Takenoko

O jogo mais bonito e fofo de todos os tempos. Olhar para Takenoko é como olhar para um bebê, é praticamente impossível não ficar com aquela cara de admiração idiota. O efeito é ainda mais intenso no público feminino. Não é só pelo Panda, o Jardineiro e os brotos de bambu; todos os detalhes do jogo são incríveis e o material de alta qualidade. O que pode nos levar a uma ideia equivocada de que esse seja apenas um jogo lindo. Não, Takenoko não é apenas isso, apesar de ter a aparência como seu grande atrativo.

A primeira vez que joguei, achei que era apenas beleza. Foi divertido, mas nada de tão incrível. Porém, quando comecei a jogar online com os gringos no BGA é que comecei a ver o quanto o jogo é bom. Foi o fim da fofura e o início da porradaria. O esquema é completar objetivo. Ganha quem fizer o maior número de pontos. A partida acaba quando o primeiro jogar a sétima, oitava ou nona carta, dependendo do número de participantes. Então, os demais terão uma última rodada e vamos à soma de pontos. Nem sempre, quem joga a carta que encerra o jogo, vai necessariamente vencê-lo. Mas ganha uma carta bônus, chamada de carta do Imperador, que pode ser a diferença entre a derrota e a vitória. Da última vez que joguei, perdi por causa dessa carta.

 
Em Takenoko, temos 3 tipos diferentes de cartas de objetivo: Canteiro, Jardineiro e Panda. Cada jogador começa com uma de cada, o limite é de 5 na mão. As ações possíveis são: Comprar Canteiros, Comprar Irrigação, Mover o Jardineiro, Mover o Panda e Comprar Objetivo. Todos os jogadores podem realizar 2 ações distintas. O jogo começa com apenas o tile especial de lagoa onde ficam o Panda e o Jardineiro. Cada jogador também possui seu tabuleiro individual onde controla suas ações e armazena seus recursos.

 

No inicio do jogo, em geral, todos utilizam a ação de Comprar Canteiros, esses são de 3 tipos: Rosa, Amarelo e Verde. Serão abertos 3 aleatórios e o jogador escolherá um para colocar em qualquer lugar de desejar. Quando começa a partida é tranquilo, todos vão colocando seus Canteiros ao redor do tile especial de lagoa que garante o crescimento de bambu. Depois que não é mais possível colocá-los diretamente ligados, entram os Canais de Irrigação. Eles servem para levar água do tile de lagoa até o local desejado pelo jogador. O bambu só nasce em Canteiros irrigados. Para cumprir objetivos de Canteiro a mesma coisa.

O Jardineiro e o Panda se movem em linha reta em qualquer direção e quantidade de Canteiros. O Panda come um broto de bambu no local onde termina seu movimento. O Jardineiro faz crescer um broto de bambu não apenas no local onde termina seu movimento, mas também nas áreas adjacentes da mesma cor e que estejam irrigadas.

Comprar carta de objetivo é onde reside a polêmica do jogo, pois existe uma regra avançada que diz que se for comprada uma carta cujo objetivo já tenha sido cumprido, a mesma deve ser descartada e uma nova compra realizada. Eu, particularmente, acho que o jogo fica mais equilibrado dessa forma. Porém, além de ser uma regra opcional, ela ainda deixa margem para mais de uma interpretação, pois fala de objetivos cumpridos no jardim de bambu, o que nos leva a pensar em Canteiro e Jardineiro. Ficando a dúvida sobre o Panda, até porque a diversidade desse objetivo é bem limitada, além de ser o único a depender exclusivamente da ação do próprio jogador.

Após a primeira rodada entra em ação o dado de clima, que vai conceder bônus diversos. O dado é rolado antes de qualquer ação, mas a utilização do resultado não é obrigatória. Os resultados possíveis são: Sol (3 ações), Chuva (crescer bambu em qualquer lugar irrigado), Nublado (escolhe uma melhoria), Vento (2 ações iguais), Tempestade (o Panda pode comer em qualquer lugar) e Interrogação (escolhe qualquer uma das anteriores).

Dos resultados acima, acho que o único que precisa de explicação é o Nublado, no qual o jogador ganha uma melhoria a sua escolha. As melhorias são de 3 tipos: Bacia Hidrográfica, Cercas e Fertilizantes. Essas melhorias também podem já vir impressas nos Canteiros e não são acumulativas.
 
A Bacia Hidrográfica fornece toda a água necessária para o crescimento de bambu, dispensando assim a necessidade de irrigação. Porém, não se pode puxar irrigação a partir dessa melhoria. A irrigação obrigatoriamente sempre deverá vir do tile inicial de lagoa. As Cercas impedem o Panda de comer e os Fertilizantes fazem o bambu crescer em dobro.

Os objetivos de Jardineiro em Canteiros com Cercas são os melhores, não tem como ninguém atrapalhar. Eu gosto muito dos objetivos de Jardineiro, na minha opinião, são os mais legais. Eles são os mais desafiadores, pois a qualquer momento o Panda pode vir e acabar com seu trabalho, principalmente se for um objetivo com mais de um Canteiro. Esses objetivos também pontuam bem.

Os objetivos de Canteiros são chatinhos porque tem um fator sorte envolvido, além de você ficar na dependência de Irrigação. Eu tenho muita dificuldade com eles e só procuro fazer o que está na minha mão inicial mesmo, não compro mais durante a partida. Já joguei com muito gringos que gostam desse tipo de objetivo, eles ficam mais fáceis de cumprir do meio para o final do jogo, ainda mais se os outros jogadores estiverem distraídos em outros objetivos.

