O Último Grande Campeão

Meu noivo comprou esse jogo bem barato em uma promoção no site da Galápagos. Para quem não conhece, é um jogo nacional cuja temática é MMA. Pelo preço, a própria temática e arte pensei que seria dinheiro jogado fora. Sim, a arte dele também não é lá grandes coisas. Levou algum tempo até esse jogo finalmente conseguir ver mesa.

Apesar de ser um jogo de luta, ele precisa de três jogadores no mínimo.  Todo jogo assim acaba ficando um pouco encostado aqui em casa. Sendo um jogo do qual nada se esperava, ficou ainda mais tempo que o normal.

A oportunidade veio em um dia que fui jogar na casa de um vizinho. Já era de noite e no dia seguinte, eu iria acordar cedo para trabalhar, então precisava de algo rápido e fácil de carregar. Resolvi então dar uma chance. Jogamos em cinco pessoas e qual não foi minha surpresa ao perceber o quanto o jogo era divertido. Depois tive a oportunidade de jogar com três pessoas e achei que não funcionou tão bem. Acredito que o ideal seja cinco ou seis pessoas mesmo.
De maneira bem resumida, ele funciona da seguinte forma. Um dos jogadores (aleatório) começa com a peça que representa o Cinturão de Campeão. O objetivo do jogo é juntar oito ou dez pontos de vitória (varia de acordo com a quantidade de jogadores) e conquistar esse componente. Cada jogador pode realizar duas ações de um total de quatro (que não podem ser repetidas), sendo que quem estiver com o Cinturão só pode realizar apenas uma ação. As ações são: desafiar o campeão, treinar, comprar carta e curar.

No início da partida, cada jogador escolhe a carta do seu lutador. Essa carta vem com os símbolos das habilidades que esse lutador possui. É possível adquirir novas habilidades ou melhorar as que já tem na carta através do treinamento. As lutas e treinamentos são realizadas através dos dados que vem com os símbolos das habilidades. A quantidade de dano vai ser igual a quantidade símbolos correspondentes do dado e da carta. Depois de rolar os dados de ataque, você rola os dados de dano para saber quanto você se machucou e depois vai ser a vez do oponente. Aqui você bate, mas também apanha e não tem defesa.

Os dados são a única parte bonita do jogo. Eles são uma graça, os dados de luta pretos com os símbolos das habilidades e os dados de dano amarelos e um vermelho com as conhecidas onomatopeias de lutas.

As cartas são naquele velho esquema: ajuda você ou atrapalha o adversário. O importante é que comprar cartas é ação, mas jogá-las não. Assim sendo, você pode combar frenético.

Agora só falta falar da ação de curar que, na minha humilde opinião, é o maior problema do jogo. Você pode usar uma das suas ações para curar um dano ou passar a vez e curar três danos. Não existe um limite de dano que um lutador pode ter, ninguém é eliminado por isso. O dano diminui a quantidade de dados que você joga na luta. A cada dois danos você fica com um dado a menos. Porém, só vai até três. Quando joguei a primeira vez, não prestei atenção nisso e fui zerando os dados, o que obrigava as pessoas a se curar. Se você fica sempre com três dados e ainda tem carta que acrescenta dado na sua rolagem, para que vai gastar ação curando?
Outra coisa que eu achei mais ou menos foram as peças variantes. O Mestre é razoável, mas é muito esforço para pouco benefício, só dá defesa contra um tipo de golpe. A Ring Girl é repetição da carta, faz exatamente a mesma coisa, concede ponto de vitória automático. As outras duas são para você próprio criar as regras. Não consigo me decidir se isso foi uma boa ideia ou não.

Enfim, o jogo tem alguns problemas, tanto na questão arte quanto na questão jogabilidade, mas não merecia ter sido tão fracassado. Eu comecei o texto informando que o jogo foi comprado em uma promoção no site da Galápagos. Foi um grande saldão que eles fizeram, acho que estavam querendo liberar estoque. Bem, todos os jogos esgotaram rapidamente. Ou melhor, quase todos, O Último Grande Campeão foi o único que ficou lá encalhado. Atualmente, ele consta como esgotado, mas levou muito tempo e ele era o mais barato de todos.
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Retrospectiva

Pode parecer um título estranho para primeira postagem, sua motivação se deve ao fato de minha caminhada no incrível mundo dos jogos de mesa ter começado a cerca de um ano atrás apenas. Ao contrário da maioria das pessoas, eu não tenho uma história saudosista de infância com jogos como War, Detetive, Banco Imobiliário ou Jogo da Vida. Mas isso não significa que meu primeiro contato com esse tipo de jogo tenha ocorrido somente no ano passado.

