Guadalupeças: Especial Pensamento Coletivo

A edição deste mês do Guadalupeças foi um pouco atípica. Em primeiro lugar, tivemos as eleições, o que por si só, já seria suficiente para bagunçar bastante as coisas. Além disso, o administrador do espaço no qual realizamos o evento entrou de férias e ficamos sem nossas mesas e cadeiras separadas. Foi preciso nos acomodar nas mesas da praça de alimentação, que não são ruins, tem até quem as prefira, mas prejudicam na visibilidade do evento. Teve gente que foi até o local, não nos viu e foi embora.

O Felipe brincou que essa foi uma edição “oldschool”, pois logo no início era assim que rolava. Mas apesar de todas essas dificuldade o evento ocorreu com sucesso e as pessoas que foram puderam se divertir bastante com os jogos da Pensamento Coletivo, além do nosso já tradicional acervo e daqueles que são trazidos pelos amigos.

Começamos o dia com um Timeline, lançado recentemente no Brasil pela Galápagos, enquanto esperávamos o povo começar a chegar. É um excelente jogo para não-gamers, pois é extremamente fácil, rápido e divertido. Quem não adora uma curiosidade? Jogamos duas partidas antes do Filipe Cunha chegar com seu arsenal de jogos. Joguei apenas três deles, queria ter jogado outros, porém o tempo nunca é suficiente. Ainda mais quando se tem William com Village e Felipe Simões com Alien Frontiers, dois títulos que eu queria jogar há bastante tempo.

Voltando aos jogos da Pensamento Coletivo, todos eram cardgames de dedução e blefe. Todos bem rápidos e com regras simples, mas que exigem uma quantidade significativa de esforço mental. O primeiro era um de números chamado Kobayakawa. Uma carta ficava aberta no centro da mesa e cada jogador tinha uma carta na mão. Na sua vez, as opções eram: comprar uma nova carta para sua mão ou substituir a carta no centro da mesa. No caso de escolher a primeira opção, uma das duas cartas deverá ser descartada aberta.

No início da partida, cada um recebe quatro moedas. No final de cada rodada há a aposta de uma moeda, na última são apostadas duas. Ganha quem tiver a maior carta ou a soma da menor com a do centro da mesa. O ganhador da rodada fica com as moedas de todos que apostaram, mais uma do banco (duas se for a última rodada). A aposta não é obrigatória. Se um jogador ficar sem moedas, ele está fora da partida. Ao final de sete rodadas, ganha quem tiver mais dinheiro. Não sou muito fã de joguinhos matemáticos, mas até que esse eu gostei.

O próximo foi Ladrões de Araque, que acabou sendo mais chamado de Vovô. Cada jogador tem sete cartas na mão: quatro de vovô, duas de ladrão e uma de policial; mais uma carta especial de uso único que fica separada. O jogo começa com uma determinada quantidade de cartas de dinheiro no centro da mesa. Na sua vez, cada jogador vai colocar uma carta no montante, declarando o tipo. Dizer a verdade ou não depende da estratégia de cada um. O vovô não faz nada, é só ponto. O ladrão fica com todas as cartas antes dele, a menos que tenha um policial logo atrás, aí é ele quem fica com tudo. Cada conjunto de cartas possui um fundo diferente para podermos saber o que cada um jogou e contar os pontos no final da partida. É um joguinho bacana, mas eu estou um pouco cansada de blefe e achei o fator sorte um pouco elevado demais.

Para fechar, o estranho Dentro de um Jardim. Um jogo que ninguém na mesa gostou. Na verdade, no início da partida a coisa estava até fluindo, porque a gente tinha entendido o jogo errado. Então, surgiu uma dúvida no meio e o Filipe veio explicar, foi aí que o jogo perdeu toda graça e sentido. O jogo tem a seguinte historinha: Houve um assassinato no jardim, existe uma carta de vítima e três cartas de possíveis assassinos. O primeiro jogador pode olhar duas cartas de assassino, escolher trocar uma carta de assassino qualquer (mesmo a que ele não viu) com a carta de vítima, então deve apostar uma das suas cinco fichas em uma das cartas de assassino.

A princípio, todos achamos que o objetivo era tentar acertar quem era o assassino, que será a carta de maior valor entre as três ou a menor, se o cinco estiver em jogo. Além disso, no início da rodada, cada jogador recebe uma carta que passa para o lado direito. Todos os jogadores então veem duas cartas, o que ajuda na eliminação dos possíveis números. Quando alguém aposta certo, recebe seu token de volta e quando aposta errado seu token é substituído por um token preto que só serve para atrapalhar. Quando mais de um jogador aposta errado no mesmo suspeito, aquele que tiver seu token mais acima ficará com todos os outros pretos. O jogo acaba quando alguém só tiver tokens pretos ou somar oito ou mais tokens. Vence quem tiver menos tokens no final.

Foto “roubada” do E aí, tem jogo?

Durante a partida e algum tempo depois, eu fiquei achando o jogo ruim e quebrado. Mas ficou na minha mente, não consegui parar de pensar nele. Algo tinha que estar errado. Fiquei com a impressão que o Filipe não explicou muito bem o jogo, talvez por causa da pressa. Tive a oportunidade de jogá-lo novamente no Boards & Burgers desta semana com o próprio Filipe, o que ajudou bastante a esclarecer meus questionamentos.

O principal ponto é que Dentro de um Jardim não é um jogo ruim como pode parecer de início. Ele tem uma sacada diferente, que talvez seja um pouco difícil de assimilar de cara. O Filipe resumiu bem a questão: O jogo é blefe para os dois primeiros jogadores e dedução para os dois últimos. O objetivo é induzir o coleguinha ao erro para perder um token seu e o outro ficar com um token preto . Acertar o assassino só mantém a pessoa viva no jogo. Ainda está um pouco confuso, mas bem menos do que antes, talvez jogando mais umas dez vezes eu chegue ao completo entendimento do jogo.

Por falar nisso, um jogo que eu detestei quando joguei a primeira vez e queria tentar novamente para tirar a dúvida era o The Dwarf King. Mas nesse caso ficou comprovado que não é o meu tipo de jogo. Não adianta, eu não consigo jogar mais do que uma rodada. Achei muito chato, as pessoas que jogaram comigo também não ficaram muito animadas não.

Vamos aos dois inéditos mais aguardados do dia. Começando pelo Village, que tem aquele esquema de sempre dos Euros: coletar recurso e alocar os workers para fazer ações. A ambientação também é a que já estamos acostumados: rural. O que o jogo traz como diferencial é o sistema de passagem de tempo e a divisão dos meeples em gerações. São quatro no total, no início do jogo todos começam com a primeira. A boa é saber a hora de “matar” seus meeples e avançar a geração. O jogo acaba quando um dos dois espaço para alocação dos mortos acaba.

Existe o livro de registros da vila, com espaços limitados referentes a todos os tipos de ações do jogo. Os primeiros meeples a morrer em determinado local vão entrando para a história como figuras ilustres. Depois que um espaço é totalmente ocupado, o meeple que ao morrer deveria entrar nele vai para o cemitério comum. Acho que essa é a forma de ganhar mais pontos no jogo. Uma outra forma boa também é o comércio.

A coleta de recursos nesse jogo também é diferente, em cada local de ação é colocada uma determinada quantidade de recursos. Quando um jogador vai fazer a ação do local, ele pega um recurso qualquer entre os disponíveis. Se acabarem os recursos, não é mais permitido fazer aquele tipo de ação. No meio dos cubos de recurso existem cubos pretos que só servem para fazer avançar o tempo. Algumas ações ao invés de serem pagas com recurso também podem ser pagas com tempo ou utilizam ambas as coisas. A rodada acaba quando todos os cubos tiverem sido recolhidos.

Cada jogador tem o seu tabuleiro individual que representa a fazenda e tem sua contagem de tempo pessoal. Quando um meeple é alocado em uma das ações da vila, ele fica lá até morrer. A menos que o jogador utilize a ação de fazer nascer um novo meeple para pegar de volta algum que está sendo utilizado.

Gostei bastante do jogo, achei um Euro médio com tempo de duração e setup bem enxutos. A introdução do sistema de geração dos meeples dá um diferencial bacana. Apesar disso, não considero essencial na coleção. Ficaria feliz de ter, mas posso continuar jogando o dos amigos. Ainda mais que tenho dificuldade de “matar” os meeples. Só morreram dois o jogo todo, nem cheguei a completar a segunda geração.

Para fechar o dia, o aguardadíssimo Alien Frontiers. Fazia tempo que queria experimentar esse jogo, o visual dele é lindo demais. Eu adoro arte retrofuturista, já falei sobre isso recentemente aqui no blog. Agora era conferir se o jogo só tinha beleza ou se era bom mesmo. Eu não sabia nada sobre a mecânica dele, imaginava que fosse algo complicado. Estava enganada, o jogo é até bem simples e rápido. Tenho curtido bastante esta onda de alocação de dados.

Os dados representam as naves, conforme o resultado da rolagem, os jogadores escolhem em quais ações eles serão alocados. A quantidade de dados vai variar ao longo da partida conforme  os jogadores construam e/ou percam suas naves. O objetivo é dominar a maior quantidade de territórios do planeta. Para isso, são implantadas as colônias. A partida termina imediatamente no momento em que um jogador conseguir colocar sua última. A pontuação varia bastante, pois os territórios vão sendo constantemente conquistados e  perdidos.