Os objetivos de Panda são complementares, acho que não dá para vencer jogo só com eles. Em geral, os utilizo só no final, a menos que eu pegue bambu rosa e colorido, esses dois pontuam bem. As vezes eu coloco o Panda para comer, só para atrapalhar o objetivo de Jardineiro de alguém.

Takenoko é um jogo que permite um bom nível de interação entre os jogadores, apesar de os objetivos serem secretos, de acordo com as ações escolhidas dá para ter uma ideia do que o oponente já tentando fazer e atrapalhar seus planos, principalmente se você já jogou muitas vezes e já conhece bem os objetivos.

Porém, é um jogo que não enjoa. A rejogabilidade é incrível, cada partida é diferente uma da outra, pois são muitas as variáveis. Não é só um jogo absurdamente lindo, mas também muito inteligente e divertido. Suas regras são simples, sem serem bobas. O tempo de duração também é bacana, nem muito rápido nem muito longo. Funciona muito bem com qualquer quantidade de jogadores.

Muita gente pensa em comprar o jogo por causa de namoradas ou esposas, a aparência exuberante e a temática fofa, costumam despertar bastante interesse. É um bom gateway para esse público em especifico, que muitas vezes possui uma certa resistência. Mas pode comprar sem medo de desperdiçar dinheiro, mesmo que sua companheira não seja conquistada pelo charme do nosso querido Panda comedor de bambu (o que eu acho quase impossível), de qualquer forma você vai ter adquirido um jogaço.

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Docker

Docker é mais um jogo de mecânica simples e temática inusitada. Como se isso já não fosse suficientemente atrativo, ainda temos o fato dele ter sido criado como um abstrato de nome Omba, só depois alguém pensou em lhe atribuir um tema. O jogo é super simples, rápido e compacto. Sendo composto por um mini tabuleiro 3X3, 4 conjuntos de 3 quadrados e um D6 comum. Uma ótima pedida para matar o tempo em momentos de espera, além de não ocupar quase nenhum espaço.

O movimento dos quadrados é decidido pela rolagem de dados e ganha o jogador que conseguir continuar se movendo quando todos os outros estiverem imobilizados. Os quadrados não se movem apenas para os lados, mas também para cima. Você não só pode, como deve, colocar o seu quadrado sobre o de outros jogadores, deixando-os assim impedidos de realizar movimento.

Então, uma pessoa chegou e pensou: Esses quadrados poderiam representar containers descarregados por navios no porto, assim os jogadores seriam operadores de guindastes, disputando para organizar aqueles que estão sob sua responsabilidade da melhor forma possível. Isso é simplesmente genial, o jogo deixou de ser apenas um empilhar blocos sem motivo e ganhou uma historinha que é perfeita.

Agora vamos explicar um pouco melhor como essa gracinha de jogo funciona. Cada jogador rola um D6 e realizará o movimento de acordo com o resultado. No mini tabuleiro vem especificando com setas os locais por onde os quadrados podem entrar. O jogador tem como opção colocar um novo ou mover um já existente, porém todo o movimento deve ser feito com apenas um quadrado, não se pode dividir o resultado do dado. Além disso, o não é permitido passar duas vezes no mesmo lugar. Nada de ficar indo e voltando para gastar movimento.

Por ter uma movimentação baseada em rolagem de dados pode parecer ser um jogo baseado em sorte. Não há como negar que ela existe,  porém não é tão determinante quanto possa aparentar a principio. Docker é um jogo de lógica e tática, é preciso calcular muito bem o seu movimento para tentar minimizar ao máximo os perigos que os oponentes podem oferecer e deixar a maior possibilidade de caminhos em abertos para não ter o seu jogo arruínado por uma rolagem de dado desfavorável. É um jogo que dura poucos minutos, mas os quais serão recheados de um bom nível de esforço mental.

O jogo funciona muito bem com qualquer número de jogadores e não exige nenhuma mudança de regra. A diferença que se nota dependendo da quantidade de participantes é que quanto maior, mais o fator sorte marca presença, pois o espaço para movimentação se torna muito pouco rapidamente. Enquanto que em um jogo com dois jogadores existe espaço para um gerenciamento mais bem pensado de posicionamento.

Nunca vi esse jogo sendo vendido no Brasil, minha edição veio da França. Dei uma olhada nos principais sites gringos: Miniature Market e Cool Stuff e não encontrei nada. Mas é um jogo bem fácil de fazer versão homemade. Além disso, se estiver dando um passeio fora do país e encontrá-lo, já sabe que vale a compra. É um jogo bem barato, foi comprado por 10 Euros. Por fim, sempre tem aquela possibilidade de aparecer alguém vendendo por aqui.

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Blueprints

Eu gosto muito de jogos com mecânicas simples e temáticas diferentes. Blueprints tem essas características, além de um belíssimo trabalho de arte. Desde a caixa, passando pelo manual e todos os seus componentes não há do que reclamar. Tudo é de excelente qualidade e muito bonito. Se você, caro amigo leitor, tem algum conhecimento de desenho técnico, já matou de cara do que se trata esse jogo. Blueprint é o nome dado as representações de linhas brancas em fundo azul utilizados em projetos de Arquitetura e Engenharia. Por isso, acredito que o alto padrão do material apresentado é fundamental para uma devida coerência com a temática.

Blueprints é um jogo compacto, rápido e divertido. Ele se desenvolve em três rodadas, nas quais cada jogador receberá uma carta de plano, que traz o desenho de prédio em planta baixa (com número de andares e suas posições) e em 3D. A construção será realizada através de dados. Não por meio de um resultado de rolagem, como estamos acostumados em diversos jogos. Os dados são usados literalmente para dar vida ao seu projeto.

