Então, se o número total de jogadores for ímpar ou ainda mais jogadores quiserem jogar em um dos lados, isso não será problema. O que dá uma flexibilidade bem maior do que se costuma verificar em jogos desse tipo. O problema é o clássico fator Alpha Player, questão recorrente em jogos com teor cooperativo em algum nível.

O número de ações que cada jogador irá ter depende da quantidade total de jogadores em cada time. As ações possíveis são: baixar carta de Peça, repor a mão (só se estiver vazia), construir ou usar Ferramenta e utilizar habilidade de personagem. As sequências de cartas de Peça compradas da mesa são de propriedade do time, não do jogador que a comprou. Portanto, a decisão quanto a sua utilização será coletiva, isso propícia muito o controle de um jogador sobre os demais. Principalmente, se tratando de um jogador mais experiente.

As missões possuem uma escala de dificuldade gradativa, o que em um primeiro olhar pode parecer bom, mas também pode ser ruim. Digo isso porque as missões iniciais possuem um fator sorte alto e podem passar uma ideia errada sobre o jogo. A primeira missão é encontrar uma determinada Ferramenta, então vira uma espécie de corrida. Porém, as missões posteriores vão crescendo em complexidade, sendo por isso bem mais interessantes.

Ferramentas exigidas na primeira missão.

A questão é o jogador não desistir nas iniciais e chegar até lá. Não que seja obrigatório jogar na ordem, cada missão funciona de maneira independente. Porém, creio que seja uma tendência mais ou menos geral seguir a ordem sequencial. Todavia após dominar as regras pode valer a pena pular as missões iniciais e partir para aquelas que se encontram do meio para o final.

Eu achei as Ferramentas em geral o ponto fraco do jogo, é bem comum acumular várias delas sem utilizar. Tem regra para evitar que o jogador fique com Ferramentas inúteis, porém mesmo assim ainda acho problemático. Principalmente, nas primeiras partidas, nas quais acaba rolando uma tendência de apenas ficar acumulando. Não existe um limite de quantas se pode ter e acontece de simplesmente esquecer um ou outro efeito útil que poderia ter sido utilizado. Saber usar bem as Ferramentas pode demandar algumas partidas.

Apesar da recomendação que dei de pular as missões iniciais após aprender a regra, o jogador não precisa se preocupar com falta de material no jogo. Além das variantes que vêm apresentadas no manual, Cartas a Vapor ainda vem com uma expansão que apresenta traz novos tipos de missões. Existe ainda a variante de cenário que adiciona as belas cartas abaixo.

Adiciona regras específicas. Na minha opinião, é o conteúdo extra mais legal do jogo.
Cartas especiais da missão da expansão que utiliza personagens de O Cortiço, romance de Aluísio Azevedo. Eu gosto muito desse livro.

A arte do jogo em geral não me agradou, principalmente a referente aos personagens. Eu acho a capa do livro muito bonita e preferia que o jogo tivesse seguido o mesmo estilo. Porém, não acho a arte ruim ao ponto de ser algum tipo de demérito.

As cartas de Peças até são bonitas, fornecendo um interessante baralho estilizado. O único problema em relação a elas é que os tons das cartas vermelhas e marrons ficaram bem próximas, o que pode gerar alguma confusão. Porém, nada que prejudique fundamentalmente o jogo, já que as cartas possuem ícones para diferenciar seus tipos.

Cartas de Peças organizadas nas sequências conforme determina as regras do jogo.

O jogo apresenta também problemas de variação de tonalidade das cartas que afetam também o verso das cartas, isso pode causar problemas para jogadores mais competitivos, ainda mais se tratando de um jogo de cartas. Isso prejudica o propósito de colocar como item adicional no jogo, baralhos tradicionais completos. Porém, no Cartas a Vapor em si essa é uma questão que não atrapalha em nada.

Tirando a questão pontual de diferença de tonalidade no verso de algumas cartas e tonalidade parecida em dois tipos de cartas específicos, nada há para reclamar em relação à qualidade material do jogo. A caixa é firme, sem ser exageradamente grossa, comporta todas as cartas de forma confortável. Parece ter espaço para cartas com sleeve, porém não posso afirmar se cabe ou não por não ter sleevado a minha cópia.