Além da belíssima arte de capa, todos os demais componentes também são sensacionais, com destaque especial para as colônias. Adorei também a homenagem aos grandes escritores da Ficção Científica nos nomes dos territórios. Só acho que Hebert Desert ficaria muito mais adequado do que Hebert Valley como colocaram. Já está na lista de jogos a serem comprados, espero tê-lo na minha coleção em breve. Aí poderei fazer um post completão como ele merece.

 Eu sou o amarelo.

Depois ainda joguei mais umas três partidas de Timeline enquanto esperava os últimos jogos que ainda estavam rolando terminarem. Obrigada a todos que compareceram em mais uma edição do Guadalupeças, espero reencontrar a todos em 2 de novembro. Ainda não temos definido o tema da próxima edição, o Felipe quer fazer Tolkien por causa da estreia da última parte de O Hobbit. Eu gostaria de fazer Terror. Tem muito mais lógica fazer o especial Tolkien em dezembro, o problema é que estamos tentando trazer um pessoal de fora do RJ que só poderia nessa data. Vamos trabalhar para tentar organizar tudo da melhor forma possível. Fiquem ligados nas novidades acompanhando nossas páginas no FB: Turno Extra e Guadalupeças. Até a próxima, galera!!!

Segue mais algumas fotos dos jogos que rolaram.

 The Institute For Magical Arts.
Gunrunners.
 Ticket To Ride.

PS: E ainda não foi dessa vez que joguei o Uruk. XD

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Boards & Burgers de casa nova

Fazia tempo que não ia ao Boards & Burgers, mas agora com a mudança do Burger King para o Bob’s não podia deixar de marcar presença. Como já escrevi por aqui, eventos durante a semana são um pouco complicados, pelo fato de eu morar longe e o cansaço para levar cedo no dia seguinte para trabalhar. Mas vou tentar me esforçar para ser mais assídua, até porque agora sei que tem uma galera que chega cedo. Lá no início, quando eu frequentava o evento, ainda não tinha isso.

Na minha opinião, o Boards & Burgers é um dos eventos mais bacanas da cena carioca e a mudança de local vai torná-lo ainda melhor. O Bob’s da Senador Dantas oferece um ambiente muito mais agradável e propício para jogatinas. Com iluminação e sistema de refrigeração bem melhores, mesas de diversos tamanhos e formatos, além de não ficar muito cheio como o Burger King.

 Estreia com casa cheia.

Esse Bob’s, é bem diferente dos demais, ele foi todo reformado recentemente e oferece vários benefícios que não existem em outras lojas da franquia. Acredito que seja um piloto, afinal a chegada de novas redes de fast-food como Burger King, abalou bastante o mercado que anteriormente só tinha o Mcdonald’s como concorrência. Durante anos, o Bob’s ofereceu um serviço ruim sem se importar porque os consumidores do segmento não tinham outras opções.

Os primeiros ventos da mudança foram logo percebidos no Mcdonald’s e parece que agora o Bob’s está acordando para isso também. O ambiente é bem diferente, com uma decoração mais descontraída, fugindo um pouco daquele padrão de lojas de franquia, onde é tudo sempre igual. O tipo de coisa que é novidade aqui no RJ e que me agradou bastante. Tivemos a adoção não apenas do refil de refrigerante, mas também de molho. Além de máquinas de autosserviço para agilizar o atendimento, que é super tendência e demonstra uma disposição para renovação. E o principal, a comida em si que melhorou bastante. Sempre achei o hambúrguer deles ruim e ontem eu realmente gostei do que comi.

Para fechar essa parte inicial do texto sobre o novo local, acredito que para eles o evento vai ser vantajoso também, porque a galera sempre consome, e não é pouco, todo mundo nerd gordinho.  Como eu já mencionei o local não enche muito, o que acredito ser em parte pela má fama da franquia. Além dos benefícios amplamente comentados nos parágrafos anteriores, temos ainda sua ótima localização, pertinho do metrô da Cinelândia. Além de ficar bem em frente a Livraria Cultura e relativamente próximo da Redbox, as dois points da nerdice no Centro do RJ.

Mas vamos ao evento em si. Cheguei e fui direto para a Cultura utilizar o Wi-Fi. Achei que não haveria ninguém ainda no Bob’s, então ficaria dando um tempo aproveitando a internet grátis. Mas qual não foi minha surpresa quando li no FB que já tinha gente no local. Então, levantei e fui até lá, encontrei o querido Marco Curvello acompanhado pelo simpático Wagner do Beat’Em Up.

Wagner posando com sua criação.

Na semana passada, eu não conseguir experimentar o jogo dele lá na Segunda Sem Lei da Redbox, vale comentar novamente que o Felipe jogou e escreveu um texto bem legal para o Finalboss. Agora foi a minha vez de experimentar, quase perdi a chance. Ao que tudo indica esse foi o último playteste aberto, o Wagner contou que está negociando a produção do jogo com uma empresa e que foi pedido para ele dar um tempo na divulgação. Eu até perguntei se não teria problema escrever sobre o jogo, mas ele liberou. O que foi muito bom, pois Beat’Em Up me deixou empolgada. Fico feliz com a possibilidade de vê-lo ser lançado mais cedo do que o previsto.

Mas apesar de ter gostado muito do jogo, tenho minhas críticas. Eu acho que ele ainda precisa de alguns ajustes, não está totalmente redondo. A ideia é sensacional e eu realmente queria vê-la sendo utilizada da melhor maneira possível. O jogo já me ganha por ter como inspiração Boss Monster, que eu considero um cardgame incrível. Ele consegue colocar na mesa, a magia do videogame com uma mecânica simples e bem enxuta. E olha que nem sou tão fã de joguinhos eletrônicos.

Beat’Em Up também consegue transportar para mesa a sensação principal do gênero de andar e bater. Eu achei isso muito legal. Outra coisa que gostei muito foram os cenários com seus efeitos, porém aqui vai a primeira crítica. Eu achei que o cenário está muito pequeno e fica perdido no meio do jogo, no primeiro turno ficou totalmente esquecido. Acho que poderia ser feito em um cartão maior, até para podermos ter uma melhor visão da arte. Eu sei que essas questões de arte irão mudar, que é apenas playteste, mas gostaria de ver um cenário em Pixel Art bem bacana na versão final.

Visão geral da mesa.
 Cenários.

Outra crítica vai para o sistema de ataque por rolagem de dados, achei as combinações bem difíceis. Inevitavelmente, acabei comparando com Gekido, que utiliza o mesmo sistema, porém de uma maneira muito mais fluída. Cada vez que o jogador consegue dar dano, ele ganha pontos. Quando chegar ao máximo, ele pode fazer um power up no seu personagem. O problema é que esses pontos também servem para re-rolagem, então acaba que nunca se consegue a pontuação máxima.

O jogo é composto por três rodadas, em cada rodada é recebido um power up novo, foi só o que a gente conseguiu. Não rolou nenhum extra. Achei que alguns capangas são fortes demais, eu comecei pegando logo um 11 PV e sempre vão ter dois no seu tabuleiro. Eles vão andando e podem encurralar o seu personagem, o que é muito ruim. Alguns capangas são quase tão fortes quanto um sub-chefe.

Maldito balofo FDP.
Outro problema, na minha opinião, é que só existe a possibilidade de quebrar a caixa uma vez na rodada, se você der a falta de sorte de pegar um item que recupere só 1 ou 2 PV fica muito difícil. Existe um cenário que permite rolar um dado no início do turno para tentar quebrar a caixa mais vezes. Acho que poderia ficar bom ter algo assim no jogo e não apenas em um cenário. Alias, foi isso que nos deu um alívio, senão a gente não teria conseguido chegar ao final. A primeira rodada foi extremamente difícil, gastamos 2 dos 3 continues totais do jogo só nela. Isso porque esquecemos do cenário que era totalmente desfavorável, senão seria ainda pior.

No início do jogo, eu estava achando meio chato, até porque fui a primeira a morrer. O jogo tem um aspecto cooperativo, um jogador pode ajudar a bater nos capangas de outros desde que esteja na posição inicial do tabuleiro, mas no geral fica todo mundo muito ocupado com seus próprios capangas e não rola muita ajuda. O aspecto cooperativo acaba ficando limitado apenas ao enfrentamento dos sub-chefes e do chefão final.

Acho que por conta desse início, eu achei que o jogo foi demorado. Eu só comecei a me divertir para valer da metade para o final da partida, porque o cenário 2 ajudou bastante e o cenário 3 também era bem legal. Outra questão é que com mais power ups, o jogador tem mais opções do que fazer. Isso não torna o jogo muito mais fácil. Continuou bem difícil, mas agora a gente conseguia fazer as coisas funcionarem melhor.

O final foi emocionante, uma gritaria do caralho (eu gosto disso). Se não me engano, eu tinha dado 4 de dano no Chefão e só falta mais 2 para ele cair. Porém, o Wagner só conseguiu dar 1 de dano. Eu morri e acho que ele ficou com 1 PV só. Na hora que ele errou, achei que já era, que íamos morrer os dois. Acho que ele só sobreviveu por causa do power up de Aparar que aumenta defesa. Então, conseguiu mais turno para atacar e dar o golpe de misericórdia.

Espero que o Wagner não fique chateado pelas minhas críticas, pode ser que elas venham a não ter fundamento, o que estou colocando aqui são as primeiras impressões que o jogo me passou. Eu não sou nenhuma profissional do ramo, escrevo apenas como uma simples jogadora. Como eu já disse, eu gostei muito do Beat’Em Up e estou torcendo bastante para que seja um sucesso. É uma ideia muito boa e que espero ver bem desenvolvida.