Os dados representam os materiais disponíveis para construção do prédio, temos 4 tipo diferentes: Laranja (Madeira), Verde (Material Reciclado), Preto (Concreto) e Transparente (Vidro). De acordo com o número de jogadores será rolada uma determinada quantidade de dados, em sua vez cada um irá escolher um dado para utilização e irá retirar um novo para reposição. Sempre haverá o mesmo número de dados disponíveis para todos. A rodada acaba depois que cada um tiver pego seu sexto dado.

A escolha dos dados é um questão de estratégia. Cada tipo de material pontua de uma forma diferente. Nesse ponto, o jogo proporciona bastante interatividade entre os jogadores. Todos podem se atrapalhar mutuamente, apesar das construções serem realizadas em segredo.  Os andares são erguidos sempre do maior para o menor. Nunca se pode colocar na parte de cima um dado de valor maior do que ó que está na parte de baixo, precisa ser sempre menor ou igual.

Pontuação dos Materiais:

Laranja: Marca dois pontos para cada dado adjacente, independente de número ou cor.
Verde: Marca pontos de acordo com a quantidade utilizada. Dados 1/2/3/4/5/6 correspondem respectivamente 2/5/10/15/20/30 em pontos.
Preto: Marca pontos individualmente de acordo com a altura. Andares 1/2/3/4 correspondem respectivamente 2/3/5/8 em pontos.
Transparente: Marca pontos individualmente de acordo com o número do próprio dado.
As pontuações das construções, que são zeradas a cada nova rodada, definem quem irá conquistar as cartas de prêmio e troféus, são elas que definirão o vencedor do jogo. Existem quatro tipo de prêmios diferentes, ao término da rodada cada jogador verificará se atingiu a condição exigida para conquista de algum deles. Dois jogadores diferentes não podem ficar com o mesmo prêmio. Nesse caso será utilizado o desempate.

No tabuleiro de contagem de pontos são colocados dois dados diferentes a cada nova rodada em um espaço próprio para isso. Quem tiver a maior quantidade de dados iguais aos disponibilizados no desempate ganha. Por isso temos dois dados, se no primeiro dado o empate prevalecer, passamos para o próximo. Se mesmo assim continuar, o que eu acho muito difícil, ganha quem jogou por último.

Os troféus são de três tipos: Ouro, Prata e Bronze, sendo concedidos aos jogadores que conquistaram as maiores pontuações na rodada. Sua utilização vai depender da quantidade de participantes no jogo. Os mesmos critérios de desempate se aplicam aqui também.

Os prêmios e troféus que vão sendo ganhos ao longo das rodadas são mantidos virados para baixo só sendo revelados no final no jogo. Aqui o desempate é por maior quantidade de prêmios e depois por mais troféus de Ouro, Prata e Bronze respectivamente.

Não é um jogo fácil de encontrar no Brasil, mas se por algum acaso topar com ele, não perca a oportunidade. Como eu já disse, é um jogo rápido, fácil, bonito e divertido. Funciona muito bem com qualquer número de jogadores. Uma mecânica simples utilizada de uma maneira inovadora para se encaixar com um tema bacana. Para fechar, é um jogo da Z-Man, uma das melhores publishers de jogos de mesa da atualidade.

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Love Letter

Hoje é dia dos namorados, então resolvi escrever sobre um jogo com tema romântico. O objetivo em Love Letter é conquistar o coração da princesa. Os jogadores são pretendentes tentando entregar sua carta de amor. Cada sucesso é pontuado com um marcador de afeição. A princesa se apaixona por aquele que conseguir entregar quatro cartas primeiro. Mas fazer sua carta chegar até ela não será fácil, antes será necessário eliminar a concorrência. Para isso, é preciso ter aliados dentro do Castelo, cada um deles tem uma habilidade diferente. Ganha quem melhor souber usá-los.

Love Letter é um jogo muito simples e rápido, que costuma ter ótima aceitação entre novatos. É composto por 16 cartas de personagens, 4 cartas de referência e os marcadores de afeição. A versão que eu tenho é a Kanai Factory Limited Edition, que é um pouco diferente da versão mais popular do jogo. Além da arte em estilo japonês, alguns papéis são ligeiramente diferentes. Porém, mudando um nome aqui e ali, as habilidades permanecem praticamente inalteradas. A mecânica é exatamente a mesma.

No início, eu não gostei da Kanai Factory Limited Edition, preferia a arte da versão mais conhecida que vem em um saquinho de veludo vermelho. Um dos principais motivos para o Felipe não ter comprado. Realmente, um jogo sem caixa é complicado. Depois, ele me disse que a arte da nossa edição era a original, com o tempo fui acostumando com o trabalho do Noboru Sugiura e agora até prefiro.

Como eu disse, Love Letter é um jogo bem fácil. Começamos embaralhando as cartas e distribuindo em segredo uma para cada jogador. No seu turno, cada um vai comprar outra carta e escolher uma das duas obrigatoriamente para jogar, fazer o efeito da carta e passar para o próximo jogador. Se alguém ficar sem cartas na mão está fora da rodada. Se as cartas acabarem, impossibilitando a compra, ganha a rodada quem tiver a carta de maior valor. Quanto mais alta a numeração da carta, mais próximo da princesa é o personagem. Em caso de empate, ganha quem tiver a maior soma nas cartas do descarte.

Uma coisa importante, que não levei em consideração nas primeiras vezes que joguei, é que todas as cartas jogadas ficam na frente de quem as jogou. Não temos nesse jogo um descarte único. Isso é fundamental não só para o desempate, como explicado a cima, mas também facilita saber quem jogou o que e quais cartas um jogador pode ou não ter na mão. Essa informação é essencial na hora de escolher qual carta jogar.