A caixa de Cartas a Vapor ainda vem com insert de verdade, não aquele papelão inútil que vem na maioria dos jogos. A divisória para acomodar as cartas é feita de um material rígido e revestido de um tecido que me pareceu ser veludo. Nunca tinha visto algo semelhante em jogos. Impressiona todos que veem pela primeira vez. Ainda sobre a caixa, ela possui um bom tamanho que permite carregar o jogo com facilidade para qualquer lugar. Ela também não é folgada nem apertada demais.

Componentes do jogo na caixa e manuais.

Cartas a Vapor está a venda nas melhores lojas do ramo. Na Game Of Boards, o jogo pode ser adquirido por R$139,9. Existe uma cópia dele na ludoteca da loja, então é possível testar antes de comprar.

Confira a explicação de regras que gravamos com Kevin Talarico:

Confira também a entrevista que fizemos com o Kevin e a Samanta Talarico:

 

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Conheça Gwent, o cardgame gratuito da CD Projekt RED

Neste Turno Cast falamos sobre Gwent, o cardgame gratuito da série The Witcher, que está fazendo sucesso no meio digital. Produzido pela CD Projetk RED, o jogo também teve uma versão física, lançada com edições especiais das expansões de The Witcher 3 Wild Hunt. De proposta e mecânicas simples, Gwent permite alta estratégia e combos interessantes para quem gosta de títulos no estilo Magic, Hearthstone ou Pokémon. Neste vídeo apresentamos as duas versões, além de uma partida completa da edição digital. Confira, a seguir:

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Saiba como foi o aniversário da Game of Boards

No último sábado (23), os sócios da Game Of Boards abriram suas portas para receber clientes, amigos e familiares para celebrar o seu primeiro ano de atividade. Eles têm muito para comemorar, pois conseguiram em seu pouco tempo de existência se tornar a principal referência em boardgames no RJ, e não foi ao acaso. O estabelecimento é, hoje, reconhecido por suas jogatinas semanais, eventos ocasionais e outras programações que sempre rolam por lá. Mais que uma loja, é um “point” para quem quer marcar de encontrar pessoas ou conhecer gente nova.

Daniel, Léo, Thiago e Victor, os proprietários da Game Of Boards.

A LOJA:

A Game Of Boards começou seu funcionamento em um espaço bem pequeno, porém após alguns poucos meses já estava de mudança para um local maior dentro da mesma galeria. Isso proporcionou muito mais conforto aos clientes que agora podem contar com mesas para jogar a qualquer dia e horário da semana em um espaço climatizado.

Game Of Boards quando inaugurou.
Game Of Boards atual.

A mudança também permitiu a ampliação da linha de produtos e serviços oferecidos pela loja, sendo o principal deles o aluguel de jogos. Com um catálogo que abrange boa parte dos jogos lançados no Brasil e ainda alguns títulos importados (mais de 150 no total), os valores são divididos em três categorias de acordo com tamanho e preço de venda, variando entre R$15, R$30 e R$50. O tempo de aluguel é de uma semana. Existe também a opção de assinatura de planos mensais.

Os jogos que aparecem na foto são os disponíveis para alugar ou jogar na própria loja.

A Game Of Boards cobra uma taxa de R$ 10 de segunda a quinta e um valor entre R$ 10 e R$ 20 sexta e sábado, por pessoa, que permite uso por tempo ilimitado de mesas e jogos disponíveis. Todavia, o valor pode ser convertido em consumação. Não sabe jogar? Não se preocupe, pois os funcionários da loja são sempre bastante solícitos para explicar e nas sextas-feiras rola um reforço de monitores.

Leandro, um dos monitores, explicando Tail Feathers.

A jogatina de sexta-feira é o maior encontro semanal do hobby no RJ e se tornou uma tradição para muitos jogadores cariocas. Além do espaço da própria Game Of Boards, um salão em anexo é alugado para comportar a todos com conforto e comodidade. A loja comercializa bebidas e alguns pequenos lanches, mas o casal que cuida do salão vende umas opções de comida mais robustas. Recomendo fortemente o sanduíche de carne assada.

Salão ao lado da loja usado para os mais diversos eventos.