Depois disso, nos despedimos com um Blueprints rápido. Esse é um jogo incrível, que só melhora a cada nova partida. Está no topo das minhas preferências atuais juntamente com Boss Monster e Jaipur. Tenho apreciado bastante os jogos pequenos e rápidos, infelizmente não tenho tido tempo ou oportunidade para os mais pesados. Todos os jogos citados tem como características: mecânicas simples e inteligentes, temáticas inusitadas, boa qualidade dos componentes e um belo trabalho de design.
 Blueprints: Quem será o melhor arquiteto? 

Para fechar, segue algumas fotos da galera jogando e espero poder reencontrar a todos na próxima terça-feira.
 O sempre divertido Cook-off.

 Angus Batalhas Medievais: eu nunca tinha visto pessoalmente antes. lol

Splendor: O fenômeno do momento.
Lembrando que domingo teremos Guadalupeças: Especial Pensamento Coletivo. O evento ocorrerá normalmente, apesar das eleições. Então, vá cumprir seu dever cívico e depois venha se divertir com a gente.
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Conquistando os Planetas

Conquistando os Planetas é um jogo de tabuleiro lançado pela Copag em 1980. O autor não é creditado, então não dá para saber se é gringo ou nacional. Bem obscuro, né? Para início de conversa, nunca soube que a Copag já tinha se aventurado fora do universo das cartas. Não encontrei quase nada sobre o jogo na internet, as descrições se resumem a: “é um War simplificado”. O que eu achei uma forma de menosprezo imerecido. Levando-se em consideração a época em que foi criado, ele é até bem bacana. Mas você deve estar se perguntando, onde foi que eu arranjei esse jogo?

Um lugar muito legal aqui no RJ para quem gosta de todo tipo de antiguidade é a Feira da Pça XV, que acontece todo sábado pela manhã. O forte não são os jogos de tabuleiro, mas procurando bem e com um pouco de sorte, a gente pode achar algumas coisas interessantes. Esse foi o terceiro jogo que comprei lá e nem sou uma frequentadora muito assídua. Eu gosto muito de tudo relacionado com Sci-Fi, então quando bati o olho nesse jogo quis logo comprar. Mas em lugares assim, é preciso segurar um pouco a onda, senão fica difícil negociar o preço.

Acabou saindo por um valor um pouco acima do que eu gostaria. O jogo está com duas naves e duas cartas faltando, além da caixa bem surrada. O vendedor começou pedindo R$30, fechamos por R$25, mas acho que dava para chegar em R$20 com um pouco mais de insistência. Se bem que o vendedor era um pouco ruim de negociação, ele não era nenhum especialista em boardgames, mas também não era bobo. É bom pegar aqueles que não fazem ideia do que estão vendendo, foi assim que comprei um Delorean novinho, lacrado na caixa, por R$50.

O que mais me atraiu em Conquistando os Planetas (além do tema, como já deixei claro) foram os componentes. Gostei muito do tabuleiro, cartas e peças (naves e mísseis), eles tem um estilo retrofuturista que lembra bastante as representações Sci-Fi dos anos 50 e 60. Por isso mesmo, achei um pouco estranha a caixa, destoava do restante do jogo. Ela sim tinha uma pegada bem anos 80. Mas bastou um pouco de pesquisa chegar a explicação.

A versão que adquiri da Copag é uma segunda edição do jogo, a primeira foi lançada uma década antes por uma empresa chamada RIAL. Consegui essa informação em um site sobre brinquedos raros. Infelizmente, não havia mais nenhum detalhe adicional. Procurei bastante, mas não encontrei outras referências. A Copag relançou o jogo com os componentes originais, só modificando a caixa e o insert. Acredito que a mudança na caixa foi para chamar mais atenção do público alvo na época.

O insert da Copag é realmente melhor, mas achei a caixa da versão da RIAL mais bonita. Ela parece uma pintura e combina muito mais com o restante dos componentes. São apenas três tipos de cartas, porém apesar da pouca variação, os desenhos se destacam por sua qualidade. As naves e mísseis foram os que mais chamaram minha atenção, pois são feitos de acrílico. Além disso, cada um dos cinco conjuntos possuem naves em formatos diferenciados.

 

Sou novata no universo dos jogos de mesa em geral, quanto mais antigos menor ainda é o meu conhecimento. Até porque as informações vão ficando escassas, não encontrar praticamente nada sobre a RIAL me deixou perplexa. É quase como se nunca tivesse existido, me senti meio em 1984 do George Orwell. Não sei se outros jogos antigos possuíam componentes com mesmo nível de qualidade. O único jogo antigo que tenho se chama Star Traders, comprei por causa do envolvimento do Asimov. Ainda não consegui jogar, mas parece ser mecanicamente interessante. Porém, os componentes não são dos mais animadores.

Conquistando os Planetas é um jogo com regras bem simples, tanto que vieram na parte de dentro da tampa da caixa, apesar de eu achar que deve ter existido um manual que foi perdido. Enfim, cada jogador possui seis naves e quatro mísseis. No início do jogo, as cartas são embaralhadas todas juntas, com exceção das cartas de missão. Serão distribuídas dez cartas para cada jogador, nelas virá sublinhada em destaque uma determinada localização. O jogador deverá posicionar suas peças de acordo com a indicação das cartas. Depois elas serão devolvidas, separadas por tipo e embaralhadas novamente. Serão formando dois decks diferentes: mísseis e naves. Após isso, cada jogador receberá uma carta de missão secreta.

Cada carta de missão vem com duas opções de objetivos a serem cumpridos. Geralmente, são conquistar determinadas localidades ou destruir um inimigo específico. O jogo comporta até cinco participantes e vem com seis cartas de missão, essa carta extra é para caso aconteça de um objetivo de conquista seja cumprido no setup inicial, a mesma possa ser substituída. Essa parte de missão é meio fraca, acho que deveriam vir mais cartas, para aumentar a rejogabilidade. Depois de algumas partidas as missões se tornam conhecidas.

O jogo vem com dois dados: um com as letras A e M e outro numerado de 1-3. No jogo, ele chama as naves de aeronaves, o que eu achei bem engraçado. Hoje o que chamamos de aeronaves são os aviões, por isso desde o início do texto utilizei a nomenclatura naves, por ser mais adequada ao nosso entendimento atual. Talvez na época o termo aeronaves fosse comum para designar um veículo espacial, apesar de já ler lido vários livros de FC clássico e nunca ter visto tal referência.

Mas voltando aos nossos dados, são eles que vão determinar a movimentação. No mapa, nós temos: planetas, planetóides (azul), satélites (amarelo) e meteoritos (vermelho). Alguns planetas maiores são divididos em áreas, não é permitido passar pelo seu interior para se mover entre elas. Outra limitação é quanto aos meteoritos, eles contam como casas normais para movimento, mas não se pode parar neles, pois senão sua nave ou míssil é automaticamente destruído. São regras boas que dificultam a movimentação, além das linhas que ligam os planetas, que obviamente não são continuas. As vezes, você vai estar perto do seu objetivo, mas sem um caminho direto, precisando fazer uma volta grande e nisso acabar sendo atingido por um ataque inimigo.

Se o resultado dos dados não lhe interessar, existe a opção de comprar uma carta. As cartas de naves trazem sugestão de ir direto até uma determinada localidade. Ligou o motor de dobra e foi para outro lugar completamente diferente, pode ser do outro lugar do mapa. Mas é opcional, pode ser que a movimentação oferecida pela carta também não lhe interesse, se esse for o caso, então passa o turno sem fazer nada.

As cartas de mísseis tem uma regra um pouco mais apertada, se optar por pegar uma carta desse tipo, você é obrigado a fazer o que ela diz. O que pode em alguns casos prejudicar o próprio jogador que comprou a carta. O jogo chama isso de tiro no escuro, um nome bem adequado. Acho isso bem legal. A carta de míssil vem com três ordens, a execução será de acordo com o resultado de numeração. Se o jogador tirou M+3 e escolheu por não mover um míssil três casas, mas sim pegar uma carta. Ele terá que executar a ordem de número 3 da mesma. As outras ordens podem ser muito melhores e pode rolar alguma lamentação nesse momento.

As cartas também podem vir com a informação de recuperar uma peça de acordo com seu próprio tipo, o que é muito bom. Apesar de não ficar muito claro (por isso acho que esse jogo vinha com um manual que foi perdido), eu entendi que uma vez que uma peça é trazida de volta ao jogo, apenas isso é feito no turno do jogador. Acho que faz sentido, senão o jogador ficaria com duas ações, o que seria injusto.

Já escrevi bastante sobre diversos aspectos do jogo, mas não sobre o que suas principais peças fazem exatamente. Então, vamos lá: Os mísseis eliminam qualquer nave ou outro míssil que esteja local onde seu movimento termine, mesmo que seja do próprio jogador. As naves são para ocupação, podemos ter naves diferentes em um mesmo local. Como eu já coloquei, os objetivos são basicamente conquista e destruição.

Mas se você é o tipo de jogador que gosta de “tocar o terror”, Conquistando os Planetas oferece uma opção bem interessante. Que tal assumir o papel de suicida e acabar com a festa de todo mundo destruindo o Sol e consequente todo o sistema solar. Nesse caso, o jogo acaba sem vencedores. É o chamado Caminho da Morte. Para atingir esse objetivo, o jogador precisa colocar um míssil no Sol. Só existe um caminho para fazer isso, que é indo de Plutão até o Sol, através de planetóides e meteoritos.