Love Letter é um jogo que exige principalmente atenção para saber gerenciar bem a mão, mas também tem um pouco de sorte, dedução e blefe. A dependência de idioma é bem pequena, depois de uma partida você praticamente já gravou o que cada personagem faz e os textos descritivos das habilidades são pequenos, as ações são bem diretas.
O jogo tem um preço bem tranquilo, mesmo aqui no Brasil. Em geral, ele é vendido por R$50. Essa semana, a Galápagos Jogos andou mandando emails de dia dos namorados com o símbolo do jogo, o que causou alvoroço sobre um possível lançamento nacional. Será? Só nos resta aguardar e torcer.

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Board Game Arena

O Board Game Arena foi o meu grande companheiro de férias, o responsável por eu não conseguir fazer muitas coisas que havia planejado para esse período. A primeira vez que utilizei, alguns meses atrás, não tive uma boa experiência, por isso demorei bastante para acessar novamente. Mas resolvi aproveitar o tempo livre em casa para dar uma segunda chance e para minha alegria dessa vez obtive sucesso.
O Board Game Arena é uma plataforma bem legal de jogos de tabuleiro online em tempo real de origem francesa inaugurado em dezembro de 2010. O acesso é rápido e fácil, não sendo necessária instalação de nenhum software, plugin Flash ou Java. A interface é totalmente intuitiva, não exigindo do jogador a leitura de tutoriais chatos e demorados. A lista de jogos disponíveis é bem grande e está sempre em crescimento. Tudo isso gratuitamente. É só fazer um cadastro simples e começar a jogar. A ideia é que se o jogador sabe o jogo original, ele vai saber jogá-lo no BGA. Mas também é possível aprender novos jogos, pois sempre são disponibilizadas explicações nos mais diversos idiomas e formatos.
Um dos pontos mais bacanas é a questão das traduções, o que facilita bastante a acessibilidade e qualquer um pode contribuir. Alias, por ser um serviço feito de jogadores para jogadores, existem muitos estímulos à participação e integração. Eu li um pouco sobre a história da criação do BGA no BGG, é muito legal. O fundador é um desenvolvedor que começou a fazer versões digitais de jogos de tabuleiro no tempo livre. No início, ele não teve muita preocupação em entrar em contato com as editoras para obter as devidas autorizações, ele conta que esperava que o serviço crescesse mais para pensar nisso. A questão é que elas acabaram descobrindo antes e muitos jogos foram retirados do ar por isso, tais como Dominion e Carcassonne. Depois dessa experiência amarga, ele ficou mais esperto e hoje tem as própria editoras como participantes engajadas na iniciativa.

Minha estreia no BGA foi com Puerto Rico, apesar de nunca conseguir ganhar, gosto muito desse jogo. É um Euro de fácil entendimento com uma mecânica redondinha e incrível rejogabilidade. Não me canso de jogar. Quando sair a versão da Grow já vou estar fera. Depois, comecei a jogar Tzolk’in que é mais pesado, eu me estresso um pouco com ele. Engraçado que quando joguei no tabuleiro de verdade achei o jogo sensacional, já na versão digital perdeu um pouco o brilho. Mas ainda pretendo tê-lo em minha coleção.

Um jogo que seguiu o caminho inverso foi Takenoko. Quando joguei no tabuleiro real, achei que o jogo só tinha beleza, devendo enjoar rápido. Após jogar algumas dezenas de vezes no BGA, virou um dos meus favoritos. A rejogabilidade é muito grande e funciona bem com qualquer quantidade de jogadores, apesar de eu preferi jogar com o número máximo. E não se deixe enganar pelo aspecto fofo, o jogo tem uma pegada agressiva, é um dos que mais me faz xingar na frente do PC. Ele é uma das minhas mais recentes aquisições e com certeza vai aparecer aqui em breve.

Um jogo que quando joguei no tabuleiro de verdade e não gostei é Stone Age. Mas como todo mundo fala tão bem, resolvi experimentar na versão online. Minha opinião permaneceu a mesma. Não entendo porque tanta gente gosta desse jogo. É muito demorado, o que o torna repetitivo e chato.

Também descobri alguns joguinhos rápidos. O primeiro deles foi o Kalah, que faz parte da família da Mancala, eu já jogava Oware. A princípio, eu meio que o desprezava como uma versão simplicada do Oware, mas depois de jogar algumas vezes vi que estava enganada. Depois veio o Gomoku, que faz parte da família do Go. Aqui ninguém come ninguém, o objetivo é simplesmente conseguir fazer uma linha de cinco pedras em qualquer direção. É um jogo rápido e divertido, porém que exige bastante atenção.

Agora, o vício: Can’t Stop. É um jogo do tipo pressione sua sorte. Você rola os dados e vai subindo as colunas de acordo com o resultado. Vence o primeiro a conseguir chegar no topo de três colunas. O fator sorte é muito alto, mas também tem um nível de estratégia.

Um jogo muito legal que aprendi no Board Game Arena foi o Seasons que mistura dados e cartas. A partida tem uma passagem de tempo de três anos, antes de começar é necessário escolher as cartas que deverão ser baixadas em cada ano. São três cartas por ano. O tabuleiro é dividido nas quatro estações do ano, cada uma delas possuindo um conjunto de dados específico.

Os dados determinam os elementos que o jogador irá receber, em cada estação existem aqueles que são raros e os comuns. Através dos dados também é possível aumentar poder de invocação e obter a habilidade de transmutação, mas essa é só no turno em que sai o dado. O objetivo do jogo é juntar cristais, transmutar os elementos é uma das formas mais simples de conseguí-los. Os elementos também são importantes para baixar as cartas. É possível também através do dados comprar mais cartas e ganhar cristais diretamente. Cada jogador pegar um dado e sempre sobra um que vai determinar a velocidade da passagem do tempo. Estou louca para jogar pessoalmente, apesar da temática meio batida, achei a mecânica bem legal. Isso para não falar dos componentes que são uma graça.