Mais do que apenas uma loja que comercializa jogos e produtos na linha nerd/geek, a Game Of Boards tem marcado uma importante presença no fomento ao hobby. A loja sediou as edições iniciais do Lady Lúdica, evento cuja proposta é incentivar o crescimento da participação feminina; o concurso de protótipos, uma importante iniciativa para novos game designers; lançamento de jogos como foi o Anime Saga; além de campeonatos e pré-releases tais como Carcassonne Star Wars Destiny. É uma loja sempre muito receptiva para eventos que atendam aos mais diversos grupos de jogadores.

Uma das coisas que eu mais gosto na Game Of Boards é justamente a diversidade do público. Acho que eles conseguiram criar um ambiente muito amigável que atrai todos os tipos de pessoas. Então, tem aquele pessoal “heavy gamer”, que a gente já conhece dos eventos por aí; mas também sempre tem muitos jogadores novatos ou casuais. A quantidade de mulheres e famílias que sempre vejo na loja também chama atenção.

É uma loja em que a gente entra e se sente bem-vindo. Meu maior medo em ir desacompanhada aos lugares é ficar me sentindo isolada, não conseguir me integrar, isso porque sou muito tímida. Mas, nas vezes em que estive na loja nessa situação, sempre teve alguém para me convidar para jogar.

O EVENTO:

Além dos jogos, teve também uns comes e bebes.

Para comemorar seu primeiro ano de existência, a Game Of Boards fez um esquema de Play To Win. Foram mais de 10 mesas disponíveis com monitores para orientar e ajudar os jogadores. Ao término da partida, todos recebiam um cupom para se inscrever no sorteio daquele jogo específico. Eu participei como monitora dos jogos da editora Arcano Games, Anime Saga e Contária. Foi cansativo, mas também muito legal. Tive a oportunidade de interagir com bastante gente.

Mesa de Contária não parou. Nunca tinha explicado tantas vezes um mesmo jogo.

O único problema foram as filas de espera que acabaram ficando um pouco longas e confusas, pois era apenas um único responsável cuidando da lista para uma grande fluxo de pessoas. Muitas se inscreviam em várias mesas ao mesmo tempo, aí quando eram chamadas já estavam jogando outra coisa, fora que boa parte estava em grupos e queriam permanecer juntos.

Os jogos mais disputados me pareceram ser Dead Of Winter e Tail Feathers, dois títulos cujo tempo de partida eram maiores e não me pareceram muito adequados ao esquema Play To Win, no qual a galera quer jogar a maior quantidade de jogos possíveis para participar da maior quantidade de sorteios. Por mais que tenha ocorrido adaptação para encurtar a partida, ainda assim é bem complicado.

Dead Of Winter, uma das mesas mais disputadas.

Além dos sorteios do Play To Win, ainda rolou desconto de 12% em relação em compras a vista e parcelamento em até 12x para compras de qualquer valor. Eu achei um pouco fraco, nada que me estimulasse a abrir a carteira. Para não dizer que saímos de mãos vazias, compramos o Dr. Eureka, lançamento da Mandala Jogos que estávamos de olho desde que foi anunciado.

Nossos parabéns para toda equipe Game Of Boards. Que este tenha sido apenas o primeiro de muito outros anos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Eu curti muito a ideia do Play To Win e pretendo tentar algo na mesma linha em alguma edição futura do Guadalupeças. Eu gosto de promoções que façam as pessoas se envolverem com o hobby. Tenho pensado muito em formas de fazer ações nesse sentido, não apenas dar prêmios para encher evento ou aumentar inscritos e curtidas, mas que promovam interação.

Acho que mais importante do que aumentar os números é conseguir construir um relacionamento com quem consome o nosso conteúdo ou frequenta nosso evento. Eu fico bem feliz com cada comentário que recebo e cada vez que alguém vem falar pessoalmente comigo. Mesmo que, por vezes, eu não consiga demonstrar isso claramente, pois sou extremamente tímida.

Sempre que possível estamos presentes na jogatina de sexta-feira da Game Of Boards. Venha jogar com a gente! Estamos analisando a viabilidade de gravar algumas partidas que jogarmos lá para colocar no canal. É isso aí, mais do que assistir ao Turno Extra, talvez, em breve, seja possível também aparecer no canal.

Confira mais algumas fotos:

Mesa de Dead Men Tell No Tales.
Mesa de Bushido.
Ganhador do sorteio do Tail Feathers.

Confira também o vídeo que gravamos:

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