Conquistando os Planetas é um jogo bem simples, mas tem seu charme para os fãs de Sci-Fi com seus componentes bacanas. Talvez algumas “house rules” possam tornar o jogo mais interessante. Eu tenho pensado em algumas coisas, mas ainda não experimentei nada, está tudo só no plano das ideias. Até porque preciso jogar mais vezes para poder começar a fazer modificações. A questão é encontrar interessados. Então, se alguém quiser topar essa aventura e for do RJ, é só chegar.

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Segunda Sem Lei

Já faz algumas semanas que a Redbox começou com o evento Segunda Sem Lei, mas eu ainda não tinha tido oportunidade de participar. É complicado porque eu moro longe e preciso acordar cedo no dia seguinte para trabalhar. Por isso, faz tempo que não apareço no Boards & Burgers também, evento que acontecia no Burger King da Rio Branco às terças-feiras, agora eles estão de mudança para o Bob’s da Senador Dantas. O evento de hoje deve ser a despedida e a partir da semana que vem já deve estar na casa nova. Pretendo me esforçar para marcar presença lá.
Mas voltando à Redbox, resolvi aproveitar que estava de folga do trabalho hoje e ir conferir o evento. Estava seca para jogar, porque como trabalhei no final de semana, não pude ir ao Castelo das Peças. Fiquei um pouco chateada por não encontrar o pessoal de sempre lá, no dia que resolvo ir ninguém vai. Cheguei lá um pouco cedo e fui surpreendida por um rapaz que me reconheceu aqui do blog. Foi uma coisa engraçada. A gente bateu um papo e jogou Ninja Dice, infelizmente ele não pode ficar para o evento.
Depois joguei uma partida incompleta de Jaipur com o Felipe, parece que ele não ficou muito feliz em levar uma surra logo de cara, tenho jogado bastante no BGA. Joguei também Coup, enquanto o Felipe ensinava Shift para um amigo que ele encontrou lá por acaso. Então, cai na besteira de jogar Citadels. É um bom jogo, mas demora demais. O pessoal com quem joguei era bem bacana, mas preferia ter embarcado no 7 Wonders que estava rolando na mesa ao lado. 

Enquanto isso, chegou o Wagner com seu Beat’Em Up. Mais um jogo de mesa seguindo na onda dos videogames, tendo Boss Monster como inspiração e Streets Of Rage como principal influência. Se você ainda não entendeu do que se trata, é aquele lance de andar e bater. Devo confessar que não sou muito adepta dos videogames, mas o Felipe (que entende do assunto) jogou e escreveu um texto bem legal no Finalboss. Queria ter jogado, espero ter uma oportunidade em breve.
Apesar de não ter jogado nenhum jogo fora do comum, gostei bastante do evento e recomendo. O ambiente é muito agradável e o pessoal da loja uma simpatia. Achei o preço de R$15 cobrado pela participação bastante justo, o buffet de salgadinhos estava muito bom. Pois é, dessa vez não foram esfihas, o que para mim foi ótimo. Além disso, você tem direito a uma cerveja ou refrigerante. A loja disponibiliza vários jogos, mas os participantes também podem levar os seus próprios livremente.

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Guadalupeças – Especial Ace Studios

Domingo tivemos mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. No evento deste mês tivemos a presença a Ace Studios, desenvolvedora carioca criada pelo game designer Fel Barros. Como sempre, foi muito bom tê-lo conosco, não só pelos seus jogos que são maravilhoso, mas por sua pessoa agradável. Tivemos Warzoo, Gekido, Muffin Games e Agentes do S.A.P.O que viram mesa durante todo o dia. Eu ainda não tinha jogado os dois últimos, então esse foi o momento.

Amei o Muffin Games, ele é simples, rápido e divertido, pelo menos em seu modo básico. Assim como o Warzoo, ele também tem variantes mais complexas. Mas, pelo menos nesse primeiro modo, é o tipo de jogo que acaba uma partida e você já quer começar outra. O tema é muito legal e a arte das cartas também. Esse deve ser o próximo lançamento da Ace Studios, seguindo o exemplo do Gekido com edição limitada direto ao público. O jogo vai vir com caixa da Monster Factory e tokens de coração em acrílico. Não vou entrar em detalhes aqui sobre como é o jogo porque nós gravamos um vídeo com o próprio Fel Barros explicando as regras, seguido de uma partida divertidíssima e emocionante. Muffin Games foi um dos jogos mais jogados do evento.

Outro jogo que também não parou o evento todo foi o Gekido, a galera pirou muito nos dragõeszinhos. Ainda mais que o Fel Barros sempre leva aos eventos a sua versão exclusiva, com as miniaturas um pouco maiores e mais detalhadas. Não que os dragões que são vendidos ao públicos também não sejam incríveis, por isso fiz questão de comprar os meus no lançamento. E sempre deixo claro que só não comprei todos porque não tenho grana, pois ficou um trabalho muito bonito. Para quem é pobre como eu, uma 2ª edição está prevista só com as cartas e dados. Tendo em vista que as miniaturas são charme, não tendo nenhum papel na jogabilidade.

Um lance muito legal que rolou em relação ao Gekido, foi um cara que perguntou de qual empresa era o jogo. Eu expliquei que era da Ace Studios, uma empresa nacional nova, e disse que o criador estava presente no evento, apontando para o local onde o Fel Barros estava. O cara ficou super impressionado, ele achou que o jogo fosse gringo. É muito bom mostrar para quem não conhece ainda, que se faz jogo de qualidade no Brasil.

Nosso evento tem tido muito essa característica de receber um público que não é boardgamer. Talvez por ser realizado na praça de alimentação de um mercado, então sempre temos pessoas conhecendo os jogos modernos. É muito legal ver a admiração delas e mais ainda quando apresentamos um produto desenvolvido aqui no nosso país.

Ainda comentando sobre o Gekido, gostaria de agradecer os feedbacks que recebi sobre o vídeo que a gente gravou. Ficou feliz que o meu jeito meio louco de jogar tenha agradado. Eu sou uma pessoa muito tímida, um dos poucos momentos que me soltou é quando estou jogando. Acho que é por isso que gosto tanto dos jogos de mesa, eles são uma espécie de ponte que me permite interagir com outras pessoas. Normalmente nos eventos, se não for jogando, eu vou ter uma dificuldade enorme de conversar. Então, se me encontrarem por aí, não tenham uma ideia errada achando que eu sou antipática, é só timidez extrema mesmo.

O outro jogo que foi novidade para mim foi o Agentes do S.A.P.O, esse devo confessar que não me agradou tanto. Ele é uma espécie de Sueca modificada, palavras do próprio Fel Barros. Eu não sou boa nesses jogos de cartas tradicionais. O jogo é simples e até divertido, mas não funcionou comigo. Acho que foi uma questão de gosto pessoal mesmo. Jogos com esse lance de cores e números não funcionam comigo. Já tentei jogar Pega 6 várias vezes no BGA e foi a mesma sensação.

Por fim, temos o Warzoo que dispensa apresentações. Foi o jogo através do qual conheci o trabalho do Fel Barros. Com certeza, já faz parte da lista dos grandes jogos nacionais já criados. Não foi por acaso que bateu o recorde de financiamento a atingir a meta em menor tempo. Infelizmente, não joguei dessa vez. O velho drama dos eventos, a gente nunca consegue jogar tudo o quer. Mas daqui a pouco ele estará na minha coleção e com certeza vai rolar vídeo.

Para fechar a onda nacional, Funbox Jogos mais uma vez marcando presença com Cook-off e Coup. Dois jogos excelentes, o primeiro é nacional e o segundo, apesar de gringo, ganhou uma versão que é exclusividade nossa. Ambos são ótimos party games, simples e divertidos. É mais uma empresa brasileira que está fazendo um trabalho admirável. Não vou entrar em detalhes sobre os jogos, pois já escrevi sobre eles anteriormente.

Para completar o dia, joguei um dos indicados ao Spiel des Jahres de melhor jogo de 2014 – Splendor. É um jogo bem legal, tanto que foram duas partidas seguidas, mas nada de muito impressionante. O jogo é simples, administração de recurso e uma boa dose de sorte. São três níveis de cartas, cada uma delas com um recurso que permanecerá com jogador e as vezes uma pontuação. Para pegar as cartas é preciso pagar em recursos, para isso existem as fichas de recurso. Na sua vez o jogador pode: pegar duas fichas de recursos iguais (se houver no mínimo quatro no montante), pegar três fichas de recursos diferentes, pegar uma carta pagando seu custo ou reservar uma carta (recebe uma ficha coringa).

Além das cartas que dão pontos, existem também fichas de personagens que também concedem pontos, conforme seus pré-requisitos sejam alcançados pelos jogadores. Mas essas fichas não podem ser “pagas” com fichas de recurso, apenas com cartas que concedem recursos permanentes. Com o tempo os jogadores vão pegando as cartas “de graça” por causa dos recursos acumulados. Esse é o grande lance do jogo. As fichas são importantes no início, mas quanto antes conseguir diminuir a dependência delas melhor. O jogo acaba quando um jogador faz quinze pontos, então temos mais uma rodada, a menos que o jogador que marcou os quinze pontos seja o último. Porque nisso de rodar mais uma vez, alguém pode pontuar mais e vencer o jogo. Lembrou o esquema do Takenoko.

Um jogo que é certo em praticamente todo evento, mas que eu nunca havia jogado era o Resistance. Engraçado que chegamos a comprar a versão lançada pela Galápagos Jogos, mas vendemos quase de imediato, justamente por esse motivo. Com um mínimo de cinco jogadores, muito difícil jogar em outro lugar que não seja os eventos. O Resistance que joguei foi o Avalon, que o William traz religiosamente em todo Guadalupeças que nos dá o prazer da sua presença. O pessoal que conhece ambos disse que não muda pouca coisa.