Eu recomendo muito o Board Game Arena, é uma ótima opção para quando se quer jogar, mas não se tem companhia. Uma das principais criticas aos jogos de tabuleiro adaptados para meios digitais é que se perder a interação, fator muito importante no nosso querido hobby, mas isso não se aplica aqui. No Board Game Arena, você pode jogar com pessoas de todo mundo de maneira aleatória ou pode fechar uma sala para jogar apenas com seus amigos. Não é uma coisa fria como jogar por exemplo no IPAD, onde mesmo online ainda fica aquela sensação de solidão. Sempre tem muita gente online, não tem risco de entrar e não encontrar alguém para jogar.

Outra coisa legal é que eles marcam os seus jogos e indicam a quantidade de pessoas que também tem interesse naquele mesmo jogo, assim é possível mandar convites diretos. O BGA tem também um sistema de bate-papo por escrito bem funcional, acho que se fosse por voz pesaria na conexão e o objetivo é ser leve para ser acessível de forma ampla. Além dos jogos que já citei outros que merecem destaque são: Jaipur, Saboteur, Caylus, Troyes, Tokaido, Race For The Galaxy e mais recentemente tivemos a chegada de Through The Ages: A Story Of Civilization, simplesmente o atual 2º lugar no ranking do BGG. Esse jogo também vem para inaugurar um novo sistema dentro do BGA, que seria um sistema por turnos, para partidas mais demoradas. Ainda não sei muito bem como é isso, pois não experimentei, não é uma modalidade que me atraia. Se alguém quiser me adicionar por lá, meu user é Mohanah.

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Guadalupeças – Especial Futebol

Domingo ocorreu uma edição especial com temática de Futebol do Guadalupeças por ocasião da proximidade da Copa do Mundo. Tivemos mesas de Convocados, FuteboxSoccero, jogos sobre os quais já havia escrito aqui em preparação ao nosso evento. Além do playteste de Jogada de Craque, que está sendo desenvolvido pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Uma pena que não tive oportunidade de experimentar, mas pelo pouco que pude observar de uma partida, o jogo pareceu bem interessante.

 
  
  
 

Comecei o dia ensinando Convocados e Blueprints para um casal muito simpático que sempre tem marcado presença nas últimas edições do Guadalupeças – Felipe e Paula. Depois joguei uma partida de Takenoko super disputada só com ele, perdi por dois pontos de diferença. Pausa para o almoço e um For Sale com vitória tranquila para retomar as atividades. Em seguida, foi a vez de Dogs. Fazia tempo que não jogava, até comecei bem, mas depois fiz besteira. Acabei ficando em último, mas como sempre foi divertido.

       

Então, veio o inédito do dia: Robinson Crusoe. Esse era um jogo que eu queria experimentar há bastante tempo, super bem qualificado no BGG: 13º no geral e 2º no temático. É um cooperativo bem pesado com bastante dependência de idioma. Jogamos em 4 pessoas, com exceção do dono do jogo, éramos todos novatos. O jogo traz vários cenários diferentes, no que jogamos tínhamos doze turnos para conseguir acender um “fogueirão” para servir como sinalizador e sermos resgatados.

Robinson Crusoe tem uma curva de aprendizagem complicada, nem quando joguei Twilight Imperium senti tanta dificuldade de entendimento. São inúmeras coisas acontecendo ao mesmo tempo, todas as ações precisam ser pensadas coletivamente. Achei a organização de tudo isso no tabuleiro um pouco confusa, assim como as diversas fases que ocorrem dentro do turno. Levamos metade do jogo só para entender seu funcionamento, mas depois até que fluiu e conseguimos vencer.

Talvez o jogo não tenha me agradado tanto por não ter um tema muito atrativo para mim e o grande lance dele é a imersão na história, acho que a mecânica sofreu um pouco em favor disso. Outra crítica é em relação aos componentes, apesar do tabuleiro e dos tiles de ilha serem bem bonitos, achei que os demais deixaram um pouco a desejar para um jogo de valor tão alto. Espero ter a chance de jogá-lo novamente, talvez minha opinião melhore. Mas, no momento, não seria um jogo que eu compraria.

Para fechar o dia e relaxar um pouco depois de tanto esquentar a cabeça, rolou um mesão de Mascarade. Fiquei apaixonada por esse jogo desde a primeira vez que joguei, mais um excelente trabalho do Bruno Faidutti. A edição que adquirimos do jogo ainda tem o charme de ser francesa.

Segue abaixo mais algumas fotos de outros jogos que rolaram: Pokémon, Summoner Wars, Resistance Avalon, Rampage

A próxima edição do Guadalupeças vai ser especial Game of Thrones aproveitando o clima final de temporada. Preparem seus decks para batalhas sangrentas. Qual casa conquistará o nosso Trono de Ferro? O campeonato será organizado pelo pessoal do Senhores dos Jogos. Para quem não quiser ir à guerra através das cartas, teremos também a opção do tabuleiro. Não conhece os jogos? Isso não é problema, confira os textos já publicados sobre eles aqui no blog: A Game Of Thrones: The Card Game e A Game Of Thrones: The Board Game. Durante o mês deve rolar mais algum post sobre o cardgame, pretendo trabalhar no meu deck Lannister. Para fechar, talvez tenhamos também Battle Of Westeros. Fique por dentro das novidades curtindo no Facebook: Guadalupeças e Turno Extra. Aguardamos a todos em 06 de julho.