Meus passos iniciais com jogos de mesa foram com Heroclix e Magic, respectivamente. Mas devido ao universo altamente competitivo de ambos, comecei a procurar por opções mais leves de diversão. Eu sempre gostei de lojas de brinquedos e foi assim que eu conheci as versões de carta dos jogos de tabuleiro citados acima e um jogo novo, um tal de Catan.

Natal do ano passado.
Até esse momento, os jogos de mesas eram apenas um passatempo divertido, que poderia ter ficado só nisso. Talvez tivesse comprado algum outro jogo dos tradicionais. Eu cheguei a pensar em comprar o War Batalhas Mitológicas. Mas tudo mudou quando li a notícia do lançamento do A Game Of Thrones: The Card Game pela Galápagos Jogos. Na época, eu estava lendo os livros freneticamente. No início, éramos só eu e meu noivo, não tínhamos outras pessoas com quem jogar. Foi aí que surgiram os eventos, fora que eu era louca para saber como era o lance daquele “tabuleirinho” com as peças representando os títulos. Procurando por grupos e eventos no Facebook conhecemos A Game Of Thrones: The Board Game. Nossa estreia em eventos foi na 1ª Dungeon Cards. Fomos na intenção de jogar ambos, mas só deu tempo para ele.

Empolgadíssima com minha blusinha dos Starks.

O segundo evento que fomos foi o Castelo das Peças. Tínhamos acabado de adquirir nosso primeiro jogo importado e estávamos muito empolgados para testá-lo, até porque era um jogo de uma outra série que somos muito fãs: Battlestar Galactica.
 Quem é o Cylon?

Esse evento também foi importante porque foi nele que joguei meu primeiro Euro: Myrmes. Um jogo no qual você administra uma colônia de formigas tentando sobreviver as quatro estações durante três anos.

Tabuleiro principal (jardim).

 Tabuleiro individual (formigueiro).
Espero um dia tê-lo na minha coleção, apesar de só ter jogado uma única vez, é um dos meus favoritos.
Mas e o A Game Of Thrones: The Card Game? Levou algum tempo até eu consegui jogá-lo com outras pessoas. Fui frequentando os eventos e conhecendo outros jogos. Com o tempo surgiu a ideia de realizar nosso próprio evento, que a princípio se chamou Dungeon Cards Zona Norte.

 
Enfim, A Game Of Thrones: The Card Game completo
O tempo foi passando, mais eventos, mais jogos e chegamos ao Zombicide. Foi com esse jogo que convertemos os vizinhos ao nosso pequeno vício. 

        Primeira jogatina caseira.

Recentemente, nosso evento passou a se chamar Guadalupeças, por uma questão de maior acessibilidade.
 Todo primeiro domingo do mês no Prezunic de Guadalupe que fica na Av. Brasil.

Acho que bem resumidamente, foi essa a minha trajetória no mundo dos jogos de mesa. Tentei ser o mais breve possível, só destacando os principais pontos mesmo. Além de muitos jogos bacanas, com temáticas e jogabilidades das mais variadas e interessantes os quais não podia nem imaginar que existiam. Conheci muita gente legal, alguns estão nas fotos acima, outros não (quem sabe em posts futuros). 
A ideia de fazer o blog veio da minha vontade de falar sobre esse hobby que se tornou tão especial para mim. Queria de alguma forma poder expressar minhas opiniões sobre o assunto. Um jogo especificamente foi o empurrão que faltava. Um jogo, na minha opinião, injustiçado. Mas vou fazer um suspense, pois ele será assunto do próximo post. Qual será o jogo que me impulsionou na criação do blog? Alguém advinha?
Para terminar, sobre o nome do blog. Bem, é difícil encontrar um bom nome disponível. Pensei em vários nomes ruins. Meu noivo foi importante nesse momento não me deixando colocar qualquer porcaria. Acho que Turno Extra é um nome bacana, abrange a temática geral do blog e é convidativo espero. Aqui é um espaço não só para expor minhas ideias, mas trocar com outras pessoas também. É um bate papo virtual depois de uma boa jogatina.
Não posso encerrar esse primeiro post sem colocar uma foto dos meus joguinhos queridos, ainda têm mais cinco para chegar esse ano. Estão pelos correios da vida.
 

Meus joguinhos *_*

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