O jogo é bacana, mas nada que seja essencial para coleção. Fiquei ainda mais certa que foi uma boa coisa vender. O Felipe Simões comentou sobre isso, mas no caso dele, é Munchkin que está parado. Esse é outro jogo que tem em todo evento e precisa de bastante gente. Além do mais, na minha opinião, perde a graça rápido. É sensacional nas primeira vezes, mas depois você já conhece todas piadas. Outro fator bem ruim, é o tempo de jogo que em geral acaba sendo terrivelmente longo. Porque fica um jogador sacaneando o outro e ninguém faz os dez pontos. É um vai e volta do caralho na pontuação. Fiquei traumatizada na última vez que joguei.

Voltando ao Resistance, eu fiquei do lado dos malvados. É difícil jogar sem revelar os outros membros do seu time. Blefar ou ser o traidor sozinho é muito mais fácil. Em geral, eu gosto de jogar nessa posição, como o jogador que sacaneia os outros. Nós conseguimos vencer, porque o pessoal do bem acabou se atrapalhando. É legal esse lance da acusação, só os maus se conhecem e o Merlin que conhece todo mundo. A galera do bem fica mais perdida que cego em tiroteio, o que é engraçado. Talvez jogando outras vezes, minha opinião sobre o jogo melhore.

O último jogo do dia, não só para mim, mas do evento todo, foi uma emocionante partida de Boss Monster. Começamos jogando em três pessoas, mas logo ficou só eu e o Felipe Simões. A princípio, pensei que ele venceria facilmente, mas depois fui conseguindo boas cartas de Room e minha Dungeon ficou bem forte. Porém, o Felipe investiu muito em Spell desde o princípio e foi assim que ele impediu minha vitória. Quando eu ia pontuar as dez almas, ele descarregou as Spells todas em mim. Depois foi só assistir impotente a vitória dele. Boss Monster é sensacional, mecânica e temática muito bem encaixadas e uma curva de aprendizagem baixa, sem perder com isso a complexidade. O Felipe não tirou nenhuma foto da gente jogando, mas teve uma que ele tirou de um outro pessoal que ficou muito boa. Esse jogo tem sido sucesso, todo mundo que conhece fica viciado.

Obrigada a todos que compareceram em mais uma edição do Guadalupeças. Espero encontrar a todos em 05 de outubro, onde estaremos prestigiando o trabalho do Filipe Cunha com a Pensamento Coletivo, que está trazendo para o Brasil o jogo Uruk: O Berço da Civilização, que apesar de gringo, vai seguir o mesmo exemplo do Coup e chegar para gente com arte nacional exclusiva. Eu já vi o Filipe fazendo playteste do jogo em vários eventos, inclusive no próprio Guadalupeças, mas nunca tive oportunidade de jogar. Mas já li o manual e jogo parece ser muito legal. Fiquem atentos as novidades curtindo o FB do Turno Extra e do Guadalupeças. Até a próxima, galera!!!

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Gekido: Texto + Vídeo

Está chegando mais uma edição do nosso querido Guadalupeças. Para quem não sabe, o evento ocorre todo primeiro domingo do mês e, geralmente, tem um tema em destaque. Já tivemos, por exemplo, Futebol na época da Copa do Mundo e Game Of Thrones no final da temporada da série de TV. Agora, estamos tentando fazer parceria com desenvolvedoras nacionais para que venham mostrar seu trabalho em nosso evento. No mês passado fizemos o Vaporaria, jogo da Riachuelo Games que está para entrar em financiamento coletivo. E agora em setembro, teremos a Ace Studios. Uma desenvolvedora de jogos criada por Fel Barros junto com outros grandes nomes da cena carioca. Eles tem feito um trabalho incrível, mostrando muita criatividade e talento. Seus jogos são rápidos, bonitos, divertidos e viciantes.

Podemos dizer que o “carro-chefe” da Ace Studios é o Warzoo, que bateu o recorde de meta alcançada mais rapidamente no Catarse. É um jogo muito bacana, tivemos o prazer de tê-lo presente em nosso evento para playteste. Fazer um evento com foco em um jogo ou empresa nacional é algo que nos deixa muito feliz, pois mostra o forte crescimento do mercado nacional. Mas que fique claro que estaremos sempre aberto para o trabalho autoral independente. Se você tem um jogo e quer playtestar no nosso evento é só entrar em contato.

A Ace Studios tem trabalhado rápido e forte, além do Warzoo que foi um super sucesso. Já tivemos também o Gekido, o charmoso dice rolling de batalha entre dragões. Essa primeira edição é especial e vem com belíssimas miniaturas artesanais. Adquiri o meu no lançamento que ocorreu no final de julho na loja Redbox. Infelizmente, só pude comprar 2 miniaturas, das 6 que foram lançadas. Para quem quiser saber mais informações, é só dar uma conferida no texto que escrevi sobre o assunto. Além da “cobertura” do lançamento, tem também uma entrevista bem bacana com o Fel Barros. É um dos post com o maior número de visualizações aqui no blog, no meio de gigantes do universo de LoTR e GoT. Além do post sobre o lançamento, Gekido também já apareceu por aqui quando o joguei pela primeira vez, ainda na fase de playteste no evento Castelo das Peças.

 

Apesar dessas duas aparições, eu ainda não havia escrito sobre as regras dele. Quem acompanha o blog, sabe que esse é o nosso foco principal. Então, como um esquenta para o Guadalupeças Especial Ace Studios vamos a um post completo sobre Gekido, com direito a vídeo mostrando o desenrolar de uma partida.

Gekido é um jogo de batalha entre dragões para 2 jogadores. Cada dragão vem acompanhado por uma carta que traz do lado direito suas opções de ataque e do lado esquerdo seus poderes especiais. A vida dos dragões é marcada por 5 dados D6. Os dados de ataque tem em cada uma de suas fases uma joia diferente. Isso ocorre porque de acordo com a história do jogo, Jikan o dragão mais poderoso que existe e senhor de todas as joias, temendo ser superado por seus filhos resolve devorá-los para se ver livre da ameaça. Porém, os dragõeszinhos começam uma batalha em seu estômago para se libertarem, o vencedor tomará o lugar de seu pai.

Fel Barros mais uma vez utilizando ótimas referências. Já tínhamos a Revolução dos Bichos em Warzoo, agora vem Gekido com a Teogonia. Cada dragãozinho tem a sua própria joia símbolo que é correspondente a sua cor. No seu turno, cada jogador irá rolar os dados de jóia e separar os resultados que lhe interessarem. Então, deverão apostar em um dos possíveis ataques. O primeiro número é o dano que aquele ataque vai dar em caso de sucesso e o segundo número é o dano que irá tomar em caso de falha. O jogador terá mais duas rolagens para tentar atingir o resultado pretendido.

Cada vez que toma dano e perde um dado, o mesmo é alocado a esquerda, na área dos poderes especiais. Sempre tem um poder que é livre e dois que são limitados. Um poder livre pode receber quantos dados o jogador quiser, já o poder limitado recebe apenas um dado com o número de vezes que poderá ser utilizado. E as joias de cada dragão? Bom, elas atrapalham no golpe de cinco diferentes, porque não podem ser contadas no resultado.

É um joguinho super rápido e divertido, dá para jogar várias vezes seguidas sem cansar. Seria legal fazer um campeonato para ver qual seria o dragão campeão que iria roubar a soberania de Jikan. Além do Gekido e do Warzoo, teremos também Muffin Games e Agente do S.A.P.O. Pelo menos, esses são os confirmados, porque no ritmo que essa galera está trabalhando não duvido que apareçam com mais algum outro jogo surpresa.

Chega de papo e confiram a minha partida com o Felipe. Quem vocês acham que ganhou?

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Ninja Dice: Locations Cards + Vídeo completo do jogo

No post em que comentei sobre Ninja Dice, reclamei bastante de não ter entendido o funcionamento das Locations Cards. De maneira geral, achei toda a parte de explicação de regras do jogo bem confusa. Mas nada que um pouco de esforço mental a mais não resolva, se conseguimos entender o jogo porque o mesmo não aconteceria com a expansão? Não era possível que fosse algo tão complicado assim. Depois de algum tempo olhando as benditas cartas, finalmente consegui entender. O engraçado é que depois que a gente descobre como algo funciona, fica aquela sensação de “mas era tão óbvio”.

Eu já tinha achado Ninja Dice um dice rolling bem interessante pela sua inovação na questão de posicionamento de dados e rolagem simultânea, as Locations Cards tornam as coisas ainda melhores, acrescentando mais desafio ao jogo. Elas são divididas pelos três turnos, aumentando gradativamente o nível de dificuldade. Os três decks de Locations devem ser embaralhados e o número de cartas abertas será igual ao de jogadores mais um.

Seguindo a ordem normal do turno, cada jogador irá escolher uma carta e fazer sua ação. As cartas em geral trazem o número de dados de casa que deverão ser rolados, mais dados fixos e/ou efeitos adicionais. O valor no canto superior direito é a recompensa que o jogador irá ganhar se conseguir passar pelo desafio, além do valor normal por derrotar a casa.

Agora que sei como utilizar as Locations Cards não pretendo mais jogar sem elas, pois são um acréscimo realmente significativo ao jogo. Talvez jogue sem elas só para explicar para alguém que seja novato no jogo. Além disso, as cartas são todas muito bonitas, acho que elas ajudam a dar mais ambientação.