 
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Soccero

Fechando nossa série sobre jogos com temática de Futebol em preparação à edição especial do  Guadalupeças, vamos de Soccero, que apesar de não ser nacional, acredito ser o mais fiel possível. Esse jogo foi criado por uma dupla de finlandeses, país sem tradição no esporte. Porém, o esforço é tanto que existe até uma divisão de regras: básicas e avançadas. A ideia é realmente tentar colocar no tabuleiro toda a emoção dos gramados. Nesse texto, trataremos apenas das básicas. Talvez, depois eu escreva um outro só com as demais regras.
A princípio, o jogo é bem simples. A duração sugerida é de dois tempos de 45 minutos, achei exagero antes de começar a jogar, mas depois vi que nem tanto. Porém, acho que dois tempos de 20 minutos são suficientes. Mas essa sensação pode ser porque Futebol não é muito o meu lance. O jogo vem com dois times de onze jogadores, bola e gols. As jogadas são decididas por dados, D6 comum para movimentação e customizados com direções para chutes.
No início da partida, o posicionamento dos jogadores pelo campo é livre. Quem irá começar com a posse de bola é decidido pela sorte assim como no jogo real. O resultado do dado de movimentação pode ser distribuído entre qualquer quantidade de jogadores. Não existe limite de direção, só precisa ser sempre reto, não é possível ir para frente e depois para o lado, por exemplo. Aqui não tem drible, acredito que deva ter nas regras avançadas.
Se o jogador que está de posse da bola se movimenta, a face da mesma é virada para o lado vermelho, indicando que esse jogador terá que passá-la para outro em uma próxima movimentação. Para roubar a bola do adversário, o jogador deve parar seu movimento no mesmo espaço do outro. No chute a gol, o goleiro rola o D6 e consegue sucesso se tirar 5 ou 6. Na minha opinião, devia rolar o dado direcional também, mas talvez isso fosse deixar a coisa muito difícil. Porém, é preciso cuidado com o impedimento, ele está presente mesmo na regra básica.
O jogo também vem com duas ampulhetas para limitar o tempo das jogadas de cada um, nada de ficar pensando a vida toda no que fazer, as decisões precisam ser rápidas. Mas o uso delas é opcional e o manual não aconselha seu uso para iniciantes. A zoação está liberada para todos que já jogaram qualquer coisa comigo. XD
Ficou interessado em experimentar? Compareça ao Guadalupeças. Ele estará disponível para quem quiser jogar, assim como o Futebox e o Convocados. Teremos também o pessoal do Senhores dos Jogos com o playteste de Jogada de Craque. Além, é claro, de todo o nosso já conhecido acervo e várias novas aquisições como Takenoko e Rampage.
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Futebox

Seguindo com a nossa série de posts sobre jogos com temática de Futebol em preparação ao Guadalupeças especial que ocorrerá no próximo domingo, vamos com mais um nacional. O Futebox é um jogo da Mitra, uma empresa cujo trabalho eu admiro muito, já falei sobre eles aqui em outras oportunidades. Esse jogo faz parte da Enciclopédia de Jogos, uma linha muito bacana com uma pegada mais tradicional e clássica com representantes do mundo inteiro, mas que nem por isso foca só nos mais antigos. Apesar de serem a maioria, temos espaço para alguns mais novos também.
Esse jogo foi comprado pelo Felipe na Livraria Cultura há alguns meses por seu tema inusitado. Aqui gostaria de abrir um parênteses para reclamar que eles não fizeram reposição dos jogos da Mitra, agora fiquei sem ter onde comprar vários outros títulos que me interessavam. No Natal do ano passado haviam muitos jogos à venda, se acabaram é porque teve uma boa receptividade. Os jogos da Mitra tem uma apresentação muito bacana, o tabuleiro é dobrável com espaço lateral para guardar as peças e vem com uma luva para proteger a caixa/tabuleiro. É um formato fácil transportar e guardar, além de ficar bem bonito na estante. Ainda tenho bem pouco, mas um dia ainda terei toda a coleção.

Quando abri o jogo e li as regras, achei meio bobinho. Em um primeiro momento, por ser baseado em dado, é plenamente compreensível o pensamento de que é um jogo com um forte fator de sorte. Mas isso é um engano. Futebox não é só rolação de dados, quanto mais bem elaborada for a estratégia, maior a chance de vitória. É um jogo de regras extremamente simples, permitindo que possa ser jogado por qualquer pessoa, até mesmo crianças, sem dificuldades.
Em Futebox, cada lado possui seis jogadores que começam a partida na área inicial demarcada por círculos brancos, na sua vez cada um dos oponentes irá rolar o dado e moverá o jogador definido pelo número que sair em qualquer direção a mesma quantidade de espaços, podendo andar para frente e para trás, as únicas exigências é que o caminho esteja livre e não é permitido passar pelas áreas iniciais. Porém, é possível terminar seu movimento em um espaço ocupado por outro jogador, nesse caso esse deve voltar à área inicial do campo. Exemplo: Resultado 6 no dado, o jogador 6 será movido 6 vezes. O objetivo é chegar até o gol do time adversário, esse espaço possui uma marcação diferente, são triângulos ao invés de círculos e fica em um quadro fora da área verde do tabuleiro. Ao marcar o gol, o jogador volta para a área inicial.
O que permite a estratégia e minimiza o fator sorte é a liberdade da movimentação. A forma como o tabuleiro é divido em losangos ao invés dos tradicionais quadrados e o fato de posicionar o jogadores nos pontos de intersecção, como no Go, ao invés de dentro das casas, permite uma grande possibilidade de movimentos. Avançar para o gol ou bloquear o caminho adversário? Qual posição eu preciso ficar tanto para atacar quanto para defender? É um jogo bem matemático, como o Xadrez, com a dificuldade da divisão inusitada do tabuleiro. Não há uma definição para tempo de jogo, isso deve ser previamente acordado no início da partida.
Apesar de não ser mais encontrado fisicamente na Livraria Cultura, ainda é possível comprar pelo site deles ao preço de R$48,90. Outros jogos da Enciclopédia de Jogos também podem ser encontrados lá na mesma faixa de valor. Acho o preço bem justo, o chato de comprar pelo site é pagar frete, preferia muito mais ter o prazer de ir à loja e adquirir o produto em mãos. Mas fica a dica, vale a pena conhecer mais sobre os jogos da Mitra. Além do Futebox, estaremos também com outros jogos deles a disposição, é só chegar e jogar. Não custa lembrar que estaremos com o nosso já conhecido acervo e com vários outros jogos novos. O Guadalupeças é no domingo agora, 1º de junho. Venha se divertir com a gente.
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Convocados