Na primeira partida utilizando Locations Cards obtive mais uma vitória esmagadora contra o Felipe. Eu consegui vencer todas as três cartas, enquanto o Felipe só conseguiu vencer uma. Agora, quando fomos jogar para gravar o vídeo, eu perdi miseravelmente. Fizemos, na verdade, duas partidas: Uma só o jogo sem expansão e a outra já com as Locations Cards. Na primeira consegui uma vitória tranquila. Mas, na segunda, apesar de nenhum dos dois ter conseguindo passar por nenhuma das Locations Cards, o Felipe soube administrar melhor seus resultados e conseguiu roubar mais dinheirinhos de mim. Foi justo, uma vitória para cada lado.

Como eu já havia dito, a ideia era fazer um gameplay em primeira pessoa sem tanto foco em explicação. O primeiro que gravamos não me agradou muito, como eu comentei no post anterior. Eu tentei gravar usando um suporte de cabeça, o que fez com que as imagens balançassem e eu também achei que a explicação não ficou muito boa. Acho que eu tenho uma tendência ao exagero. Agora, nós gravamos usando um tripé simples e como já tínhamos a experiência da tentativa anterior, a explicação saiu melhor. Consegui manter mais ou menos a ideia da primeira pessoa, talvez em um jogo maior isso não seja possível. Mas vamos com calma, a ideia é ir fazendo jogos pequenos e aumentar gradativamente.

Por fim, quero reforçar a ideia, que os vídeos deverão servir como um complemento dos textos aqui do blog. Sugestões e críticas são sempre muito bem-vindas. Então é isso, fiquem aí com o nosso primeiro vídeo.

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Castelo das Peças

A edição deste mês do Castelo das Peças foi super agitada. Tivemos campeonato de Catan, demonstração do badalado Masmorra de Dados, Riachuelo Games com Vaporaria e Fortaleza de Berdolock, Fel Barros da Ace Studios com Gekido e Muffin e os mineiros simpáticos da Conclave com Nosferatu e Midgard. Era muita opção bacana para um tempo bem curto, ainda mais que chegamos um pouco mais tarde que o habitual.
Queria muito ter jogado o Masmorra de Dados, que está em financiamento coletivo, para saber se é isso tudo que estão dizendo. Mas, infelizmente, quando chegamos não havia nenhuma cópia livre. O Felipe está bem empolgado para comprar, mesmo sem ter jogado, só assistido vídeo. O mesmo ocorreu com Vaporaria, que apesar de já conhecer, sempre quero jogar. Até porque ainda não experimentei o lado dos Tripedem e o pessoal da Riachuelo Games levou as peças pintadas, fiquei babando, estão muito bonitas.

Catan não é minha praia. O próximo Guadalupeças vai ser especial Ace Studios e eu já tenho o Gekido (espero conseguir fazer um vídeo dele até lá), então o Muffin ficou para o evento. Assim, chegamos aos jogos da Conclave. Comecei o dia jogando Nosferatu e Midgard.

Foram duas partidas de Nosferatu, que já pegamos no financiamento coletivo. A primeira foi meio sem graça porque o vampiro foi descoberto muito rápido. A segunda foi mais longa e eu fiquei com o papel de morder os pescocinhos, o que foi bem mais divertido. O jogo é bacana, mas não achei nada de tão incrível não. O Felipe gostou bem mais do que eu, até porque ele já tinha jogado antes.

Nosferatu é mais um cardgame rápido de blefe. Um jogador é o vampiro, os demais são caçadores e existe o Renfeld, que é o único na mesa que sabe o papel de cada um. Ele funciona como um “organizador” do jogo. Cada jogador começa a partida com duas cartas e mais duas serão compradas no início de cada turno. Das quatro cartas na mão, uma carta deverá ser entregue para o Renfeld e a outra descartada aberta. Após isso, será aperto o deck de dia e noite. Sendo noite, o jogo segue para o próximo jogador até chegar ao último. Só então o Renfeld irá revelar as cartas de sua mão e aplicar os efeitos. Se for dia, as cartas são reveladas imediatamente e entra em jogo a estaca. Sendo dia, o jogador que estiver com ela pode tentar matar o vampiro. Quando é noite, a estaca só vai mudando de dono.
São quatro cartas possíveis: mordida, noite, rumor e componentes. As duas primeiras são boas para o vampiro. A terceira é indiferente para ambos os lados. A última é a que interessa aos caçadores, pois permite que eles realizem os rituais, cartas de efeito que ficam abertas na mesa. Mas isso é bem difícil, pois quando reveladas as cartas na mão do Renfeld, todas precisam desse mesmo tipo. Não me lembro o que todos fazem, mas um deles curava uma mordida.

O vampiro precisa distribuir um cinco mordidas para vencer o jogo e os caçadores precisam descobrir sua identidade e matá-lo antes que isso aconteça. O Renfeld é uma figura interessante do jogo, porque aparentemente ele só “organiza”, suas jogadas são poucas e muito sutis. É fácil esquecer que ele também é um participante e que trabalha para ajudar o vampiro. Acredito que deva ser o papel mais legal do jogo, porém é preciso já ter alguma experiência nos demais.

Acho que tenho jogado cardgames demais no mesmo estilo e talvez por isso Nosferatu não tenha me conquistado tanto. Talvez jogando mais vezes, minha opinião sobre ele melhore. Mas por enquanto ainda acho Coup e Love Letter melhores opções.

Depois veio o surpreendente Midgard. O Felipe pediu que o pessoal da Conclave falasse um pouco sobre o jogo, pois ele tinha dúvidas quanto a comprar ou não por ter ouvido algumas opiniões ruins. Na época do financiamento coletivo, nós ainda estávamos começando no hobby. Eu, pessoalmente, tinha o “pé atrás” com o jogo, porque a minha primeira experiência com cardgame nacional não foi das mais satisfatórias. Mas melhor do que qualquer opinião é simplesmente sentar e jogar. E que jogo foda! Não vou entrar em detalhes porque ele logo fará parte da coleção e com certeza vai rolar um texto completo sobre ele aqui no blog.

O próximo jogo foi o curioso Japanese The Game, um cardgame que o Felipe pegou no Kickstarter. As cartas trazem uma palavra com sua classificação gramatical e o objetivo é formar frases. O que eu achei divertido é que elas não precisam fazer sentido, basta estarem corretas gramaticalmente. Joguei com o Marco Curvello, que sabe japonês de verdade e foi muito divertido assistir a revolta dele. Não vou detalhar muito também não porque quero fazer um texto só para ele depois.

Para fechar o dia: Ninja Dice. Eu escrevi sobre ele no post passado e ainda vai rolar um outro post só sobre a expansão Locations Cards. Minha ideia é gravar o primeiro vídeo aqui para o blog com ele. Na verdade, já até gravei. Mas estou em dúvida se vou utilizar essa gravação ou se farei uma outra. A ideia de gravar em primeira pessoa é boa na teoria, mas se mostrou um pouco desconfortável na prática. 

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Jogatina de final de semana: Jaipur, Ninja Dice e Go

Um dos grandes problemas lá em casa é o grande acúmulo de jogos sem ver mesa. O Felipe é muito empolgado para comprar, agora na hora de sentar e jogar, aí já é outra história. Nossos jogos ficavam empilhados em cima de três estantes. Com a coleção crescendo rapidamente, logo ficou impraticável guardá-los daquela forma. Além do problema de espaço, as caixas estavam começando a ficar danificadas e era complicado pegar qualquer coisa para jogar, porque tinha que praticamente tirar tudo do lugar e depois colocar novamente.

 A foto é meio antiga, só para dar uma ideia. A situação estava bem pior.

A solução era comprar um armário só para os jogos. Passei meses falando no ouvido dele sem sucesso. Não tínhamos onde colocá-lo, nosso apartamento é bem pequeno. Eu queria me livrar de um sofá-cama meio inútil que a gente tem para abrir espaço, mas ele foi contra. As viagens a trabalho para fora do Brasil só pioraram a situação, porque a mala sempre voltava carregada de mais jogos. A solução veio com a troca do PS3 pelo PS4 e a consequente venda da bateria do Rock Band.
 

Com o novo espaço, compramos o armário e veio a promessa de que jogaríamos mais. Pois, agora seria bem mais fácil pegar e guardar os jogos. Apesar de que não coube tudo, alguns cardgames maiores ainda ficaram de fora (AN, LOTR, GOT…). Aproveitando esse papo de móveis, acho que nunca comentei aqui sobre a compra da nossa mesa. Também foi em função dos jogos, bem no início do hobby, ainda não tinha criado o blog. Para vocês terem uma ideia, a gente mediu o tamanho da mesa pelo tabuleiro do Zombicide. O tempo passa tão rápido, parece que faz tanto séculos isso, mas tem só pouco mais de um ano.

Enfim, voltando ao armário. Ele já completou o seu primeiro mês em casa e ainda nada de começarmos a colocar em prática o combinado. Como eu já disse, o Felipe é meio compulsivo por comprar jogos e as viagens só facilitaram as coisas. O resultado são pilhas de jogos intactos. Então, sábado de tanto perturbar, consegui estrear dois jogos: Jaipur e Ninja Dice. o/

Jaipur é um cardgame muito divertido, fácil e rápido. Cada jogador é um mercador indiano disputando para provar ser o melhor e conseguir se tornar o comerciante pessoal do Maharaja. Para isso é necessário saber negociar suas mercadorias para ter mais lucro que o seu adversário. A cada final de rodada, quem tiver sido mais bem sucedido ganha um selo de excelência, o primeiro a conseguir dois desses marcadores ganha o jogo.
A primeira vista, não é um jogo dos mais atrativos. Eu tomei conhecido dele através do Heitor alguns meses atrás e o Felipe trouxe uma cópia da França, o que também já tem um tempinho. Em Jaipur, nós temos seis tipos de mercadoria: Diamante, Ouro, Prata, Tecido, Especiarias e Couro. Os três primeiros são os mais valiosos e não podem ser vendidos sozinhos, é necessário no mínimo dois. Cada mercadoria tem uma determinada quantidade de fichas de valor. Começando com um valor mais alto e decrescendo aos poucos. É uma questão de oferta e demanda. É bom tentar vender os produtos menos valiosos o mais rápido possível para pegar as fichas correspondentes de maior valor.

Além das cartas de mercadoria, existem também os camelos. No início do jogo, são posicionadas três cartas desse tipo no meio da mesa, que representa o mercado. Os jogadores recebem cinco cartas, o que for camelo será posicionado aberto na frente do jogador. O restante das cartas vai formar o deck de compras. Serão retiradas dele duas cartas para completar o mercado, que deverá ter sempre cinco cartas disponíveis.

Na sua vez, o jogador tem a opção de: comprar, vender ou trocar mercadorias. Na compra é escolhida uma das cartas disponíveis no mercado (o limite da mão é sete cartas). Na venda é descartada quantas cartas de mercadoria o jogador desejar, pegando as fichas de valor correspondentes (só pode ser vendido apenas um único tipo de mercadoria de cada vez). Quando ocorre a venda de três, quatro ou cinco mercadorias de uma única vez, além das fichas de valor, é recebida também uma ficha de bônus. Na troca é onde entram os camelos na história. Só é possível pegar mais de uma carta no mercado através de troca. Para isso, pode-se utilizar cartas da mão e/ou então os camelos. É claro que utilizá-los é muito mais vantajoso. Importante: se for pegar camelos no mercado, é obrigatório levar todos os disponíveis. Existe uma ficha de bônus por maior quantidade de camelos no final da rodada, que tem duas formas de acabar: Quando as fichas de valor de três mercadorias acabam ou quando o deck de compras acaba.

O Felipe venceu por 2X0, mas ambas as rodadas foram bem equilibradas. Na primeira, ele vendeu muita mercadoria de valor mais elevado e pegou o bônus dos camelos. Achei que fosse ficar bem atrás na pontuação, mas depois de contar vimos que a diferença foi justamente a ficha bônus dos camelos. Na segunda, eu fiquei com ela e ainda peguei uma outra ficha bônus de venda cinco. Mas, novamente, ele vendeu mercadorias de maior valor e venceu. Não consegui fazer uma venda de diamantes. ¬¬

É um bom jogo para duas pessoas. Como eu já disse antes: é rápido, fácil e divertido. Além de ter uma visual bastante agradável e componentes de qualidade. As fichas de valor de mercadoria são bem bonitas, as cartas tem uma boa gramatura e o insert é muito funcional, além de ser uma graça. Se ainda resta alguma dúvida sobre a excelência do jogo. Jaipur está na lista recentemente publicada pelo Fel Barros no Redomanet dos melhores jogos para duas pessoas e ele é uma autoridade no assunto. Além disso, o jogo está em 10º no Family e 106º no Geral do BGG.

Depois disso, foi a vez do complicadinho Ninja Dice, mais um joguinho de Kickstater. Ele tem uma embalagem fofa demais e confesso que esse foi um dos principais motivadores para querer jogá-lo. Afinal, nem o tema nem a mecânica despertaram grande interesse. A dificuldade começou com o Felipe lendo o manual e não conseguindo entender. Se não me engano, ele já tinha tentado jogar com o Shamou sem sucesso no último Guadalupeças. Começou então a procura por vídeos, mas o pouco que encontramos, a maioria era só review sem gameplay. Então, chegamos ao Tom Vasel, sempre salvador.

Mesmo assim foi difícil. Ele via um pouco do vídeo e parava para olhar o manual. Assim foi até o final. Você deve estar se perguntando: Afinal, qual a dificuldade tão grande que pode existir em um Dice Rolling? Bom, a questão é que em Ninja Dice temos rolagem de dados simultânea e regras de posicionamento dos dados, que interferem um no resultado do outro.

O jogo que se desenvolve em três turnos. Cada jogador é um ninja invadindo uma casa para roubar o tesouro. A casa é representada pelos dados pretos, no primeiro turno são rolados quatro dados e mais um é adicionado para cada novo turno. Nos dados da casa temos fechadura, guardas e residentes. Nos dados do ninja temos fight, stealth, pick, wild, fortune e block. E ainda temos os dados que são rolados por outro jogador para atrapalhar que são arrow, block e hourglass. Os dados da casa são rolados primeiro e os demais simultaneamente. Cada jogador começa com três de dinheiro.

Para passar por um dado de guarda ou residente, o jogador precisa de um dado de fight ou stealth, porém precisam ser iguais. Se são dois dados de guarda, não é possível passar com um dado de fight e outro de stealth. Para as fechaduras é preciso pick. O wild serve como coringa, só não pode ser utilizado como fortune. Fortune tem o poder de quadruplicar o dado que está a sua frente. Nisso a distinção guarda e residente pode atrapalhar, até onde pude perceber é o único efeito prático.

O block é para evitar o arrow de outro jogador. Se um dado arrow é rolado na frente de qualquer outro dado que não seja block, o jogador perde um de dinheiro para o seu adversário. Isso tanto vale para o jogador ativo que está sendo atacado quanto para os demais jogadores que também são atacantes. É a guerra dos ninjas, todo mundo tentando atrapalhar todo mundo. O hourglass é posicionado ao lado da casa, se forem completados quatro e o jogador ativo ainda não tiver conseguido passar pela casa, ele perde e sai sem ganhar nada.

Enquanto não saírem os quatro hourglass, o jogador ativo pode re-rolar seus dados quantas vezes quiser em busca do resultado mais favorável. Ele pode utilizar um determinado dado na casa e rolar novamente o resto, mas também pode desistir se achar que não irá conseguir ou que está perdendo muito nos ataques inimigos. Quando desiste o jogador ganha um de dinheiro para cada dado utilizado. Quando consegue vencer a casa é um de dinheiro para cada dado da casa  e respectivamente por turno um, dois e três de bônus.

 

 

 

Demorei um pouco para entender o jogo e ainda tenho um pouco de dificuldade com a posição dos dados. Mas achei bem bacana essas inovações, são enriquecedoras. Dice Rolling é uma mecânica bem repetitiva e que está muito em evidência. Toda hora temos jogos desse tipo sendo lançados, então é preciso um diferencial. Já disse que a embalagem do jogo é fofa, né? As moedinhas também são muito lindinhas. Só os dados que são meio sem graça, mas aí acho que já era querer demais.

Minha grande crítica é vai para o manual, que é confuso. Os criadores do jogo podiam ter feito vídeos de  gameplay também. O jogo veio com uma expansão de acrescenta Locations Cards, mas a gente não conseguiu entender direito como funciona porque mais uma vez a explicação é falha. Custava muito colocar a imagem de uma carta como exemplo e detalhar cada item?

Ah! Esse eu ganhei de lavada, fiz mais que o dobro de pontos que o Felipe. É muito Can’t Stop no BGA. Acho que eu tenho um bom equilíbrio entre continuar e parar, a menos que role muito azar nos dados. O fator sorte também está presente no Jaipur e me prejudicou bastante, porque as mercadorias boas sempre saiam quando era a vez dele.

Foram dois joguinhos pequenos, mas foi um início. Até porque, esse final de semana, eu estava de plantão no trabalho. No domingo, não jogamos em casa porque fomos à Festa do Japão. Estava tendo um workshop bem legal de Go lá. Mais uma vez tomei uma surra do Marco Curvello. Uma pena que não pude chegar mais cedo. Queria ter jogado mais, gosto muito Go, apesar de ser péssima.

 

Voltando ao assunto jogatinas caseiras, agora é tentar aumentar o ritmo ou pelo menos manter, estreando os inéditos e não deixando os demais abandonados. É legal ter um armário cheio de jogos, porém é ainda mais bacana colocá-los na mesa. Jogar em eventos é bom, mas eu gosto muito de jogar em casa também. É um ambiente mais tranquilo, uma boa forma de relaxar depois de um dia estressante.

Tenho pensando em algumas coisas para o blog. A ideia de fazer vídeos não morreu, apesar dos problemas que praticamente inviabilizaram o Guerra do Anel. Acho que tentei começar muito do alto. Estou querendo tentar coisas mais simples, jogos rápidos que não precisem de edição ou que sua necessidade seja mínima. Tudo com câmera em primeira pessoa, para quem estiver assistindo tenha a mesma visão que teria se estivesse jogando. A ideia seria focar mais em gameplay do que em explicação de regra. Sou melhor escrevendo do que falando, mesmo que seja para uma câmera. Os vídeos funcionariam como complemento dos textos.

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Pacotão Funbox: Coup, Cook-off e Shift

A Funbox é uma conhecida locadora de jogos de São Paulo, que entrou ano passado no ramo de publicação. O primeiro lançamento foi o divertidíssimo party game nacional Cook-off do Luis Francisco. Nessa experiência inicial como editora, a Funbox parecia estar testando o mercado com um jogo despretensioso. O que, na minha opinião, foi uma decisão bastante acertada. Depois disso, veio o fenômeno Coup. Mais um party game, porém gringo e trazendo um diferencial que foi certeiro na estratégia de marketing: uma arte própria e exclusiva. Devo confessar, que torci o nariz, a princípio, para essa mudança. Mas hoje até prefiro a nossa arte, tem um estilo forte, com personalidade. Não é por acaso que a galera lá de fora ficou louca por ela.