Faltam apenas alguns dias para o início da Copa do Mundo, por esse motivo teremos uma edição especial do Guadalupeças com foco em jogos cujo tema seja Futebol. Tentarei ao longo da semana escrever sobre alguns que estarão disponíveis em nosso evento que se realizará no próximo domingo, dia 1º de junho.

Vamos começar pelo simpático cardgame Convocados, mais um joguinho baratinho e divertido feito pelo Renato Sasdelli da Galápagos Jogos e lançado pela Copag. Já tenho ele há algum tempo, mas nunca tinha me interessado em jogar justamente por causa do tema. Puro preconceito da minha parte, porque o jogo tem uma mecânica bem bacana.

Em Convocados cada jogador é um técnico que tem a sua disposição jogadores das melhores seleções do mundo para compor seu time. O jogo vem com seis cartas de campo (defesa, meio-campo e ataque), oito seleções (Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Holanda, Espanha, Uruguai e França), além de cartas táticas e de esquema tático. Com esse material é possível realizar duas partidas  simultâneas independentes, pois o campo é formado por três cartas e o baralho de compras de jogadores por quatro seleções.

No início do jogo, embaralhamos as cartas de jogadores das quatro seleções escolhidas, para uma partida inicial a sugestão é utilizar as seleções básicas: Brasil, Alemanha, Itália, Argentina. Essas seleções possuem jogadores diferenciados, já as restantes recebem pontuação extra quando atendidos determinados critérios específicos de time, tudo de acordo com as características histórias de cada uma delas. As básicas são mais destacadas no talento individual, enquanto as outras se diferenciam pela ação em grupo.

Cada técnico receberá seis cartas de jogadores, duas cartas táticas e duas cartas de esquema tático. Nas cartas de jogadores encontraremos no canto inferior direito o número de sua camisa e na parte de cima, respectivamente, as forças de ataque, meio-campo e defesa. As cartas táticas funcionam como “poderes especiais”, concedendo-lhe uma ajuda extra ou atrapalhando o adversário. Os esquemas táticos determinam a quantidade de cartas de jogadores que poderão ser baixadas em cada área do campo, ele fica aberto sobre a mesa, podendo ser trocado no meio jogo.

O objetivo do jogo é dominar a maior parte dos setores do campo. Durante o turno cada técnico poderá escolher uma das quatro ações abaixo:

1- Baixar uma carta de jogador e comprar outra para repor a mão (é a única forma de compra ao longo da partida).
2- Baixar uma carta tática.
3- Trocar esquema tático e/ou reposicionar jogadores.
4- Realizar substituição de jogadores (limite de três por partida)

Em cada área do campo os jogadores vão sendo baixados de acordo com o limite imposto pelo esquema tático, os valores de cada lado são somados e é determinado o vencedor. Lembrando que existe uma assimetria entre ataque e defesa. São duas cartas de campo em que teremos de um lado o ataque e do outro a defesa, apenas o meio-campo é igual para ambos os lados. Mas a própria carta vem indicando as área do campo. Confesso que isso me deixou um pouco confusa no início da partida.

Além da soma de forças das cartas de jogadores, existem algumas situações que concedem pontos extras. Esses bônus sempre serão contados levando em consideração os setores específicos do campo.

1 ponto – apenas jogadores com o mesmo número de camisa.
1 ponto – apenas jogadores de um mesmo país.
1 ponto – apenas jogadores cujos números de camisas formem uma sequência.
3 pontos – apenas jogadores do mesmo país e cujos números formem uma sequência.

O jogo termina quando ambos os lados tiverem dez jogadores em campo, porém quando o primeiro técnico colocar seu décimo jogador, o outro não poderá realizar qualquer outra ação além colocar jogadores até chegar ao décimo também, não podemos mais comprar cartas para repor a mão.

Eu gostei muito do jogo, a mecânica é bem simples, mas não é boba. Apesar de rápido, permite um algum nível de estratégia e o fator sorte é bem pequeno. É divertido tanto para novatos quanto para os mais experientes. Achei bem diferente a utilização de cartas, sai um pouco da zona de conforto induzida pela própria temática. Se ainda resta alguma dúvida, quando disse no início que era um jogo baratinho, não era exagero. Ele está disponível no site da Copag por R$9,90. Está esperando o quê? Corre lá para comprar. E enquanto ele não chega, venha jogar com a gente no Guadalupeças. Esse e outros jogos de Futebol estarão disponíveis, além do nosso acervo tradicional e das muitas novidades que o Felipe trouxe diretamente da França. 

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Inauguração da loja Redbox

Sexta-feira passada tivemos a inauguração da Redbox aqui no RJ, eu até cheguei a dar uma passada lá para conhecer, mas estava simplesmente impossível. Tinha uma fila enorme na porta para entrar. A loja fica localizada na Av. 13 de Maio no Centro, um endereço bem conhecido entre os gamers cariocas, principalmente quem curte Magic e RPG. A Gibiteria e Bárbaras Magias fez parte da vida de toda uma geração e foi triste seu fechamento. A Redbox não é exatamente na mesma loja, mas fica no mesmo prédio e andar. Não estamos mais órfãos, e o melhor, eles chegaram antenados com o crescimento do mercado de boardgames. Além da venda de jogos, eles estão iniciando um serviço muito bacana de aluguel.