Pegamos na pré-venda o pacote do Coup com o Cook-off, que ainda não tínhamos comprado em razão do número mínimo de jogadores ser muito alto. Mas como o preço estava ótimo, resolvemos não perder a oportunidade. Depois, ainda entrou o Shift na história, um cardgame bem incomum em que os jogadores lutam utilizando uma única carta. Foi mais um dinheirinho para complementar.

Quando recebemos o pacote fomos incrivelmente surpreendidos com a excelente qualidade do material. O Felipe falou que estava se sentindo dando prejuízo à Funbox e acho que isso resume bem nosso nível de satisfação. Não há do que reclamar, todos os componentes estão sensacionais. O único problema que tivemos foi com os sleeves, que vieram um pouco pequenos. Em razão disso, uma carta foi danificada. Mas tão logo entramos em contato para relatar o problema, eles nos mandaram novos sleeves e uma outra cópia da carta.
 
Agora chega de elogios à Funbox e vamos tratar dos jogos. Começando pelo Coup, o principal do pacote, que é um gateway muito bom. Ele é bem fácil, rápido e divertido. Em geral, sempre rolam várias partidas seguidas. O blefe é seu principal elemento, o que faz com que ocorra bastante interação entre os participantes. O jogo é composto por três cópias de cinco personagens diferentes. Cada jogador recebe duas cartas e duas moedas. Durante o turno apenas uma das ações possíveis pode ser escolhida, são elas: Pegar uma moeda, Pegar duas moedas (pode ser bloqueado pelo Duque), Eliminar uma carta de alguém pagando sete moedas (não pode ser impedido e se juntar dez moedas, essa ação é obrigatória) ou fazer uma ação de personagem.

A ação de personagem pode ser de qualquer um que o jogador quiser, independente de tê-lo ou não na mão. Porém, se for contestado terá que mostrar a carta para provar que é quem diz ser. Se for pego na mentira perde uma carta, mas se estiver falando a verdade quem perde a carta é o jogador que contestou. Quem fica sem cartas na mão é eliminado, vence aquele que sobreviver por último. Acho que a vantagem do Coup quando comparado com outros jogos de mesmo estilo, como Love Letter e Mascarade, é que ele é mais agressivo e direto, além da maior relevância do fator habilidade sobre a questão sorte.

Continuando na linha “atrapalhar o coleguinha” está na hora de Cook-off. Um divertido party game nacional criado pelo Luis Francisco. Adorei esse jogo, é também bem rápido e simples. Porém no lugar do blefe entra a sabotagem. Aqui cada jogador é um chefe de cozinha, que tenta atrapalhar os concorrentes enquanto luta para conseguir preparar seus próprios pratos. São dez turnos, em cada um deles os jogadores escolhem secretamente três cartas de ação, colocando-as na ordem em que devem ser realizadas. Depois que todos já tiverem posicionado suas cartas, a primeira é revelada e seus efeitos aplicados. Antes de revelar a próxima, os jogadores tem a opção de mudar a ordem de suas cartas restantes.

As cartas são: Preparar, Cozinhar, Pegar Ingredientes, Dobrar e Sabotar. As duas primeiras são verdes e as três últimas vermelhas. Um jogador quando utiliza uma ação de carta verde não pode ser sabotado. Cada um tem o seu tabuleiro individual que representa a sua cozinha, todos começam o jogo com uma carne e dois vegetais. A ação de Preparar passa um dos ingredientes para o fogão e Cozinhar faz com que um dos ingredientes fique pronto e possa ser convertidos em pontos de vitória. A carne precisa Cozinhar duas vezes e só pode ser feita no grill. A ação de Dobrar é muito boa para conseguir finalizar uma carne no mesmo turno. Essa ação permite fazer duas vezes a ação da próxima carta. Ela é boa também para Sabotar.

Existem dois tipos de sabotagem: 1- Roubar um ingrediente da panela ou do grill (não vai para o jogador que fez a sabotagem, mas para o estoque geral) e 2- Inutilizar uma panela ou grill. A segunda é a pior, principalmente se for o grill. A carne vale seis pontos, enquanto os vegetais valem apenas dois. Os jogadores só recebem os ingredientes iniciais, após isso é necessário utilizar a ação Pegar Ingredientes para poder preparar novos pratos e ganhar mais pontos.

Para se livrar das sabotagens é necessário fazer a ação de Limpar, para isso o jogador perde um turno inteiro. O tabuleiro individual fica virado para baixo indicando tal ação. Cada sabotagem bem sucedida dá um ponto de vitória. Se o jogador terminar o jogo com o grill ou panelas sabotadas perde dois pontos para cada sabotagem. Os vegetais dão menos pontos durante o jogo, porém quem tiver mais deles no final ganha três pontos extras e o critério de desempate também é por maior quantidade desse tipo de alimento.

Eu gostei muito desse jogo, tem um tema diferente e um visual muito bonito. A única pena é precisar de um mínimo de quatro pessoas, acho que só jogarei em eventos. Cook-off é extremamente agradável, os turnos passam em um piscar de olhos. Achei o jogo com uma mecânica bem fechadinha com a temática, algo que valorizo bastante. Tinha ouvido algumas críticas que diziam que o jogo era “zoneado”, um lance meio Munchkin. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Existe sacanagem com o coleguinha, mas nada que se compare. Até porque o problema do Munchkin não é esse, mas a forma como isso pode tornar o tempo de jogo extremamente longo. Além das piadas que se desgastam muito rápido, só tem graça nas primeiras vezes, quando ainda é novidade.

Continuando no assunto cardgame, chegamos ao Shift, mas aqui a zoeira fica limitada só a aparência das cartas. A mecânica é bem séria, não se deixe enganar pelo tamanho. Shift é uma batalha em que cada jogador utiliza apenas uma carta. Cada lado trás informações de ataque, defesa e poderes diferentes. Eles são numerados e chamados de gear, a ação chamada de shift é justamente para subir para a próxima gear. Quando essa ação é feita não pode haver ataque, a menos que se queime um espírito para isso.

Cada jogador tem cinco marcadores espirituais, a medida que vai tomando dano, eles podem ser utilizados para queimar o espírito. Além de permitir a realização de shift e ataque no mesmo turno, também são utilizados na defesa, é o que chamamos Defesa Espiritual. Ela utiliza o valor de uma gear acima. Existe também a Defesa Ativa, que soma o valor da sua gear atual com o de uma gear abaixo. Após a realização de ataques ou defesas (ativas ou espirituais) é realizado o Downshift, que é quando os jogadores voltam à gear inicial.

Cada gear tem poderes diferentes que podem ser ativados durante o ataque. O jogador escolhe um desses poderes, chamados Modificadores e que são divididos em: Alfa, Beta e Ômega. Para realizar a ativação de um poder é necessário uma rolagem de dados para verificar o sucesso. Existe também o poder Delta, mas esse é passivo, ele fica ativo só de o jogador estar naquela gear. O que pode ocorrer é uma dependência de eventos para um Delta ser válido.

Alguns modificadores vem acompanhados de um símbolo de poder adicional que chamamos Crítico. Para ativá-lo é necessário que o resultado da rolagem de dados ocorra na mesma ordem mostrada na carta. Na ativação “normal” a ordem dos dados não importa, tanto faz T+H ou H+T. Porém, se o modificador tem um Crítico e a ordem mostrada é T+H, então um resultado H+T ativa o modificador, mas não o Crítico.

O jogo termina quando um dos jogadores recebe mais um ataque após já ter recebido cinco de dano e já ter queimado todos esses espíritos. Lembrando que o tomar dano, o jogador perde um marcador espiritual, mas que esse fica disponível para ser queimado. É uma ação espiritual, como uma espécie de esforço maior que o personagem faz. Existem poderes de cura no jogo, tanto para desvirar um marcador já queimado, quanto para retornar um marcador da área de dano para a área inicial.

Dos três jogos, esse último é certamente o mais complexo e tanto o manual quanto a iconografia dele não ajudam muito. Foi o que eu menos gostei, achei que ele é desnecessariamente complicado. Além de ser um pouco repetitivo. Mas é um jogo rápido e compacto, bom para matar o tempo, se não tiver nada melhor. Ele é para dois jogadores, mas tem uma regra no site da Funbox para jogar em dupla. Também pensei que deve ser interessante jogar no estilo TodosXTodos, deve ser o caos. Talvez, um dia eu tente.

Todos os jogos estão disponíveis no site da Funbox com preços muito bons. Além dos citados no texto, ainda tem o For Sale, que peguei na época que ainda era Meeple Virus, também um ótimo party game; Bullfrogs que peguei no financiamento, mas dá para comprar como pré-venda e agora o Neuroshima Hex, que ainda não decidi se pego. Afinal, não dá para comprar tudo. Mas é perceptível a evolução da Funbox como editora, começando a pegar jogos mais pesados. Já temos anunciados como próximos lançamentos Flash Point e Ascension.

Torcendo muito para que continuem assim, evoluindo sempre e mantendo a qualidade. Minha única crítica é o aparente abandono dos nacionais, só tivemos o Cook-off e mais nada. Eu entendo a complicação envolvida no negócio. Um lançamento gringo é muito mais seguro e rentável, porque geralmente é um jogo já conhecido e querido pelo público. Enquanto que um nacional é tiro no escuro, é necessário começar o trabalho do zero. 

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