Quinta-feira finalmente consegui conhecer a loja, o Fel Barros marcou uma jogatina básica no local – o Redboards. Não sei se será um evento fixo, gostaria que fosse, mas independente de ficar como algo oficial ou não, pretendo voltar lá muitas vezes para jogar. A loja está bem bonita e é bastante espaçosa. Ainda está um pouco vazia de produtos para o meu gosto. Não sei se eles vão manter assim para fazer um visual “clean” ou se depois vão colocar mais coisas. Particularmente, prefiro estantes abarrotadas. A parte reservada aos jogos para aluguel está bem cheia e com muita coisa boa. O mais bacanas é que a maioria não é facilmente vista por aí. Tem vários jogos que quero jogar e nunca tive oportunidade, tipo: Caylus, Village, Rattus, Tokaido, Alien Frontiers, Nexus Ops

 

 

Comecei a noite jogando o badalado Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men com o Cacá. Primeiro, ele jogou com o Felipe que teve um pouco de dificuldade de entendimento. Um playmat faz falta para dividir as áreas do jogo, tipo os que vem com Battle Scenes. Também senti falta de um contador, é feio demais ficar anotando em papel. Outra crítica ao material são os saquinhos que vêm para colocar os dados durante a partida. É saquinho de papelaria, mais vagabundo impossível. O jogo em si não achei nada demais. Não compraria, não faz o meu estilo. Só está causando essa comoção toda porque é Marvel. Mas eu sei que o Felipe vai comprar justamente por esse motivo.

O grande charme do jogo é claro são os dados de personagem, eles realmente são uma graça. Os outros dados não tem nada demais. Jogamos cada um com três personagens cada um deles com dois dados. Eu fiquei com Capitão América, Tocha Humana e Thor. O Cacá foi de Homem-Aranha, Hulk e Fera. Além dos personagens, tinham três cartas de habilidades especiais. Em cada turno, são retirados quatro dados do saco para rolagem. Eles tem faces de “peãozinho bucha” e com símbolos específicos necessários para comprar um dado de personagem. É possível re-rolar uma vez qualquer quantidade de dados e também colocar na reserva, para aumentar a quantidade de dados rolados no próximo turno.

As cartas de personagem vêm com um símbolo específico e com o número de energias necessárias. Para colocar um dado de personagem em jogo, pelo menos um dos dados de energia utilizados para pagar o custo precisa ter o simbolo solicitado na carta. Para comprar habilidades especiais é só pagar o valor numérico. Os dados utilizados vão sendo descartados, só voltando para o saco de rolagem quando o mesmo ficar vazio, é um dice-building. A partida foi bem emocionante, doze de vida no total, fiquei com sete e ainda não tinha conseguido dar um dano sequer. Foi aí que a sorte virou e consegui zerar os pontos de vida todos do Cacá sem perder mais nenhum.

Enquanto eu estava nessa de rolação de dados, o Felipe começou uma partida de Rampage e descobriu que perdemos um meeple no Anime Pocket. Entramos em contato com a Repos solicitando a reposição e no dia seguinte eles já haviam enviado uma resposta positiva. Tão solícitos quanto a Days Of Wonder foi quando solicitamos reposição de peça do Smallworld. Mas, pela natureza do jogo, acho que deveria vir com uma reserva de meeples como o Ticket To Ride que vem com trens extras.

Quando terminei de jogar o Marvel Dice Masters: Avengers vs. X-Men ainda estava rolando o Rampage, então fui procurar alguém disponível para iniciar um novo jogo. O Fel Barros, o Rodrigo Rêgo e mais outros dois meninos estavam querendo alugar, então me juntei a eles. O aluguel saiu bem barato, R$4 para cada um. Depois de alguma dúvida acabamos pegando Amun-Re do Knizia, um Euro médio tendo o Egito como tema. A partida é composta por seis turnos, três no antigo Egito e três no Egito moderno. Em cada turno, os jogadores vão adquirir uma província. Depois vem as ações que podem ser: comprar carta, escravo e tijolo para construir pirâmide. O que limita as ações são as províncias, cada uma delas têm características específicas, e a quantidade de dinheiro que se tem para gastar. Então, vamos ao sacrifício ao Amun-Re e receber o dinheiro, de acordo com o resultado dessa fase e a quantidade de escravos que a província possui.

Infelizmente, jogamos só os primeiros três turnos, pois já estava ficando tarde e eu precisava ir embora. Na segunda parte, o Fel falou que é legal porque as pirâmides ficam construídas, então a disputa pelas províncias fica mais acirrada. Espero ter oportunidade de jogar novamente, de preferências com as mesmas pessoas, porque aí todo mundo já sabe as regras. Enquanto eu construia pirâmides no antigo Egito, Felipe disputava quem era o melhor arquiteto fazendo construções com dados em Blueprints. Esse jogo parece muito legal, estou doida para experimentá-lo.

Gostei muito da loja, fico na torcida para que seja um sucesso. Principalmente, a parte de aluguel de boardgames. Quem sabe daqui a algum tempo tenhamos algo minimamente próximo a Ludus (o nome da rua é o mesmo O_o), só que sem a parte da comida. Não que eu ligue para isso. Na minha opinião, jogos e comida devem ficar bem longe um do outro. Mas se a fome apertar, a loja vende algumas coisinhas básicas para enganar o estômago e para quem bebe, além da cerveja em lata vendida lá, tem uma barbearia muito louca ao lado que vende chopp.
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